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The Crow And The Butterfly

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The Crow And The Butterfly

Mensagem por MaryAnn BWay em Qui Set 20, 2012 9:22 pm



Uma simples fórmula matemática pode definir os relacionamentos humanos? Todos os relacionamentos deveriam seguir o exemplo do corvo e da borboleta?
Dois estranhos se encontram em Paris. Poderiam ter simplesmente se ignorado, porém, seus corações cansados e famintos tentam achar descanso um no outro. Candace e Arthur tentam lutar contra antigos fantasmas e descobrir se o encontro inusitado na bela cidade romântica foi somente um acaso ou o momento certo. Se eles são apenas duas almas perdidas ou verdadeiras almas gêmeas.
"[...] As cabeças de ambos foram se aproximando, só conseguiram fechar os olhos quando suas bocas se encontraram.
A terceira colisão do dia.
Beijaram-se tão fortemente, com tanta vontade e com tanta ternura que, pareceu que se conheciam há décadas. Como se estivessem esperado muito tempo para se encontrarem. Meio piegas, talvez. Mas, era a realidade. Uma espera, enfim, parcialmente saciada. Pois, para o que eles sentiam ali, naquele momento, ainda havia muita fome em ambos [...]
[...]Os dois estavam calados... Se entreolhando...
Nada precisava ser dito...[...]".



Hmm, lá vamos nós.o/Esta é uma fic Original criada por mim e meu dear friend and partner Anonymus_Fulano.Todos os personagens NOS pertence, bem como toda a história que saiu de nossas lindas e doidas cabecinhas.Bom, para você que tem problemas com cenas de sexo, já avisamos... Não leia. E tem muita música aqui. Sempre... Ou quase sempre terá uma indicação de uma ou mais músicas. ^^
A música tema desta fic é "The Crow And The Butterfly" - Shinedown.Link: https://www.youtube.com/watch?v=1B89Osfj8dg.
Amamos vocês que leram tudo isto!^^
E esperamos ansiosamente que gostem da história e acima de tudo, se divirtam muito lendo-a.
Beijão. ;D
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Re: The Crow And The Butterfly

Mensagem por Anonymus_fulano em Qui Set 20, 2012 9:31 pm

Nusss essa tá empoeirada hein? rsrsr E ai, terminamos agora?
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Re: The Crow And The Butterfly

Mensagem por MaryAnn BWay em Qui Set 20, 2012 9:43 pm

Notas iniciais do capítulo

Bom, pessoal, esta é a parte... *MEDO*É meio filosófica e... matemática. rsVocês entenderão melhor no decorrer da história. Mas, já colocará a cabecinha de vocês para funcionar. ^^Antes de mais nada, divirtam-se.Beijos e boa leitura.OBSERVAÇÃO: Se realmente ficar difícil de entender, coloca aí no review...A história vai girar em torno de dois conceitos...Como vocês perceberam, este primeiro conceito (matemático) não tem nada haver com o título (segundo conceito).BEIJO BEIJO!

...........................................................................................................................................................................................................

Prólogo UM.

E se tudo que existisse pudesse ser explicado pela matemática?

A chave de tudo é o equilíbrio nessa vida. Vivemos em um planeta que é perfeitamente nem tão quente, nem tão frio e está a uma distância exata do sol.

Tudo tem um oposto.

Luz e escuridão, homem e mulher, matéria e anti-matéria, fogo e água, sim e não. Logo, a soma deles deve resultar em zero para que algo seja "perfeito"? A água é capaz de apagar o fogo, se forem proporcionais.

E se jogássemos todas as atitudes humanas em uma conta?

Um relacionamento?

1+ (-1) = 0

Para analisar, vamos fazer igual ao que e feito quando se estuda a luz. Define-se qualquer objeto emissor de luz como apenas um ponto, se olharmos ele a determinada distancia. Por mais que você tenha uma luz no formato de bastão na sua cozinha, se olhar pra ela do alto de um morro ela vai ser um ponto. Então, o ser humano é apenas "1". Independente de o quão complexo sejam seu corpo ou seus pensamentos, se abstrairmos e olharmos a distancia... "1".

Então, para que o ser humano encontre a felicidade com outro "1" é necessário que esse outro seja oposto. Logo o gordinho só será feliz com a magrinha? Não é bem assim. O oposto, "-", não muda a essência do "1". Ele é sempre "1" e não "2" ou "5", apenas negativado. Temos o conceito de negativo como algo sempre para baixo ou ao contrário. Mas e se esse "-" for apenas distância... Alguma experiência... Ou simplesmente algo mais simples como ter escolhido a massinha verde ao invés da amarela enquanto brincava quando era criança?

Para que a soma resulte zero o segundo "1" tem que ser negativo ao primeiro, porém, tem que ser "1", se for "3" não funciona. Por mais que tenha gostos diferentes, ou até iguais, há algo nos dois que deve ser compartilhado pelos mesmos.

Então, um relacionamento só dará certo se o outro tiver a mesma essência que você? Não só um relacionamento, mas tudo nessa vida, só dará certo se o resultado for zero? Equilíbrio perfeito?

............................................................................................................................................................................................................

Notas finais do capítulo

Então, amores?Esperamos que tenham gostado... E estamos ansiosos por suas considerações (reviews) Very Happy.Sim sim!! Aquele "butão" ali... rsrs. Beijos. ^^


Última edição por MaryAnn BWay em Qui Set 20, 2012 10:07 pm, editado 1 vez(es)
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Re: The Crow And The Butterfly

Mensagem por MaryAnn BWay em Qui Set 20, 2012 10:01 pm

Notas iniciais do capítulo

Bom, pessoal... Agora estes escritores começam realmente a interagir com vocês. Rs.
MaryAnn: Tudo bem aí?
Será que estão intrigados?
Anonymus: uahuahuhau quando li interagir juro que pensei no facebook, não começa a mindigar likes vai auhauhauhauha
MaryAnn: Han? Já vamos começar a mostrar nossa face desde agora? Temos de manter uma pose que somos sóbrios... Huahauahauhau
Anonymus: AH mais qual a graça? Enfim, sim pessoas essa história tem dois prologos (E que se exploda as boas práticas de textos auahuahuhaua)
MaryAnn: É, somos autores com licença lterária, rs. Mas, chega de enrolação. Estamos ansiosos que aproveitem a leitura.
Beijos!

............................................................................................................................................................................................................


Prólogo DOIS.

Analogias são interessantes.

Elas se aplicam a diversas áreas da vida humana, e em algumas dessas, se encaixam tão perfeitamente que parecem terem sido “inventadas” exatamente para aquela determinada situação.

O fato é que, muitas pessoas usam como exemplo para mudança, transformação, renovação, vida nova.

A borboleta.

O belo inseto que antes era uma repulsiva lagarta, se transforma em algo que enche os olhos de cada um de nós. Sua beleza, suas cores, seu vôo suave e delicado, seu romantismo.

Nem parece aquele bicho que se arrastava com um corpo mole e nojento, desajeitado e que nos fazia torcer o nariz.

Como poderia algo tão horrível tornar-se tão encantador?

Feio para bonito. Desajeitado para majestoso. Repulsivo para delicado.

Não parece que era o mesmo animal. Como pode tornar-se tão diferente?

Transformação... Morte.

Sim, morte. Pois, a lagarta teve de morrer para nascer a borboleta.

Então, a questão não é a transformação em si, mas a morte.

É como olhar um corvo.

Ugh... Que animal horrível, poderia pensar.

É totalmente negro, come carnes em decomposição. Em muitas culturas significa a presença de mau agouro, presságio de morte. Praticamente um urubu.

Será mesmo?

Recentemente descobriram que esses bichos voadores são extremamente inteligentes. Seus hábitos alimentares “podres”, trazem equilíbrio ao ecossistema. Sem contar que as aves negras vivem em bando com hierarquia altamente definida, ou seja, eles são mais organizados do que nós. E são casais monogâmicos, com um único parceiro. Alta fidelidade que muito dos seres humanos “superiores” não conseguem. Como se não bastasse, um dos poemas mais famosos do mundo tem qual nome? “O Corvo”, de Edgar Allan Poe.

E, então, você, leitor, olha para estas palavras e pergunta-se: - O que afinal, estes autores querem dizer?

Nada demais.

Apenas que, como tudo em nossas vidas, as coisas não são tão complicadas quanto você ou eu achamos. As respostas estão bem aí, na nossa frente e são vistas de diversas formas. Analogias não são coincidências, são fatos que se aplicam perfeitamente à nossa vida, pois já faz parte dela.

Borboletas e corvos, animais tão diferentes, mas tem de lidar com a mesma coisa: a morte. Um decorre da morte, o outro enfrenta a morte todos os dias.

E nós, não somos assim também?

Não temos a marca da morte em nós? Afinal, é a única certeza que temos: todos morremos, mais cedo ou mais tarde.

Por que não carregar esta marca em tudo? Não devíamos ser corvos ou borboletas em nossos relacionamentos?

Por vezes, precisamos morrer em um relacionamento para tentar continuar vivendo. Para fazer um novo relacionamento dar certo. Deixar para trás a vida que se arrastava, feia, nojenta, asquerosa, triste, grossa. Ser alguém melhor, mais bonito, mais suave, delicado, leve...

Precisamos enfrentar a morte a cada dia com aquele que amamos. Enfrentar a morte do orgulho, ódio, indiferença, raiva, vingança... Dentro de nós. Renunciar a nós mesmos. Matar estes sentimentos e “comê-los”, para que “o que não nos mata, nos fortaleça”?

O que tem de diferente?

Nada.

Portanto, em todo relacionamento deve haver morte.

A sua morte das coisas que não acrescenta nada ao outro, para que a vida reine e então, talvez o “felizes para sempre” venha sobre nós.

Eu te desafio a tentar.

Morte.

Esta é a palavra de ordem.

Seja você um corvo ou uma borboleta.

............................................................................................................................................................................................................

Notas finais do capítulo

Anonymus: E es esto! Ou vocês achavam que o nome era o corvo e a borboleta era à toa? (Finge que sempre teve essa ideia xxxiiiuuuuuuu). Brincadeiras a parte, o credito deste prologo vai todo para a MaryAnn, sinceramente, era o toque dela que faltava no início.
MaryAnn: NHA! Que bonito! Mas, a verdade é que, já que ele fez o Prólogo Um, eu tinha de fazer o Dois né, galera? Huahauhua. Espero que tenham gostado e entendido. Vocês concordam com o Prólogo? Sim, não? Expresse tudo o que quiser na linda caixinha abaixo e faça estes dois autores muitto felizes! Beijos!!!
Anonymus: Que isso? Você decide agora? uhauhauhauhauhahauhauh
MaryAnn: Não vamos começar a brigar na frente dos leitores, né? huahauhauahuahau. Deixe para os bastidores. Huahauhauahuahua.
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Re: The Crow And The Butterfly

Mensagem por MaryAnn BWay em Qui Set 20, 2012 10:28 pm

Anonymus_fulano escreveu:Nusss essa tá empoeirada hein? rsrsr E ai, terminamos agora?

Olá Anonymus!
Pois é!! Acho que não temos escapatória. É agora ou nunca!Rsrsrs
Wink
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Re: The Crow And The Butterfly

Mensagem por MaryAnn BWay em Dom Out 07, 2012 9:41 pm

Capítulo 01 - Lead Sails...

Notas iniciais:
MaryAnn: Hey pessoal anônimo!! Boa noite!! Tudo bem? Bom, vamos postar mais um capítulo pra vocês, mas estamos meio tristinhos porque ninguém que passou por aqui deixou um comentário... Poxa...
Anonymus: Eh meu povo, nem que seja um "You succkkkk!!" digam ai o que estão achando da historia auhauhauhauha
MaryAnn: Isso aí!!! Aguardamos hein. Aqui vai o link da música tema deste capítulo: Lead Sails (And A Paper Anchor) - Atreyu: https://www.youtube.com/watch?v=ij_Nc3UMvjk.
Boa leitura!!

.......................................................................................................................

Capítulo 01 - Lead Sails...


"Save me, take me home, over and over again. Save me, take me home. Wishing that this all would end".
(Atreyu - Lead Sails And A Paper Anchor)



A noite foi perfeita, não estava nem fria nem quente. O vento soprava bem suavemente, a ponto de conseguir mover um guardanapo no chão. Ele adorava aquela sensação.

A casa estava toda iluminada e o jardim parecia ter sido o palco de um cenário de conto de fadas.

E realmente foi. Um conto de fadas real, com direito a um "E eles viveram felizes para sempre".

Ele sentou numa cadeira do jardim e ficou observando o céu estrelado. Aquela imensidão de pontos brilhantes mexia tanto com ele. Tudo que queria nesse momento era seu Ipod com uma trilha para aquela cena.


Pensou nela.


Seu rosto alvo, os olhos verdes, a boca perfeita e vermelha, os cabelos negros sempre tão cheirosos...

O peito parecia doer, doer demais. “Bate coração, bate” pensava ele. A dor era tão grande que era como se o coração não batesse, tivesse atrofiado, ficado negro. Ele estava ficando acostumado com esse sentimento, era como uma parte dele, uma parte negra que simplesmente queria estourar em um grito que fosse suficiente para arrancar as árvores do chão.


Ele a viu...


Sorrindo para ele, ainda longe, depois do gramado e das roseiras do jardim.

Ele pensou “Devo estar sonhando”. E era o melhor sonho. Ela se aproximava.

Só o sorriso brilhante permanecia nele.


– Olá - ela sorria com o mesmo sorriso esperto e vivo de sempre. O que ele tanto amava.

– Olá – ele sorriu para ela e levantou da cadeira rapidamente, indo na direção dela. - É uma pena você ter chegado somente agora... Perdeu um casamento fabuloso!

– Não, eu não perdi. Só não pude vir antes. - ela o olhava graciosamente. - Porém, eu já sabia que seria fabuloso. Você coordenou tudo.

Ele aproximou-se dela, e olhou profundamente em seus olhos, suspirou e disse:

– Estou cansado. Muito cansado.

Ela o olhou curiosa e tocou-lhe o rosto com ternura, perguntando:

– Cansado do quê?

