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Just the way you are

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Just the way you are

Mensagem por Zara Watson em Sex Set 28, 2012 10:42 pm



JUST THE WAY YOU ARE

Prólogo

O dia seguinte ao da batalha de Hogwarts foi talvez um dos piores para os sobreviventes. Enterrar os mortos de uma guerra é sempre doloroso, mas enterrar familiares e amigos tão próximos, que morreram tentando salvá-los, chegava a ser quase insuportável. Muita gente perdeu amigos e parentes nos anos que precederam à batalha final e durante a mesma. Hogwarts jamais seria a mesma e muito menos os seus alunos, que tiveram que crescer tão rapidamente em prol de um mundo melhor. Foi pensando nisso que o novo Ministro da Magia, Kingsley Shacklebolt, decidiu enterrar todos os mortos da guerra nos terrenos da escola, para que as futuras gerações de alunos pudessem saber quem foram os responsáveis pelo mundo de paz em que viviam. Para isso foi construída uma espécie de cemitério memorial nas imediações da tumba de Dumbledore, de forma que a do diretor ficasse no centro. Na entrada do local foi afixada uma grande placa de bronze com os nomes de todos que ali jaziam.

Harry fez questão de que enterrassem Snape perto de Dumbledore. Durante a cerimônia, contou a todos os presentes sobre o grande bruxo que o professor de Poções havia sido e da sua imensa coragem em trair o Lord das Trevas para salvar o filho da mulher que tanto amou e por quem viveu.

Rony e Hermione ainda não haviam conversado sobre o beijo que ela dera nele minutos antes da batalha final; os acontecimentos e as perdas que tiveram ainda estavam muito vivas e doíam bastante. Quando voltaram para o castelo de Hogwarts após enterrarem todos os corpos, os dois deixaram Harry sozinho com Gina na sala comunal da Grifinória e foram para o jardim, sentaram em baixo de uma árvore perto do lago e ficaram alguns minutos em silêncio, pensando em tudo o que haviam passado nos últimos anos.

- Mione, eu... – Rony começou envergonhado, as orelhas vermelhas como um pimentão.

- Não precisa falar nada, Rony, eu... Eu sei que precisamos conversar sobre o que aconteceu na sala precisa, mas... Ah, fiquei tão emocionada com você defendendo os elfos e se importando com eles que... – Estava muito nervosa para continuar.

- Calma, Mione, não precisa ficar assim tão nervosa. Aquela foi a melhor coisa que poderia ter me acontecido antes da batalha, foi o que me deu forças para ir até o fim mesmo quando vi o meu irmão cair morto tão perto de mim e não pude fazer nada. Foi a certeza de que você também sentia por mim algo mais que um amor de amigo que me fez lutar com todas as minhas forças para poder estar com você depois que tudo acabasse e dizer o quanto gosto de você.

- Ah, Rony, eu sofri tanto no sexto ano quando você saiu por aí pegando a Lilá... Não sabia o que fazer, e depois teve esse ano, né, nós dois discutindo o tempo todo por causa daquela maldita horcruxe, você indo embora e me deixando sozinha com o Harry... foi tudo tão difícil. Eu gosto tanto de você, acho que sempre gostei, desde o primeiro ano, mas nós dois somos tão cabeça dura. Acho que a Gina foi a primeira pessoa que notou o que rolava entre nós dois e foi ela quem me fez começar a enxergar isso. Nossa, nem acredito que finalmente estamos conversando sobre esse assunto. – Hermione suspirou aliviada. Aquela conversa já havia demorado demais para acontecer.

- E o que você pensa em fazer agora Mione? Com o fim da guerra e tudo o mais, pensa em voltar para terminar Hogwarts?

- No momento a única coisa que penso em fazer desesperadamente é ir atrás dos meus pais e desfazer o feitiço. Quero tanto eles de volta, Rony... – Uma lágrima começou a escorrer pelo canto do olho da garota. Rony aproximou-se dela, enxugou a lágrima com o dedo polegar e encostou a cabeça de Hermione em seu ombro, afagando seus cabelos.

- Se quiser eu posso ir com você até a Austrália. Vamos juntos encontrar seus pais.

