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Fallen Dark

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Fallen Dark

Mensagem por Yasm em Qui Fev 02, 2012 8:57 pm



Nome da fanfic: Fallen Dark
Classificação: + 16
Genero: Fantastico
Resumo: Sophia perdeu os pais aos seis anos, Max como velho amigo da familia aceitou cuidar da criança caso acontecesse algo aos pais, Peter e Jack, irmão, filhos de Max sempre gostaram imenso de Sophia, até as coisas mudarem drasticamente. Peter decide ir para a faculdade, Jack começa a ajudar o pai no trablho e Sophia decide trabalhar sozinha longe de casa. Mas algo que apesar separados têm em comum, conhecimentos supernaturais, vampiros, fantasmas, lobos... todos os pesadelos que conhecemos.




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Re: Fallen Dark

Mensagem por Yasm em Qui Fev 02, 2012 8:59 pm

(juro por deus que se voces começam a gritar "ahhhh damon" eu tiro-o dali -.-)
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Re: Fallen Dark

Mensagem por Yasm em Sex Fev 03, 2012 1:24 pm

Bem gente, espero que gostem *.*
Spoiler:

Prologo

A mulher de cabelos ruivos pelas costas fugia com a criança pela mão, a casa era grande e tinha uma sala de pânico apropriada para aquela situação. A menina fitou a mãe assustada.
- Querida ficas aqui, não sais até a mamã ou o papá vir buscar-te. Entendidos?
- Sim, mamã espera.
- Amo-te querida.
A mulher trancou a filha na sala subindo as escadas a correr para o marido ouvindo os gritos dele. A visão do homem foi o que lhe quebrou o coração, os cabelos negros cobertos de sangue, ainda conseguia ver o brilho esverdeado dos olhos dele. Ela caiu de joelhos agarrando-o junto a si, tinha um grande buraco no peito, ouviu um barulho… viu os olhos brancos da mulher que sorria divertida. Não tinha muitas hipóteses, mas mesmo assim, decidiu tentar. Viu a faca a uma certa distância, levantou-se começando a correr, mas uma luz branca projetou-a contra a parede.
Max entrou na cama juntamente com John subiram as escadas a correr vendo o velho amigo morto, Max viu-a deitada no chão, sentiu os joelhos a tremerem, aproximando-se cuidadosamente. Os olhos estavam queimados e o peito completamente desfeito, abraçou-a junto ao peito sentindo as lágrimas a caírem pela face.
- Max… Não encontro a Sophia.
Max levantou-se descendo as escadas dirigindo-se até à sala de pânico, meteu o código observando a porta a abrir-se lentamente. Ela estava completamente assustada e chorava agarrada a um coelhinho de peluche.
- Sophia, é o Max… - A menina ruiva levantou-se correndo para o homem. John fez sinal para saírem, os dois começaram a correr ouvindo uma explosão no andar de cima. Max observou a casa a arder e a ser destruída enquanto segurava na criança ao colo.
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Re: Fallen Dark

Mensagem por Yasm em Sab Fev 04, 2012 8:09 am

Boas gente, primeiro capitulo, espero que gostem.


Spoiler:
Capitulo 1 – Family

Há dez minutos que ele estava a correr pelo bosque com uma arma na mão, tinha um corte no pescoço e as roupas todas rasgadas, o cabelo castanho estava completamente despenteado. Simplesmente não estava a ser o dia dele e aquela noite estava demasiado escura, tropeçou caindo por uma encosta aos rolões. Assim que conseguiu recompor-se um homem saltou para cima de si, os olhos completamente vermelhos e negros, uma camada de dentes afiados saídos das gengivas, conseguia ver a fúria nos olhos do vampiro, tentou afastá-lo mas não conseguia, era demasiado forte.

O tiro foi direito para o coração que afastou o vampiro, bala de prata, pode não o matar, mas dói como tudo, ele ouviu a arma a ser carregada e voltar a disparar, era uma caçadeira, ele conhecia o som. Olhou para o vampiro vendo a pessoa recém chegada tirar uma espada cortando o pescoço da criatura. Levantou-se com cuidado, estava todo partido devido à queda.
- Apanhado por um vampiro… estás mesmo a perder qualidades. – Ele arregalou os olhos ao ouvir aquela voz, olhou para a pessoa vendo-a virar-se ficando visível para si, olhos esverdeados, cabelos ruivos.
- Sophia. – Ela sorriu arqueando as sobrancelhas. – Devo estar a ter um pesadelo.