Ele respirou fundo, pegou a mão dela e respondeu:

– De tudo... Principalmente de viver sem você.

Ela ergueu a mão dele até a boca dela e beijou a palma. Sorriu e perguntou:

– Quer vir comigo?


........................................................................................................................

Notas finais:
Anonymus: Pequeno né? Mais humilde kkkk. Ainda estamos muito evasivos nessa historia, mas o proximo capitulo contará um pouco mais.
MaryAnn: Sim, sim. Logo a coisa começa a mostrar "sua beleza"! Mil beijos!! E não esqueça de deixar um comentário!

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Re: The Crow And The Butterfly

Mensagem por MaryAnn BWay em Ter Abr 02, 2013 8:33 pm

Capitulo 02 - Candace Lutz

Olá pessoal, desculpem mesmo pela demora em postar, mas tivemos muitos problemas neste tempo ausentes. Porém, estamos aqui tentando trazer esta linda história pra vocês e vamos nos esforçar para não parar mais.
Boa leitura, beijos!!
MaryAnn falando (com o aval do Anonymus Very Happy )

XXX

Capítulo 02 - Candace Lutz.

*Alguns anos antes...

“Eu estava na França... Mais uma vez.

A Cidade das Luzes, a cidade mais romântica do mundo, parecia não me trazer inspiração nenhuma.
Eu tinha vários compromissos na cidade, por conta do meu trabalho. Como eu sabia que, logo não teria tempo nem para dormir, aproveitei minhas poucas horas de folga para fazer uma "terapia".

Compras.

Eu tinha de ir à minha loja de casacos preferida.

Suspirei. Que chato!Teria de ir sozinha.

Não posso reclamar da minha vida, eu a escolhi e sabia quais os sacrifícios que teria de fazer. É claro que, há compensações também. A melhor delas é saber que estou fazendo o que mais gosto. O que eu realmente nasci para fazer.
Porém! Pois tudo tem um porém, eu estava me sentindo muito angustiada ultimamente.
Triste. Estava desesperada, pois me sentia muito só.
Todas as vezes que me perguntavam sobre a minha vida sentimental, era um martírio. Antes de responder, me dava um nó na garganta. Era difícil começar a falar sobre algo que me angustiava tanto. E quando eu começava a falar me deixava ainda mais triste.
Eu estava vivendo um momento que, não poderia ser descrito. Eu sabia a solidão que enfrentava. Queria muito encontrar alguém. Mas, não poderia ser qualquer pessoa, tinha de ser uma que aceitasse ficar do meu lado, e por muito tempo. Que me aceitasse, na verdade. Do jeito que sou.
Pensava e ponderava comigo mesma e via a realidade: Como poderia ter um relacionamento ou encontrar alguém com o tipo de vida que eu vivia? Sendo do jeito que eu era?
Tentei esquecer isto.
Saí em direção à loja. Fui levada até lá por um táxi.

Tom, meu amado irmão, ficou no Hotel. Ele não tinha paciência para este tipo de programa. E também, devia estar "ocupado".
Algumas vezes gostaria de ter esta mesma atitude dele, mas, minha enorme personalidade romântica me impedia. E outra, sou uma mulher. Devo me dar ao respeito.
Resta-me divertir-me com as histórias dele, se desvencilhando de tudo e todos e sumindo com as garotas. Uma a cada noite.
Um dia ele também irá cansar desta vida, eu sei.
De que adianta um momento bom, mas que não dura?

Tenho fome e sede de amar e ser amada.

Com este último pensamento, ao olhar para o taxista, o mesmo me avisava que havíamos chegado à loja. Ele saiu primeiro e eu logo em seguida. Paguei-o. Entrei rápido, e a loja estava praticamente vazia.
Sorri para as vendedoras que, estavam perto do balcão e me dirigi às araras de casacos. Havia somente três pessoas na loja, e contando comigo, somaríamos quatro.
Duas delas me olhavam com curiosidade. Eram duas senhoras, com aproximadamente 45 talvez 50 anos.
Talvez, fosse meu cabelo...
A terceira pessoa na loja era um moço. Muito jovem. Mas, não vi seu rosto, sabia que era jovem por causa da sua roupa.
Olhei com atenção para frente e vi alguns casacos que poderiam me interessar. Havia um xadrez, que eu achei minha cara. Fui verificar se havia meu número.
Enquanto eu caminhava até a arara do dito casaco, o moço virou-se e então pude ver seu rosto.
Era alvo, os olhos eram castanhos. A boca avermelhada e os cabelos castanhos.Parecia um sonho.
Foi então, que inesperadamente, nesta fração de segundos, nossos olhares se encontraram e ele sorriu para mim.
Eu fiquei estática e sorri sem graça.
De uma maneira que não posso descrever em palavras, aquele sorriso me desconsertou. E o olhar parecia me asfixiar.

"Sou uma idiota", eu pensei fechando meus olhos.

Ele já não estava mais olhando para mim diretamente, mas estava vendo alguns casacos na arara de frente para mim.
Comecei a passar os cabides com os casacos, freneticamente, sem nem ao menos olhá-los, tentando disfarçar meu nervosismo, e até perdi o cabide do casaco xadrez que eu tanto queria.

"Como sou idiota, imbecil! Deveria me aproximar...”

Inferno!
Olhei para frente de novo e ele olhou e sorriu novamente para mim, tranquilamente.

"Como você é tonta, Candace!", eu só conseguia me martirizar pela minha introversão desmedida.

Fazia tanto tempo que, eu não recebia um sorriso, um olhar gentil. Ultimamente, eram sempre os mesmo rostos. Ou era olhar de adoração e devoção ou histérico.
Sem contar os que só me olhavam como se eu fosse uma aberração. Prefiro nem comentar.
Continuei passando os cabides, mas sem nem ao menos saber o que eu fazia, e então, o moço se aproximou de mim.

–Com licença... - ele tinha uma voz firme, porém doce.
– Sim. - eu sorri tentando espantar meu medo.
–Não querendo me intrometer, dando uma de louco, mas notei que você está um pouco indecisa... - ele sorriu e esticou a mão com o casaco de lã enorme.

Realmente, era a minha cara!

– Com certeza, aceito a indicação.
– Que bom! - ele sorriu um pouco mais. Era ainda mais lindo!- Bom, espero que caia bem. - ele ia se retirando, mas, eu o impedi.
– Você não vai me ver experimentá-lo?
– Ah claro “o resultado final”. O que adianta uma boa indicação sem ver como ficou. Sem problemas? - ele me olhou.
– De modo algum. Você fez a indicação, deve ver. - eu sorri. - Provador?

Ele sorriu e seguimos juntos até o provador. Me olhava curioso. Acho que não esperava aquilo.

– É sempre bom ter uma opinião masculina! - eu sorri de canto e ele riu.
– É ali... - ele apontou para o provador. Não me diga em opinião. Juro que estou aqui há algumas horas é não consegui escolher nenhum para mim.
– Eu já volto. - e antes de entrar no provador, sorri para ele, que havia acabado de se sentar e acenou para mim.

Nunca me troquei tão rápido.
Tive medo de sair da cabine e ele ter desaparecido.
Saí e ele ainda estava lá. Graças a Deus. Ele levantou, colocou as mãos nos bolsos e disse:

– Ficou perfeito!
–Você achou? - tentei interpretar uma despretensiosa.
– Obviamente.
– Eu também achei. - eu me virava frente ao grande espelho.
– Perfeito... Você ou o casaco? Ou você no casaco? - ele perguntava divertidamente.
– O casaco - eu ri.
– Prefiro dizer que ficou maravilhosa... Você no casaco - ele me disse ao olhar para a minha imagem no espelho.
Eu abaixei a minha cabeça sorrindo e levantei virando-me para ele.
– Vou levar. - eu disse.
– Vai levar o casaco então? - ele sorria semicerrado.
– Sim, mas também levarei você... - ele estranhamente encarou o vazio -... Para tomar um café, afinal é o mínimo que posso fazer por alguém de tanto bom gosto. Se não tiver nenhum outro compromisso, é claro.
Ele riu.
– Senhorita... - ele esticou a mão.
– Candace Lutz, muito prazer. – eu sorria belamente e ele pegou minha mão.
– Eu sou Arthur Backx, e o prazer é todo meu. - ele beijou a minha mão como um antigo cavalheiro.
– Muito prazer Arthur Backx. - eu sorria maravilhosamente para ele. E não descruzamos nossos olhares.


Fim do capítulo 02

XXX

Muito obrigada a todos os que leram e por favor, nos deixe ainda mais felizes e comente!!!!
Mil beijos!!!!

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Re: The Crow And The Butterfly

Mensagem por MaryAnn BWay em Ter Abr 02, 2013 9:05 pm

Capitulo 03 - Arthur Backx

Ok, realmente demoramos com essa historia. Mas vamos acelerar então. Mais um cap bem curto.
Anonymus falando (com o aval da MaryAnn Smile )

XXX

Capítulo 03 - Arthur Backx.

*Verão...antes de ir para França...


Ainda não acreditava que aquilo havia acontecido. Depois de tantos anos... Seu mundo conseguiu ser despedaçado com apenas algumas palavras.

“Desculpe... Eu não consigo sentir a mesma coisa por você... Por mais que eu queira...”

As lembranças daquela garota com lágrimas nos olhos não conseguiam sair da mente de Arthur já faziam três dias. O problema é que, essas lembranças vinham junto com a da mesma pessoa sorrindo, um sorriso paralisante para ele.

“Respire Arthur... Apenas respire fundo...”

Tirou o seu Ipod do bolso enquanto o ônibus continuava o caminho para casa. Era preto, na parte de traz se via um desenho tribal de uma foice, com uma gota de sangue realista saindo da lamina. Desenho que Arthur tinha muito orgulho de ter imaginado e procurado uma empresa de customização para transcrever no “gadget”. Adorava quando podia ficar olhando para aquela imagem.
Deixou-se relaxar no banco e apertou o play. Este era o melhor jeito de deixar sua mente fluir um pouco. O problema é que sua mente só conseguia pensar em uma coisa.
Sacudiu a mesma, como se seus pensamentos pudessem seguir seus movimentos e colidissem uns contra os outros para desaparecerem. Abriu um compartimento na parte esquerda, da mochila que estava em seu colo, e retirou um papel impresso. Era a confirmação da compra de uma passagem para a frança.

“Vive l’france, vamos la” , pensou ele.


Fim do capítulo 03

XXX

Obrigada por ler. E Comentem!
Beijos
MaryAnn (sem o aval do Anonymus rs)
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Re: The Crow And The Butterfly

Mensagem por MaryAnn BWay em Ter Abr 02, 2013 10:14 pm

Capitulo 04 - Lights and Sounds

o/ Anonymus falando:
OK, precisamos revelar os bastidores e dizer que estamos ouvindo musica no ultimo volume que nem dois adolescentes! kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
É preciso um espirito aventureiro para mais um pequeno cap
Divirtam-se
AMBULANCE - My Chemical Romance!!!

hauhauahauahauahauahauahaauahuaahuaahua (MaryAnn ri descontroladamente)

AANNDD IFF YYOU SSAVVEEE MYY LLIIFFFEEEE (Anonymus canta ou grita, não dá pra classificar ainda rs)

you don't know a thing about this lifeeeeeeee (MaryAnn canta ou grita, não dá pra classificar ainda rs 2)

XXX

Capítulo 04 - Ligths and sounds.

Arthur estava na França há quase 2 semanas. Não estava muito diferente de como chegou. A cidade era linda e inspiradora, porém odiava as pessoas que estavam lá. Não conseguia simpatizar com elas, que simplesmente passavam pelos lugares, sem às vezes perceber o quão lindo a formação de nuvens estava naquele momento ou como as fontes, quando ligadas, davam uma linda foto dependendo do fundo que você escolhesse. Na verdade, não era só isso que o irritava, desde que chegou o mau humor já era um companheiro de viagem.
Não havia conhecido ninguém de interessante. Não aguentava mais os assuntos com os colegas do Hotel que conheceu.
Precisava esfriar a cabeça e sabia disso. Festas era o que não faltava e também não foi por falta de ir nelas que estava assim.

Apesar de tudo sempre achou a cidade linda. Algo que nunca vai esquecer foi no segundo dia que havia chegado à cidade. Foi passear a noite após o jantar oferecido pelo hotel. Estava com seu Ipod no modo shuffle quando começou “Lights and Sounds” do Yellowcard. Parou e sorriu, sabia que aquela musica não era à toa, estava cabisbaixo, mas ergueu a cabeça na hora. Um minuto e percebeu que a cidade estava toda iluminada, ele se encontrava em uma rua repleta de neons, a visão era linda e, como ele gostava daquela sensação que havia encontrado uma trilha sonora para a cena. Usou a própria câmera do Ipod para registrar o momento. Estava se sentindo como se a energia tivesse sido recuperada, teve vontade de sair correndo com aquela musica no ouvido.
Pegou sua câmera e foi dar uma volta até que o próximo passeio do pacote de viagem fosse acontecer. O clima chuvoso era um ótimo companheiro também, o vento frio que o acompanhava dava a sensação que podia controlar aquele elemento, levantando a mão, sentindo o vento passar por entre seus dedos.
Arthur só não contava em perder seu casaco de uma maneira tão idiota. Deixou o mesmo em cima de uma fonte enquanto dava indicações para um turista ainda mais perdido que ele.

“Bem como posso ter vindo à França e não fazer algumas compras? Já que a força Divina quis que meu casaco ficasse brincando na fonte sem ligar para seu dono... Vamos às compras”, pensava ele enquanto imaginava estupidamente seu casaco movendo as mangas no ar e rodopiando dentro de uma fonte com se adquirisse vida.

“Você é meio idiota, senhor Backx...”

Havia uma loja no final da rua... ”50% off” dizia a placa.


Fim do capitulo 04.