- Sério, Rony? Nós dois? Viajando juntos?

- Claro, por que não? Está decido, vou com você para a Austrália encontrar seus pais e desfazer o feitiço. Você os terá de volta quando menos esperar. – Sorriu.

- Você viajaria comigo de uma maneira totalmente trouxa? Sem usar magia? – a garota perguntou, começando a se divertir com a idéia.

- Sem magia? Mas levaríamos dias para chegar lá. Você acha mesmo necessário?

- Não acho que seja necessário, mas acho que seria divertido vê-lo usando métodos trouxas para viajar.

- Ótimo. Eu topo então. – Rony concordou pensando no que o aguardaria. Era impossível viajar sem magia, como ele iria conseguir? A única certeza que tinha era a de que Hermione valia à pena. E pelo menos a viajem seria mais longa, assim passariam muito mais tempo juntos.




Essa fic eu comecei a escrever para um projeto de um fórum de HP e ela é o meu bebê, ainda não está concluída porque o último ano da faculdade está sugando todas as minhas forças e fiquei sem uma beta reader. Mas já tenho cinco capítulos escritos e acredito que só terá mais um e um epílogo ou apenas o epílogo mesmo, ainda não decidi. Espero que gostem e comentem por aqui...
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Zara Watson

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Capítulo 1

Mensagem por Zara Watson em Ter Out 16, 2012 8:17 am

Capítulo um:
Resquícios de uma guerra


A conversa com Hermione foi mais fácil do que ele imaginou que seria. Rony voltou para o castelo muito mais leve e aliviado por ter finalmente se entendido com ela e assumido seus sentimentos, mas o alívio logo passou quando os dois cruzaram os portões de entrada para o saguão. Ver a escola destruída daquela forma, os restos de concreto e de sangue pelo chão, escadas e paredes, era uma visão nada agradável. A lembrança da morte de seu irmão, Tonks e Lupin se fazia presente em todos os lugares. A sala comunal da Grifinória, que sempre fora um refúgio para os habitantes da casa, se tornou um tormento; tudo ali lembrava Fred.
Os estudantes que ainda estavam na escola desciam as escadas dos dormitórios com os malões arrumados e cumprimentavam Rony como se soubessem que ele estava pensando no irmão. Quem ali não se lembrava de Fred e Jorge Weasley? Quem não foi cobaia pelo menos uma vez de suas mirabolantes criações? Rony tinha certeza de que Fred jamais seria esquecido e de que Jorge jamais seria o mesmo. Pelo menos eles não teriam que freqüentar aquela sala comunal novamente.
Hermione segurou a mão do ruivo e o conduziu até o dormitório. Ela sabia o quanto ele estava triste e como aquele lugar lembrava seu irmão.
Sentir a mão de Hermione segurando a sua foi como uma corrente de ar quente que o aqueceu por dentro. Ele sabia que por mais triste que estivesse a presença dela tinha o poder de reconfortá-lo, ainda mais agora que tudo parecia estar esclarecido entre os dois. Queria tanto abraçá-la, sentir seu perfume mais perto, sentir o calor do seu corpo junto ao dele.
Chegaram ao dormitório e para sorte de Rony ele estava quase vazio. A única presença ali era a de Harry, que parecia perdido olhando os terrenos da escola pela janela do quarto.
-Harry, você está bem? – Hermione perguntou soltando a mão de Rony e aproximando-se do amigo.
-Ah, Hermione, não percebi que tinham chegado – falou virando-se. A voz soava triste e distante.
-Acabamos de entrar, se quiser podemos sair – Rony falou ainda perto da porta.
-Tudo bem, Rony, ficar com vocês me distrai.
-É estranho, não? Estar aqui no dormitório e não termos que arrumar nossas coisas para partir porque simplesmente não estivemos aqui o ano inteiro – o ruivo comentou observando o quarto.
-Tem razão. Quando cheguei o Neville estava arrumando as coisas dele e fiquei aqui na minha antiga cama pensando que não tinha o que arrumar porque não passei o ano aqui. Hogwarts sempre foi minha casa e justamente no meu último ano não pude retornar.
-Nós retornamos, Harry, tudo terminou no lugar onde começou. Foi aqui que Voldemort nasceu e aqui ele foi destruído – Hermione comentou, sentando na cama que pertencera a Dino Thomas.
-Eu sei, Mione. Eu sei. É difícil saber que tantas pessoas morreram para que isso acontecesse. Fico pensando como serão as coisas daqui para frente, penso no pequeno Teddy e em como ele vai viver com o peso de ser órfão. Será que vai sofrer tanto quanto eu sofri?
-Não Harry, ele não vai sofrer como você porque ele terá um padrinho que não estará preso em Azkaban sendo acusado de ter matado os pais dele, porque ele não será criado por tios trouxas, totalmente alheio à existência de seus poderes e de um mundo com pessoas iguais a ele. Ele tem uma avó que o amará com todas as forças e terá você para ensiná-lo a ser um grande bruxo.
-A Hermione tem razão, Harry. O filho de Lupin terá um padrinho que eu tenho certeza que irá amá-lo e cuidar dele sempre que for preciso. Não foi à toa que o Remo te escolheu. Ele sabia que só alguém que passou pela experiência de ter os pais mortos na guerra e ter crescido órfão seria capaz de cuidar do filho dele para que o garoto não sinta tanto a falta dos pais.
-Você quer dizer que o Remo sabia que ia morrer quando me chamou para ser padrinho do filho dele? – Harry perguntou indignado.