Uma coisa que todas as pessoas de Kansas, Lawrence, sabiam, era que Sophia Miller e Jack Keplan no mesmo lugar, nunca dava bom resultado, era muita história concentrada nunca fez bem a ninguém e aqueles os dois são dois museus ambulantes. Max sorriu ao ver o carro dela a entrar na sua propriedade, Jack vinha no banco ao lado, com um ar muito irritado.
- Sophia, minha querida, tão bom ver-te. – Max abraçou-a fortemente. – Então, já falas-te com ele?
- Acabei de salvar-lhe o “ass” para não variar. – Jack saiu do carro fitando-os.
- Porque estás aqui? – A pergunta de Jack era mais do que direta, ele não queria saber se ela lhe tinha salvado ou não, ele não a queria ali.
- Eu pedi-a para vir. Agora, filho, se simpático e leva as coisas dela para o quarto.
- Vou tomar um duche.
- De certeza que consegues faze-lo? Não sei, podes ter dificuldade em pegar no shampo. – Disse Sophia com um ligeiro sorriso convencido nos lábios. Jack fechou a porta atrás de si fortemente.
- Tenho a certeza que ele está feliz por estares aqui. – Disse Max sorrindo.
- O Peter estaria, o Jack se pudesse matava-me.
- Ele tem de ultrapassar.
- Foi minha culpa, Max. – Max fitou-a limpando-lhe uma lágrima.
- Já falamos sobre isso. Agora vai para dentro, o teu quatro, está igual.

Max Keplan era como um pai para Sophia, vivera naquela casa desde os seis anos, conhecia Jack muito bem para saber que não era bem-vinda, também não o podia culpar pelos seus sentimentos, se fosse ao contrário, ela provavelmente não o iria querer ver à frente, entrou no seu quarto deitando-se logo na cama respirando um pouco o ar da casa, tinha saudades.

Jack desligou a chamada, já estava mais calmo, mas ainda lhe custava acreditar que ela tinha tido a coragem de voltar ali depois de tudo o que ela tinha feito, claro que Peter lhe disse para manter a calma, que a Sophia é família, é irmã. Mas Jack não a via assim, não era nenhuma irmã, mas sim uma traidora, não compreendia porque é que o pai não conseguia ver isso ou Peter. Porque continuarem a defende-la? Peter entrou no quarto dela saltando para cima da cama abraçando-a.
- Minha coelhinha. – Disse Peter. – Quatro meses longe de mim, foi muito tempo.
- Também tive imensas saudades tuas. Como vai a faculdade?
- Vai andando, vim passar estas férias da Páscoa e depois de volta aos assuntos académicos. Devias vir também.
- Ah, não. Sabes que esta vida, é a única que consigo adaptar.
- Ouvi o início da briga. – Sophia respirou fundo levantando-se, sabia que ele iria falar do Jack.
- Salvo-lhe a vida e ele trata-me assim.
- Ele estava mesmo a morrer?
- Não, nada que ele não resolvesse, mas um obrigado seria bom.
- Hum, hum, muito interessante, anda cá. – Peter puxou-a pela cintura puxando para si, beijando-a. – Mas que saudades. Temos muito que fazer isto definitivo e não ocasional. – Ela riu-se respondendo ao beijo.
- Se o teu irmão nos apanha….
- Sim, eu sei, inferno na terra, blablabla. Não te preocupes, ele não apanha. – Peter retirou a camisola dela sentando-a no seu colo beijando-lhe o pescoço enquanto pressionava as ancas dela sobre a sua cintura.

Para uma família que aparentemente tem tudo normal, a ultima coisa que existe ali era normalidade, Max Keplan vivia sozinho com os dois filhos, Peter e Jack Keplan, claro que quando Sophia Miller lhe chegou às mãos, ele teve todo o gosto em cuidar da filha do seu melhor amigo. Mas mesmo nos braços dos pais, Sophia não iria ter uma vida normal, ali, com Peter e Jack, aprendeu tudo o que devia aprender sobre caçar, vampiros, lobisomens, zombies, fantasmas... todas aquelas criaturas que consideramos pesadelos, elas andam por ai, a matar sempre que podem.
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Re: Fallen Dark

Mensagem por Yasm em Dom Fev 05, 2012 2:40 pm

Cap 2 ^^

Spoiler:
Capitulo 2 – Lies in my heart

Com o fim das férias, Peter teve que voltar para a faculdade, claro que ainda guardava segredo sobre o seu relacionamento com a Sophia, não por vergonha, mas por respeito ao irmão. Sabia o porque de a odiar e não a querer na família, mas a verdade é que Sophia pertencia àquela família desde à muitos anos e Jack teria que aceitar, teria que viver com isso, teria que a perdoar… digamos que ele não estava pronto, não ainda.
- Meninos, tenho um trabalho para vocês. – Disse Max surpreendendo Jack e Sophia que se encontravam na sala a ver televisão. Ao menos gostavam de ver as mesmas coisas, era um pouco de descanso nessa parte. – John ligou-me, precisa de ajuda lá em casa, será que vocês podem dar um saltinho até lá.
- Caçar o que? – Perguntou Jack fitando o pai.
- Metamorfos. – Jack trocou olhares com a Sophia levantando-se. – Podem ir juntos?
- Adianta dizer que não? – Max cruzou os braços. – Vou arrumar as coisas no carro. – Jack saiu de casa já com uma bolsa.
- Max, mandar-nos numa missão os dois, não vai resolver as coisas. – Max sorriu empurrando-a para a rua.