XXX

E aí, gostaram? Do capitulo? Das notas iniciais?
Rsrs
Beijos!
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Re: The Crow And The Butterfly

Mensagem por Anonymus_fulano em Ter Abr 02, 2013 10:42 pm

Notas iniciais: MaryAnn: hmmm, mais um capitulo curtinho, mas cheio de informações!
Anonymus postando pois MaryAnn foi pegar café (aquela viciada!)
Boa leitura!
PS: próximo capítulo é pra se perderem!!!!!! o//

Capitulo 05 - Colisão

Arthur entrou na loja, fazendo uma sineta na porta tocar. Duas senhoras olharam para ele, mas imediatamente voltaram à escolha de suas roupas.
A maioria da loja era de roupas femininas. “Acho que fiz uma má escolha” pensou ele. A parte masculina se resumia a algumas araras na parte esquerda da loja, perto da vitrine. “Compre e corra! É simples, só espero encontrar algo legal...”
Arthur iria encontrar algo muito maior que “algo legal”.
A sineta da porta tocou novamente. Arthur nem havia se virado. “Provavelmente outra senhora aproveitando os descontos.”
Pegou um casaco, era uma mistura de couro com algo que parecia plumas. Só não esperava pelo o que viu quando levantou a cabeça.
Havia uma mulher olhando para ele do outro lado da loja.
E então o tempo parou.
Ficou maravilhado pela cor da sua pele, pela sua boca vermelha, seus olhos verdes apenas aumentaram o fascínio instantâneo que o fazia não conseguir tirar os olhos daquela mulher.
Maravilhado ele uma sensação o fez perder o ar, seu coração bateu, tão forte que parecia ressoar por toda loja. Seu coração bateu novamente. Arthur acabou soltando um sorriso involuntário diante de tudo que tinha acontecido naquele meio segundo.
Abaixou a cabeça novamente, pois ela desviou o olhar.
“O que fazer? Como se portar? Aquilo era uma mulher mesmo?”. Perguntas estouravam incontrolavelmente na sua cabeça. Estava nervoso. Queria desesperadamente conhecer aquela estranha, porém seu sistema nervoso não o deixava pensar claramente.
Levantou a cabeça novamente já com um sorriso, avistou a moça novamente percebeu que ela estava escolhendo casacos também. Olhou para ela, subitamente tudo estava mais devagar, conseguiu pensar claramente como se alguém houvesse injetado morfina direto no seu cérebro.
“Ela está escolhendo casacos...o quinto da esquerda é perfeito...ofereça.”
–Com licença...
– Sim. – Seu sorriso o atingiu, uma colisão de beleza e estupefação de sua parte.
–Não querendo ser intrometido dando uma de louco, mas notei que você está um pouco indecisa... – Esticou o casaco de lã que havia encontrado.
“Agora é a hora que ela agradece e se afasta...”
– Com certeza, aceito a indicação...
– Que bom! – Não conseguia pensar. Este era o tipo de situação que ativava a mente de Arthur como uma máquina desenfreada de possibilidades. Virava um processador que tem a missão de resolver um calculo que demoraria 15 anos tamanha a quantidade de informação que lidava ao mesmo tempo. No entanto, isto não estava ocorrendo, tudo apresentava uma fluidez inexplicável.
Pronto! Havia acabado. Era hora de virar as costas e deixar aquela estranha devolver o casaco para o cabide.
– Você não vai me ver experimentá-lo?
Ela poderia simplesmente não ter falado nada. Poderia deixar aquele estranho ir embora. No entanto, o simples convite para que aquela pessoa a fizesse companhia mais alguns segundos mudou completamente a realidade dos dois.
Seu nome era Candace Lutz. O casaco realmente havia ficado perfeito nela. Volta e meia os olhos de Arthur eram atraídos para os olhos verdes dela. Parecia ter esquecido o mundo ao seu redor... Até uma simples frase o trazer de volta. Foi a segunda vez naquele dia que sentiu como seu corpo tivesse colidido contra algo algumas milhões de vezes mais pesado que o seu.
– Sim, mas também levarei você...

********************
A frase desencadeou um lembrança na mente de Arthur.

Estava sol. A praia estava maravilhosa, como era dia de semana estava praticamente vazia. O vento calmo fazia o cabelo de uma garota de longos cabelos ruivos balançarem, enquanto ela olhava para o menino a sua frente de cabelos escuros.
–Então vai ser assim, quero me formar e morar na parte sul da cidade, comprar meu carro e curtir minha vida um pouco longe da minha família. - Dizia a garota que tinha algumas sarnas em cima do longo sorriso que ela lançava.
–Sei, é um belo caminho a se seguir. - Disse o garoto fitando a areia da praia após retribuir o sorriso que lhe era destinado.
A garota agora levantou o rosto do garoto com uma mão. Com a outra sustentou sua face acariciando.
– Sim, mas eu te levo junto...

********************************

–... Para tomar um café, afinal é o mínimo que posso fazer por alguém de tanto bom gosto. Se não tiver nenhum outro compromisso, é claro. – disse Candace, trazendo Arthur de volta para a realidade.
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Re: The Crow And The Butterfly

Mensagem por MaryAnn BWay em Ter Abr 02, 2013 11:42 pm

Capítulo 06 - Café L'Paix

Anonymus e MaryAnn falando:

Não importa quantos anos passem, sempre que lemos esse capítulo, ele nos traz tantos sorrisos na cara quanto os dos dois personagens. Uma mágica e diversão inexplicável!
Sugerimos a vocês que antes de lerem, pense nos melhores momentos de suas vidas, coloque aquela música que te traz só boas lembranças e aproveite a viagem.
Wink

Beijos!

XXX

Capitulo 06 - Café De L’ Paix

Escolheram um dos típicos cafés parisienses, aqueles com cadeirinhas ao ar livre. O tempo havia melhorado um pouco, mas estava longe de ser uma manhã alegre e ensolarada.
Sentaram-se.

–Alguma preferência? - perguntou Arthur estendendo o cardápio para Candace.
–Um café com chocolate apenas. – Disse ela num francês impecável.
–Um expresso duplo, com um croissant de queijo, por favor. - Pediu Arthur em um francês não tão bom assim.
– Então, Senhorita Lutz... - aplicando uma voz como um antigo cavalheiro do século 18 e ela rira com a entonação dele : - Em que a senhorita se dedica a ganhar a vida?
– Sou juíza. - disse ela.
– Nossa, sério? – ele estava realmente surpreendido - Esse encontro não vai ser como naqueles seriados que daqui a pouco você vai sair correndo com uma arma na mão atrás de um cara em uma moto, certo?
Os dois começaram a rir após uma lambreta passar buzinando do outro lado da praça. Candace gargalhou.
– Não! – ela tentava controlar a risada – De maneira nenhuma. Sou juíza, não detetive. Fico bem sentadinha na minha mesa, com pilhas e mais pilhas de processos, calhamaços de folhas para analisar e dar uma palavra final. Sou uma pessoa que põe fim aos conflitos.
– Certo! Que maravilha! Isso realmente me deixa mais aliviado. - Ele sorria reparando novamente os olhos verdes dela.

O grande garçom careca surgiu ao lado deles servindo os pedidos.
“Bon appétit”.

Arthur foi direto ao seu croissant, já estava sentindo a fome de um dia de acontecimentos. Percebeu também que Candace foi calmamente bebendo seu café, o que o deixou meio encabulado e lembrando- o de fazer uma pergunta.

– Então, Candace, quantos anos você tem? – Rapidamente, Arthur completou a pergunta, com medo de ter questionado o que nenhuma mulher gosta de responder. Não sabia se tinha feito certo porque não conhecia quem estava sentada na sua frente. – Claro, me desculpe por essa pergunta mas, tenho que seguir o protocolo de como conhecer uma pessoa. Você que é juíza sabe como é esta coisa de seguir as regras.
– Imagine!. – ela olhava fixamente para ele agora - Sei como é seguir as regras.- e sorriu, tentando sustentar um olhar dele.
Candace sorriu novamente e pegou a xícara de café, ainda olhando-o, levantando o rosto com um meio sorriso para Arthur. Notava-se que ela tinha acabado de sair de seus pensamentos.
– Tenho 28. E você, Arthur, quantos anos? Faz o quê? O que veio fazer na França? – ela riu – Agora é a minha vez de começar o interrogatório. - colocou a xícara na mesa e abriu um grande sorriso.
Arthur olhou meio desconcertado, porém logo depois sorriu de volta.
– Bem, eu tenho 23. Estou há pouco tempo em uma editora. É uma empresa que nasceu lá no Brasil, mas, está expandindo seus negócios. Acabaram de criar um setor de relações internacionais e me contrataram. O que vim fazer aqui? Aproveitar minhas férias. – ele mordeu o croissant com vontade.
– Então, você é tipo um caça talentos? – ela tentava entender - Está a procura do William Shakespeare moderno? - Candace fazia as pergunta com um sorriso no rosto, enquanto mexia em uma mecha do seu cabelo.
Arthur jogou a cabeça pra traz dando um pequeno tapa na testa sarcasticamente.
– Não, não longe disso. Minhas habilidades com relação a histórias e caça talentos são tão boas quanto aquela fonte tem a habilidade de andar. - Disse ele apontando para a fonte com anjos no topo que ficava na praça em que se situava o café. Candace riu. - Eu faço parte da área de relações internacionais, no sentindo de procurar investidores e possíveis editoras estrangeiras menores que queiram se associar à nossa.
– Certo... Só recapitulando um pouco... Você é Brasileiro... Também? - Candace disse esta última frase em português.

Arthur ouviu esta última frase com espanto e sem acreditar. Agora tinha aberto um sorriso meio malicioso. Seus olhos se focaram, começando a analisar a bela visão que estava na sua frente. “OK, não é difícil encontrar brasileiros no exterior, Deus... Mas assim já é brincadeira.”

– Sim. Moro no Rio de Janeiro, o escritório da editora fica no centro da cidade. – ele respondeu animado.
– Interessante. – Disse Candace apoiando a cabeça em uma das mãos. – Amo o Rio de Janeiro. Mas, moro e trabalho em São Paulo.
Arthur soltou uma grande gargalhada.
– Nossa, grande coincidência, mas, assim tão divertida? Não conheço muitos paulistas bem humorados.. – Arthur disse parecendo estar sério. Candace gargalhou.
– Você é impagável mesmo. – ela sorriu – Bem, somos muito concentrados no trabalho, e por vezes, isto nos torna chatos.
– Insuportáveis! – ele completou.
– É... – ela riu – Mas, como vê, sou uma exceção!
– Bom você também acha que todo carioca não trabalha, que só sabe ficar na praia? Porque se for isso com relação a mim, você acertou! - Os dois não conseguiam conter as gargalhadas.

Ele deu um tempo para que ela retomasse o fôlego.

– É brincadeira, Candace... – ele riu e conteve-se - De fato, ultimamente meu trabalho tem tomado grande parte do meu tempo. Se não, todo o tempo. Nós também trabalhamos.– Disse isso piscando o olho.
Eles riram juntos.
– Bom, está a passeio não é, Arthur? Tem algum para hoje ainda? – Candace perguntava com curiosidade.
– Tinha fechado um passeio hoje junto ao hotel no qual estou hospedado. Só que, acho que simplesmente esqueci desse fato. - Arthur olhou para o relógio. - O ônibus sai daqui alguns minutos. E eu juro que não lembrava nem um pouco desse passeio. – ele sorriu.
Candace arregalou os olhos.
– Arthur, mil desculpas era para ser um café rápido, não queria atrapalhar seus planos. Olha, eu pago o seu passeio, se necessário, você pode marcar outro dia. – ela estava preocupada.
– Calma! - Arthur agora tinha colocado sua mão em cima da mão livre de Candace e, ao mesmo tempo um pensamento passou como uma bala pela sua cabeça. “Opa, malditos movimentos involuntários”. - Olha, não é todo dia que você perde o casaco e encontra uma outra brasileira em Paris por causa dele. - Arthur pegou sua xícara e a entornava num sinal que estava vazia. - Olha, eu acho que nosso café acabou. – Arthur sorria e Candace havia abaixado um pouco a cabeça. – Mas, Candace ... – e ela voltou a olhá-lo no olhos. - Será que eu posso estender o nosso café por uma caminhada por Paris? – ele pausou – Claro... Se você não tiver nada planejado...- e ela lhe sorriu. - Por hoje um passeio perdido já está bom.
Os dois não conseguiram deixar de sorrir.
– Claro. Obviamente, Arthur. Vamos sim. – e ela apertou a mão dele, como se eles dessem as mãos.

>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>


–Louvre? – Arthur arregalava os olhos para Candace.
– Ahhh, seria lindo.
– Então... Qual o problema? – Arthur estava animado.
– Antes eu queria passear ao ar livre com você. – ela pausou e o olhou. – Faz muito tempo que não passeio sem rumo.
Arthur sorriu e disse:
– Seu desejo é uma ordem! – ele curvou-se e ela riu.
– Bom, você disse que perdeu seu casaco? – ela sorriu.
– Sim. Com certeza, ele, o casaco, deve ter fugido de mim, de propósito! – ele apontava para ela que riu, agarrando-se ao braço dele. – Deve estar dançando por aí e dizendo que abandonou o dono. – Um sorriso novamente no rosto dos dois.

Ela cogitou deixar o braço dele mas, ele percebeu e a trouxe um pouco mais para perto.
Candace respirou fundo e Arthur, tentou não pensar em mais nada que não fosse aquele momento.