-Não, eu quis dizer que o Remo sabia que poderia morrer a qualquer momento durante a guerra e por isso quis garantir que o padrinho do filho dele fosse alguém que ele amava muito e que sabia que seria a pessoa certa para educar e cuidar do garoto – Rony falou sentando-se na cama que lhe pertencera.
-Desculpe, Rony, é que tudo isso é muito difícil de aceitar. Acho que vamos passar alguns anos juntando os cacos das vidas que foram quebradas durante a existência de Voldemort.
-É difícil para todos nós, Harry. Eu já estou começando a me preparar para juntar os cacos da minha vida, tenho que partir em busca dos meus pais na Austrália para desfazer o feitiço de memória e trazê-los de volta.
-Eu aqui como sempre só pensando em mim e nos meus sentimentos... Nem lembrei o quanto deve ter sido difícil este ano para você, Mione, você realmente teve a coragem de um grifinório fazendo o que fez para proteger sua família. Eu ainda não agradeci a vocês dois por terem embarcado nisso tudo comigo. Tenho certeza que jamais teria conseguido derrotar Voldemort se não tivesse vocês dois ao meu lado, não sou nem metade do herói que as pessoas acham que sou sem vocês.
Os três se abraçaram, um abraço forte e carregado de emoções, o símbolo de uma amizade que foi capaz de vencer todas as barreiras impostas e de chegar intacta ao fim da guerra.
-Agora quero saber o que vocês dois andaram fazendo esta manhã. Eu passei a manhã inteira com a Gina, ela estava muito triste com a morte de Fred e chorou quase o tempo todo. Nunca pensei que fosse ser tão difícil consolar alguém, ainda mais quando meu coração não parava de bater intensamente só por estar ao lado dela. Eu amo tanto a sua irmã, Rony, que mal consigo respirar perto dela.
-Nossa! Você está pedindo a minha permissão? – Rony comentou rindo da cara de embaraço do amigo.
-Eu só... ah, não sei o que falar. Nem sei como falar com ela sobre isso.
-Relaxa, Harry, minha irmã é louquinha por você, esteja ao lado dela para quando ela precisar de um ombro para chorar e ela vai esquecer que você a deixou sozinha e sem notícias por quase um ano.
-Rony! Não precisa falar assim, né. Bem, Harry, acho que já percebeu que ele aprova a sua relação com a irmã dele. A Gina é uma garota muito especial, dê tempo para que ela possa sentir a perda do irmão, é como o Rony disse, esteja por perto. Vocês vão acabar se entendendo.
-Eu sei, Mione, é que às vezes eu me sinto um idiota sem saber o que fazer. Mas não se preocupe, eu não vou magoá-la.
-Acho bom mesmo – Rony falou dando um tapinha sincero no ombro do amigo.
-Mas parando de falar de mim, vocês ainda não disseram onde passaram a manhã.
-Ah, nós caminhamos por aí, pelos terrenos da escola – Hermione respondeu sem graça.
-Sei, conversaram muito ou só repetiram a cena de ontem na sala precisa?
-Não sei do que você está falando, Harry – Rony comentou, ficando vermelho.
-Nós conversamos, conversamos muito, sobre várias coisas.
-Ah tá, então vocês só conversaram, Hermione?
-Claro. O que mais poderíamos fazer além de conversar e andar pela escola?
-Nada. Nada que já não tenham feito na minha frente – Harry riu.
-Pára com isso Harry – a garota pediu, ficando tão vermelha quanto Rony, se é que isso era possível.
-Tudo bem, não falo mais nada. Para quando é a sua viagem Mione? Quando você irá para a Austrália?
-Não sei exatamente quando, mas pretendo ir o mais rápido possível. Quando voltarmos para Londres, vou até a minha casa para ver como estão as coisas por lá, depois vou ao banco ver como está minha conta para poder comprar as passagens de ida.
-Você não pegou todo o seu dinheiro quando saiu de casa?
-Não, Rony, eu tinha que me prevenir, né? Se algum dia eu voltasse, não poderia estar totalmente sem dinheiro trouxa – respondeu como sempre respondia a uma pergunta em sala de aula.
-Espere aí... Como assim comprar as “passagens de ida”? – Harry perguntou olhando para os dois.
-Ah, é que... O Rony vai comigo.
-Uhm... Entendi... Vocês vão viajar juntos. Só os dois. E para que comprar passagens se podem aparatar?
-A Hermione me desafiou a viajar de maneira totalmente trouxa e eu aceitei.
-Desafiou, é? Sei... Muito interessante isso, imagino que será uma viagem e tanto.
-Pois é, o Rony foi muito cavalheiro em se oferecer para viajar comigo, assim não fico sozinha – falou corando.
-Muito cavalheiro da parte dele mesmo – Harry comentou sem conter o riso. – Quando é que vocês vão admitir que se gostam?
-Nós estamos no processo, ok? – Rony falou, corando mais do que gostaria e olhando sem graça para Hermione, que ficou calada.
-Tudo bem, não falo mais sobre isso. Vou esperar esse processo acabar.
-A professora McGonagall está chamando todos, já está na hora de irmos embora. – Uma aluna do sexto ano que havia permanecido na escola pra a batalha foi até o quarto onde o trio estava para dar o aviso da professora.
-Nós já estamos indo, muito obrigada – Hermione respondeu.
-Vamos então – Rony falou, levantando-se da cama e olhando com saudades para o quarto que ocupara durante seis anos de sua vida.
-Vamos. – Harry fez o mesmo e os três saíram despedindo-se da torre da Grifinória e do castelo de Hogwarts.

