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** Para Sempre Sua **

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Mensagem por Jess Silver em Qui Set 01, 2011 5:47 pm

Laala_* escreveu:Tadinha da Maryann, arrumando-se toda para o baile juntamente com a sua mãe, toda animada, como uma menina descente, e tem uma descoberta dessas. Ainda mais para ela que tinha o esteriótipo de perfeito para o Edward.
A cena "meia hot" ficou perfeita, e o momento para a descoberta não podia ser mais preciso! Você está de parabens, Jess..
O edward tá bem pervertidinho nessa historia eiin. Deve ser por isso que ele mudou tanto em relaçao à Bella.


é mesmo Laala, voce chegou ao cerne da questao, era isso mesmo que eu pretendia!
como em Crepusculo ele é todo certinho e menino bonitinho, aqui eu quis mudar as coisas
e mostrá-lo de outra maneira, torna-lo um pouco mais rebelde...
parece que tou conseguindo hein??
a coitada da Maryann é que ficou com a noite desfeita hausuhausa
vamos ver no que isso vai dar Wink
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Mensagem por Jess Silver em Dom Set 04, 2011 3:42 pm

Capítulo 2 - 2ª Parte


Maryann





Não, não, aquilo não podia estar a acontecer… não comigo, não com Edward… não connosco…
Deviam ser efeitos da bebida. Durante o baile tinha bebido algumas taças de ponche com Edward, e só podia ser efeitos do álcool. Eu não estava acostumada a beber, mas quando o fazia ficava sempre um pouco tocada. E naquele momento quis acreditar que era isso, e que Edward não era mesmo…
Olhei para ele. Edward estava de costas voltadas para mim, de pé no meio da saleta, e tinha os ombros tensos e as mãos cerradas em punhos, a cabeça baixa. Era a imagem da derrota, do fracasso e do arrependimento. Senti os meus olhos a encher-se de lágrimas, enquanto me esforçava por manter a calma.
- Edward… olha para mim. Por favor Edward, olha para mim. - Estava praticamente a implorar.
Ele voltou-se, muito lentamente, para olhar para mim. Tinha o mesmo rosto de antes, e isso fez-me finalmente perceber que não era uma alucinação. Neste momento tinha apenas duas saídas:
Ou desatava a correr para a porta, a fugir e a gritar para que toda a gente ouvisse o que ele era e se pudessem proteger ou…
- Se fosse a ti não fazia isso. - Disse ele, num tom tão melancólico que até metia pena.
Mas depois apercebi-me do que ele tinha dito. Ele tinha acabado de responder aos meus pensamentos? Como é que ele era capaz de fazer isso? Teria sido apenas uma suposição?
- Não. Não é suposição, Maryann. Eu consigo ler os teus pensamentos, ver o que tu vês na tua mente.
Arfei, em choque, e os meus olhos arregalaram-se. Oh meu Deus, então era mesmo verdade. Ele era mesmo um demónio. Eu estava fechada numa sala com um demónio que estivera tão perto de me matar… porque de certeza que era isso que ele queria, matar-me, tinha-me levado para ali porque me queria matar.
Edward soltou um gemido de agonia e agarrou a cabeça com as duas mãos, como se esta lhe tivesse começado a doer de repente. Mordeu o lábio inferior para se impedir de gritar ainda mais alto, mas estava curvado para a frente como se estivesse mesmo em sofrimento.
- Por favor pára! Eu não te quero matar! Não penses essas coisas, pára! - Murmurou, numa voz torturada e sofrida.
Tentei acalmar-me. Tentei manter a compostura, embora estivesse a ser quase impossível. Mais cedo ou mais tarde iria entrar em histeria, e nem sabia como é que me estava a aguentar tanto tempo. Mas Edward também parecia estar a sofrer… e os demónios não têm sentimentos, só querem matança. Mas ele parecia estar a sofrer mesmo agora…
Então, se ele era realmente assim, tinha ouvido todos os meus pensamentos desde o início? Desde que me tinha visto a primeira vez naquela tarde, no parque?
- Sim… sim, foi desde aí… - Gaguejou Edward, e largou a cabeça, olhando para mim.
Parecia tão fraco, tão derrotado naquele momento, com uma expressão de dor e desespero a contorcer-lhe as belas feições. Não metia assim tanto medo, mas eu tinha realmente medo do que ele era. Estava a tremer dos pés à cabeça e não conseguia parar, não conseguia pensar que ele não me quisesse matar.
- Mas é a verdade…eu nunca te quis matar… Maryann, eu também te amo. Podes achar impossível… mas eu amo-te! Foi por isso que me mantive ao teu lado… foi por isso que te trouxe aqui hoje… - Balbuciou ele, enquanto se aproximava e se deixava cair no tapete ao lado da poltrona onde eu continuava sentada.
Não consegui afastar-me. Devia ter saltado para fora da poltrona e corrido para a outra ponta da sala, mas consegui aguentar-me ali quieta, mesmo estando tão próxima dele. Sim, eram mesmo efeitos do álcool. Estava a ajudar a atrasar o histerismo e o horror.
- O que… és tu… ao certo? - Murmurei, falando baixinho.
- Chamam-me vampiro. - Sussurrou sombriamente. - O demónio que bebe sangue humano.
- Ah… já sei… - Gaguejei, e agora sim, o horror estava a começar.
- Não, eu não quero que me temas, por favor Maryann eu não vim para te fazer mal…
- Então para que me trouxeste para aqui? O que estavas prestes a fazer-me?! Ias matar-me, mas eu consegui impedir a tempo! Ias matar-me, Edward!
- Não! - Disse ele, quase num rugido de dor. - Eu não te ia matar, não totalmente. Eu queria… transformar-te em vampira.
Fiquei chocada com aquelas palavras, porque não era isso que esperava. Esperava que ele dissesse apenas que se queria aproveitar de mim, que me bebia o sangue até à morte e pronto.
- É realmente isso que pensas de mim? - Perguntou ele, quase com raiva. - Achas realmente que te tenho mentido este tempo todo quanto ao que sinto por ti?
- Mentiste-me quanto a tudo o resto.
- Não te menti! - Insistiu ele, e aproximou-se mais. - Tudo o que te disse é verdade. Tudo! Só não te disse que era vampiro, mas de resto, a minha história, o meu pai, os sítios onde já estive, é tudo verdade, tal como o meu amor por ti!
Eu queria tanto acreditar nele. Queria tanto acreditar que ele não me estava a mentir, e que gostava realmente de mim. As lágrimas corriam pela minha cara sem que eu as conseguisse conter, porque nem conseguia desviar os olhos dos seus. E se ele estivesse a falar a verdade? E se ele me amasse mesmo?
Seria eu capaz de amar um monstro?
- É isso mesmo. - Sussurrou ele, novamente naquele tom sombrio de mágoa. - Não és capaz de me amar, por aquilo que sou. Eu já sabia que reagirias mal quando soubesses o que eu era de verdade. Por isso quis transformar-te antes de saberes a verdade. Para podermos ficar juntos para sempre, sem que fugisses de mim.
- Então… querias mesmo ficar comigo para sempre? Mesmo… para todo o sempre? - Gaguejei, cada vez mais incrédula.
- Queria e quero. Eu amo-te, minha Mary. Amo-te.
Fiquei sem palavras. Nunca ninguém me tinha chamado Mary. Era sempre Maryann, menina Maryann, senhorita Maryann ou coisas parecidas. Mas nunca "minha Mary". E naquele momento, por mais fútil que o assunto fosse, fez toda a diferença.
Edward amava-me. Tudo bem que os seus métodos não eram os melhores. Ele não me devia ter escondido que era vampiro, nem devia ter tentando matar-me para me transformar sem o meu consentimento. Mas ele fizera tudo isto para não me perder, com medo que eu o deixasse se descobrisse isto. Ele só queria ficar comigo para sempre… porque me amava realmente.
Eu nunca tinha sido amada na vida. E Edward fizera-me realmente sentir bem, completa e feliz, absolutamente feliz ao seu lado.
Eu podia ser assim. Podia tentar, podia dar-lhe uma oportunidade.
- Não. Não posso continuar contigo, depois do que te fiz. - Disse Edward, e voltou a levantar-se e a recuar para longe de mim.
Mas desta vez eu levantei-me e fui atrás dele.
- Edward… eu amo-te. Também te amo. Não vou negar que estou assustada, assustada de morte, mas isto vai passar. Quando me habituar à ideia, vou ficar melhor. E quem sabe… quem sabe não conseguiremos continuar juntos… eu aceito-te.
Ele olhou-me como se achasse que eu tinha enlouquecido.
- Aceitas-me? Eu sou um monstro! Como podes aceitar-me?!
- O amor faz isto às pessoas. Amor é perdão, Edward. Eu perdoo-te e aceito-te… desde que me prometas que não me matas. Eu farei tudo por ti, tudo para te proteger e te ajudar, mas não me podes matar. Eu não quero ser… vampira. Não ainda. Talvez daqui a um tempo mude de ideias e deixe que me transformes… mas não agora.
Aproximei-me mais e pousei as mãos sobre o peito dele, fixando os olhos nos seus e chegando mesmo a sorrir no meio das lágrimas.
- Achas que poderia resultar? Achas mesmo… que conseguirias viver ao lado de uma criatura como eu?
- Sim. Sim, podemos tentar. Eu quero tentar, Edward. Não te quero perder, isso não. Antes perder a minha vida do que perder-te a ti.
Ele hesitou imenso, como se estivesse a ponderar nas minhas palavras. Porque é que ele não via logo que eu estava a falar a verdade? Não era capaz de me ler os pensamentos? Então que visse de uma vez por todas o quanto eu precisava dele, o quanto o queria ao meu lado, o quanto…
Edward interrompeu-me os pensamentos quando puxou o meu rosto para o seu, tão depressa que eu nem me apercebi ao certo do que ele estava a fazer, e beijou-me de uma maneira que não deixava dúvidas. Envolvi-lhe o pescoço com os meus braços e desejei que ele não mudasse de ideias, nunca mais. Aquilo era o que ambos queríamos.
Edward também ia tentar. Também me amava. Também queria ficar comigo. E isso era tudo o que precisávamos.