– Candace, você é muito nova para ser Juíza. – ele quebrou o silêncio e ela prestou atenção nele. – Como aconteceu?
Neste momento, eles passavam em frente à Torre Eiffel.
– Bem... – ela parou e ele também. Ficaram de frente para a Torre e ela começou a falar.
– Na verdade, foi bem simples. Logo que terminei a faculdade com 24 anos, comecei a fazer um curso preparatório para me tornar Juíza e iniciei meu trabalho como advogada no escritório onde fui estagiária. Depois de três anos, sem parar de estudar, fiz o concurso e passei. – ela sorriu.
– Legal! Estabilidade para sempre. – ele ergueu a mão para o céu.
– Ad eternum! – ela brincou.
– Por favor, moça, não sei falar alemão! – ele brincava também, e ela riu.
– É latim. - ela passou o dedo indicador na ponta do queixo dele e riu. Ele sorriu e perdeu-se por alguns segundos, pensando naquele movimento involuntariamente iniciado por ela.
– Queria conseguir passar em concursos também. Mas, é um martírio para mim conseguir me focar e estudar, eu me distraio muito fácil. - Ele fazia uma cara de desmemoriado.
Candace fez uma cara de quem estava pensando.
– Você tem cara de não querer nada mesmo. - Disse ela sorrindo. “Acho que posso brincar com ele... Pelo menos um pouco.”
– Pronto, vai voltar minha fama de relaxado. Não é isso, só não gosto de coisas paradas e entediantes, tipo estudar e ler processos sabe?- ele parecia bravo, mas estava só fingindo.
Candace colocou a mão no peito e fez uma cara de “Isto é um absurdo”.
Estava começando a adorar o tom de comédia naquelas conversas.
– Hmm, que tal umas fotos aqui hein? – ela o convidou.
– Adoro fotos! – ele a soltou de seu braço. – Vá ali, quero tirar fotos suas primeiro.
– Nada disso! – ela protestou – O dono da câmera. – e ela apontou para a câmera dele - Será o primeiro. Vem aqui, vem logo! – ela o chamava animadamente.
Ele riu, jogando a cabeça para trás, não iria vencê-la, riu novamente e foi.
Candace pegou a câmera dele.
– Vamos, lá, são suas super férias em Paris... Sorria!!!!!!!! – ela apontava a câmera para ele.
– Tá... Vou tentar colaborar... – ele riu.
– Pula, sai correndo... Sei lá... – ela ria.
– Desse jeito, vão me colocar numa camisa de força... – ele pulava. Primeiro normal, depois como se fosse um personagem dos Power Rangers após destruir o inimigo.
Os dois rim demais.
Arthur veio até ela.
– Chega, chega. Sua vez! – ele intimou.
–Tá... – ela foi um pouco para frente. – Assim? – ela erguia as mãos.
– Ótimo. – ele a admirava.
Candace ria, rodopiava, gesticulava como se fosse uma demonstradora de produtos. Arthur se divertia antes de clicá-la.
– Agora, chega. – ela veio até ele.
– Opa, isto está bem melhor do que eu esperava. – ele respirava fundo.
– Pode acreditar que para mim também. – Candace olhava para ele e tudo em volta.
– Bom, e agora... Qual é o próximo passo? – ele pegou a mão dela. Candace sorriu.
– Não sei, confesso que esta historia de posar me deixou meio tonta. - Candace não percebeu mas, agora estava de frente para Arthur, quase encostando em seu peito. Ela respirou fundo e sentiu um leve frio no estômago. Parece que, havia algumas borboletas ali.
– Realmente, esse tipo de coisa deixa a gente meio tonto. – Ele olhou fixamente para os olhos dela. – Acabamos não sabendo o que fazer.

Era estranho o modo como haviam se dado bem. Os dois sabiam disso. Em pouco tempo já haviam rido e compartilhado algumas coisas. Arthur ficou em silêncio, olhando fixamente para os olhos de Candace. Perdia-se facilmente naquele olhar. Seu coração disparou. “As pessoas em volta certamente devem estar escutando”, pensava ele. “Quem é esta garota?”
Candace ainda tentava assimilar o que havia acontecido desde o momento em que saiu do Hotel, para uma simples manhã de compras. Como saíra melancólica e, agora, parecia ter ganhado algo. Sentia-se alegre, viva. Com um frio na barriga. Querendo Arthur mais perto... Muito mais perto. Ela realmente não queria sair dali. Não antes de abraçá-lo fortemente, encostar-se ao peito dele. Beijar e sentir o sabor daqueles lábios tão convidativos.
As cabeças de ambos foram se aproximando, só conseguiram fechar os olhos quando suas bocas se encontraram.
A terceira colisão do dia.
Beijaram-se tão fortemente, com tanta vontade e com tanta ternura que, pareceu que se conheciam há décadas. Como se estivessem esperado muito tempo para se encontrarem. Meio piegas, talvez. Mas, era a realidade. Uma espera, enfim, parcialmente saciada. Pois, para o que eles sentiam ali, naquele momento, ainda havia muita fome em ambos.
Arthur havia passado a mão por trás das costas dela, a segurava como um tesouro. Não queria que esse momento acabasse. Havia algo naquele beijo que ele havia perdido há muito tempo. O gosto achocolatado na boca de Candace o fez rir e interromper o beijo um pouco.
Os dois estavam calados... Se entreolhando.
Nada precisava ser dito.
Candace encostou a cabeça no peito de Arthur. Desviava o olhar com vergonha. Ele encostou o queixo no topo da cabeça dela. As pessoas passavam e os olhavam. Sorriam para eles. “Devem ser um casal em lua-de-mel”.

– Vamos sentar ali um pouco? – ele pediu.
– Claro. - disse ela sorrindo e olhando para ele.
– Foi por isso que você pediu com chocolate? - Disse Arthur se voltando para ela e passando o dedo indicador nos lábios dela. Sentaram-se em um banco de praça enquanto ela abaixava um pouco a cabeça e sorria, juntamente com ele.
– Claro que não. – ela o olhou. - Não costumo ficar saindo com caras que conheço em uma loja de roupas. – ela riu e passou a mão no rosto dele. Ele fechou os olhos, mas abriu- os logo.
– Claro... Esses caras, geralmente, não tem muito bom gosto. Os que se encontram em loja de perfumes são muito melhores.
Candace soltou uma gargalhada, inclinando a cabeça para trás. Quando ela voltou a olhá-lo, Arthur não resistiu e avançou para beija-la novamente.
Após uns dois minutos, Candace cessou o beijo e o abraçou forte.
– Não quero estragar isto, Arthur... – Candace sorria para si mesma.
– Não vai... – ele a olhou e pareceu estar iluminada. – Poxa, algo me diz que você estava precisando disto. – ela riu. – Mas, eu acho que eu também estava.
Ela beijou-o rápido e o abraçou novamente.
– Bom, sabe... Preciso dizer algo. – ele a olhou de novo - Eu tenho um compromisso inadiável esta noite. – Arthur dizia muito sério.
Candace olhou um tanto assustada. Não era possível que tudo acabaria ali, agora.
– Bem. Não te impedirei... – ela sorriu triste.
Ele respirou fundo e sorriu:
– Está bom às 20 horas para você? – acariciou a face dela.
– Ahn? – ela estava confusa, mas feliz.
– 20 horas. Jantar. Com você. Compromisso Inadiável! Aliás, em qual Hotel está? Eu irei te buscar. – ele olhava com muito carinho.
Candace iluminou-se novamente.
– Está ótimo... Ótimo! – ela sorria e começava a remexer na bolsa. Anotou algo e deu o papel para ele. – Aqui está. Meu número de celular está aí também.
Arthur deu um dos mais belos sorrisos.
– Okay, minha Excelentíssima Juíza de Direito Senhorita Candace Lutz. Hotel Marriott, Champs Eliséé. Hmm, endereço elegante. – ele fez biquinho e ela riu. – Maravilha!!
– Bom, o que posso dizer? – ela olhou para o céu. – Jamais poderia imaginar que aqui, em Paris, eu encontraria um brasileiro, carioca, tão encantador! DEMAIS! – ela disse alto e riu e o beijou. Arthur a beijava e ria ao mesmo tempo.
– Mas... – ele tentava falar, mas a fome pelos lábios dela era mais forte.
Eles cessaram o beijo e Candace levantou-se e o puxou.
– Vamos. Agora, sim, podemos ir no Louvre.
– Por que agora sim? – ele estava curioso, enquanto caminhava atado à mão dela.
– Porque, se tivéssemos ido antes, eu não aproveitaria o passeio. – ela parou e o olhou, ele aguardava ela completar sua linha de pensamento. – Olhar aquelas obras, querendo, na verdade, seus braços e seus lábios... Bem, não conseguiria me concentrar. – ela riu – Agora, podemos ir.
– Ahhh, Dona... E quem disse que eu estou satisfeito? – ele sorriu a puxando para mais perto.
– Não está? – ela fazia uma cara de quem não estava entendendo e sorria.
– Não. – ele era firme.
– Nem um pouco?
– Você só me despertou. – ele suspirou e trouxe-a para bem perto e, então, disse no ouvido dela: - Jamais satisfeito. Eu quero sempre mais.
Candace arrepiou-se e riu.
– Arthur. – ela sorriu. – Espero saciar isto.
– Veremos. – ele riu e então ambos beijaram-se novamente e foram em direção ao Louvre, como se fossem dois namorados.


Fim do capítulo 06

XXX

Então? ^^
Mil beijos e boa noite/bom dia/ boa tarde!
Wink
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Re: The Crow And The Butterfly

Mensagem por Miriam Salvatore em Qua Abr 03, 2013 8:24 pm

Prologo UM

E se tudo que existisse pudesse ser explicado pela matemática?

TUDO ???? Explique o sentido de tudo muuuaaaa
O DIO que complexo essa parte do relacionamento na conta

Independente de o quão complexo sejam seu corpo ou seus pensamentos, se abstrairmos e olharmos a distancia... "1".

Concordo Plenamente..Somos unicos

Então, um relacionamento só dará certo se o outro tiver a mesma essência que você? Não só um relacionamento, mas tudo nessa vida, só dará certo se o resultado for zero? Equilíbrio perfeito?

Complexo,daria um bom debate filosofico...

Bom lerei o resto pra saber porque a Matematica tem a ver com tudo isso ..Muito misterio..
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Re: The Crow And The Butterfly

Mensagem por Miriam Salvatore em Qua Abr 03, 2013 8:38 pm

Gostei da conversa inicial de voces...
Relamente nunca vi uma historia com dois prologos..
E Relamente nós autores somos poderosos podemos matar todas as regras de criação de texto ..
VIVA A LICENÇA LITERARIA uma boa desculpa pra não nos chamar de ignorantes muuuuaaa

PROLOGO DOIS

Sim, morte. Pois, a lagarta teve de morrer para nascer a borboleta.

CARAIO NUN SABIA DISSO DE MORRAR PRA VIRAR BORBOLETA TO CHOCADA

E, então, você, leitor, olha para estas palavras e pergunta-se: - O que afinal, estes autores querem dizer?

Nada demais.


iSSO É MUITO SINGELO E HUMILDE

Não temos a marca da morte em nós? Afinal, é a única certeza que temos: todos morremos, mais cedo ou mais tarde.

Meu professor de filosofia diria que temos que morrer bem..Ou seja viver bem,pelnamente apreciando cada detalhe..

Morte.

Esta é a palavra de ordem.


Achei isso incrivel desse ponto de vista..
Cara a morte é dificl e dolorosa desse modo oh se é ..
Eu prefiro ser um corvo ..



Estou muito intrigada com essa historia...
Me parece que vai ser de muito sofrimento ..De muita morte ..Muito renascimento..Ai di lindo (não repara que eu me emociono as vezes ok)
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Re: The Crow And The Butterfly

Mensagem por Miriam Salvatore em Qua Abr 03, 2013 9:39 pm

Capítulo 01 - Lead Sails...
Tudo que senti nesse capitulo é que os personagens estavam muito nostalgicos...

Capítulo 02 - Candace Lutz.
Me deu a impressão que Candace dinheiro e fama..Mas mesmo assim se sente só ..Por faltar a algo que complete pelo se unico que ela é..
Parece que ela tem necessidade de ser cuidade e usa a sua "terapia" que é a compras pra preencher ese vazio..
Me senti muito empatica em relaçãoa ela..
Achei tão bonitinho o modo como eles se encontraram se curzaram olhares..O pretexto que ele usou pra falar com ela...Parece atração de inconcientes de sistema imunologico de amor de verdade...

Capítulo 03 - Arthur Backx.
Quem será que magoou ele tanto assim...
Gostei do desenho do Ipod delel..Muito estiloso..
Não sei mas tive a impressão de que ele esta indo pra França fungindo de algo ou para esquecer algo

Capítulo 04 - Ligths and sounds.
Acho que toda a raiva dele deve ser por algo que o magoou muito ..Muito bonitinho ele ouvir a musica e se sentir feliz...
Tambem imaginei o casaco rodopiando com vida propria
OMG ELE ESTA INDO COMPRAR UM CASACO TAMBEM..
na liquidação ainda né ..OOO Pobreza...

Capitulo 05 - Colisão
Amei todo s sentimentos descritos dele..Toda insegurança e o encoantamento diante da belelza dela ..
Tão lindo ..
Quero um Arthur pra mi muuuuaaaa
Lembrança interessante essa dele..Aposto que foi essa ai que deixou delel..

Capitulo 06 - Café De L’ Paix
Estou ainda mais apaixonada por Arthur ele é divertido muuuuuaaa
croissant de queijo é GOLPE BAIXO eu estou de dieta kkkk
Nuss não imaginei a diferença de idade entre eles...
Achei dialogo dels muito amavel e sincrnizado mas ambos parecian denotar muito cansaço ..
Ela cogitou deixar o braço dele mas, ele percebeu e a trouxe um pouco mais para perto.
Espetinho ele..
Alemão é latim tudo a ve kkk Gostei dessa
A sessão de fotos foi uma grça ...Nunca tentarei fazer igual
O beijo foi lindo tão romantico ..
AMO ESSE ARTHUR ele surpreende muito ..PORQUE NÃO EXISTE HOMEM ASSIM NESSE MUNDO
safadenho ele ali no finalsinho hem ...

Quero mais quero tudo e logo muuuaaa Muito animado ideia
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Re: The Crow And The Butterfly

Mensagem por MaryAnn BWay em Qua Abr 03, 2013 9:56 pm

Capitulo 07 - Sing for absolution.

Anonymus falando:
Ok, a partir de agora os capitulos vao ficar meio monstros, não se assustem! É impressionante como as coisas evoluem quando vc pratica
Divirtam-se com mais uma parte do melo drama (sim eu zoou minhas proprias historias kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk)


huahauahauhauahaauahauahau *MaryAnn gargalha, se recompõe e diz*
Olá queridos!
Muito feliz de estar aqui de novo!
Só pra compartilhar com vcs: eu e Anonymus estamos fazendo o possível para que a história fique cada vez mais correta (linguagem) possível. E sim, pratiquem a escrita!
O drama só está começando! muaaahhhhhhhh
(sim, é típico dele ficar zoando rsrsrs)
Boa leitura, beijos!!!!!

