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Castiel, the Guardian Angel

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Castiel, the Guardian Angel

Mensagem por JuhSalvatore em Qua Fev 20, 2013 1:11 pm

Meu nome é Castiel. Havia algum tempo, eu apresentava-me dizendo ser “The Angel of the Lord”, mas não acho que esse nome seja adequado. Não mais.

De um tempo para cá, tenho mudado muito. Costumes, crenças, lealdade. Tudo transformou-se em um novo Castiel, transformou-se em Cass, em alguém que em nada se assemelha ao meu passado. E essa mudança começou quando eu conheci uma pessoa: Dean Winchester.

Resumo minha vida em duas fases: Pré-Dean e Pós-Dean. Nunca vi, em toda minha existência – e olha que já vi mais coisas do que qualquer anjo poderia suportar – alguém que mudasse tanto ao encontrar um amigo. Mas também jamais havia visto um amigo como Dean.

Digamos que a posição de Anjo da Guarda definitivamente não é a mais requerida do céu. Cuidar de alguém em tempo integral, zelar pela pessoa e tentas guia-la para o caminho correto não é uma tarefa fácil, ou nem mesmo bem recompensada, principalmente quando se trata de cuidar de seres tão egoístas, idiotas e descontentes como os seres humanos, que costumam por dinheiro em frente aos valores, à vida, aos amigos, à lealdade... Mas depois que eu conheci Dean, realmente acho que ser Anjo da Guarda dele não seria nada ruim.

Devia, desde que me lembro por anjo, minha total lealdade a Deus. Cumpria suas ordens cegamente, esquecia de minhas vontades e anseios. E onde estava o livre arbítrio nisso? Eram apenas ordens. Nenhum carinho, nenhum zelo, nenhum reconhecimento. Só a ingratidão e o sofrimento. Eu nem mesmo sabia se meu Pai estava vivo! Que tipo de filho, afinal, segue um pai ausente sem jamais tê-lo visto?

Nunca desconfiei que, em um céu tão corrupto e errôneo como aquele no qual me encontrava, as ordens não viessem de Deus, mas de qualquer cretino que fosse meu superior. Certo que, naquela época, também não pensava que meu céu fosse corrupto ou errôneo. Tudo está certo, até que se encontre o primeiro erro. E o primeiro erro eu encontrei quando Dean Winchester quebrou o primeiro dos 66 selos.

E só fui descobrir o quão desvirtuado estava o céu quando, por sorte minha, ou pelo meu destino, não sei, fui encarregado de ressuscitar o Winchester mais velho e tentar fazê-lo cumprir com o seu destino de impedir o apocalipse.

Logo também, descobri que a ingratidão do ser-humano não tem medidas, princípio, meio e fim. Principalmente quando, ao me ver, Dean taxou-me de mentiroso. Passei tempo tentando entender o porquê da desconfiança, afinal Anjos não mentem. Esqueci-me, momentaneamente, que eu estava na terra dos homens. E tudo era diferente lá.

Consegui fazer Dean acreditar em mim. Não foi fácil. O rapaz é astuto, sagaz, esperto... nunca confia em alguém tão facilmente, não joga-se aos braços da própria sorte só porque alguém disse que ele é legal. Sabe, eu admiro muito a pessoa que ele é, admirei desde o início.

Claro que, em meio a toda essa história, encontra-se Sam. O mais novo Winchester é, em muitos aspectos, o contrário de seu irmão, o outro polo dessa linha tênue. No princípio, achava que, de verdade, Sam tivesse que morrer. Afinal, era o que meus superiores me diziam, o que eles diziam ser a vontade de Deus.

Mas quando caí em meio àqueles dois, percebi que Dean jamais mataria Sam. Isso era algo inimaginável. Eles se amavam demais, e um era tudo o que o outro tinha. Levei apenas cinco minutos pra dar-me conta de que o laço entre eles jamais se quebraria.

Seria mais fácil que eu me rebelasse contra o céu.