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Mensagem por Laala_* em Dom Set 04, 2011 6:25 pm

Quantas descobertas em um só capítulo!
E como o Edward está diferente nessa fanfic!
Mas isso está bem feito, como se toda a forma como ele age com a bella seja consequencia de como foi com a Maryann.. Ele não quer errar novamente... Ou pode não ser tambem, é só a minha perspectiva. Pq ele não queria por nada transformar a Bella, e ja quis transformar a Maryann logo no primeiro baile...
E quando acaba os flashbacks?? Very Happy to curiooosa, Jess!
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Mensagem por Jess Silver em Seg Set 05, 2011 5:50 pm

Laala_* escreveu:Quantas descobertas em um só capítulo!
E como o Edward está diferente nessa fanfic!
Mas isso está bem feito, como se toda a forma como ele age com a bella seja consequencia de como foi com a Maryann.. Ele não quer errar novamente... Ou pode não ser tambem, é só a minha perspectiva. Pq ele não queria por nada transformar a Bella, e ja quis transformar a Maryann logo no primeiro baile...
E quando acaba os flashbacks?? Very Happy to curiooosa, Jess!


brigada por ter lido laala
eu vou te maçar só com mais 1 cap de flashback
depois voltamos ao presente, prometo!!
até vou postar tudo junto que é pra ficares mais feliz ^^
beijoos
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Mensagem por Jess Silver em Seg Set 05, 2011 5:56 pm

Capítulo 3


Maryann




Londres, 1917

Edward afastou os lábios dos meus e olhou-me bem nos olhos.
- Vamos tentar. Eu vou tentar, com todas as forças do meu ser. Mas preciso… preciso mesmo… que me prometas duas coisas.
- Tudo o que queiras. - Sussurrei junto aos seus lábios.
- Preciso que me prometas que não contarás a verdade a ninguém. Acredita em mim, Mary… ninguém pode saber disto, ou estamos os dois metidos em sarilhos. Sarilhos sérios, por isso não podes nem contar à tua melhor amiga, mesmo que lhe confies a tua vida, não lhe podes confiar o meu segredo.
Assenti com a cabeça. Percebia pelo tom da sua voz como a situação era séria. Não fazia ideia do que lhe poderiam fazer, ou a mim, se o segredo se descobrisse, mas soube logo que seria mau. Por isso não diria nada. Iria proteger o segredo, a verdade sobre Edward, com a minha vida se fosse preciso.
- E qual é a outra coisa que precisas que prometa? - Perguntei.
Aí, para minha surpresa, Edward sorriu e acariciou-me no rosto, com uma ternura que me parecia a de antigamente. Ele sempre tinha sido assim, só que eu nunca suspeitara de nada. Agora conseguia ver tudo, todos os sinais, mas já não me amedrontavam como antes. Desde o momento em que decidi que ia ficar com ele, Edward deixou de me parecer tão perigoso e tão mau.
- Sou tão ou mais perigoso que antes, meu amor, mas a diferença é que tu já não és o meu alvo. - Murmurou ele, e tornou a beijar-me. - O que preciso que prometas… é que não foges de mim hoje.
Sorri-lhe também, sentindo-me incapaz de rejeitar aquele pedido. Não fugiria dele nunca. mesmo que nos piores momentos sentisse medo e vontade de fugir, iria lembrar-me que ele me amava, e isso bastaria para ficar ao seu lado.
- Obrigada Mary. Obrigada… do fundo da minha alma. - Disse Edward, e depois tornou a beijar-me.
Deixei-me levar pelo beijo, sentindo o amor a fluir entre nós. Era tão verdadeiro, tão incontestável… sim, eu queria ficar com ele para sempre. Então Edward abraçou-me, e ficámos assim durante muito tempo, apenas abraçados na saleta da casa dos Flitzsberry, sem pensar em mais nada, apenas a sentir o apoio, a proteção e o carinho um do outro.
Passado muito tempo Edward levantou a cabeça e olhou para a porta.
- Vamos. Os convidados estão a começar a sair.
- Como sabes? Não ouço nada…
- Eu ouço melhor que tu, meu amor. - Disse ele, e depois compôs o meu vestido antes de me dar um beijo na testa. - Vou levar-te comigo e prometo que ficarás em segurança esta noite.
Anui e deixei que ele me levasse consigo. Edward abrigou-me no seu abraço e saiu comigo da saleta. Fomos despedir-nos dos donos da casa e agradecer pela maravilhosa festa, e depois Edward levou-me consigo para dentro da carruagem e deu ordens ao condutor para que nos levasse aos dois para casa de Edward.
Durante o caminho - mais longo, uma vez que a casa dele ficava mais longe daquela zona do que a minha - repousei a cabeça no ombro dele e permiti-me fechar os olhos por uns momentos. Tinha sido uma noite tão intensa, eu sentia-me tão exausta…
- Então dorme. Dorme Mary, que ficará tudo bem. - Disse Edward.
Deixei-me sossegar, e com um sorriso nos lábios, deslizei para a inconsciência, ciente que Edward não deixaria que nada me acontecesse.


Sentia-me a despertar, mas estava tão cansada que me apeteceu continuar a dormir durante mais umas horas. No entanto havia algo que me esperava, que me chamava e me fazia acordar. Virei-me de lado, e apercebi-me que estava numa cama de lençóis macios… cetim. Lençóis de cetim. Abri só um pouco os olhos e apercebi-me que os lençóis eram negros, lisos e negros. Pestanejei, focando melhor a visão, e ergui-me com a ajuda dos cotovelos. Olhei à minha volta e apercebi-me que estava num quarto, grande e bem decorado e realmente bonito, mas onde eu nunca tinha estado antes.
E então as memórias da noite anterior entraram de catadupa na minha mente, e lembrei-me do que se tinha passado.
Edward.
Olhei para o meu lado na cama, mas ele não estava lá. Inquieta, levantei-me da cama e avancei até à porta que havia ao fundo da divisão. Abri-a e olhei para dentro de uma casa de banho privativa de suite, mas Edward também não estava lá.
Será que estávamos num hotel? Não… parecia-me diferente, parecia-me um quarto demasiado pessoal e sem nenhum toque de pensão ou motel… por isso decidi que devia haver mais divisões, e talvez Edward estivesse na cozinha ou na sala da sua casa.
Havia outra porta, na outra parede do quarto, por isso fui até lá, abri-a e passei para um corredor com mais duas portas além daquelas. Portas para os quartos dos hóspedes, mas Edward também não estava em nenhum.
Que estranho, pensei, mas continuei a andar ao longo do corredor até chegar às escadas. Desci-as e cheguei a um enorme hall de entrada, tão bem decorado como o resto da casa. Atravessei-o e dirigi-me à cozinha, mas nem sinal de Edward. Na sala também não estava.
Foi quando saí para o jardim e também não o vi lá que comecei a sentir aquilo. O pressentimento de que havia ali algo de mal. Edward tinha-me trazido para sua casa depois da noite de ontem no baile, mas não se iria agora embora sem dizer nada, certo? Deixaria ao menos um recado se tivesse ido tratar de alguma coisa, e avisaria acerca da hora a que voltaria.
Corri para dentro de casa, e escadas acima até ao quarto dele, e lancei-me para cima da cama. Bastou levantar a almofada dele para encontrar aquela carta, escrita em papel espesso, com ar de ser dispendioso e de muito bom gosto, dobrado ao meio. Abri-o e li aquilo que era, sem sombra de dúvidas, uma carta de Edward.