XXX

Capítulo 07
Sing for Absolution.

“I only dream of you... (…) Sing for absolution, I wiil be singing and falling from your grace…”

Candace entrava em seu quarto sorrindo e balançando a cabeça, lembrando as doces memórias do dia vivido. Se pudesse cantava. Parecia que tinha sido absolvida de algum cárcere.
Talvez, sim.
Ela sentia–se livre e iluminada. Parece que alguém a havia puxado de seu calabouço. Iria perder-se de tanto pensar em Arthur se não fosse pelo susto que tomou.
Tom, seu irmão, a assustou:
– MAS ONDE É QUE VOCÊ SE METEU CANDACE LUTZ? – ele a olhava nervoso e preocupado. Os olhos castanho-dourados estavam flamejando. O rosto branco encontrava-se ruborizado, embora a barba negra e grossa tampasse uma parte de suas bochechas. O cabelo preto estava escondido por uma grande touca de lã preta. Estava vestido com uma calça jeans larga e duas camisetas. Uma de manga comprida e outra, de manga curta por cima, que marcavam seu peitoral robusto. Despojadíssimo. Descalço. E ainda assim, um homem estonteante.
– Aiiii, Tom! Pelo amor de Deus! Que susto! – ela o olhava – Fui fazer compras. – e levantou a sacola.
– Uma manhã e tarde inteiras FAZENDO COMPRAS? – ele levantou a voz e completou: - E você só me aparece com uma sacola? – ele colocou a mão no quadril, como se desconfiasse dela.- E não podia atender o celular?
Ela revirou os olhos, como se ela lhe devesse realmente satisfações. Mas, como era educada, lhe diria.
– SIM, TOM! – ela também elevou a voz. – Mas, preferi desligá-lo. Você mais do que ninguém sabe que não compro toneladas de coisas. – ele sentou na beirada da cama. – Demorei pois, logo ficaremos enfurnados dentro de salas de convenções e não poderei passear. Aproveitei para fazer isso. – ela sorriu e ele arqueou a sombracelha. – Fui até a Torre Eiffel, Louvre. – ela pausou e remexeu na sacola: - Tome. – e estendeu algo para ele.
– O que é isso? – ele pegou o pacote que mais parecia um cilindro gigante.
– Uma réplica de “Os Girassóis” de Van Gogh. Sua obra de arte favorita. – ela sorriu.
Ele sorriu e abriu.
– CARAAAAAAA! – ele levantou e a abraçou. – Obrigado! De verdade!
– De nada. – ela sorriu e deu dois tapinhas leves na testa dele. Ele afastou-se e continuou contemplando a réplica. Ela mexeu na sacola novamente e retirou o casaco. Começou a sorrir sem parar.
– Muito bonito, boa escolha – Tom disse ao reparar no casaco.
– Acha? – ela perguntou despretensiosa. – Eu não consigo achar uma palavra a não ser “Lindo”, para defini-lo. - Candace sorriu.
– Bom, já que você voltou, sã e salva... – ele brincava. – Precisamos ver onde jantaremos esta noite. – ela o olhou séria e Tom finalizou – Não quero comer aqui no Hotel.
- Desculpe-me mas, não poderei jantar com você. – ela colocou o casaco sobre a cama.
– Como assim? – ele levantava um pouco os braços, enquanto Candace ia em direção ao banheiro.
– Tenho um compromisso. – ela retirava os brincos.
– Como? – Tom parecia refletido no espelho. Candace olhou-o.
– Fui convidada para jantar, aceitei e ponto. – ela sorriu.
– Com quem? – Tom estava sério.
– Com alguém que conheci hoje de manhã na loja de casacos. – ela virou-se para Tom.
– Ah, agora tudo faz sentido. – Tom riu. – Até parece que você passaria um dia inteiro andando por Paris. – ele encostou na pia.
Candace riu com um pouco de nervosismo.
– Mas, eu fiquei passeando. – ela disse divertidamente.
– Com ele, obviamente. – Tom assinalou.
– É. Ele parece ser uma boa pessoa. – ela ponderou.
– Hmmm. Cuidado, hein. – Tom parecia estar advertindo uma criança.
– Ahh Tom. Eu sei, não é? – ela parecia brava. – Mas, garanto a você que sei muito mais dele do que você possa saber sobre qualquer garota com quem saiu até hoje.
– Háá! – ele gritou e riu.
– O nome dele é Arthur Backx, brasileiro, solteiro, vinte e três anos, residente e domiciliado na cidade do Rio de Janeiro, trabalha em uma editora, atualmente aproveitando suas férias em Paris. Ponto. – ela disse como se estivesse lendo o cabeçalho de algum processo.
– Caramba! – ele arregalou os olhos e bateu palmas. – Nem na hora da conquista você deixa de ser uma Juíza.
Candace riu.
– Obviamente, meu caro. Bom, agora, dê-me licença pois eu preciso me arrumar.
– Mas, são cinco e meia da tarde! – ele estava surpreso. – Que horas será este jantar? Sete?
– Oito.
– Então...
– Então, quero me arrumar, descansar e esperar pacientemente por ele. – ela sorria.
– Espera só um pouco... Desde quando você se interessa por menininhos? O cara só tem vinte e três anos. - Tom disse levantando uma das sobrancelhas.
– Acredite, ele não aparenta ter esta idade. Pelo menos nas conversas que tivemos até agora, este fato nunca sobressaiu. Na verdade, se você não comentasse agora, eu nem teria pensado nisso.
– Candace... – Tom se aproximou. – Boa sorte! – ela a beijou na testa e a abraçou. – Espero mesmo que ele seja um cara legal, que não tenha nada a ver comigo. – ela riu. – E que te trate bem.
– Obrigada, meu amor! – ela beijou o rosto dele. – Agora, cai fora daqui. – ela começou a empurrá-lo para fora do quarto. Tom ria e saiu.
Candace fechou a porta e foi pulando até o banheiro.

>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>

Arthur entrou no quarto do hotel segurando sua sacola com o símbolo do Louvre cheia. Tinha adorado conseguir encontrar as miniaturas de alguns pontos da França e de esculturas famosas. Tinha ficado meio envergonhado lembrando que se portou como uma criança que via um brinquedo novo na frente de Candace quando encontrou as replicas.
“Candace... de que lugar surgiu àquela mulher...”
Ele se sentou na cama e pegou seu notebook para verificar os emails e o que acontece no “mundo exterior”. Desde que chegara à França sentia como se estivesse isolado da sua própria realidade. Nada de novo, nenhum email importante, nenhuma novidade, nenhuma cobrança. “Isto que é entrar de férias.”
Levantou-se, retirou seu Ipod do bolso e o colocou na “case” com caixas de som que estava sobre o criado mudo. Apertou o play, em instantes uma voz calma saiu e começou a ecoar no quarto. “Let me be the one who calls you baby all the time…”. Arthur sorriu, foi ao banheiro e começou a tirar sua roupa para entrar no banho. “I found my place in the world could stare at you face...”. Gostou muito da música que o “shufle” havia selecionado, Smother me do The Used, caia muito bem com o que ele sentia.
Deixou a água cair sobre seus cabelos, passava as mãos entre eles, deixando passarem por entre seus dedos. Parou, colocou as mãos na parede e deixou a água cair em sua nuca. Começou a relembrar quele dia, como tão rapidamente tinha conhecido uma garota que o tinha feito esquecer-se de tudo. Ela conseguiu fazer algo que ele já estava há duas semanas tentando em Paris. Esquecer. Por um instante de tudo e de todos, do que o aguardava quando voltasse. Se lembrou ao mesmo tempo do gosto de chocolate naquele beijo e depois, que daqui a 2 dias era hora de voltar.
Sua cara séria não teve tempo de aparecer, pois logo após a lembrança do gosto “natural” dos lábios de Candace veio na sua cabeça. Das suas risadas e conversas no Louvre naquele dia.
Algo retirou imediatamente Arthur dos seus pensamentos.
“Do you ever feel like a plastic bag. Drifting throught the Wind Wanting to start again...”
Três palavras surgiram como explosões sequenciais em sua mente...
“What...
the...
fuck?”
– Ah não, Katy Perry não! Porra, Kiki até aqui você vai me atrapalhar? - Dizia ele consigo mesmo em voz alta enquanto ria.
“Nota mental: Nunca mais emprestar meu Ipod para aquela doida!”
Saiu rapidamente do banho totalmente encharcado para avançar aquela musica.“Poxa, molhei o quarto todo, espero que eles não liguem de limpar, qualquer coisa digo que tive uma pequena luta com o encanamento.”
Alguns minutos depois, após conseguir terminar seu banho em paz, Arthur vestiu uma roupa qualquer, ainda estava cedo para o encontro. Voltou ao computador para passar o tempo. “Surfou” alguns milhares de minutos na internet até que resolveu relembrar o que continha naquele notebook. “Faz tanto tempo que não mexo nele que não lembro que raridades ainda tem aqui. Passou por infinitas pasta de fotos abrindo algumas...até parar em uma intitulada “S”...
Arthur sabia o que continha naquela pasta. Mesmo que não lembrasse, conseguia ver nas miniaturas que apareciam em sua tela com o resumo que continha nela. Lembrou-se da garota ruiva pela segunda vez naquele dia. Seu rosto apresentava uma figura triste agora.
“Hoje não...”
Vestiu-se às pressas para sair.
“Espero que a Candace não se importe deu eu ficar dando umas voltas antes de ir buscá-la”.

>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>

19:50

Arthur se via na frente do Hotel de Candace.

O ar de “Sou um chata de um hotel caro” era evidente naquele edifício.

“Arthur onde você foi se meter? Mais velha... e provavelmente numa posição melhor que a sua... deixe suas esperanças aqui quando voltar para o Brasil.”

>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>

20 horas.

Candace estava com um vestido acetinado de cor pérola, de um ombro só. A única alça era toda rendada e ia até os seios. A parte lateral direita do vestido também era rendada, O comprimento do vestido ia até o joelho. Os sapatos pretos completavam a vestimenta. Cabelos soltos, caídos nos ombros e uma maquiagem leve. Apenas realces de eyeliner preto e rímel e um batom cor de boca.
– Nada de parecer uma palhaça. Cara toda pintada e carregada. – Candace dizia para si mesma.
O telefone do quarto tocou.
– Alô? – ela atendia calmamente ou tentava parecer que estava.
– Senhorita Lutz? – o recepcionista falava num francês imponente.
– Sim. – ela respondia delicadamente.
– Monsieur Arthur Backx está á sua espera no Hall do Hotel.
– Obrigada. Estou descendo. – ela agradeceu.
– De nada, madame. Boa noite.
– Boa noite. – e desligaram.
Candace ponderou por uns segundos. Iria ver Arthur de novo. Sorriu e pegou a bolsa e um casaco.
Saiu rapidamente e pegou o elevador. Em menos de dez segundos estava no Hall. Quando as portas se abriram, ela respirou fundo e disse para si mesma “Acalme-se”.
Caminhou lentamente, com os olhos atentos para achá-lo.
Não precisou muito.
O coração dela disparou e ela começara a sorrir e transparecer a alegria que explodia dentro dela. Como era possível sentir-se cativa de uma pessoa que conhecera há poucas horas? Será que algum dia ela iria entender o que sentia?
Arthur a olhou, aquela sensação de não ser mais dono de seus pensamentos o invadia de novo, estava maravilhado com sua beleza. Olhou para si mesmo e agradeceu por ter trazido seu traje social. Era simples, uma calça social cinza, uma blusa azul clara, com a gola um pouco aberta, por cima do blazer também cinza.
Candace parecia brilhar aos olhos de Arthur, vê-la saindo do elevador parecia uma pintura em sua mente. Os dois caminharam um em direção ao outro, não se encaravam por muito tempo, olhares timidos mas que se procuravam rapidamente. O tempo que passaram afastados, os fizeram perder um pouco da intimidade como em todo segundo encontro. Mas logo isso foi resolvido.
-Necessário dizer que você está linda? - Arthur dizia passando a mão direita por trás de Candace. O gesto a fez ficar um pouco envergonhada.
- Só se me deixar dizer que está muito elegante. - Ela retribuia o abraço colocando a mão esquerda em seu peito. O encontro de seus lábios sorrindo iniciava o reencontro. Os dois se dirigiam a saida do hotel de mão dadas em seguida.
Pegaram um táxi. Assim que o automóvel parou, Arthur abriu a porta para ela. Ela entrou, colocou a bolsa e casaco ao lado e ele rapidamente a seguiu. Ambos sorriram um para o outro e Candace lhe deu um beijo na bochecha. Arthur sentiu um frio na barriga e retribuiu o gesto.
Ficaram em silêncio e o taxista perguntou para onde iriam.
– Restaurante Le Train Bleu, por favor. - ele disse simpático. O taxista assentiu e saiu com o carro.
– Então, o que fez nestas horas que nos separaram? - ela dizia com naturalidade, como se conhecessem há anos.
E antes dele começar a falar, deixou-se perder dentro dos olhos dela.
– Arthur...- ela o chamou.
– Sim?
– Está tudo bem?
– Claro.- ele ponderou e aproximou-se dela. Passou a ponta dos dedos em seu queixo e preparou-se para beijá-la. Não conseguia resistir.
Candace fechou os olhos com o toque dos dedos dele e o aguardou. Ansiava por um beijo dele tanto quanto ele o dela.
Apaixonadamente se beijaram. Como se não houvesse mais nada ao redor, ou, como se o mundo tivesse parado. Era realmente difícil descrever o que estava havendo entre eles.
Candace sorriu quando começou a tocar "Your Song", de Elton John, e cessou o beijo para ficar encostada no peito de Arthur.
– Amo esta música.- ela disse calmamente.
“It's a little bit funny this feeling inside
I'm not one of those who can easily hide”

Candace começou a cantá-la e no trecho:
"How wonderful life is...now you're in the world", ela sorriu olhando para Arthur e ele sorriu juntamente com ela.
A música terminou e ficaram olhando um para o outro. Enebriados pela mágica atmosfera que os cercava. Como num conto de fadas, estavam tendo os seus momentos, trocas de olhares, toques nas mãos um do outro, e desejando que aquilo durasse para sempre.
Arthur começou a sentir-se diferente, uma sensação estranha de encontrar algo. Algo, talvez que tenha desejado muito mas, que sinceramente não pensava que pudesse existir. Esta sensação se misturava com pitadas de medo.
Ele que por tantas vezes desejou viver uma história mirabolante, parecia que finalmente havia encontrado uma. E o melhor era que ele mesmo a escreveria.
..............................................................................................................