John vivia em Topeka com a sua mulher, Alice, eram ambos caçadores, velhos amigos de Max e dos pais de Sophia, esta já tinha feito uma ou duas caçadas com eles, no entanto Jack, era como família. Eram umas três horas de carro por isso mais valia aproveitarem a restante luz do dia para conduzirem com cuidado.
- Estás demasiado calada.
- Estou a tentar não começar uma discussão contigo, por isso, se não te importas, deixa-me na minha paz de espirito. – Jack soltou um riso fazendo Sophia respirar fundo, já iam à uma hora e meia de estrada, claro que já deviam estar fartos de respirar o mesmo ar.
- Então, tu e o meu irmão andaram muito chegados, estas férias. O que é que se passa entre vocês?
- Não é da tua conta.
- Claro que é, especialmente quando se trate do meu irmão, não quero ver outro membro da minha família morto por ti.
- Ok, sabes que mais, chega. – Ela agarrou no volante apesar dos berros dele levando o carro para a berma, ele travou fitando-a.
- Qual é a tua ideia? Matares-me?
- Eu amava a tua mãe, como podes insinuar que eu a matei? – Sophia virou-se para ele dando-lhe um soco no braço. – Ela tinha um demónio dentro dela.
- E tu exorcizaste-a.
- Querias que fizesse o quê? Deixasse o demónio dentro dela?
- O corpo dela estava todo partido, a única coisa que a mantinha viva era o demónio e mesmo assim continuas-te a ler.
- Aquela coisa dentro dela, não era a tua mãe. – Jack virou-se para frente sem dizer nada tentando conter as lágrimas que começavam a formar-se nos seus olhos, aquela era a primeira vez que eles falavam sobre o que realmente aconteceu. Sophia colocou a mão sobre o ombro dele. – Foi eu que a matei, eu sei, Max estava inconsciente, o teu irmão no hospital, ela iria matar-nos a todos se não o fizesse… no entanto, não há nada que posso dizer ou fazer para mudar aquilo que aconteceu o que sentes em relação a mim, compreendo que me queiras culpar para morte dela porque tens razão, mas… desculpa, Jack.
- Não consigo. – Jack olhou-a nos olhos, Sophia assentiu com a cabeça sorrindo. Jack ligou o carro voltando à estrada.

John ligou a luz da rua abrindo a porta todo sorridente ao vê-los ao dois a correr do carro devido à chuva.
- Finalmente, vocês demoraram a chegar. – Disse John fechando a porta sorrindo para ambos.
- Tivemos que fazer uma pequena paragem. – Respondeu Jack tirando o casaco, passou a mão pelos cabelos meios molhados despenteando-os.
- Nada de grave, espero.
- Não… – Jack olhou para Sophia. – Nada que não se resolva.
- Venham, a Alice fez o jantar, já está pronto o podemos falar sobre o porque de estarem aqui. - Alice não se conseguiu conter em abraçar fortemente Sophia assim que a viu, quando novos, Alice e John passavam grande tempo com Max e os pais de Sophia, Alice era a melhor amiga da mãe desta.

Jack abriu o livro lendo algumas palavras que John tinha sublinhado, já tinha encontrado Metamorfos antes, três para ser mais específico, no entanto apenas tinha conseguido apanhar um, eram seres perigosos e muito traiçoeiros.
- Já caças-te um? - Perguntou Sophia sentando-se ao lado dele olhando para o livro antigo.
- Uma vez. Mas já me escaparam dois, são muito complicados de apanhar.
- Sei o básico, faca de prata pelo coração, conseguem ter a aparência de qualquer um.
- Sim, no entanto, uma camara de filmar consegue captar os verdadeiros olhos deles, parecem olhos laser, mas de resto… esquece, são normais como eu e tu.
- Então, vais andar por ai com uma camara de filmar a apontar para qualquer pessoa?
- Não, os Metamorfos seguem um padrão. O John disse que este anda a matar mulheres loiras solteiras, amantes de homens poderosos.
- Isso reduz a pesquisa. Só temos de ver qual o homem poderoso que ainda está vivo nesta cidade e fazer um scan aos olhos.
- Mais ou menos isso.

Sophia acordou vendo as mãos amarradas atrás das costas a um pilar, sentiu sangue na boca e uma dor aguda perto do olho, olhou em volta do estranho quarto, não… sala, parecia uma cave. Alice estava inconsciente tal como John, a uns três metros dela, tentou soltar-se mas não conseguiu.
- Xuuu não se faz barulho. – John abaixou-se à frente dela sorrindo. Sophia olhou para ele, depois para o John inconsciente. – Pois, não posso fazer o meu trabalho enquanto houver caçadores por esta cidade, por isso, vou matar todos os caçadores. – O homem ficou com os olhos diferentes, azuis, pareciam olhos de gato, a sua pele começou a mudar adquirindo a imagem de Sophia. – Inicialmente eram só eles os dois, ainda a vigia-los e quando ouvi ali o John a ligar a um caçador a pedir ajuda soube que tinha que agir. Então, deixei-vos chegar, entrar, comer e ataquei. Até foi simples apanhar o John bastou apanhar a Alice. Tu adormeces-te, logo também foi fácil, agora o teu amigo, Jack, é que não quer ir dormir, por isso tive que arranjar uma nova maneira. Ninguém consegue magoar uma menina inocente. – O Metamorfo voltou a meter o pano na boca dela sorrindo enquanto subia as escadas para a casa.
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Re: Fallen Dark