Minha querida Mary,

Se encontraste esta carta, é porque já deves ter dado pela minha falta. Preferia ter-te acordado para falar contigo cara a cara, mas olhei para ti e estavas a dormir tão pacificamente, parecias um anjo… e senti que não tinha o direito de te acordar. Não tinha o direito de te roubar o teu precioso sono. Afinal, já te roubei tanto, não tenho direito a levar mais nada.
Perdoa-me, mas teve de ser assim. Não aguentaria ver-te chorar e implorar para que mudasse de ideias. A verdade é que não posso mudar. Passei toda a noite ao teu lado, a ver-te dormir, a pensar no que tinha acontecido entre nós, e cheguei a uma conclusão.
Não posso magoar-te. Não posso transformar-te num monstro como o que sou, mas também não posso continuar ao teu lado enquanto fores humana. És uma tentação demasiado forte. Ontem estive tão perto de provar o teu sangue, de te matar… foi o mais perto do limite que alguma vez estive, e não serei capaz de cometer o mesmo erro nem o mesmo sucesso duas vezes. Não posso voltar a arriscar, pois tenho a certeza que se o fizesse seria fatal para ti.
E não posso matar-te! Amo-te demais para isso. Não posso matar-te nem fazer-te abdicar de tudo o que tens, de toda a tua vida, para que fiques ao lado de um monstro como eu. Porque é isso que sou, e não quero que te tornes no mesmo que eu.
Por isso decidi afastar-me. Tem de ser. Afastar-me da tua vida deverá ser o bastante para que vivas como antes de eu ter interferido e mudado tudo, transformado a tua normalidade em algo que nunca pediste. Tu nunca pediste para que eu entrasse na tua vida, e eu nunca o devia ter feito. Esta é a minha maneira, ainda que terrivelmente má, de te pedir desculpa por tudo o que fiz.
Está na hora de voltares para casa, e de continuares a mesma pessoa encantadora e maravilhosa que és. Não penses que por te deixar tenha deixado de te amar; é exatamente o oposto. Amo-te demais para continuar ao teu lado e sofrer o risco de te magoar ou de te perder.
Meu amor, espero sinceramente que fiques segura e melhor sem mim. E espero que te esqueças de mim, que consigas seguir em frente com a tua vida. Perdoa-me…
Edward



Tive de reler a carta mais de três vezes para me convencer que era verdade, que não estava a meio de um pesadelo ou uma alucinação. E depois, quando tomei realmente noção de que era verdade, que Edward me tinha mesmo deixado, apenas consegui levantar os olhos da página de papel e fixá-los na parede à minha frente, em completo choque. E então as lágrimas vieram.
Comecei a chorar, sem saber o que mais podia fazer, porque aquilo era tudo o que podia fazer no momento. Chorar e chorar, porque sentia o meu coração a quebrar-se, estilhaçar-se e destruir-se em mil pedaços, mil partes de mim que nunca se poderiam voltar a unir, porque Edward se fora embora.
Ele tinha-me mesmo deixado. Com a intenção de não me magoar, apesar de ser o que estava a fazer mesmo agora. Larguei a carta e abracei o meu corpo, com medo que este se despedaçasse também, e continuei a chorar, agarrada ao meu peito como se isso me salvasse a vida.
Ele tinha ido. O meu amor tinha-me deixado. Edward tinha partido para sempre.
Como é que ele pensava que eu continuaria a viver sem ele agora? Não podia simplesmente entrar na minha vida, virar tudo do avesso, fazer-me sentir tudo isto, apaixonar-me por ele e deixar tudo por ele, e a seguir ir embora e pedir-me que continuasse como antes, pedir-me que fingisse que nada tinha acontecido. Eu não conseguia fingir! Nem conseguia esquecer o que ele me tinha feito!
Perdi a noção do tempo, enquanto ali ficava deitada a chorar, com a carta de Edward, a única recordação real que teria dele e da sua passagem, breve mas tão intensa, pela minha vida.
E eu estivera tão perto… se o tivesse simplesmente deixado morder-me e transformar-me, a esta hora estaríamos juntos. Mas não, tinha sido egoísta e teimosa, quisera manter a minha mortalidade, e de que me valera isso? Apenas lágrimas e um coração partido.
Era apenas com isso que eu ficaria. Isso e nada mais.

Muitas horas depois, quando o sol já se tinha posto no horizonte, tomei uma decisão. Não ia continuar a viver sem Edward. Ele tinha levado toda a esperança e toda a vontade de viver que eu tinha. Levantei-me da cama dele, vesti as minhas roupas e abandonei a sua casa. não chamei numa carruagem, quis apenas passear. Estava um frio de morte nessa noite, e eu estava cansada e desolada, mas ainda assim fui a pé. Abraçada a mim própria, numa vã tentativa de não arrefecer demasiado, caminhei sozinha pela rua deserta da sua casa, afastando-me cada vez mais desse porto seguro.
Não sei durante quanto tempo andei à deriva, a chorar e sem saber o que fazer da minha vida. Mas quando o vi, de repente tudo fez sentido.
Ainda hoje não sei se foi coincidência do destino ou apenas a minha tristeza tão forte que o trouxe para o meu caminho. Mas quando ultrapassei aquela esquina e entrei naquele beco escuro, e vi o vampiro agarrado ao pescoço daquela rapariga, parei de andar e fiquei a observar. Ela parou de se contorcer passados poucos segundos, e desfaleceu nos braços dele, enquanto o vampiro bebia todo o seu sangue. Eu estava ali, silenciosa e quieta, a observar tudo e a pensar no que havia de fazer. Tomei então a minha decisão, e dei um passo em frente, na direção dele, no exato momento em que o vampiro deixou cair o corpo exangue da mulher ao chão e se virou para mim.
Tinha a boca a escorrer sangue e um ar completamente animalesco, mas não fez qualquer tentativa para me matar enquanto eu me aproximava, calma e silenciosamente, da sua pessoa. Parei junto a ele e quando falei, espantei-me com a calma da minha voz.
- Preciso que me mate. - Sussurrei, com uma determinação incrível.
Ele olhou para mim, espantando e como se não compreendesse o que eu tinha acabado de dizer. Talvez me achasse louca, mas eu nunca estivera tão lúcida na vida.
- O que estás 'praí a dizer? Queres o quê? - Rosnou, chocado.
- Quero que me mates. Ou se preferires, podes transformar-me. Não importa o que escolhas… tudo o que quero é deixar esta vida.
- E o que te fez pensar assim? O que te leva a pedir para te tornar como eu? Sabes ao menos o que sou? - Perguntou, enquanto se aproximava mais, como se estivesse tentado a tocar-me.
- Sei. És um vampiro. E foi um da tua espécie por quem me apaixonei. Dei-lhe tudo de mim… e ele abandonou-me. Partiu-me o coração. Não tenho mais vontade de viver, por isso mata-me. - Respondi, e continuava a soar tão fria e tão concentrada, tão… natural.
O vampiro olhou para mim por uns segundos, como se estivesse a estudar o meu caso, e depois surgiu um sorriso nos seus lábios.
- Ah menina, és demasiado bonita para morreres já. Deixa-me tornar a tua vida melhor… deixa-me curar o teu coração partido…
Sorri-lhe também. Sim, ele ia curar-me. Fechei os olhos, inclinei a cabeça para trás, e esperei que ele me salvasse do poço de tristeza em que Edward me lançara.
Quando senti as presas afiadas dele no meu pescoço, nem sequer gritei. Deixei-me apenas levar… esperando que tudo corresse pelo melhor.
E foi assim que eu morri.
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Mensagem por Laala_* em Ter Set 06, 2011 2:09 pm

Que capítulo mais profundo, Jess.
O Edward deixou-a, somente com uma carta.. Nossa! Isso foi mesmo a cara dele, medo de machucá-la.. Não sei de quem eu fico com mais dó na história.
A Maryann é mesmo louca, chegar assim em um vampiro qualquer na rua e fazer um pedido destes? Ela deu mesmo sorte de não ter morrido a sério!
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Mensagem por Susy em Sab Set 17, 2011 12:21 pm

Jess adorei!!
sempre pensei como seria aqueles anos em que o Edward ficou longe do Carlisle...
e o Edward deixar a Maryann assim só com uma carta....é bem a cara dele mesmo
quando vc posta mais??
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Mensagem por Jess Silver em Dom Set 18, 2011 8:48 am

Susy escreveu:Jess adorei!!
sempre pensei como seria aqueles anos em que o Edward ficou longe do Carlisle...
e o Edward deixar a Maryann assim só com uma carta....é bem a cara dele mesmo
quando vc posta mais??


oiee Susy brigada por ter vindo ler, isso me deixa muito feliz!!
bem eu tava meio parada nessa fic mas se voce faz questao eu vou voltar a postar
assim a minha Laala tambem já nao fica triste ^^
posto agora tahh?
beijooos
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Mensagem por Jess Silver em Dom Set 18, 2011 12:52 pm