A volta para Londres no Expresso de Hogwarts foi tranqüila e silenciosa, os ocupantes do trem pareciam apenas querer chegar em casa e esquecer os acontecimentos da última noite no colégio. Muitos com certeza ainda lamentariam a perda de amigos e entes queridos durante um longo tempo. Harry, Rony, Hermione e Gina chegaram na Toca acompanhados de Gui e Fleur, que foram buscá-los na Estação de King's Cross. O restante da família Weasley já havia voltado para casa mais cedo, preferiram não esperar pelo trem e aparataram do povoado de Hogsmead. A casa estava mergulhada em um silêncio assustador, não parecia haver vida ali dentro. Molly estava na cozinha limpando a louça pela milésima vez, Arthur estava na sala sentado em uma poltrona de frente para a lareira, Carlinhos caminhava a esmo pelo jardim e Jorge estava trancado no quarto desde que voltaram de Hogwarts.
Gina subiu as escadas e trancou-se no quarto. Rony levou Harry e Mione para o seu e os três permaneceram lá durante a tarde até serem chamados para o jantar. A alegria da Toca parecia ter morrido junto com Fred. Os gêmeos não existiam mais, Jorge agora estava só.
O jantar parecia se arrastar. Ninguém conversava e as lágrimas pareciam que iam cair a qualquer momento dos olhos de cada um ali. Depois de comerem Gui e Fleur se despediram de todos e foram para casa. Carlinhos iria passar mais alguns dias com a família e depois voltaria para o seu emprego na Romênia e Percy voltara a morar na Toca. Harry havia sido convidado para ficar por lá também, pelo menos até se organizar e resolver se iria ou não morar na mansão que herdara de Sirius.
-Eu gostaria de falar com vocês – Rony falou olhando para os pais. Todos já haviam terminado de comer e se dirigido para a sala.
-Pode dizer, meu filho – Molly falou, levantando a cabeça que estava apoiada no ombro do marido.
-Como todos vocês sabem, a Hermione alterou a memória dos pais dela e eles estão vivendo na Austrália. – Todos assentiram com a cabeça e Arthur fez sinal para que o filho continuasse. – Eu decidi que não a deixarei viajar sozinha, então irei com ela para a Austrália e a ajudarei a desfazer o feitiço e trazer os pais de volta – concluiu, esperando a reação dos pais.
-Ah, meu filho, vejo que está realmente crescido. Esse é um ato de extremo cavalheirismo e eu não esperava nada menos de você – Molly falou, indo abraçar o filho que estava do outro lado da sala. – Vai dar tudo certo, Hermione, você terá seus pais de volta. Admiro muito a coragem que teve ao fazer o que fez pensando no bem estar e na sobrevivência de sua família – falou, virando-se para a garota que estava sentada perto da lareira.
-Obrigada, Molly. Não vejo a hora de encontrá-los e abraçá-los. Sinto tanta falta... – Uma lágrima escorreu do rosto dela quando a mãe de Rony a abraçou e lhe desejou sorte.
-O Roniquinho cuidará bem de você. – A mulher sorriu e bagunçou os cabelos do filho.
-Acho que Molly já disse tudo. Quando vocês pretendem partir? – Arthur perguntou olhando para os dois.
-O mais rápido possível. Creio que dentro de dois dias, no máximo – a garota respondeu.
-Ficarei feliz em receber seus pais aqui para um jantar quando vocês voltarem.
-Obrigada, Arthur. Nós viremos com certeza, quero muito que eles conheçam a família que sempre me acolheu durante as férias e que são como minha família também.
-Em breve será oficialmente sua família. – O comentário irônico e até divertido veio da pessoa mais inesperada da sala, Jorge. Ele finalmente quebrou o silêncio que a morte de seu irmão lhe provocara. Se Fred estivesse ali teria completado o comentário com alguma piadinha e todos ririam enquanto Rony e Hermione ficavam vermelhos de vergonha. Mas a piadinha não veio e restou apenas o embaraço dos dois frente ao comentário.
-Bom, vou subir para arrumar minhas malas – Rony falou.
-Eu vou com você. – Harry o seguiu.
-Nós também vamos para o quarto, né, Mione? – Gina falou olhando para a amiga.
-Boa noite a todos – Molly e Arthur disseram e também foram para o quarto.
Jorge subiu logo em seguida e Percy e Carlinhos ainda ficaram um tempo na sala, conversando bobagens para passar o tempo. Gina levou Hermione para o quarto e as duas passaram horas conversando sobre como tudo tinha acontecido entre ela e Rony e como as coisas estavam caminhando. Gina parecia melhorar seu humor e deixar a tristeza pela perda de Fred um pouco de lado cada vez que falava com Hermione sobre seu irmão e sobre Harry.
Rony e Harry também passaram horas falando de como as coisas haviam acontecido, de como a guerra os fez mudar e de como seguiriam a vida de agora em diante. Rony ainda falou de como estava feliz por ter dito a Hermione que gostava dela e do quanto estava ansioso para essa viagem ao lado dela.