Mensagem por Chiie em Dom Fev 05, 2012 10:56 pm

Yasm *u*
meeenina adorei a sua fic.. voc ta fazendo estilo supernatural?
/uma série mto boa! assisti tdas temporadas.
fiquei encantada cm o que voc escreveu. Qndo vamos ter o próximo cap.?
Petter voltará aparecer? mto lindo ele. :3
aaaaaaah já posso dizer qe sou Team Sophia&Petter.

cm voc pediu irei atende-lo...
não vou fazer escandalo por causa do Ianzinho!
aguardando próximo cap.
beijooos ;*
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Re: Fallen Dark

Mensagem por Yasm em Seg Fev 06, 2012 6:19 am

Boas.. mais um cap
Sim é do estilo supernatural, acabei de ver serie inteira, falta sair episódios da 7, claro que o Peter vai aparecer mais, *dean* I love you
Mas coiso e tal nao vou andar aqui a dizer tudo ne?

Atenção: Capitulo +16

Spoiler:
Capitulo 3 – The Night will always be dark

Jack fechou o livro passando a mão pelos olhos, estava cansado e o sono já se notava na cara, não fazia ideia de que horas eram, nem há quanto tempo estava a ler aquilo, ouviu a porta abrir-se e viu Sophia, sorriu levantando-se.
- Pensei que tinhas ido dormir.
- Já dormi, já acordei, vim beber água e vi a luz acesa. O que é que ainda estás aqui a fazer?
- Pesquisa, mas todos os livros dizem o mesmo, prata, prata, sem maneira de saber a identidade… nada que já não soubesse. – A aparência era perfeita, nem um simples erro, desde a cor dos cabelos até aos sinais, o colar, tudo. E estava confiante, na pele de uma pessoa tão próxima a Jack, era demasiado fácil… demasiado até.
- Sabes do que é que tu precisas?
- De dormir?
- Também… mas de outra coisa.
- Que coisa? – Ela aproximou-se dele agarrando-lhe na cintura delicadamente dando-lhe um leve beijo no pescoço, Jack fitou-a engolindo em seco.
- O que estás a fazer?
- Tantos anos que estivemos juntos… Este ódio recente… Nunca desejas-te saber, nunca desejas-te ter-me?
- Não, sempre te vi como uma irmã. – Jack foi surpreendido por um beijo dela, aqueles segundos pareceram-lhe anos, era demasiado para si. Quer dizer, eram irmãos, não de sangue, mas viviam juntos desde crianças, foram criados para serem irmãos. Mas sinceramente, ela tornou-se demasiado bela para nunca a ter desejado… Fechou os olhos mexendo os lábios ao sabor dos dela. Normalmente tinha o hábito de se jogar para cima das miúdas e tentar fazer-lhes a folha, como poderia recuar quando uma se jogava de frente? Sentou-se na cadeira com ela no seu colo, tirou-lhe a t-shirt rapidamente, contemplou os seios dela beijando-os devagar ouvindo os gemidos de prazer que ela emitia. – Isto é tão errado.
- Não é por isso que sabe melhor?
- Sem dúvida. – Com um braço afastou os livros de cima da mesa deitando-a sobre ela, retirou a camisola observando-a a retirar os calções do pijama, não hesitou nem um segundo retirando as calças rapidamente, apenas pensava em penetra-la querendo satisfazer todo aquele desejo, todo aquele prazer estranho que sentia. O gemido e a respiração parada marcaram a penetração, ele agarrou-a fortemente nas ancas à medida que a penetrava, aumentando a velocidade segundo a segundo. O corpo era magro, mas bem estruturado, Sophia mantinha-se em forma e ele reparou nisso, os seios não eram exagerados mas também não eram pequenos, as ancas não muito largas e a barriga lisa. No entanto reparou na ausência da tatuagem dela junto ao pulso, Jack parrou respirando calmante agarrando-a no braço desviando os olhos, sorriu beijando-a. Toda a excitação dentro dele desapareceu ao reparar naquele pormenor.
- Satisfeito?
- Muito. – Jack encostou a faca de prata ao pescoço de Sophia, os olhos dela ficaram arregalados, ele respirava devagar tentando manter a concentração. – O que foi que lhe fizeste?
- Jack, baixa isso… por favor. – Umas lagrimas começaram a escorrer pela face dela, Jack lutava com todas as forças, coração e instintos pareciam numa guerra constante.
- Tu não és ela. Tu não tens a tatuagem.
- Retirei-a à três meses atrás, quando foi-me embora de casa devido à morte da tua mãe entrei num estava de depressão, não conseguia estar ligada a ti desta maneira. Com o Peter sempre tinha o sexo e sabia o quanto ele queria estar comigo, agora tu… simplesmente, não conseguia. – Ela começou a aproximar-se dele, Jack recuou a lâmina, deixando-a beijá-lo, respondeu ao beijo afastando a lâmina do pescoço dela, penetrou a lâmina pelo peito direito ao coração, sentiu o sangue na boca dela a começar a sair, afastou-se fitando-a, os olhos ficaram azuis, no entanto, apesar de ter quase todas as certezas, sentiu-se muito mal, não tinha a certeza absoluta e mesmo assim conseguiu-o mata-la.