Capítulo 4


Edward






Por mais que tentasse, não conseguia desviar os olhos dela. E eu costumo ser bom a controlar-me, a não ceder às tentações. Se me deixasse levar pela maior parte dos meus impulsos, a esta hora a minha doce Bella já estaria morta, assim como metade das pessoas em Forks. Sim, eu era bom a conter-me, a manter a compostura, a acalmar-me… mas não quando Maryann estava ali, à minha frente…
Tinha visto tudo na sua cabeça, todas as recordações. Ela não fizera de propósito; não quisera mostrar-me tudo aquilo por maldade. Ela sabia que eu conseguia ler cada pensamento seu, e eu tinha a certeza que ela não me queria mal. Simplesmente tinha-lhe sido impossível não se recordar do nosso passado quando me vira.
De repente a cabeça dela ficou vazia. Maryann lançou-me um olhar divertido, e eu fiquei espantado por entender o que ela tinha acabado de fazer. Tudo o que eu conseguia ver dentro da cabeça dela agora era uma massa acinzentada, tão espessa que não me deixava ver nada além disso.
Ah…fiquei tão espantado com aquela revelação que vacilei por uns momentos. Maryann era um Escudo! Oh, eu já tinha conhecido uma ou duas pessoas assim. Eles conseguiam bloquear os meus Poderes. Mas será que Maryann tinha noção do quão forte era o seu escudo?
- Edward, Edward… sempre gostaste mais de ver o que eu pensava em vez de te importares com as minhas palavras, não foi? - Sussurrou Maryann, sem nunca desviar aqueles poderosos olhos dos meus.
Engoli em seco. Aqueles olhos… estavam tão diferentes, tão estranhos para mim… no passado tinham sido azuis-claros, do tom do céu quando não há nuvens a bloquear o Sol. Era o tom de olhos mais belo que eu alguma vez tinha visto.
Agora eram de um vermelho-vivo tão intenso que quase causava arrepios. Vermelho-sangue. Via-se logo que Maryann nunca tinha tocado numa gota de sangue animal. Ela era uma vampira das verdadeiras: caçava mesmo humanos, e nada além disso.
- O que te trouxe aqui, hoje? Não devem ter sido os meus pensamentos a chamar-te, com certeza. Chamei por ti durante os últimos 94 anos e nunca apareceste. - Disse Maryann, mas não o fez num tom de acusação ou de provocação, foi apenas uma afirmação, num tom triste e melancólico.
Aproximei-me mais um passo dela. Podia estar diferente, muito diferente da rapariga doce e encantadora que eu tinha conhecido em Londres, há 94 anos atrás, mas continuava a ser ela. No fundo, lá bem no fundo, ainda era a minha Maryann.
Meu Deus, ela estava ali. E era uma vampira! Tudo o que eu tinha sofrido quando a abandonara, tendo de lutar contra a vontade de voltar para ela, tinha sido em vão; ela nem tinha aguentado 24 horas longe de mim. Assim que saiu de casa deu de caras com um vampiro, e ele matou-a. Todo o meu sofrimento… em vão…
- Edward, por favor… fala comigo… - Pediu ela, e estendeu a mão na minha direção.
Eu estava em choque. Tinha noção disso, embora me parecesse tão estranho, porque os vampiros não ficam em choque. Mas era exatamente assim que eu me sentia. Não conseguia afastar os olhos dela, não suportava virar-lhe costas nem deixá-la ali.
- Tinhas razão quanto aos teus pensamentos. Foram eles que me atraíram aqui. Têm… uma força incrível. - Comentei, e peguei na mão dela.
O sorriso que se formou nos belos lábios dela quase me fez sorrir também. Maryann deu mais um passo em frente e antes que eu pudesse aperceber-me do que ela estava a fazer, abraçou-me. Com força, muito mais do que tinha antes, mas na medida certa. Enterrou o rosto no meu peito e deixou-se ficar abraçada a mim.
«Esperei tantos anos por isto…» os seus pensamentos voltaram, eu era novamente capaz de entrar na sua cabeça.
Não consegui resistir. Devia tê-lo feito, devia ter-me afastado dela nesse preciso momento, mas não fui capaz. Ela estava ali, caramba, ela tinha conseguido encontrar-me tantos anos depois! Envolvi-a nos meus braços, inspirei fundo o perfume delicioso do cabelo dela, e fechei os olhos.
«Tinha tantas saudades tuas… tantas saudades de te abraçar, Edward… mas agora não é a mesma coisa… nunca será a mesma coisa…»
- Mudaste. Mudaste… afastei-me por pensar que seria mais seguro para ti, mas no fim acabaram por te matar na mesma…
Maryann recuou dos meus braços e olhou-me fixamente nos olhos.
- Não podes pensar assim! Não me mataram, OK? Deram-me vida eterna. Aquele vampiro salvou-me. Quando te foste embora… Edward, quando te foste embora o meu mundo acabou!
Ela estava a dizer a mais pura das verdades. Eu via isso nos seus olhos e nos seus pensamentos. Ela estava tão segura do que dizia…
- Mas tu tinhas uma vida inteira pela frente! Ainda nem tinhas experimentado as melhores coisas da vida e ele tirou-te a oportunidade de experimentares tudo isso! Eu deixei-te para que pudesses viver em paz sem mim e ele estragou tudo!
- Fui eu que lhe pedi, caso não tenhas visto! Será que não entendes que eu não queria viver nada nem experimentar nada sem ti?! Eu deixei tudo para trás para ir contigo naquela noite… não podes imaginar como me senti na manhã seguinte… o quanto sofri por me teres deixado!
- Na verdade posso. Eu vi tudo, enquanto estavas a recordar. A parte… do sofrimento também. - Murmurei, e naquele momento estávamos os dois tão exaltados e ao mesmo tempo tão desolados que nem víamos o que dizíamos.
- Então sabes como me senti! Não tive alternativa! Quando vi aquele vampiro naquele beco… só me passou pela cabeça a ideia de que ele me podia salvar, e foi exatamente o que ele me fez!
- Mas depois deixou-te sozinha, não foi? De certeza que não ficou ao teu lado, ele não te conhecia de lado nenhum para te proteger!
- Pois não. Ele abandonou-me… mas tu também, por isso o que te importa?!
- Importa porque eu te amava! - Rugi, mais alto que antes. - Amava-te tanto, Mary, e nunca quis que isto te acontecesse!
Se os vampiros pudessem chorar, Maryann teria chorado naquele momento. Ela estava tão abalada com as minhas palavras como eu estava com as suas. Não havia maneira de nos perdoarmos um ao outro pelo que tinha acontecido. Nada podia apagar os erros do passado.
- Mary… desculpa.
Sei que aquela era a única coisa razoável de se dizer naquele momento. Ela olhou para mim, como se estivesse perdida nos seus pensamentos, e não resisti à tentação de ver o que ela sentia.
«E se ele estiver a mentir… e se me for abandonar de novo… não, não posso ficar com ele… ele vai magoar-me de novo… tenho de ir embora… mas não consigo…»
- Não precisas de ir! E eu não te vou magoar! - Estendi a mão para lhe chegar.
Peguei na mão dela e puxei-a para mim. Naquele momento não conseguia pensar em mais nada nem ninguém além de mim e ela. Era como se o resto do mundo tivesse desaparecido, tal como quando a conheci.
Era verdade o que ela pensava na altura em que nos conhecemos. Eu tinha-a realmente amado, e muito. E quando a deixara, fora mesmo para não a magoar, porque não queria arriscar a vida dela, tão preciosa, tão… imprescindível. E durante os anos seguintes lutei contra a vontade que tinha de voltar a Londres para a rever, para ver como ela estava. Lutei com todas as minhas forças para não ceder à tentação, pois achava que ela estava feliz e em segurança.
E na verdade tinha-se transformado em vampira. Se calhar se eu tivesse voltado… se a tivesse encontrado neste estado… provavelmente as coisas seriam diferentes.
Maryann deve ter chegado à mesma ideia que eu nesse instante, porque o brilho nos seus olhos mudou, e ela sorriu docemente.
- Bem… as circunstâncias mudaram realmente.
Deu mais um passo para junto de mim, e quanto mais ela se aproximava, mais eu sentia que perdia a noção do que era certo e errado.
- E deixaste-me por eu ser humana, por teres medo de me magoar… não posso esquecer o que fizeste, mas há muito que te perdoei.
- Achei que nunca me perdoarias.
«Edward, sabes que te perdoei.»
A força do seu pensamento era como um tsunami que levava a minha força de vontade para longe. Maryann esticou-se e envolveu o meu rosto nas suas mãos, que agora tinham a mesma temperatura que as minhas, e baixou-o para ficar ao nível do seu.
- Perdoei-te, pois entendi o que tentaste fazer. Tentaste que eu fosse feliz sem ti, mas não sabias que não o poderia ser. Falhaste na tua tentativa de me manter humana… e eu falhei na tentativa de te encontrar. Porque te procurei, durante mais de noventa anos, e nunca te encontrei. Mas agora… agora estamos aqui os dois. Passado quase um século, encontrei-te. E agora sou como tu.
Os lábios dela estavam tão perto dos meus que as nossas respirações se misturavam e tornavam numa só. Dantes o hálito dela era sempre doce e agradável. Agora cheirava a sangue humano, tão tentador… olhei para os seus lábios e senti que não conseguia, estava a esforçar-me mas não conseguia… resistir…
- E ainda te amo. - Disse Maryann, e depois beijou-me.
Beijou-me de uma maneira tão diferente do antigamente que me deixou chocado. Agora ela beijava com uma intensidade, uma confiança e uma voracidade que dantes não tinha, uma experiência e paixão mais fortes e quase violentas. Puxei-a pela cintura para mim e Maryann enrolou os braços em volta do meu pescoço, aprofundando o beijo. Eu nunca tinha beijado uma vampira antes, e era completamente diferente de beijar um humano.
Maryann beijava com um amor selvagem, carnal, arrebatador. Não conseguia soltá-la: apertei-a mais contra mim e ela puxou-me os cabelos, com a língua a atiçar a minha, e deixámos de respirar por completo.
Ela estava ali. Passados todos aqueles anos, conseguia reacender o que eu tinha sentido por ela. Conseguia fazer-me desejá-la de novo. Não da mesma maneira, porque agora já não sentia sede do seu sangue, mas sentia desejo de a beijar, de fazer muito mais coisas com ela, coisas que nunca…
Bella.
Baixei os lábios para o pescoço de Maryann quando ela me fez recuar até uma árvore ali perto e…
Bella.
Maryann começou a puxar-me a t-shirt para cima, enquanto eu lhe desapertava os botões do casaco e a continuava a beijar e…
Bella.
Abri os olhos de repente. Maryann parou de me beijar e olhou-me, sem entender o que podia ter interrompido o nosso beijo. Olhei no fundo dos olhos dela e senti o choque a invadir-me de novo, afastando a sensação de desejo e paixão que antes me tinham consumido.
Bella. O meu amor. A pessoa por quem eu vivia agora. A rapariga que me fazia sentir quase como se ainda tivesse o coração a bater-me no peito. A rapariga a quem eu já salvara a vida duas vezes, e que salvava a minha todos os dias.
Bella.
- Edward? - Chamou Maryann, confusa.
Olhei para ela e entendi que estava a errar. Não podia fazer isto. Sim, tinha-me deixado levar, mas já recuperara a consciência. Continuava a sentir desejo por Maryann, mas ela fazia parte do passado.
E Bella era o meu presente.
- Não podemos fazer isto… Mary, não podemos fazer isto, eu…
- Porque não? Vais dizer-me que não me amas? Porque eu sei que amas, Edward. Bastou-te ver-me aqui, e voltaste a sentir tudo outra vez. Eu sei… porque eu também sinto. - Disse ela, e soube que era verdade.
Ela estava certa, absolutamente certa, mas estávamos a errar.
- Eu… não posso beijar-te, Mary… porque eu amo outra pessoa. Eu… tenho uma companheira agora…
O choque nos olhos dela fez-me entender que ela nunca pensara nessa hipótese. Não pensara que, durante todos estes anos, eu podia ter pensado noutras mulheres, noutras vampiras, que podia apaixonar-me por outra pessoa. Mas a verdade é que eu tinha conhecido Bella, e ela mudara tudo.
Mais ainda do que Maryann mudara.
- Outra… pessoa? Tens outra pessoa na tua vida? - Gaguejou Maryann, dando um passo atrás.
- Tenho. Desculpa… mas eu amo-a, e não posso fazer isto contigo…
Maryann recuou, largando-me por completo, e virou-me costas, como se não suportasse olhar para mim. Odiei-me por a estar a magoar de novo. Estava com ela ainda há menos de uma hora e já a tinha feito passar tanta coisa diferente…
- Eu devia ter calculado que não esperarias por mim. Como pude ser tão estúpida?
- Não foste estúpida. E eu… eu não esperei porque nunca pensei que te fosses tornar em vampira. Porque se soubesse… Maryann, acredita, se eu soubesse que te tornaste vampira nessa mesma noite, eu teria voltado atrás e ficado contigo.
- Terias? - Perguntou, virando-se para olhar para mim.
- Claro! Eu amava-te!
- Mas já não amas, pois não?
Eu ia responder-lhe, mas faltaram-me as palavras. E foi então que percebi, finalmente.
Eu amava-as. Às duas. Maryann e Bella… ao mesmo tempo. De maneiras diferentes… mas às duas.
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Mensagem por Jess Silver em Sab Out 01, 2011 6:59 am