O restaurante Le Train Bleu era tão perto que nem mesmo puderam conversar muito.
Saíram rápido do carro e logo ao entrar no Restaurante a recepcionista os cumprimentava:
– Boa noite Senhor e Senhorita. Possuem reserva?
– Boa Noite! - respondemos juntos, e ele prosseguiu: - Sou Arthur Backx e não possuo reserva.
A recepcionista sorriu:
– Não há problema. Sempre temos uma cota de mesas reservadas para estas situações. E como estamos em baixa temporada temos mesas suficientes. Mesa para dois somente?
– Sim, obrigado!- ele respondeu animado.
– Sorte! - Candace sorria e ele retribuiu o sorriso.
–Fumante ou não-fumante?- a recepcionista os olhava com atenção.
– Não-fumante - ele respondeu rápido. - Você não fuma, não é?- e olhou para Candace.
– Não. – ela sorriu.
A recepcionista os chamou novamente:
– Senhores, por aqui por favor - e ela os conduziu pelo corredor do Restaurante.
Arthur e Candace andavam lado a lado de mãos dadas. Chegaram até a mesa e era perfeita. Lhes dava uma visão maravilhosa de todo o Restaurante.
Agradeceram a recepcionista e Arthur ajudou Candace a sentar-se.
– Obrigada, nobre senhor. - ela assentia a cabeça como um sinal de reverência. Ele sorriu e inclinou-se levemente frente à ela em retribuição.
– Então... - Arthur começou e Candace o olhou - O que quer primeiro?
Ela pensou um pouco, um olhar indeciso e respondeu:
– Sua atenção.
Arthur a olhou com ternura. Decidiu tentar uma manobra para amenizar aquele clima, nunca foi fã de situações pomposas e cheia de protocolos.
– Ok. Fritas para acompanhar?
Candace sorria intensamente. Funcionou, conseguiu sentir que sua acompanhante havia relaxado um pouco.
Após a brincadeira, Candace e Arthur fizeram seus pedidos e enquanto esperavam para jantar, suas bebidas foram servidas.
Candace deu um bom gole em sua taça de vinho e colocou-a sobre a mesa. Olhou para Arthur carinhosamente. Ela sorriu e ele acompanhou.
– Arthur. – ela o chamou.
– Sim? – ele arregalou os olhos.
– Amanhã começa a Convenção da qual eu vim participar juntamente com meu irmão aqui na França. – ela pausou e ele a olhava com atenção. – Teremos alguns intervalos, mas bem poucos. Portanto, passarei os próximos 4 dias confinada em salas de palestras sobre Direito Penal. – ela lamentava. – Será um pouco complicado para nos vermos.
Ele sorriu tentando espantar a suposta tristeza que pudesse estar sobre ela naquele momento. Arthur começava a sentir por isto. Afinal, queria-a perto dele. Cada vez mais perto. Demorou 2 semanas para encontrar algo realmente maravilhoso e somente pôde aproveitar por um dia.
– Não tem problema Candace. Eu já estava me preparando psicologicamente para isto. – ele a fez rir. – Sabia que não estava só a passeio por aqui.
– É, na verdade, hoje foi uma completa exceção. Esta viagem não é passeio mesmo. Mas, estou imensamente feliz pelo rumo que ela tomou. Está bem melhor do que eu poderia ter imaginado.
Ele beijou a mão dela.
– Candace. - Arthur a olhava sério agora.
– Sim? – ela tomava um pouco de água.
– Preciso lhe contar duas coisas. – ele pausou. - A primeira é que estou gostando muito deste tempo que estamos passando juntos, sei que foi apenas um dia, mas sinto como se tivesse durado mais tempo. – ele sorriu e continuou segurando a mão dela.
– Arthur. - Candace apertava a mão dele. – Posso lhe afirmar que é recíproco o que sinto, este dia está sendo maravilhoso. De verdade!- ela pausou. – Não sei exatamente o que está se passando entre nós, mas, não há outra palavra para descrever que não seja “Avassalador”. Sinto-me até mais leve. – ela riu.
– Que bom que está gostando. - Arthur levanta as mãos de Candace e as beijava agora. – Porém, tenho apenas mais dois dias na França. Eu não queria levantar este assunto agora, mas foi inevitável depois do que conversamos. – ele pausou e respirou fundo. Ela prestava toda a atenção nele que levantou os olhos um pouco mais e sorriu: - Como vai ser quando voltarmos para as nossas vidas e acordamos desse sonho? – ele parecia tremer - Você está a fim de conhecer melhor este cara que, inevitavelmente agora, não consegue parar de pensar em você?
Candace estava com as bochechas avermelhadas agora. Não acreditava nas palavras que ele pronunciara. Ficou feliz e esboçou isto em mais um dos seus belos sorrisos. Disse com firmeza:
– Sim, senhor Backx. Naturalmente, se você quiser me conhecer melhor também. O que acha?
– Acho que será como ouvir uma boa canção. Cada estrofe nova me trará pensamentos loucos.
Candace não conseguia parar de sorrir, e desta vez foi ela que avançou para beijar os lábios de Arthur.
Então, o garçom pediu licença e os serviu.
Quando ele se distanciou, Candace sorriu para o prato e olhou para Arthur:
– Atacar? – ela disse animada.
– OPA! – ele riu.
Os dois encenaram estarem avançando como loucos na comida.
O jantar prosseguiu tranquilamente.
– Então Arthur, me conte um pouco da sua família. – Candace resolveu quebrar um pouco o silêncio.
– Certo. Sou apenas eu, minha irmã e minha mãe. Meu pai nos deixou quando eu tinha 15 anos de idade. Posso abusar e dizer que, desde então, sou “o homem da casa”. Sinto imensas saudades delas, pois atualmente estou morando sozinho no centro.
“Isto explica um pouco o grau de maturidade que ele tem”. Pensava Candace.
– Deve ter sido difícil.
– Olha, na verdade não. Quer dizer, claro que teve momentos difíceis. Mas, nós sempre nos divertimos muito, morro de rir com elas.
– E você, como é sua família? - Arthur mastigava freneticamente sua comida agora.
– Bom, como você notou, estou aqui com meu irmão. Tom. O nome real é Thomas. Minha mãe, Ester é brasileira, porém filha de judeus e meu pai, Davi nasceu na Alemanha, mas também é filho de judeus. Ele nasceu na Alemanha 15 anos após o término da Segunda Guerra Mundial.
– Está brincando? – ele parecia muito surpreso.
– Não. – ela riu. – Meus avós paternos e maternos nasceram em Jerusalém, mas, foram, muito pequenos para a Europa. Porém, meus avós maternos, vieram para o Brasil antes do estouro da Segunda Guerra e se encontraram em São Paulo, se apaixonaram e casaram. Já meus avós paternos passaram pela Polônia e Itália, mas se estabeleceram na Alemanha. Durante a Guerra, tiveram de viver em constante fuga.
– NOSSA! – ele quase gritou. – Desculpe-me. – ele colocou o guardanapo na boca e Candace ria. – CARA! O que é isso? É muito surreal para mim. Mas, continue! – ele gesticulava para ela prosseguir. Candace riu novamente e prosseguiu:
– Bem, em uma destas fugas, eles se encontraram e se apaixonaram. Na época tinham uns 14 anos cada um. Após o fim da Guerra, eles se casaram e vieram para o Brasil. São Paulo. Mas, minha avó não conseguia engravidar e nisto passaram-se 15 anos.
– Caramba! – Arthur estava no mínimo estupefato.
– Então, por um verdadeiro milagre, ela conseguiu engravidar e nasceu meu pai. Ele e minha mãe são do mesmo ano. Porém, ela é a caçula de uma família de 4 irmãos.
Arthur ainda tentava processar toda esta informação e pedia para o garçom trazer mais água. Candace ria.
– Continue, por favor. – ele pedia.
– Então, meu pai e minha mãe faziam parte da mesma comunidade judaica. Se conheceram e se apaixonaram e aí, eu e meu irmão chegamos ao mundo enfim.
– De verdade! Eu jamais imaginaria uma história destas! – ele continuava surpreso.
– Por isto, eu e meu irmão temos nomes diferentes e o sobrenome também. Candace, significa rainha, porque fui a primeira filha. E Thomas, significa gêmeo. Porque, era uma gravidez gemelar, mas minha mãe perdeu o outro bebê. É costume dos judeus sempre nomear seus filhos com um nome que contenha um significado expressivo.
– Definitivamente, por esta eu não imaginava!
– Então, mesmo tendo nascido no Brasil, eu sou judia por linha sanguínea. – ela sorriu.
– Bom agora só fico um pouco sem graça por não poder prover a mesma qualidade de informações sobre minha família. Não sei muita coisa antes da minha avó.
– Não tem problema, acho que falei demais também. - Cadance apreciava sua bebida.
Após a história familiar de Candace, conversas com muito amor, troca de olhares, carinhos nas mãos, Arthur sempre acabava brincando com o jeito “fino” que algumas pessoas entravam no restaurante. Manter uma conversa seria nunca foi sua especialidade.
– Ok, senhora? Gostou do jantar?
– Maravilhoso, claro que a companhia ajudou e muito.
– Que bom, vamos então?

>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>

Ao chegarem no hotel de Candace, eles foram se despedir na frente do mesmo.
– Bom, Arthur, como lhe disse tenho uma Convenção para participar mas, se nestes dois dias que virão, eu conseguir uma folguinha te comunico. - O rosto de Candace ficou um pouco triste.
– Sem problemas, imaginei que seria difícil nos vermos depois de hoje. Tentarei curtir o final das minhas férias sem a sua companhia então. - Arthur a abraçou. – Ahhh, deixe–me anotar meu número de celular para ti. – ele pegou o celular e anotou.
– Até o Brasil? Ou se acontecer um milagre. Até amanhã a noite ou depois? – ela brincou.
– Até o Brasil. Ou se acontecer um milagre. Até amanhã a noite ou depois.
Um último beijo selou a noite.

XXX

Muito meloso?
Qualquer sugestão, elogio ou reclamação, é só acionar a caixa abaixo hein!
8D
Beijos!!!!!!!!!

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Re: The Crow And The Butterfly

Mensagem por MaryAnn BWay em Qua Abr 03, 2013 10:13 pm

Miriam Salvatore escreveu:Prologo UM

E se tudo que existisse pudesse ser explicado pela matemática?

TUDO ???? Explique o sentido de tudo muuuaaaa
O DIO que complexo essa parte do relacionamento na conta

Independente de o quão complexo sejam seu corpo ou seus pensamentos, se abstrairmos e olharmos a distancia... "1".

Concordo Plenamente..Somos unicos

Então, um relacionamento só dará certo se o outro tiver a mesma essência que você? Não só um relacionamento, mas tudo nessa vida, só dará certo se o resultado for zero? Equilíbrio perfeito?

Complexo,daria um bom debate filosofico...

Bom lerei o resto pra saber porque a Matematica tem a ver com tudo isso ..Muito misterio..
scratch

Olá Miriam!!
Aqui é MaryAnn, muito prazer!!
Estou imensamente feliz por ler seus reviews!
Olha, eu não sei você, mas eu sou PÉSSIMA com números. Porém, tive de tirar o chapéu pro Anonymus quando ele escreveu este Prólogo (crédito total pra ele). Ficou muito coerente na verdade. Wink
Mistério...rsrsrs
Mil beijos e obrigada a ser nossa primeira leitora corajosa e comentar!
Wink
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Re: The Crow And The Butterfly

Mensagem por MaryAnn BWay em Qua Abr 03, 2013 10:17 pm

Miriam Salvatore escreveu:Gostei da conversa inicial de voces...
Relamente nunca vi uma historia com dois prologos..
E Relamente nós autores somos poderosos podemos matar todas as regras de criação de texto ..
VIVA A LICENÇA LITERARIA uma boa desculpa pra não nos chamar de ignorantes muuuuaaa

PROLOGO DOIS

Sim, morte. Pois, a lagarta teve de morrer para nascer a borboleta.

CARAIO NUN SABIA DISSO DE MORRAR PRA VIRAR BORBOLETA TO CHOCADA

E, então, você, leitor, olha para estas palavras e pergunta-se: - O que afinal, estes autores querem dizer?

Nada demais.


iSSO É MUITO SINGELO E HUMILDE

Não temos a marca da morte em nós? Afinal, é a única certeza que temos: todos morremos, mais cedo ou mais tarde.

Meu professor de filosofia diria que temos que morrer bem..Ou seja viver bem,pelnamente apreciando cada detalhe..

Morte.

Esta é a palavra de ordem.


Achei isso incrivel desse ponto de vista..
Cara a morte é dificl e dolorosa desse modo oh se é ..
Eu prefiro ser um corvo ..



Estou muito intrigada com essa historia...
Me parece que vai ser de muito sofrimento ..De muita morte ..Muito renascimento..Ai di lindo (não repara que eu me emociono as vezes ok)

Heyy!!
UHUUUUUUU, deixar você a ponte de entrar em parafuso, é justamente nosso objetivo!!!!!!!!!!!! hauahuahauaahau
Miriam, pode apostar que vai ter bastante sofrimento sim, mas, qual história de amor não tem?
Temos de seguir a tradição! Rs
Estou amando suas suposições sobre as nossas teorias Smile
Muito obrigada mais uma vez!

Beijos!!! Wink
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Re: The Crow And The Butterfly

Mensagem por Anonymus_fulano em Qua Abr 03, 2013 10:28 pm

Miriam Salvatore escreveu:Gostei da conversa inicial de voces...
Relamente nunca vi uma historia com dois prologos..
E Relamente nós autores somos poderosos podemos matar todas as regras de criação de texto ..
VIVA A LICENÇA LITERARIA uma boa desculpa pra não nos chamar de ignorantes muuuuaaa

PROLOGO DOIS

Sim, morte. Pois, a lagarta teve de morrer para nascer a borboleta.