Sophia aproximou-se de Jack, estava frio na rua apesar da chuva ter parado, mas ele continuava a ver o corpo a arder, apesar de querer ter a certeza absoluta que o Metamorfo estava morto, sentia que ao mata-la, apesar de apenas ter morto uma imagem, aquela raiva dentro dele estava sendo enterrada.
- Estás bem?
- Sim, sabia desde o início que não eras tu. – Não poderia dizer-lhe a verdade, ela sabia que ele não gostava dela, mas ao ponto de lhe enfiar uma faca pelo coração, isso era simplesmente demasiado.
- Desculpa por não ter conseguido avisar.
- Sabes qual foi a pior parte? – Jack fitou-a. – As memórias, ela usou todas as coisas que sabia da tua mente para tentar atingir-me… desde a mãe até ao ódio. Sabia que eles tinham ligação direta às memórias da pessoa em que estavam na pele, mas nunca tinha tido a oportunidade de experimentar.
- O que aconteceu ao certo?
- Ela chegou, atacou-me eu matei-a. Nada de especial. – Sophia passou a mão pelo ombro dele entrando em casa deixando-o sozinho.

Jack sentou-se no banco da rua passando a mão pela cara, já tinha sido atingido a nível pessoal pelos monstros, já tinha sido mordido por um vampiro, já tinha perdido uma guerra contra bruxas devido ao seu passado, mas um Metamorfo usar uma pessoa de família e falar sobre aquelas coisas, ele simplesmente não soube onde foi buscar força suficiente para mata-la. Preferia nem saber…
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Re: Fallen Dark

Mensagem por Chiie em Seg Fev 06, 2012 12:31 pm

OMG.. Jack! *u*
qe cena hot, pra quem ódeia ele até gostou!
/hmmm, Jack safadxenho (6'
amei o novo cap. ;D
Quando vai ter um novo capitulo?

Beijos :*
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Re: Fallen Dark

Mensagem por Yasm em Ter Fev 07, 2012 8:54 pm

Ola^^
peço desculpa o atraso do poste mas não deu para postar mais cedo..
blablbla espero que gostem ^^

Spoiler:
Capitulo 4 – The Haunted Mansion


Jack adormeceu com a cabeça junto à janela do carro, tinham partido à uma hora da casa de John, mas não iriam com destino a férias, Max ligou-lhes sobre algo diferente que estava a acontecer ali perto que talvez merecesse um pouco de atenção. Sophia ia a conduzir e a falar ao telemóvel, Peter tinha ligado pois estava preocupado, aparentemente, Max fez o favor de lhe dizer que a namorada foi numa missão suicida.
- Não, até estamos a dar-nos bem, principalmente depois do encontro com o Metamorfo.
- Já lhe disseste?
- Nem por isso, mas estou a tentar pensar em mil e uma maneira de lhe dizer sem morrer. Ele não teve problemas em matar-me… quer dizer, a minha figura…
- Ele sabia que não eras tu, o Jack não te odeia a esse ponto.
- Não tenho tanta certeza.
- Vá, eu vou dormir, amo-te.
- Também te amo.

Claro que ela tinha as suas dúvidas sobre como Jack tinha morto o Metamorfo, mas não se atrevia a contar, provavelmente iria acabar numa grande discussão e isso não beneficiava ninguém. Ele continuava a dormir com a cabeça pregada no vidro, o que deu uma ideia a Sophia, aumentou o volume do rádio ligando-o de seguida fazendo a música disparar aos berros dentro do carro. Jack acordou de susto batendo com a cabeça do vidro observando Sophia a rir às gargalhadas.
- Achas engraçado? – Jack começou a coçar na cabeça, Sophia não respondeu tentando não rir apesar de ser inútil.
- Queres mesmo começar uma guerra?
- Como se tivesses hipótese.
- Muito bem, depois não digas que não te avisei. – Sophia parou observando a estrada à direita, olhou para trás voltando a olhar para a estrada. – O que é que se passa?
- Tenho a sensação que andamos às voltas. – Jack pegou no mapa procurando a estrada em que estavam.
- Qual foi a estrada que disseste que estávamos?
- Vi lá atrás 49. – Jack remexeu um pouco mapa depois fitou-a
- Não existe nenhuma estrada 49 por aqui.