esta tarde tem novo cap de Para Sempre Sua
espero que estejam a gostar da história Wink
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Mensagem por Jess Silver em Sab Out 01, 2011 11:23 am

Capítulo 5


Edward






- Oh boa. Bonito serviço. E agora o que vamos fazer? - Perguntou Maryann, e cruzou os braços.
- Não sei. Não faço ideia. - Suspirei, e era mesmo a verdade.
Ela revirou os olhos, como se estivesse mesmo à espera que eu dissesse aquilo.
- Mas não te quero perder.
Voltou a olhar para mim, de olhos semicerrados.
- Não?
- Não. Agora que sei o que és, e que voltaste à minha vida, não quero que saias. Não posso amar-te como antes… nem dar-te o que queres… mas não consigo deixar-te ir embora.
- Então queres ficar comigo como quê? Só amiga? Achas que é sequer possível? - Exclamou, espantada com a minha ideia.
- Também não sei se é possível. Mas podemos tentar! - Respondi, e sentia-me tão entusiasmado com a ideia, mesmo que fosse uma loucura absoluta.
- Da última vez que disseste que íamos tentar, abandonaste-me. - Acusou ela, hesitante.
- Sim, eu sei… e já pedi desculpa por isso. Mas agora é diferente! Agora vamos apenas tentar viver como amigos… podes ficar comigo, sabes? Eu vivo com a minha família aqui e…
- Família? - Interrompeu-me ela, de olhos arregalados.
- Sim! - E depois tive aquela ideia.
A ideia mais louca, mais arrojada, e mais incrível de sempre. Ao olhar para aquela nova Maryann, mudada mas ainda a mesma de antes lá no fundo, acreditei realmente que podia resultar.
- Edward… no que é que estás a pensar?
Um sorriso de entusiasmo rasgou os meus lábios.
- Quero que venhas comigo.
- O quê?
- Quero que venhas comigo, Mary. Quero apresentar-te à minha família… quero que fiques comigo!