Normalmente, acho os humanos um tanto maçantes. Sabem, trabalho, escola, esposa, filhos, família, comer, dormir, mais trabalho... é tudo sempre igual, e eles jamais tiram uma lição de nada do que vivenciam. Além disso, eles nunca ouvem o que o céu tem a lhes dizer. Basta tomar como exemplo Sam: ele nunca, jamais, em nenhuma hipótese, fará o que eu recomendar que ele faça. Pode até ser que ele saiba que está certo, mas mesmo assim, ele não fará. Parece até uma afronta! Mas Dean é diferente. Ele tem suas próprias vontades, e é determinado, mas mesmo assim escuta a voz da razão, sabe o que é melhor para o todo, e principalmente, para o seu irmão. Não que ele não seja teimoso: ele é, e muito. Quando mete algo na cabeça, ninguém jamais tira. É só que é diferente com ele. Muito mais fácil com o resto.

Com os irmãos Winchester eu tive várias experiências que gostaria de lembrar para o resto da minha vida. Aliás, jamais vivi tanto quanto vivo quando estou com eles. Descobri como é falar ao telefone, e até tive uma experiência com a voz que me dizia que meus minutos estavam acabando. Aprendi sobre o sarcasmo, e sobre referências com relação à televisão e ao cinema. Aprendi meu amor por carne vermelha e bebida alcoólica, o que seria um grande problema no céu. Descobri o quão corrupto, esgaço e podre está o céu, e que eu não posso confiar em quase ninguém. E o mais importante: descobri que alguns humanos são mais angelicais e dignos de salvação do que todos os anjos juntos. No final, sou um vencedor, eu acho.

Não que eu não tenha perdido nada durante a minha convivência com essa dupla dinâmica. Holmes e Watson fizeram-me perder meus poderes até o ponto de virar quase humano novamente. Me fizeram ser expulso do céu e me tornar o anjo mais procurado. Me fizeram perder o juízo inúmeras vezes, e a consciência mais vezes ainda. Perdi minhas crenças, a lealdade à meus irmãos, até talvez minha honra e santidade, coisas que eu ainda tinha quando era um verdadeiro anjo. Perdi muito, ganhei mais.

Hoje, julgo ser mais humano que anjo. Na verdade, hoje gostaria de ser um anjo da guarda. Apenas acho que a chance de zelar por esses dois garotos, que acham que sabem de tudo, mas são frágeis, dóceis e ingênuos, é muito mais válida, nesse momento, que a chance de ser o novo “maioral” celestial. Esses dois são pessoas tão maravilhosas... eles merecem meu zelo, merecem ser poupados, pelo menos uma vez, da crueldade do mundo.

As vezes queria que o anjo da guarda deles tivesse tanto poder quanto eu, para que pudesse poupá-los de tanto sofrimento. Não só do que viveram e vivem, mas do sofrimento que ainda está por vir – e eu garanto, muito sofrimento está pela frente. Mas eu sei que eles são fortes, superarão até o maior dos problemas, a maior das dificuldades.

Esses garotos, no fundo, são as bênçãos que eu sempre pedi a Deus. Eles são o que minhas orações sempre pediram.

E quanto a Dean... bom, mais do que tudo, ao conhece-lo, ganhei um protegido, um amigo, um companheiro de aventuras e o maior, melhor e mais leal irmão que eu poderia querer. Um irmão que jamais me deixará na mão, jamais trairá a lealdade por mim, assim como jamais farei por ele. Jamais me abandonará nem se rebelará contra mim. Ele é o único irmão que eu tenho certeza de amar de verdade.

Bem dizem que amigos são os irmãos que se podem escolher. E aqui na terra, com os Winchester, Bobby, Chuck, Ellen e Jo, eu realmente encontrei minha verdadeira família. Alguns se foram, outros continuam, mas jamais deixarão de ser minha família de verdade.

Hoje, como disse, sou mais humano que anjo. Ou, quem sabe, eu seja o anjo da guarda deles. Não sei. O que sei é que Dean e Sam são minhas bênçãos, meus milagres. Meus verdadeiros irmãos. Principalmente Dean.
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