O fim da estrada estava próximo, após terem virado à direita, mudando o destino final, passaram uma meia hora andar até depararem-se com uma enorme mansão, cinzenta, portão de grade acabados em bico, muito sinistro. Jack observou a casa com atenção, a ele, parecia mais um set de um filme de terror do que mesmo uma mansão.
- O que é que achas?
- Vamos lá descobrir, a não ser que estejas com medo. Podes deixar, aqui o homem, resolver o assunto. – Sophia abanou a cabeça saindo do carro aceitando a caçadeira que Jack lhe entregara. – Só pelo sim ou pelo não, balas de sal.
- Esperas fantasmas?
- Já olhas-te bem para aquela casa?
- Tudo bem que a relva precisa de ser cortada, as paredes pintadas, retirar o ar completamente assustador.
- E o cemitério no quintal?
- Onde é que estás a ver o cemitério?
- Nunca viste aquele filme da Disney “A casa assombrada”, tinha um cemitério no quintal.
- Isto não é um filme da Disney. Isto é vida real.
- Sim, caçar fantasmas é algo que toda gente faz todos os dias. – Sophia riu-se abrindo o portão entrando pelo jardim seguida de Jack. – Esta gente precisa de um jardineiro.
- Devemos tocar na campainha? – Jack passou à frente dela tocando na campainha esperando um minuto, mas nada, rodou a maçaneta abrindo a porta sentiu um grande arrepio.

A casa por dentro tinha um aspecto muito antigo, o chão de madeira polida com grande parte coberto de tapetes com cores vivas e desenhos trabalhados, as paredes em tons de castanho claro, quadros de famílias, provavelmente antigos senhores daquela casa, espelhos moldados em ouro construídos com muito trabalho. Fecharam a porta atrás deles deparando-se com uma enorme sala, uns sofás, mesas e lareira, havia um corredor sempre em frente e umas escadas que ligavam ao andar de cima. Os dois trocaram um olhar subindo, Jack apontou para cima, Sophia começou a subir devagar entrando no corredor que ligava aos quartos, tudo escuro, tudo calmo, cheio de poeira.
- Parece-me tudo calmo. – Disse Jack abrindo a porta do último quarto.
- Esta mansão arrepia-me.
- Não estou a receber nenhuma interferência, nada de nada. Devíamos passar aqui a noite.
- Nem penses.
- Com medo?
- Claro que não.
- Desafio-te.
- Idiota. – Sophia entrou no quarto fechando a porta, Jack riu-se entrando no quarto que ficava em frente ao dela. Ouviu outro trovão, aproximou-se da janela puxando o cordão abrindo as cortinas vendo a chuva que tinha começado a cair, Jack observou o quarto, sem dúvida muito antigo, sentou-se na cama, fazia barulho, para ele, isso dava uma grande piada sobre sexo, tinha uma lareira juntamente com um sofá apenas para uma pessoa, a cómoda do outro lado com um daqueles espelhos como na sala. Ao menos tinha electricidade, a única coisa estranha que encontraram na velha mansão e então ai apareceu um sorriso traquino na sua cara.

Sophia estava num quarto parecido com o que Jack, as cores da cortina eram diferentes, expecto dos tapetes que pareciam ser os mesmos, os objectos eram iguais e praticamente da mesma cor. Analisou a cama antes de se deitar, não queria ter nenhuma surpresa com aranhas ou qualquer outro bichinho que podia estar escondido devido à não limpeza da casa. Retirou o casaco colocando-o em cima do sofá seguido das sapatilhas deitando-se depois na cama, luz acesa dormia-se bem. Fechou os olhos ouvindo nada apenas a sua respiração, dormir numa mansão abandonada, onde é que ela tinha a cabeça. Ouvi um barulho, passos no chão de madeira, susteve a respiração olhando fixamente para a parede agarrando na pistola que tinha junto a si, a luz apagou-se, sentou-se na cama com a arma tentando ver para além da escuridão.
- MUAHAAHAHAHAH. – O riso maléfico de Jack fez-la dar um berro e um pu-lo da cama, ouviu o riso dele vendo-o ligar as luzes.
- Seu grande idiota. Achas que isto tem piada. – Sophia arregalou os olhos. – Jack, atrás de ti.
- Claro, estás mesmo à espera que… - Jack virou-se vendo um homem pálido, alto, cabelos negros e de fato. Apercebeu-se rapidamente que era um fantasma.
- Saiam daqui ou irão morrer. – O fantasma desapareceu fazendo os espelhos partirem-se e as janelas deixando o mau tempo entrar. Jack fitou-a engolindo em seco pegando na arma dela.
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Re: Fallen Dark