* * *


- Ainda acho isto uma péssima ideia. - Repetiu Maryann, e acelerou um pouco mais.
Corri ao seu lado, na nossa velocidade máxima, quase como se estivéssemos a fazer uma corrida. Maryann lançou-me um olhar preocupado, e estendi a mão para que ela pudesse dar-me a sua.
- Vai correr tudo bem. Vais adorá-los, vais ver.
- Mas e se eles não gostarem de mim?
- Eles vão gostar de ti. E se não gostarem… bem, não te farão mal, uma vez que sou eu que te estou a levar lá a casa e és minha convidada.
O sorriso confiante dela deixou-me mais descansado.
- Então não deixarás que me aconteça nada de mal?
- Não. Prometo. - Sorri-lhe também.
E depois continuámos a correr até minha casa.
Sim, toda a gente ia achar que eu estava louco por levar Maryann para ali, ainda por cima quando estava com Bella. E isto não queria dizer, de maneira nenhuma, que eu deixara de amar Bella. Eu ainda a amava, mas agora… bem, não podia simplesmente ignorar o regresso de Maryann à minha vida. Eu julgara que ela estava morta há muito tempo, que nunca mais a voltaria a ver, mas agora ela estava aqui.
Olhei novamente para ela. Estava ainda mais bonita que antes, e eu achara impossível. Tinha a pele do mesmo tom que a minha, branca como cal, mas macia como cetim. O cabelo estava maior e mais claro. Antes tinha sido louro dourado, mas agora era mais claro ainda, quase como o de Rosalie. Os olhos tinham passado de azuis-claros para vermelhos… mas os lábios continuavam os mesmos. Carnudos, sensuais, com a medida exata. Ainda me lembrava do que era beijá-los antes, e quando ela me beijara agora, as memórias tinham-se reacendido todas dentro de mim.
- Olha, o que é aquilo? - A sua voz fez-me voltar à realidade.
Olhei para diante e avistei a minha casa lá ao fundo.
- É a minha casa. Vamos, eles já sabem que estamos a chegar.
Apressámo-nos para a entrada da casa. Subimos ao alpendre e entrei. Ainda nem tínhamos realmente entrado na sala de estar quando toda a gente apareceu de repente.
Carlisle e Esme vieram a correr da cozinha, sobressaltados, Rosalie e Emmet surgiram da outra sala de estar, e Alice chegou com Jasper do exterior. Reuniram-se todos à nossa frente, e depois Emmet deu um passo em frente e agachou-se, olhando ameaçadoramente para Maryann.
Eu pensei que ela ficaria amedrontada, até que se esconderia atrás de mim, mas ela agachou-se também e rosnou ao meu irmão. Isso deixou-nos espantados a todos.
- Emmet. - Avisei, e ele olhou para mim.
«O que raio faz ela aqui?!» pensou, num rugido mental.
- Mary, podes estar à vontade. - Alertei-a, pousando a mão no seu ombro.
Maryann endireitou-se de novo e pareceu voltar a acalmar-se. Emmet fez o mesmo, recuando para junto de Rosalie, que parecia a ponto de dilacerar Maryann com os olhos.
- Oh Edward, estava tão preocupada! - Guinchou Alice, e correu para mim, abraçando-me com força.
- Está tudo bem.
Depois recuou e olhou chocada para Maryann.
- Quem é ela? Vi-a a aparecer no bosque ao teu lado… pensei que fosse uma ameaça… vinha para casa para alertar os outros…
- Ela não é uma ameaça. - Cortei a palavra a Alice, antes que ela dissesse mais alguma coisa desagradável.
- Talvez seja melhor apresentares-me, para que eles deixem de achar que sou uma ameaça. - Sussurrou Maryann, chegando-se mais a mim.
Alice recuou para os braços de Jasper, embora estivesse ainda desconfiada. Falei para todos, tentando passar uma imagem de calma.
- Esta é a Maryann Rosen, uma velha amiga minha. Mary, esta é a minha família: os meus pais, Carlisle e Esme, e os meus irmãos, Rosalie e Emmet, e Jasper e Alice. - Fiz as apresentações.
E depois foi uma confusão de pensamentos, todos ao mesmo tempo.
«O quê? Velha amiga de onde?» Emmet
«E de onde é que ela veio? Afinal para que a trouxeste cá para casa?» Jasper
«Oh boa, mais uma louraça armada em boa, ela que se ponha no seu lugar porque aqui quem manda somos nós.» Rosalie
«O que será que ela quer? Porque é que voltou agora?» Esme
«Edward, ela estava a caçar no nosso território? Sabes o que isso implica?» Carlisle
«Oh, isto não é nada bom, ela vai trazer problemas, tantos problemas…» Alice
«Não me tinhas dito que tinhas mãe e irmãos! Mas eles não podem ser todos do teu sangue, pois não? Vives com estes vampiros todos?! E eles não gostaram nada de mim…talvez seja melhor ir-me embora» Maryann.
- Parem de pensar, por favor! - Rugi, fazendo com que eles parassem todos, felizmente. - Maryann, não vais a lado nenhum. E os outros, ouçam-me antes de começarem a pensar dessa maneira.
Rosalie, como de costume, foi a primeira a falar.
- O que é que ela faz aqui? Estava no nosso território. Sabes o que ela fez? Fazes ideia dos prejuízos que nos trouxe por caçar nas nossas terras? - Ralhou, numa voz que me fez pensar em cascavéis.
- Não foram assim tantos prejuízos, só matei um homem, e queimei o cadáver para não deixar pistas. - Declarou Maryann, tentando desculpar-se.
- Mas nós não caçamos! E há a Aliança com os Quilleute. Edward, eles vão passar-se. - Alertou Alice, e vi pelo olhar dela que estava a falar de uma premonição sua de última hora.
- Não caçam? Como assim? - Perguntou Maryann, virando-se para mim, cada vez mais confusa.
- Nós só caçamos animais. Foi uma Aliança que fizemos com os lobisomens da zona. E se matarmos algum humano, nas nossas terras ou nas deles, começa a guerra. Tu mataste um homem esta noite, e eles já devem saber. - Explicou Carlisle.
Maryann estava cada vez mais horrorizada, enquanto ouvia.
- O quê? Lobisomens?! Há lobisomens por aqui?
- Calma… - Pedi, mas era inútil.
- Eu não sabia! A sério, eu não fazia ideia…
- Talvez devesses informar-te antes de caçares nas terras dos outros. Se nós não fôssemos tão simpáticos já te teríamos matado a esta hora. - Provocou Emmet.
- Emmet!
- Ele tem razão. A tua sorte, miúda, é que estás com o Edward, senão já estavas feita. É bom que penses antes de pisares o risco outra vez. - Sibilou Rosalie, furiosa.
- Basta! Maryann, vem comigo lá acima por favor. E vocês fiquem aqui, se fazem favor. Já desço para falarmos. - Rosnei alto, para todos me ouvirem, o que felizmente aconteceu.
Peguei no cotovelo de Maryann e levei-a para as escadas que davam acesso ao piso superior. Caminhámos rapidamente até ao meu quarto, e depois de termos entrado, ela virou-se logo para mim.
- O que vais fazer? Edward, tenho de ir embora. Eles não me querem aqui, e não gosto de estar num lugar onde não seja bem-vinda. - Murmurou, num tom bastante categórico.
- Mas eu ainda não acabei a minha conversa contigo. E queres mesmo ir-te embora? - Perguntei, aproximando-me muito dela.
Maryann engoliu em seco, com os olhos fixos nos meus, e durante uns segundos defrontámo-nos em silêncio, mas no fim ela acabou por ceder à minha vontade e foi sentar-se no cadeirão do meu quarto, cruzando a perna e os braços, e fazendo beicinho.
«Vai lá falar com eles, mas despacha-te porque não vou gostar nada de estar aqui em cima sozinha.»
- Não te preocupes. Não demora nada. - Respondi, e depois sai do quarto e fechei a porta.
Desci rapidamente até à sala. Eles já se tinham todos preparado para a conversa que teríamos: Carlisle e Esme estavam de pé atrás do sofá onde Emmet estava sentado, abraçado a Rosalie, e Alice estava sentada na poltrona, de pernas cruzadas, e com Jasper meio sentado no braço do cadeirão e com o seu braço em volta dos ombros da parceira. Olhei para aquele quadro tão familiar, respirei fundo, e preparei-me para o confronto de ideias e preocupações, que eu esperava que não fosse demasiado intenso.
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Mensagem por Susy em Dom Out 02, 2011 2:02 pm

Jess, amei
os dois caps. estão otimos!
desculpe por não ter comentado antes, mas minha net é horrivel, conforme o mes vai passando a velocidade dela diminui, ai nem sempre carrega corretamente as paginas.

mas voltando a fic...
o Edward acha mesmo que esse negocio de tentar ser amigos vai dar certo?? Eu duvido muito!!
e que recepção foi essa a dos Cullen? Tadinha da Mary!!
Quando tem mais??
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Mensagem por Jess Silver em Dom Out 02, 2011 2:16 pm

Susy escreveu:Jess, amei
os dois caps. estão otimos!
desculpe por não ter comentado antes, mas minha net é horrivel, conforme o mes vai passando a velocidade dela diminui, ai nem sempre carrega corretamente as paginas.

mas voltando a fic...
o Edward acha mesmo que esse negocio de tentar ser amigos vai dar certo?? Eu duvido muito!!
e que recepção foi essa a dos Cullen? Tadinha da Mary!!
Quando tem mais??


Susyyy querida voce veio!!!
que feliz que eu fiquei agora bounce
ainda bem que gostou, serio ^^
a recepção dos Cullen foi mázinha mesmo, mas o Edward tambem esperava o que, levando uma estranha lá a casa? rrsrrsrsrs' acho que o Edward da minha fic tá ficando meio bobo, espero não estar desiludindo voces Embarassed
tem mais agora, eu vou postar, até porque eu já escrevi milhoes de caps dessa fic srrrrsrs

ah e quanto ao meu jogo, voce ganhou pontos por ser a primeira a comentar!
Susy: 100 pontos


obrigada por ter vindo Wink
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Mensagem por Susy em Dom Out 02, 2011 5:05 pm

Jess Silver escreveu:
Susy escreveu:Jess, amei
os dois caps. estão otimos!
desculpe por não ter comentado antes, mas minha net é horrivel, conforme o mes vai passando a velocidade dela diminui, ai nem sempre carrega corretamente as paginas.

mas voltando a fic...
o Edward acha mesmo que esse negocio de tentar ser amigos vai dar certo?? Eu duvido muito!!
e que recepção foi essa a dos Cullen? Tadinha da Mary!!
Quando tem mais??


Susyyy querida voce veio!!!
que feliz que eu fiquei agora bounce
ainda bem que gostou, serio ^^
a recepção dos Cullen foi mázinha mesmo, mas o Edward tambem esperava o que, levando uma estranha lá a casa? rrsrrsrsrs' acho que o Edward da minha fic tá ficando meio bobo, espero não estar desiludindo voces Embarassed
tem mais agora, eu vou postar, até porque eu já escrevi milhoes de caps dessa fic srrrrsrs

ah e quanto ao meu jogo, voce ganhou pontos por ser a primeira a comentar!
Susy: 100 pontos


obrigada por ter vindo Wink

eebaa, vc vai postar mais agora!!
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Mensagem por Jess Silver em Ter Out 04, 2011 4:46 pm

Susy me desculpa eu ontem não tive tempo pra postar, mas eu vou postar agorinha siim??
dois caps e tudo de presente ^^
espero que goste
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Mensagem por Jess Silver em Ter Out 04, 2011 4:50 pm