No dia seguinte Rony e Hermione terminaram de tomar café da manhã com os Weasleys e saíram. Ele iria acompanhá-la até a casa dela para que ela pudesse pôr as coisas em ordem para quando os pais voltassem. Hermione não sabia como a casa estaria, mas achou melhor conferir. Os dois aparataram a alguns metros de distância da rua onde Hermione morava e foram andando até lá, pararam em frente à casa branca com detalhes azuis e ficaram alguns minutos observando. O jardim estava seco e desarrumado, resultado do abandono de quase um ano; a grama estava enorme e chegava a impedir a abertura do portão. Rony retirou a varinha discretamente do bolso da calça jeans e pronunciou algum feitiço para afastar a grama do portão. Hermione ficou impressionada com aquilo, não esperava essa habilidade vinda de Rony.
Os dois abriram o portão e passaram pelo jardim, chegaram até a porta da casa e Hermione procurou as chaves dentro da bolsa Ela abriu a porta lentamente e quando entrou na sala de estar encontrou uma mistura de móveis quebrados, poeira e objetos jogados por todos os lados; estava um verdadeiro caos. A garota suspirou com tristeza e foi até seu quarto. Todas as suas coisas estavam espalhadas pelo chão, a cama desfeita, o colchão rasgado e as roupas fora do armário Parecia que a casa havia sido revirada de cabeça para baixo.
-Viu, Rony, eu tinha certeza de que eles viriam atrás dos meus pais. Eu fiz o que era certo os mandando embora, não foi? – falou com a voz embargada.
-Fez, sim, Mione. Você fez o que era certo – respondeu abraçando a garota e afagando seus cabelos. – Agora vamos consertar isso tudo para que seus pais encontrem a casa do jeito que deixaram quando partiram.