CARAIO NUN SABIA DISSO DE MORRAR PRA VIRAR BORBOLETA TO CHOCADA

E, então, você, leitor, olha para estas palavras e pergunta-se: - O que afinal, estes autores querem dizer?

Nada demais.


iSSO É MUITO SINGELO E HUMILDE

Não temos a marca da morte em nós? Afinal, é a única certeza que temos: todos morremos, mais cedo ou mais tarde.

Meu professor de filosofia diria que temos que morrer bem..Ou seja viver bem,pelnamente apreciando cada detalhe..

Morte.

Esta é a palavra de ordem.


Achei isso incrivel desse ponto de vista..
Cara a morte é dificl e dolorosa desse modo oh se é ..
Eu prefiro ser um corvo ..



Estou muito intrigada com essa historia...
Me parece que vai ser de muito sofrimento ..De muita morte ..Muito renascimento..Ai di lindo (não repara que eu me emociono as vezes ok)

Sempre rolam conversas. É o preço por se escrever junto kkkkkkkk
E sim, licença literária na veia!
Huahauhaha só um parentese inicial, a parada da morte da lagarta ela não morre literalmente, o que a MaryAnn quiz dizer é que ela deixa de existir em forma de lagarta para surgir a borboleta. Isso pode se caracterizar como "morte".
Essa parte mais filosófica é credito dela, então provavelmente ela ira fazer colocações muito melhores sobre ela ^^. Mas sim é impactante e lindo esse prologo 2.
Beijoss!
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Re: The Crow And The Butterfly

Mensagem por Anonymus_fulano em Qua Abr 03, 2013 10:36 pm

Miriam Salvatore escreveu:Capítulo 01 - Lead Sails...
Tudo que senti nesse capitulo é que os personagens estavam muito nostalgicos...

Capítulo 02 - Candace Lutz.
Me deu a impressão que Candace dinheiro e fama..Mas mesmo assim se sente só ..Por faltar a algo que complete pelo se unico que ela é..
Parece que ela tem necessidade de ser cuidade e usa a sua "terapia" que é a compras pra preencher ese vazio..
Me senti muito empatica em relaçãoa ela..
Achei tão bonitinho o modo como eles se encontraram se curzaram olhares..O pretexto que ele usou pra falar com ela...Parece atração de inconcientes de sistema imunologico de amor de verdade...

Capítulo 03 - Arthur Backx.
Quem será que magoou ele tanto assim...
Gostei do desenho do Ipod delel..Muito estiloso..
Não sei mas tive a impressão de que ele esta indo pra França fungindo de algo ou para esquecer algo

Capítulo 04 - Ligths and sounds.
Acho que toda a raiva dele deve ser por algo que o magoou muito ..Muito bonitinho ele ouvir a musica e se sentir feliz...
Tambem imaginei o casaco rodopiando com vida propria
OMG ELE ESTA INDO COMPRAR UM CASACO TAMBEM..
na liquidação ainda né ..OOO Pobreza...

Capitulo 05 - Colisão
Amei todo s sentimentos descritos dele..Toda insegurança e o encoantamento diante da belelza dela ..
Tão lindo ..
Quero um Arthur pra mi muuuuaaaa
Lembrança interessante essa dele..Aposto que foi essa ai que deixou delel..

Capitulo 06 - Café De L’ Paix
Estou ainda mais apaixonada por Arthur ele é divertido muuuuuaaa
croissant de queijo é GOLPE BAIXO eu estou de dieta kkkk
Nuss não imaginei a diferença de idade entre eles...
Achei dialogo dels muito amavel e sincrnizado mas ambos parecian denotar muito cansaço ..
Ela cogitou deixar o braço dele mas, ele percebeu e a trouxe um pouco mais para perto.
Espetinho ele..
Alemão é latim tudo a ve kkk Gostei dessa
A sessão de fotos foi uma grça ...Nunca tentarei fazer igual
O beijo foi lindo tão romantico ..
AMO ESSE ARTHUR ele surpreende muito ..PORQUE NÃO EXISTE HOMEM ASSIM NESSE MUNDO
safadenho ele ali no finalsinho hem ...

Quero mais quero tudo e logo muuuaaa Muito animado ideia

*-* Adorei suas colocações aqui!
O ipod dele quase que eu faço do meu Ipod, só não sei como.
A Candace é realmente muito solitária e desesperada para ter alguém.
E você está certa. O Arthur "fugiu" para a França. Os motivos serão muito bem explicado ainda (Você sabe que adoro um suspense né kkkkkkkkkk)
E ai ai não vou nem comentar sobre sua vontade de ter a personificação do Arthur, mulheres kkkkkkkk.

Você tera mais e tera logo pidona , estamos trabalhando em tempo record auhauhauhaa.

Beijoss até a próxima!
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Re: The Crow And The Butterfly

Mensagem por Miriam Salvatore em Qua Abr 03, 2013 10:37 pm

Capítulo 07
Sing for Absolution.


É Obvio que Arthur super sensivel lindo charmoso e gostoso não é igual ao Tom é muito melhor convenhamos muuuaaa
Arthursinho o passado fica fica guardado no fundo do bau ..
Como esses dois se buscam se olham...Muito doido ..
kkEu achei muita graça a empolgação dele com a historia da familia dela ..
As conversas desagradaveis sobre a convensão e a ida embora dele foi desagradavel mesmo ..Tadinhos..
Eles se deram tão bem aff sempre é assim quando a gente encontra AQUELA pessoa o mundo inteiro esta conspirando contra..
Eu diria até amanha a noite ou depois...

Não foi meloso... Mas eu esperava mais ação ..
Mas espero ansiosamente o resto..
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Re: The Crow And The Butterfly

Mensagem por MaryAnn BWay em Qui Abr 11, 2013 6:41 pm

Anonymus_fulano escreveu:
Miriam Salvatore escreveu:Capítulo 01 - Lead Sails...
Tudo que senti nesse capitulo é que os personagens estavam muito nostalgicos...

Capítulo 02 - Candace Lutz.
Me deu a impressão que Candace dinheiro e fama..Mas mesmo assim se sente só ..Por faltar a algo que complete pelo se unico que ela é..
Parece que ela tem necessidade de ser cuidade e usa a sua "terapia" que é a compras pra preencher ese vazio..
Me senti muito empatica em relaçãoa ela..
Achei tão bonitinho o modo como eles se encontraram se curzaram olhares..O pretexto que ele usou pra falar com ela...Parece atração de inconcientes de sistema imunologico de amor de verdade...

Capítulo 03 - Arthur Backx.
Quem será que magoou ele tanto assim...
Gostei do desenho do Ipod delel..Muito estiloso..
Não sei mas tive a impressão de que ele esta indo pra França fungindo de algo ou para esquecer algo

Capítulo 04 - Ligths and sounds.
Acho que toda a raiva dele deve ser por algo que o magoou muito ..Muito bonitinho ele ouvir a musica e se sentir feliz...
Tambem imaginei o casaco rodopiando com vida propria
OMG ELE ESTA INDO COMPRAR UM CASACO TAMBEM..
na liquidação ainda né ..OOO Pobreza...

Capitulo 05 - Colisão
Amei todo s sentimentos descritos dele..Toda insegurança e o encoantamento diante da belelza dela ..
Tão lindo ..
Quero um Arthur pra mi muuuuaaaa
Lembrança interessante essa dele..Aposto que foi essa ai que deixou delel..

Capitulo 06 - Café De L’ Paix
Estou ainda mais apaixonada por Arthur ele é divertido muuuuuaaa
croissant de queijo é GOLPE BAIXO eu estou de dieta kkkk
Nuss não imaginei a diferença de idade entre eles...
Achei dialogo dels muito amavel e sincrnizado mas ambos parecian denotar muito cansaço ..
Ela cogitou deixar o braço dele mas, ele percebeu e a trouxe um pouco mais para perto.
Espetinho ele..
Alemão é latim tudo a ve kkk Gostei dessa
A sessão de fotos foi uma grça ...Nunca tentarei fazer igual
O beijo foi lindo tão romantico ..
AMO ESSE ARTHUR ele surpreende muito ..PORQUE NÃO EXISTE HOMEM ASSIM NESSE MUNDO
safadenho ele ali no finalsinho hem ...

Quero mais quero tudo e logo muuuaaa Muito animado ideia

*-* Adorei suas colocações aqui!
O ipod dele quase que eu faço do meu Ipod, só não sei como.
A Candace é realmente muito solitária e desesperada para ter alguém.
E você está certa. O Arthur "fugiu" para a França. Os motivos serão muito bem explicado ainda (Você sabe que adoro um suspense né kkkkkkkkkk)
E ai ai não vou nem comentar sobre sua vontade de ter a personificação do Arthur, mulheres kkkkkkkk.

Você tera mais e tera logo pidona , estamos trabalhando em tempo record auhauhauhaa.

Beijoss até a próxima!


MaryAnn Falando:
Olá Miriam! Muito boa noite, querida!
Eu tentei responder cada um dos seus comentários, mas sabe Deus o porquê não saíram quando postei *triste*. É, e tenho problemas com postagens, sempre assim, Anonymus sabe disso, rs. Enfim... A confusão! Rsrs
Vamos lá. Primeiro adorei todos os seus comentários. Eu gosto assim! Quando lêem e comentam! o/
Algumas considerações. Candace é muito solitária mesmo e tem uma história sofrida, bem sofrida, que logo diremos. O Arthur tava fugindo mesmo. O mundo dele tava desabafando e ele precisava respirar. E por que não na França? Rsrs
SIM! O Arthur é um gentleman! O homem que pedimos a Deus, mas aqui é invenção do Anonymus mesmo hauahauahau. Então, vai ter de pedir pro Anonymus xD.
Não fica triste, pois teve ter um Arthur por aí dando sopa, rs, só tem de procurar direito!
E logo teremos mais capítulos. Estamos em produção ferrenha!
Muito obrigada por ler e nos dar estes comentários lindos!! MUITOS BEEEIJOS!!!!!
Wink
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Re: The Crow And The Butterfly

Mensagem por MaryAnn BWay em Qui Abr 11, 2013 6:49 pm

Miriam Salvatore escreveu:Capítulo 07
Sing for Absolution.


É Obvio que Arthur super sensivel lindo charmoso e gostoso não é igual ao Tom é muito melhor convenhamos muuuaaa
Arthursinho o passado fica fica guardado no fundo do bau ..
Como esses dois se buscam se olham...Muito doido ..
kkEu achei muita graça a empolgação dele com a historia da familia dela ..
As conversas desagradaveis sobre a convensão e a ida embora dele foi desagradavel mesmo ..Tadinhos..
Eles se deram tão bem aff sempre é assim quando a gente encontra AQUELA pessoa o mundo inteiro esta conspirando contra..
Eu diria até amanha a noite ou depois...

Não foi meloso... Mas eu esperava mais ação ..
Mas espero ansiosamente o resto..


MaryAnn falando:
cheers
NHAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA mais um comentário!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
Desculpa não responder antes, mas a vida aqui tá corrida! hauahauhau
Menina!!!!!!!!!!!!!!!! Vc se apaixonou mesmo pelo Arthur!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! Poxa, o Tom, o Tom ai ai ai... Ele é tão fantástico!!!!!!!!!! Dá uma olhadinha pra ele hauahauahauahau... Sério!
Ai o Arthur é igual museu de vez em quando... só nas antiguidades. Como se ele estivesse paralisado, com medo... Vamos ver se a Candace vai conseguir lidar com isto né?
Nhaaa, que bom que gostou das conversas deles, acho eles super entrosados! o/
E é sempre assim mesmo Miriam, quando a gente encontra algo que vale a pena, parece novela!!!!!! TUDO DÁ ERRADO. Milhares de empecilhos, vilões...O casal sofre... Mas no capítulo final sempre tem algo bom né???
DESEJA AÍ BEM FORTÃO O MELHOR PRA ELES, porque eu e o Anonymus estamos maus!!! hauahauahauahauahauahu
Muito obrigada mais vez!!!! MUITOS BEIJOS, leitora number ONE!
Very Happy
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Re: The Crow And The Butterfly

Mensagem por MaryAnn BWay em Ter Abr 23, 2013 1:43 pm

CAPÍTULO 08 - UNINTENDED

Anonymus falando:
feriado no rio para botar as pendencias em dia! Mas um cap singelo para atualizar
MaryAnn falando: o/ Como perceberam, Graças a São Jorge, segue mais um capítulo pra vocês! Aqui em São Paulo não é feriado nem em dia de feriado nacional ou de São Paulo hahaha...Cidade não páááára nunca!
Salve Jorge!
E boa leitura!
Wink

XXX


Capitulo 8 - Unintended

Candace olhava séria para os palestrantes que pareciam não fazer outra coisa a dizer sempre o mesmo discurso. Começava a se arrepender de ter feito a reserva para participar desta convenção. Tom ao seu lado, fingiu colocar o tradutor no ouvido, mas colocou seus fones do IPod. Ela riu ao vê-lo balançando a cabeça por conta de uma música e não por estar concordando com o que o palestrante falava.
Suspirou.
Pensou em Arthur. E algo dentro de si parecia consumi-la.
“Que saudade”, ela pensava.
“Mas, o que acontece Candace Lutz? Você o conheceu ontem, e já está assim?”. “É idiota ou o quê?”.
Chacoalhou a cabeça e tentou espantar os pensamentos. Colocou a mão sobre a mão do irmão e Tom a olhou, sorriu e apertou a mão dela.

Palestra.
Almoço.
Palestra.
Café da Tarde.
Palestra.
Jantar.
Palestra.
Hotel, enfim.