Capítulo 5 - 2ª Parte

Edward





- OK. Podes começar a explicar. - Resmungou Rosalie, de olhos semicerrados.
Mas antes que eu pudesse dizer alguma coisa, Alice abriu muito os olhos e estes ficaram momentaneamente desfocados. Virámo-nos todos para ela, para vermos o seu rosto transtornado naquela máscara de choque com que ela ficava sempre que tinha uma Visão de algo mau. Alice tinha os olhos arregalados ao máximo, a boca aberta num "O" de espanto e incredulidade, e parecia realmente aterrorizada com o que quer que estivesse a ver. Jasper, como sempre, pousou as mãos nos ombros dela e fechou os seus olhos, para captar o que ela estava a sentir e tentar discernir a melhor maneira de a ajudar. O resto da família limitou-se a assistir.
Então Alice pestanejou, voltando ao normal, mas levantou-se tão rapidamente do sofá que o movimento foi ainda mais rápido do que o normal para a nossa espécie.
- O que foi? O que viste? - Guinchou Rosalie de imediato.
- O Jacob! - Gritou Alice, horrorizada.
Oh. Por. Amor. De. Deus.
Era só o que nos faltava, aquele rafeiro armado em Salvador da Pátria. Tentei controlar a vontade que me assolou de o esganar de uma vez por todas, mas Alice correu para a porta da entrada e saiu por lá. Seguimo-la todos em corrida, para ver o que se preparava para acontecer.
Pronto. Eu já devia ter adivinhado que isto ia acontecer.
E ali estavam eles todos. A Alcateia dos Quilleute. Jacob liderava o grupo, e transformado em lobo parecia sinceramente mais ameaçador do que era na realidade, com o pêlo todo eriçado e a rosnar furiosamente. Os outros imitaram-no, mas Alice levantou uma mão no ar, como se os obrigando a ficar quietos, e lançou-lhes um olhar glacial.
- Já sabemos porque vieram até aqui. Mas não é o que pensam.
Jacob virou a cabeça para mim, e os seus pensamentos eram bastante fáceis de perceber naquele momento.
«O QUE FOI QUE VOS PASSOU PELA CABEÇA, SANGUESSUGAS NOJENTAS?! QUEBRARAM A ALIANÇA! E NEM PENSEM QUE VÃO IMPEDIR-NOS DE RECEBER A NOSSA VINGANÇA!»
- Jacob, não fomos nós que matámos aquele humano. - Respondi, no meu tom mais calmo, ainda estivesse impressionado com a força e a violência dos pensamentos dele.
E não gostei nada das imagens que passaram pela cabeça dele e dos da sua matilha naquele momento. Semicerrei os olhos ameaçadoramente quando Jacob imaginou como me arrancava a cabeça, os braços e as pernas, e os lançava ao fogo.
- Se não paras com isso, sou eu que te desfaço em pedaços e te queimo todo, percebeste?!
Ele deu um passo em frente e voltou a rosnar, mas antes que pudéssemos dar início à luta, Carlisle avançou para a frente do grupo e levantou as duas mãos no ar, como em sinal de paz.
- O Edward vai servir de tradutor, como de costume. - E depois começou o seu discurso habitual de "vamos lá manter a calma". - Sei que pensam que fomos nós que matámos aquele humano há cerca de duas horas atrás. Mas não fomos. Foi uma vampira que está de passagem por Forks, que nada tem a ver com o nosso clã. O Edward encontrou-a durante a caçada e ela não sabia nada acerca da Aliança nem dos nossos hábitos, por isso não sabia que não podia caçar humanos nestas terras.
Era notório o espanto e a vontade de acreditarem em Carlisle, via-se bem em todos os pensamentos da maioria dos membros da Alcateia. O único que estava determinado em manter a raiva inicial era Jacob. Nada surpreendente.
«Se a encontraste, sanguessuga odiosa, porque é que não a mataste logo?! Ela é uma intrusa nas vossas terras e não fazem nada? Nem o vosso próprio território sabem defender?!»
- Estás a abusar, Jacob Black! - Rugi, furioso.
Aquele rafeiro conseguia tirar-me do sério. Não era comum isso acontecer, mas se não fosse por Bella, ele já teria ido desta para pior, de certeza.
«Calma, Jacob» era o pensamento, mais uma Ordem de Alfa, que emanava com uma confiança brutal de Sam, o líder da alcateia. «Vamos ouvir o que o Carlisle tem a dizer. Ao que parece eles nem sequer sabiam que ela vinha a caminho daqui.»
- É isso mesmo. Nós não fazíamos ideia. Eu estava a meio de uma caçada quando senti… bem, sabem como o sangue humano nos chama a atenção. Por isso segui o cheiro e dei com a Maryann. - Expliquei.
«Ah, que bonito, até já a tratas pelo nome próprio, Edward? A seguir vais fazer o quê, adotá-la?!» rosnou Jacob, ainda demasiado irritado para se mostrar sensato.
- Se fosse a ti controlava o teu irmão, Sam. Não gostaria nada de ter de matar um de vocês hoje. - Vociferei, olhando para Jacob e tentando controlar a vontade que tinha de lhe saltar para cima.
Jacob interpretou as minhas palavras como um convite e agachou-se, de dentes arreganhados. Sam chegou-se à frente e pisou-lhe a cauda com violência. O ganido de dor de Jacob fez-me sorrir. Sam virou a cabeça para mim e olhou-me com severidade.
«Que não te passe pela cabeça a ideia que fiquei do teu lado neste assunto, sanguessuga. Só acho que o Jacob tem de ser repreendido quando passa dos limites, o que aconteceu desta vez.»
- Nem eu pensei outra coisa. - Respondi, ainda a sorrir.
- Pronto, basta! - Berrou Alice, dando mais um passo em frente. - Estou farta de não entender metade da conversa!
- Tem calma Ally, o Edward já traduz o resto em casa. - Aconselhou Jasper, mas ela ignorou-o.
- Além de que a Bella vem aí.
Virámo-nos todos para ela, chocados com esta informação, e durante os primeiros momentos ninguém disse ou fez nada. Depois instalou-se a confusão geral.
- O quê?! - Exclamou Emmet, chocado.
- Não pode! Ela não pode vir! - Esbracejou Esme, preocupada.
- Ela não pode ver a Maryann, vai passar-se! - Concordou Rosalie.
- Não, a Maryann é que se vai passar quando a vir. - Disse Jasper.
«A Bella aqui não!» Jacob, quase em pânico.
«Ela vai assustar-se se nos vir assim. Vai pensar que estamos num confronto.» Sam.
«E não era quase isso que estava a acontecer?» Paul
«Cala-te Paul!» a Alcateia toda em conjunto.
Mas era tarde demais para se pensar numa estratégia melhor. Nesse instante Maryann surgiu ao nosso lado, e quando viu os lobisomens ficou tão horrorizada que se eu não a tivesse prendido por um braço teria desatado a correr dali para fora. Todos os olhares se viraram para ela, e os lobisomens rosnaram e ganiram, tão incomodados pelo odor dela como pelos seus olhos, que revelavam bem os seus hábitos alimentares. Maryann estava aterrorizada com a presença de tantos lobos.
E foi nesse instante, quando a situação já não podia ficar pior, que Bella chegou, montada na moto que o estúpido do Jacob Black lhe dera, e tão calma e descontraída como se fosse apenas um passeio ocasional.
Só que viu o que estava a acontecer, e desconcentrou-se de tal maneira com o espanto que acabou por se desequilibrar e cair da moto abaixo.
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Mensagem por Susy em Ter Out 04, 2011 6:07 pm

Jess amei o cap.
o que vai acontecer agora? to curiosa aqui!!
o que a Bella vai fazer em relação a Maryann?
ta muito boa essa fic, ale de eu adorar Crepusculo!

Jess, não se preocupe, eu sei como é quando não da tempo pra postar.
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Mensagem por Jess Silver em Ter Out 04, 2011 6:08 pm

Susy escreveu:Jess amei o cap.
o que vai acontecer agora? to curiosa aqui!!
o que a Bella vai fazer em relação a Maryann?
ta muito boa essa fic, ale de eu adorar Crepusculo!

Jess, não se preocupe, eu sei como é quando não da tempo pra postar.

Susyy mais uma vez primeira a comentar hein!!
eu achei realmente que esse capítulo tava mt rápido
por ter mais ação que narração ou descrição de alguma coisa
aqui é tudo mt intenso e rápido, né?
e ainda por cima a Bella chega bem na hora errada hahah
quer ler agora o proximo ou prefere esperar?
já se vai descobrir mais coisas a seguir Wink
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Mensagem por Jess Silver em Ter Out 04, 2011 6:20 pm