Os dois passaram a manhã inteira consertando tudo o que estava quebrado, limpando a casa e colocando os móveis e objetos no lugar. Hermione agradeceu aos céus por não ser uma trouxa naquele momento e poder resolver tudo aquilo com magia. Com a ajuda de Rony tudo ficou mais fácil e quando chegou a hora do almoço a casa já estava em perfeito estado novamente. Os dois suspiraram e ficaram alguns segundos admirando o trabalho feito,Em seguida, Hermione chamou Rony para almoçar com ela em um restaurante trouxa que havia ali perto. Os dois comeram bastante e a garota se divertiu muito com as atrapalhadas do ruivo que nunca entrara em um lugar totalmente trouxa.
À tarde, depois do almoço, Hermione foi até o banco e retirou algum dinheiro da sua poupança, então foi até uma agência de turismo e comprou duas passagens de avião para Sidney, na Austrália. Rony a acompanhou a todos esses lugares, mas permaneceu calado para não fazer ou dizer nada errado na frente dos trouxas. Com as passagens compradas e marcadas para o dia seguinte às 11 horas da manhã, Hermione foi até uma loja comprar algumas calças jeans e camisas para Rony, afinal as roupas que ele tinha não eram tão novinhas assim. Os dois saíram da loja no final da tarde e chegaram à Toca quase na hora do jantar. Contaram como foi o dia a Harry e Gina e explicaram a Molly e a Arthur como seria a viagem e que voltariam assim que encontrassem os pais de Hermione e desfizessem o feitiço da memória. Depois do jantar, os Weasleys, Harry e Hermione ainda ficaram na sala algum tempo conversando um pouco, ou às vezes apenas calados, e foram dormir. No dia seguinte Rony e Hermione seguiriam viagem e a casa ficaria ainda mais vazia.
Uma guerra traz consigo destruição e sofrimento. Quando ela acaba traz alegrias imediatas e comemorações, mas os dias que se sucedem são devastadores. A alegria desaparece e dá lugar à imensa tristeza provocada pelas perdas irreparáveis. Pai e mãe chorando a morte dos filhos, irmãos despedindo-se de irmãos que partiram, famílias destruídas com a perda de um ente amado... A única coisa que resta é juntar os pedaços que ficaram e tentar refazer o que ficou quebrado. E era isso que Hermione e Rony iriam fazer: tentar juntar os caquinhos, consertar o que precisava ser consertado e seguir adiante. Afinal a vida continua e o amor deles era grande demais para ser deixado de lado depois de ter sobrevivido a todas as batalhas contra Voldemort e a todas as batalhas contra eles mesmos.




É isso aí, mais um cap!!
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