– Sinceramente. – Tom parecia bravo. – Se amanhã for esta mesma pasmaceira, eu juro que processo a convenção e volto para o Brasil.
– Tom!
– Não tenho paciência, Candace. Nenhuma. Você me conhece.
Ela suspirou. – Fiquei cansada também. – e ambos saíram do elevador.
– Boa noite, Tom! – ela o beijava no rosto.
– Boa noite! – ele retribuiu. – Ahhh. – Tom se virou para ela novamente. - Amanhã a noite, me desculpe, mas tenho compromisso.
– Novidade! Como se eu não soubesse. Sabia que me deixaria na mão. – ela lamentava.
– Ahh, mas por favor, vá sem mim.
– Mas, é claro. Não perderia esta oportunidade por nada! Azar o seu. - ela mostrou-lhe a língua.
Ele riu e acenou, entrando a seguir no quarto.
Candace, enquanto entrava no seu quarto processou aquela informação.
– Hummm... Muito obrigada pela dispensa Tom. Só espero que a pessoa que tenho em mente não me dispense também.
Olhou para o relógio e já era absurdamente tarde. Mas, estava se consumindo.
– Que se dane! Vou ligar.
Discou o número e aguardou.
Em três toques.
– Alô? Arthur?
– Candace? – ele parecia surpreso e com a voz totalmente carregada de sono.
– Sim, sou eu! Ahh que horrível! Eu te acordei, não? – ela parecia lamentar, mas estava feliz.
– Digamos que foi pelo bem maior. – sempre brincalhão.
– Tudo bem? – ela ria.
– Sim, e você?
– Estou bem. Um pouco cansada, cheguei agora da Convenção.
– Nossa! Eles levam a sério a penalidade.
Ela riu e disse:
– Você nem imagina o quanto!
– Nossa, é muito bom ouvir sua voz. De verdade. – ele suspirou. – Pensei em te ligar, mas sabia que estaria ocupada e não quis incomodar.
– Devia ter ligado. Foi um inferno hoje. Mas, amanhã teremos uma folga.
– Sério?- ele ficou animado.
– Sim, sim, e como combinado, estou te ligando para saber se gostaria de fazer um passeio comigo.
– Claro, claro. – Arthur sorri. – Aonde iremos?
– Bom, é um pouco longe, mas vale a pena. E tenho uma pergunta antes.
– Pode fazer.
– Gosta da banda Muse? – ela parecia apreensiva.
– Nossa! É uma das minhas bandas preferidas! – ele pausou de repente. – Por quê?
– Quer ir assistir o show deles comigo?
– O quê?! Perdão! Perdão! Mas... – ele meio que gritou, socou o ar e quando recolocou o celular no ouvido, Candace ria. – Candace, caramba, nossa... Nem sei o que falar!
– Fale Sim! – ela ria.
– Sim, Yes, Sí! Desculpa, não sei como é sim em grego se não eu falava – ele continuava a rir. – Onde te encontro? Que horas?- ele estava extasiado.
– Me encontre na Gare du Nord, estação de trem, em frente ao painel que contém as saídas dos trens.
– Hmm, espera aí...
– O quê?
– Pegaremos trem?
– Sim. Vamos para Londres. Pegaremos o TGV. O show será em Londres. No Estádio de Wembley. – ela pausou – Algum problema?
– É que, poxa... Não sei se terei recursos suficientes. Sou pobre. – ele riu. – Desculpe.
– Imagina! – Candace riu. – Não precisa se preocupar. Já tenho sua passagem e entrada para o show.
– Como assim?- ele estava surpreso.
– Graças a Deus, meu irmão não poderá ir comigo. Pensei imediatamente em você, só que pensei “Poxa e se ele não gostar de Muse?” – ela pausou. – Apesar de que se você não gostasse, sugeriria irmos até Londres mesmo assim. O que vale para mim é te ver.
Arthur fechou os olhos e sorriu. Parecia que sentia seu coração ser acariciado naquele momento.
– Você não imagina como estou feliz por seu irmão não ir. – ele riu.
– Então? - ela aguardava, sorrindo do outro lado da linha e com um frio na barriga que há muito tempo não sentia.
– Bom, meu enorme ego masculino me diz para que eu não aceite este tipo de oferta. Afinal, você, uma mulher, estaria me bancando! Que absurdo! Mas! Como sou moderno, desta vez deixo passar. Só que vou te dar o dinheiro da passagem assim que nos encontrarmos no Brasil. – ele finalizou rindo e Candace gargalhava.
– Ok. Por que vocês homens são assim?
– Por que senão seríamos mulheres, oras! - Arthur soltou uma grande gargalhada. E complementou: – E acho que você não entendeu meu movimento estratégico agora. Como te devo dinheiro, pelo menos uma vez você vai ter que me encontrar no Brasil. - Arthur fazia agora uma voz sarcástica, como se tivesse bolado o plano perfeito.
– Você ganhou! Candace ria. - Okay! Gare du Nord, às 5 da tarde. – ela dizia docemente.
– Com certeza estarei lá em ponto.
– Então, boa noite e um beijo!
– Beijo e boa noite! – eles desligaram ao mesmo tempo.

>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>

Gare du Nord. 5 da tarde.

Candace estava vestida despojadamente. Calça jeans escura bem apertadinha, botas pretas, uma blusinha branca um pouco rendada, brincos argolas e uma maquiagem moderada. Os olhos estavam bem pintados, ressaltando sua coloração verde e a boca vermelha como uma suculenta cereja. Havia amarrado o cabelo num rabo de cavalo frouxo, sua franja caía em seus olhos e mais alguns fios caíam pelas suas orelhas e pescoço . Estava com uma bolsa de pano preta com uma alça bem comprida.
Arthur chegou pontualmente até a Gare. Estava despojado também, camiseta cinza, calça jeans escura, tênis e uma pequena mochila.
Ao se verem sorriram ao mesmo tempo.
Ao chegarem perto um do outro, instantaneamente se abraçaram e se beijaram como se não se vissem há séculos.
– Ahhh. – ele pausou o beijo e “segurou” o rosto dela nas mãos dele – Senti falta disto.
– Eu também. – ela o abraçou forte.
– Cara! Que loucura é essa? – ele a abraçou com um único braço e ela passou o braço direito pela cintura dele. Os dois começaram a seguir em direção à plataforma de embarque.
– Chama-se MUSE! E neste quesito, tudo é válido!
– Com certeza! – ele a trouxe para mais perto e beijou o topo da cabeça dela, cheirando seus cabelos a seguir.
Candace parecia iluminada e Arthur muito feliz. Ambos passaram pelos guichês, sorrindo e brincando de mãos atadas. Entraram no trem e logo sentaram em suas respectivas poltronas.
Arthur fez com que Candace ficasse encostada no peito dele e iniciou uma conversa:
– Bom, me fale como foi a Convenção até agora.
– Sério que quer ouvir? – ela parecia desconfiar.
– Sim, a menos que não queira falar sobre isto.
– Só tenho uma palavra.
– Sério? – E ele riu. – Qual?
– Decepcionante. – ela riu.
– Okay, mudemos de assunto. – ele abaixou o rosto e ela olhou-o. Arthur levantou o queixo dela e trouxe a boca dela para perto da dele.
E assim seguiram viagem.

>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>

Londres
Wembley Stadium.
Show – Muse.

Parecia surreal, mas não era.
Arthur olhava para os lados como uma criança num parque de diversões pela primeira vez. Estava um pouco envergonhado. Mas, Candace parecia uma criança também.
Shows era algo que fazia Arthur perder completamente a noção de si. Adorava aquela energia, milhões de pessoas juntas com o mesmo gosto, gritando excitadas. Ouvir suas musicas favoritas estourarem seus ouvidos de tão altas ajudava também.
Por sorte, não havia visto Muse no Brasil nenhuma vez, logo, não haveria lembranças tão fortes que iriam brotar em sua mente conforme as musicas fossem cantadas.
O show iniciou e ambos gritavam feito loucos.
Pulavam, cantavam juntos.
E então, iniciou uma música que poderia expressar o que eles estavam sentindo naquele momento:

“Unintended”

You could be my unintended choice
To live my life extended
You could be the one i'll always love

Candace e Arthur se entreolharam e ele a abraçou pelas costas. Eles ficaram em silêncio.

You could be the one who listens to my deepest inquisitions
You could be the one i'll always love
I'll be there as soon as i can
But i'm busy
Mending broken
Pieces of the life i had before

Arthur cantava baixo e Candace acompanhava.

First there was the one who challenged
All my dreams and all my balance
She could never be as good as you
You could be my unintended choice
To live my life extended
You should be the one i'll always love
I'll be there as soon as i can
But i'm busy mending broken
Pieces of the life i had before
Before you

Quando a música terminou, ele a beijou no rosto e ela jogou um pouco a cabeça para o lado, para que ele pudesse alcançar a boca dela.

>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>

Paris.

Arthur deixou Candace no Hall do Hotel e ali iriam se despedir em definitivo.

– Bom, o que posso dizer? – ele a olhava toda sorridente e um pouco descabelada, mas ainda linda. – Obrigado por me proporcionar uma das melhores noites da minha vida. Prometo compensar algum dia. Mas, de verdade, nem consigo imaginar como poderia fazer isto. – ele riu.
Candace gargalhou e o abraçou.
– Para mim, basta que, não se distancie de mim Arthur.
– Só isso? – ele brincava. – Não, preciso fazer mais.
– Isto basta! – ela dizia convicta e sorrindo.
– Okay. – ele passou a mão pelo rosto dela e a beijou.

Arthur pensava em como seria quando finalmente voltasse para o Brasil...

“Será que consigo?”

Ele cessou o beijo.

– Agora vai. – ele dizia com pesar. – Precisa descansar.
– Está bem. – ela se afastou dele. – Nos vemos no Brasil. Mas, por favor, me ligue sempre que puder, ou mande mensagens. Sei lá. Não sou tão inacessível assim. – ela ria.
– Certo, Meritíssima! – ele fazia posição de sentido, como um soldado.

Ela sorriu, acenou para ele e entrou no elevador.
Ele ainda ficou uns segundos ali no Hall deserto e saiu a seguir. Sendo torturado por seus pensamentos.

Fim do capítulo 08
XXX

Notas finais:

MaryAnn falando (com o aval do Anonymus rs)
Enquanto Anonymus vai aproveitar o feriado no Rio, eu vou dar mais uma trabalhadinha por aqui em SP rsrs. E aguardo sua opinião sobre o capítulo. Beijos!!!
Wink

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Re: The Crow And The Butterfly

Mensagem por Miriam Salvatore em Qui Maio 02, 2013 2:27 pm

Não creio que acabou esse capitulo pra mim ele poderia se autoescrever eternamente... ideia
Sabe agora estou começando a simpatizar com Tom..Ele me deu uma otima ideia de escapar de palestras chatas ..Fones de ouvido Muito animado
Achei tão fofis a empolgação dele ...
Mas acho que ele se empolgou mais pelo show do que por ver ela .
Aff
Homens aff
Agora eu digo Candace é super estilosa ..Eu queria todo esse modelito dela.. fato
Sinceramente eu achava que esse reencontro seria muito mais esplosivo scratch tipo me joga na parede e me chama de lagartixa ..
Vai ver eu sou muito pervertida scratch
O momento da musica deles foi muito sweet ownn
Bom na despedida achei que Candece foi muito racional eu teria chorado litros de lagrimas choro

Esperando pelo resto loguinho
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Re: The Crow And The Butterfly

Mensagem por MaryAnn BWay em Sex Maio 03, 2013 4:51 pm

Miriam Salvatore escreveu:Não creio que acabou esse capitulo pra mim ele poderia se autoescrever eternamente... ideia
Sabe agora estou começando a simpatizar com Tom..Ele me deu uma otima ideia de escapar de palestras chatas ..Fones de ouvido Muito animado
Achei tão fofis a empolgação dele ...
Mas acho que ele se empolgou mais pelo show do que por ver ela .
Aff
Homens aff
Agora eu digo Candace é super estilosa ..Eu queria todo esse modelito dela.. fato
Sinceramente eu achava que esse reencontro seria muito mais esplosivo scratch tipo me joga na parede e me chama de lagartixa ..
Vai ver eu sou muito pervertida scratch
O momento da musica deles foi muito sweet ownn
Bom na despedida achei que Candece foi muito racional eu teria chorado litros de lagrimas choro

Esperando pelo resto loguinho


MaryAnn falando: Heeeeeeey Miriam!!! cheers
Nossa, fico tão feliz que gostou do capítulo!!! bounce
Vou te contar um fato sobre este capítulo. Ele não existia, na verdade. É isso mesmo. Porém, em um dia comum, estava eu ouvindo a música Unintended (Muse) na versão ao vivo e comecei a imaginar uma cena num show. Como estava prestes a escrever algo pra esta fic e mandar pro Anonymus, então desenrolei este capítulo, sendo amparada é lógico pelo meu partner escritor maravilhoso haha.
Eu te falei que devia prestar atenção no Tom, ele é um personagem que ainda vai aparecer bastante Smile. E olha que eu devia ter tido esta idéia dos fones quando tava na faculdade, viu... rsrsrs
Ah, Arthur tava mega empolgado em ver a Candace, o show foi só um bônus!
Hahaha, este modelito da Candace (roupa) me baseei numa minha HUAHAUAAHAUHAUA. Só me falta a cara linda de morrer que ela tem!!!!!! xD
Eita Miriam!! Já queria trancafiá-los num quarto??? HUAHAUAAHAUAHUA... Calma, chegaremos nesta parte!! xD. Eu e Anonymus combinamos adiar este momento um pouco porque queremos deixá-lo bem intenso, tá entendendo??? Então se segura aê porque quando chegar a hora, vc vai ficar até sem fôlego (assim espero!!! hauahauahauahau).
Esta música é linda demais!!! Me dá vontade de chorar rios quando a escuto. Principalmente a versão ao vivo *_*
Humm, ela se segurou na tristeza, aliás os dois. E sabe por quê??? Porque ainda vão chorar muitooooooooooo. Estavam economizando lágrimas pra depois! Sim sim.

Muito muito obrigada pelo comentário!!!!!!!! Você é muito fofa!!!!!!!!!!!! ownn
Tem capitulo novo hoje. Só vou esperar o Anonymus e aí postamos. Viu?? Nem precisou esperar tanto! xD
Beeeeeijos beijossss beeeijoos!!!!!!
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