Mensagem por Yasm em Qui Fev 09, 2012 5:33 pm

Olá pessoal, trago o capitulo 5, desculpem a demora, não deu mais cedo^^

Spoiler:
Capitulo 5 – In the end is always about the girl

Jack abriu a porta do carro sentando-se começando aquecer as mãos junto aos lábios, Sophia mexia no portátil muito atenta aos documentos que tinha aberto.
- Casa tem Wireless?
- Não, pen portátil. – Sophia apontou para a pen da Optimus Kanguru que encaixava no computador, piscando uma luz azul. – Encontrei algo, todos os anos por volta da altura do Halloween…
- Ainda faltam duas semanas.
- Por volta da altura do Halloween, não no dia do Halloween. – Sophia abanou a cabeça continuando a explicação. – Dizem que uma mansão misteriosa aparece em vários estados, nunca no mesmo duas vezes.
- E em relação à estrada misteriosa que não existe.
- A estrada existe, mas não aqui, segundo a lenda, esta estrada levava para essa casa e existe apenas num local. Que é exatamente onde a casa foi construída.
- Estás a dizer que isto é uma casa fantasma?
- Não, a casa muda de lugar. – Jack puxou o portátil lendo as palavras que ela tinha selecionado.
- Agora os fantasmas têm força para deslocar casas? – Sophia encolheu os ombros, Jack pegou no telemóvel dela. – Ligar ao Peter, ele é que é o perito em fantasmas, deve ter uma explicação.
- Porque não ligas do teu?
- Sem bateria. – Jack marcou o número colocando em alta voz.
- Olá amor. – Disse Peter do outro lado da linha.
- Sim, sem dúvida que sou o teu amor. – Sophia sorriu. – Ouve, temos um problema aqui com um fantasma, aparentemente anda a deslocar uma mansão. Primeiro, é possível?
- Não é comum mas pode acontecer, há dois anos atrás estive num caso desses com um amigo, o fantasma mudava a casa de cidade em cidade à espera e encontrar o sitio perfeito, claro que ele matava toda gente que entrasse na casa, mas tirando isso até era um fantasma simpático.
- Como conseguimos parar isto?
- Matam o fantasma.
- Ok, maninho, obrigada pela informação, ligamos-te depois. – Jack desligou a chamada fitando Sophia. – Sabia que estavam a ir para a cama, mas amor?
- Já há algum tempo que estamos juntos. Devido aos acontecimentos deste ano, tínhamos receio em contar-te. Por isso continuamos de bico calado até a situação ficar mais calma. – Jack virou-se para o computador mexendo um pouco, abrindo uma imagem, era sem duvida um quadro antigo. – Olha isto, este quadro estava pendurado na casa, achas que pode ser a família que vivia aqui?
- Faz sentido, antigamente como não havia máquina fotográfica, os quadros eram muito famosos. No entanto vimos muitos quadros lá dentro de famílias, isso pode ter sido a primeira família, mas não a geração que está a assombrar a casa.
- Bem, aqui diz…. Blablabla… felizes para sempre, blablabla, isto é interessante. Ouve isto, a quinta geração da família e última foi encontrada morta. Mulher e os dois filhos, a rapariga de quatro anos e o rapaz de dez anos, foram encontrados mortos nos quartos de dormir, ainda na cama, o marido no grande salão da casa, todos os empregados conseguiram sair exceto o mordomo que foi encontrado morto com o Homem da família.
- Mordomo irrita-se mata família, marido armasse em herói e os dois matam-se?
- É o que parece. – Jack saiu do carro colocando o casaco na cabeça em direção à casa com Sophia. Voltaram a entrar devagar. Estava tudo muito silencio.

As baladas a marcar as três da manhã pareciam demasiado altas naquela escuridão silenciosa, ambos estavam sentados no salão esperando por alguma revelação fantasmática.
- Não deviam ter voltado ele vai matar toda gente. – Sophia voltou-se com Jack vendo o homem de fato negro com uma toalha branca no braço.
- Nós estamos aqui para ajudar. – Disse Jack.
- Eu tentei impedir o senhor, mas ele não quis ouvir… - A madeira das escadas começou a ranger, olharam para o local vendo um homem muito bem vestido a descer com uma faca cheia de sangue na mão. Jack levantou-se observando o círculo de sal que tinha feito à volta dos sofás.
- Jack, eu acho que o Pai é que é o assassino.
- Isso não resolve o nosso problema, se a casa anda a saltar de um lado para outro como é que vamos encontrar o local original e o corpo?
- O mordomo pode saber como. Se ele queria salvar a família na altura, deve ser ele que ainda anda a mudar a casa de lugar.
- Consegues aguentar o psicopata com uma faca?
- Claro que consigo.
- Vou procurar o mordomo. – Jack saiu indo pelo corredor atrás, Sophia saiu do círculo com a caçadeira fitando o fantasma.
- Perdoa-me Lyanna. – Sophia fitou-o ficando com um ar de interrogação.
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Re: Fallen Dark

Mensagem por Yasm em Seg Mar 05, 2012 4:45 am

Boas,
todos voces sabem aquela coisa chamadas aulas que nas ferias dizemos: ah tenho saudades e isso.. bahhhh odeio isto -.- estou farta das aulas, universidade só dá trabalho. Mas assim que consegui trouxe um cap (ah e tal metade de voces: txii ela outra vez... outros: ahh está viva.)

XD

Spoiler:
Capitulo 6 – Love kills

Jack observou o quarto de escritório com muita atenção, os tons em castanho-escuro com cortinas verdes escuras, era um quarto sinistro. Um homem estava junto à janela, era o homem que Jack estava a seguir, o mordomo.
- Por favor, estou aqui para ajudar.
- Não, vá se embora.
- Não é à procura de ajuda que anda a deslocar a casa?
- Sim, ao início era… mas rapidamente apercebi-me que era impossível impedi-lo, todos aqueles que tentaram, morreram. Restava-me mudar a casa de lugar para esconde-la das pessoas. Mas mesmo assim ele consegue faze-las vir até aqui.
- Eu vou conseguir, sou um caçador. – Jack fitou o homem muito determinado.
- Ela era como uma filha para mim, foi mordomo do seu pai e quando este faleceu escolhi ficar ao lado dela, não só para ajudá-la, mas também porque não confiava no homem que o pai dela tinha escolhido para casar com a sua querida filha.
- Ele matou-a?
- E toda a família. – Jack manteve-se calado esperando que o mordomo continuasse a contar a história. - Sir Lakus, era um homem muito ruim. Tinha que ser tudo feito à maneira dele e a opinião dos outros não servia para nada, chegando até a castigar quem não concordava com os seus desvaneios. Durante dez anos eu vi-a chorar em silêncio com medo dele, no entanto quando teve o primeiro filho, um anos após o casamento, o homem mudou, ficou diferente, muito amável para com ela.
- O que fez isso mudar?
- A empresa dele começou a falir e quando nasceu o segundo filho deles só pioraram as coisas. As crianças não podiam rir, chorar, corre até o respirar deles metia-o irritado. Crescem como numa prisão e sempre impedidos de serem livres. No entanto, durante o ultimo ano, as coisas pioraram, ele perdeu a empresa, o dinheiro era muito pouco, as discussões em casa eram cada vez piores. E naquela noite de tempestade, ele perdeu a cabeça.
- O que foi que aconteceu nessa noite?
- Eu não o ouvi chegar a casa, aliás, foi alertado por uma das empregadas que disse-me que o patrão vinha bastante furioso, encharcado e com uma arma na mão, ouvi ai o primeiro tiro, mandei os empregados fugirem todos e fiquem para parar o senhor, claro que isso resultou na minha morte.
- Foi nobre da sua parte fazer o que era justo. – Jack viu na face do homem que apesar de ser um fantasma, foi uma pessoa que sacrificou a sua vida e o “descanse em paz” para salvar outros.
- Não posso deixar que ele volte a magoar mais alguém, tenho mudado a casa vezes sem conta para esconder mas ele sempre consegue.

Sophia olhou para o relógio, havia algum tempo que ele tinha desaparecido tal como a linha de a linha de sal. Jack respirou fundo fitando o mordomo.
- A Sophia também é uma caçadora, muito boa até, ela sabe o que faz.
- Acha que muitos caçadores não tentaram? Mas muitos morreram. Alguns tentaram encontrar os ossos, apesar de ter dito que não iriam encontrar, simplesmente perderam-se no tempo. Não existe maneira de impedir.

Ouviram um barulho, como se fosse vidro a partir vindo da sala onde estava Sophia com o outro fantasma, Jack viu-se rapidamente sozinho.
- Já sei o que aconteceu e penso que sei qual a razão para estarem a fazer isto. – Disse Jack ao pé de Sophia vendo vários jarros partidos no chão.
- Queres partilhar?
- Sim, o mordomo também estava apaixonado por ela e não aguentou vê-la a amar outro homem, dai ele ser o eterno protetor. O marido estava na miséria, penso que ele matou a família para que não sofressem pela farta de dinheiro. O mordomo foi um dano colateral.
- Estamos presos em cada uma das versões deles. O marido sabia que aquilo era errado mas não queria que ela sofresse…
- E o mordomo, não gostava dele porque estava apaixonado por ela.
- Tenho uma ideia Jack.

Já tinha passado mais ou menos uma hora e Jack encontrava-se escondido e Sophia sentada num dos sofás. O marido apareceu, aproximou se dela observando o vestido azul claro com mangas descaídas, cabelos soltos caídos pelos ombros. Aquela expressão de maldade desapareceu formando uma de tristeza e de dor.
- Lyanna. – Sophia sorriu levemente descruzando a perna levantando-se depois. – Perdoa-me.
- Eu perdoo-te. – Aquelas palavras suaves e calmas que saíram da boca dela pareciam um choque elétrico que percorreu o corpo do fantasma, ambos não sabiam o que iria acontecer, não sabiam se iriam conseguir. Era apenas uma teoria, mas já que enfrentavam a morte, não lhes custava nada tentar.

O mordomo apareceu logo depois ao lado do patrão também surpreendido pelas palavras da mulher, naquele momento não estavam a ver uma caçadora, naquele momento apenas estavam a ver a face da mulher que amavam, mesmo que ela não estivesse ali. O amor sempre foi algo perigoso, nunca deixou ninguém sair sem nenhuma consequência, mas por vezes perguntamo-nos… será que vale a pena?

A cerveja foi levada à boca refrescando os lábios dele, Sophia abriu a sua sentando-se ao seu lado no banco do jardim.
- Noite longa.
- Demasiado longa. – Ela deu um gole na bebida continuando a olhar para o nascer do sol.
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