Capítulo 6


Bella






Hoje era uma ótima noite para visitar Edward e a família dele. Sentia isso com tanta vontade, que decidi mesmo ir até à casa deles.
- Onde vais? - Perguntou o meu pai, quando me viu pegar nas chaves da moto.
- Ter com o Edward. Não te preocupes, eu durmo em casa deles se for preciso. A Alice deve querer a minha companhia. Adeus pai! - Disse isto tudo de rajada, para ele não ter tempo de começar a implicar com o motivo da minha saída.
Peguei no meu casaco e saí de casa, fechando rapidamente a porta e correndo para a minha moto. Montei nela, liguei-a enquanto vestia o casaco, e depois afastei-me de casa e guiei em direção à floresta. Sabia de cor o caminho para casa de Edward, e tinha saudades dele - apesar de a última vez que tínhamos estado juntos ter sido há apenas três dias - e precisava de me certificar que estava tudo bem.
Claro que o meu pai não achava boa ideia eu passar tanto tempo com Edward. Ele continuava a preferir o seu adorado Jacob. E, para falar verdade, eu já estivera menos inclinada a fazer-lhe a vontade e dar uma oportunidade ao meu melhor amigo.
Que parvoíce! O que é que eu estava para ali a dizer?! Sim, passar tempo com Jacob era a melhor parte dos meus dias. Quando estava com ele tudo corria tão bem, era tão natural… não havia perigo, não tinha de controlar aquilo que dizia nem fazia, nem tinha de me concentrar em não ser demasiado "apetecível", para evitar tornar-me no almoço ou jantar de alguém.
Jacob conhecia-me melhor que ninguém. Fazia-me sentir bem e… e… feliz. Sim, fazia-me feliz. Mas também Edward fazia! E eu amava-o. Mais que a tudo na minha vida.
Abanei a cabeça para afastar estes pensamentos confusos e discordantes e entrei no atalho que serpenteava pelo bosque até casa dos Cullen. Tinha uma música na cabeça, e comecei a cantarolá-la enquanto me aproximava cada vez mais. E foi então que os avistei, lá ao fundo.
E aí apercebi-me do que estava a acontecer, e fiquei tão chocada que me esqueci que devia ter atenção à moto. Quando os meus olhos captaram aquela imagem - os Cullen e os Quilleute, frente a frente - o pânico tomou conta de mim e desconcentrei-me da condução.
A moto perdeu o controlo e tomou para o lado, mas antes "cuspiu-me" para fora, e aterrei de costas e rabo na terra enlameada. Fiquei apenas uma fração de segundo sem me mexer, a olhar para cima e a recuperar da queda, e depois surgiram logo montes de mãos à minha volta.
- Bella!
- Bella?!
- Bella, estás bem?
- Bella, magoaste-te?
- Consegues andar, Bella?
- Dói-te alguma coisa?
A única coisa que consegui fazer foi balbuciar "estou bem, calma", antes de Alice me envolver nos seus braços e me ajudar a levantar. Mas depois, por alguma razão que não compreendi, puxou-me consigo para o lado dos lobos, e manteve-se à minha frente, numa posição protetora. Rapidamente Emmet, Esme, Carlisle, Jasper e - surpresa das surpresas - até Rosalie, ficaram à nossa frente, na mesma posição que Alice, como se estivessem a proteger-me de alguma coisa.
Jacob - transformado em lobo, mas não havia dúvida que era ele - aproximou-se pelo meu lado esquerdo e ficou ali junto a mim, agachado para a frente como se houvesse algum perigo do qual devesse proteger-me. E então decidi perceber do que é que eles me estavam a proteger afinal, e estiquei-me para ver por cima do ombro de Alice.
E quando os meus olhos se fixaram nos dela, senti um arrepio a fazer-me encolher de horror.
Oh meu Deus. Estava uma vampira - uma a sério, daquelas que caçam humanos e têm olhos cor de sangue - do outro lado, à nossa frente e com Edward a protegê-la, como Alice e os outros estavam a fazer-me. Mas porque é que ele a estava a proteger?! Ele devia estar aqui, ela podia fazer-lhe mal!
- Cuidado com a Maryann! - Sibilou Jasper, e aproximou-se mais de mim.
Maryann? Era esse o nome dela? Vencendo a vontade que tinha de ficar ali encolhida atrás dos meus protetores, voltei a esticar-me para olhar para a vampira do outro lado do confronto.
Ela tinha os olhos arregalados, vermelhos como sangue, fixos nos meus com uma expressão de choque que dava a entender que não fazia ideia de quem eu era nem da razão para vampiros me estarem a proteger, assim como lobisomens. Pois. Para quem vinha de fora e não sabia a história, era um pouco difícil de perceber.
Vi que Edward estava a dizer-lhe qualquer coisa, como se estivesse a tentar acalmá-la com palavras doces, e isso ainda me deixou mais espantada. Será que eles se conheciam? Bem, parecia óbvio. Mas Edward parecia ser o único que a conhecia, porque o resto da sua família estava do meu lado e não do seu.
- Está na hora de se irem embora, Quilleute. Nós tratamos disto por aqui. - Disse Carlisle, num tom categórico mas não ameaçador.
Mas os lobos não arredaram pé dali. Jacob virou o focinho para mim e rosnou baixinho, mais um som de quem diz "eu protejo-te" do que "vou-me embora daqui". Pois, eu já esperava que ele ali ficasse. Desde quando é que Jacob acartava ordens, fosse de quem fosse?
- Jacob, podes fazer-me um favor? - Pediu Edward.
Isso foi o cúmulo. A gota de água.
- QUEM É ELA?! DIGAM-ME! EDWARD, PORQUE É QUE ESTÁS COM ELA? QUEM É ELA?! - Gritei, esbracejando para me fazer ouvir e à minha angústia.
Maryann, a vampira com ar de louca assassina (ainda o conseguia interpretar melhor que Rosalie, e eu e Jacob já achávamos isso impossível) rosnou ameaçadoramente e Edward teve de a puxar com força para a impedir de se lançar a mim.
- Jacob, leva a Bella para casa. Explica-lhe o que aconteceu, por favor. Nós tratamos da Maryann aqui. - Pediu Edward, e falou com tanta determinação que não havia como negar a sua ordem.
Nem mesmo Jacob se atrevia a desafiá-lo agora, quando a situação estava tão perto de sair das estribeiras. Por isso ele e o resto dos lobos correram para o meio das árvores ali perto, e permaneceram lá apenas dois segundos. Quando voltaram para junto de nós, já estavam todos na forma humana, embora estivessem em tronco nu e descalços e usassem apenas calções de fato de treino. No entanto foi mais reconfortante ver Jacob assim.
Ele aproximou-se automaticamente de mim e pegou-me na mão. Alice largou-me para que Jacob pudesse envolver-me com os seus braços, sempre quentes.
- Eu levo-a, Edward. Mas espero que quando voltarmos já tenham tratado da situação. E bem tratada, ouviste?
E depois, antes que eu pudesse reclamar alguma coisa, Jacob elevou-me e lançou-me para cima do seu ombro, como se eu fosse um saco de batatas ou algo do género, e os seus irmãos seguiram-no quando entrámos no bosque cerrado, deixando os Cullen com Maryann para trás.
- Põe-me no chão! Eu consigo andar, OK?! Jacob Black, estou a avisar-te, se não me pões imediatamente no chão… - Refilei, batendo-lhe com os punhos fechados nas costas, mas sabia que não valia de nada.
- Bella, fofinha, não é que não consigas andar, toda a gente sabe que consegues, mas és simplesmente muito lenta para o nosso andamento. Assim vamos mais depressa, entendes? - Explicou Jacob, com um sorriso malandro.
Tentei continuar chateada com ele, até amuar um pouco, mas não consegui. E por isso conformei-me com a situação e deixei que Jacob me carregasse daquela maneira até sua casa, mesmo que fosse quase a correr. Levar-me no ombro não parecia exigir-lhe mais esforço do que carregar com uma mochila vazia.
Mas Edward… não me saía da cabeça a imagem dele ao lado de Maryann. Estava a causar-me tanto transtorno que nem conseguia exprimir o que me ia na cabeça naquele momento. Sentia uma vontade enorme de obrigar Jacob a voltar atrás para me deixar falar com Edward, mas sabia que ele apenas se riria do meu pedido, e depois ignorava-o, como de costume. Jacob acreditava solenemente que "ignorar as vontades e os pedidos da Bella é o melhor para a sua segurança e sanidade mental". E nada do que eu dissesse o fazia mudar de ideias.
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Mensagem por Susy em Ter Out 04, 2011 6:43 pm

Jess, mais uma vez A-M-E-I o capitulo
ficou muito bom mesmo...
o Edward ficou pra proteger a Mary, q lindo!!
a Bella no momento ciume...
e o Edward confiando no Jacob para cuidar da Bella, isso é novo, nunca pensei numa possibilidade dessas.
bjss.
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Mensagem por Jess Silver em Ter Out 04, 2011 6:49 pm

Susy escreveu:Jess, mais uma vez A-M-E-I o capitulo
ficou muito bom mesmo...
o Edward ficou pra proteger a Mary, q lindo!!
a Bella no momento ciume...
e o Edward confiando no Jacob para cuidar da Bella, isso é novo, nunca pensei numa possibilidade dessas.
bjss.


oouuun't voce gostou, maravilhaaaaa
sim, realmente eu achei quando estava a escrever "o quê Jess? Você quer meter o Edward confiando a segurança de Bella pro Jacob? Isso já é alterar demasiado as coisas xD" mas mesmo assim arrisquei
parece que até resultou bem rsrsrsrs
obrigada por ter vindo ler tão depressa querida, fico mt feliz que tenha gostado!
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Mensagem por Jess Silver em Sex Out 07, 2011 4:01 pm

Capítulo 6 - 2ª Parte


Bella




Por isso quando chegámos a sua casa e o pai dele, Billy Black, nos viu chegar naqueles preparados, limitou-se a rir à gargalhada como se a situação tivesse realmente alguma piada.
- Diga ao seu filho para me pôr no chão, por favor. Já estou suficientemente calma. - Refilei, mas Billy apenas se riu mais.
Jacob entrou comigo em casa, seguido de Paul e Quill, que não paravam de se rir da minha figura. Revirei os olhos e finalmente Jacob teve a cortesia de me pôr no chão. Fiquei desequilibrada por uns instantes e ele amparou-me nos seus braços para eu não cair ao chão, o que fez com que os seus amiguinhos soltassem mais gargalhadas de gozo. Lancei-lhes um olhar maldoso.
- Vão ficar aqui a apreciar o espetáculo ou vão-se embora? - Ralhei, e desta vez Jacob riu-se com eles.
- Calma Bella, eles não estão a tentar tirar-te do sério nem nada. - Disse Billy, calmamente.
- A sério? Ninguém diria.
- Desde quando estás tão mal-humorada e rezingona, Bells? Acho que a convivência com a Loira Psicopata te está a afetar demasiado. - Brincou Jacob, piscando-me o olho.
Revirei os olhos. Não que eu gostasse mais da Rosalie que ele, mas naquele momento não estava com disposição para brincadeiras. Os Cullen podiam estar em perigo com Maryann em sua casa e eu estava ali fechada, a ser gozada pelos irmãos lobisomens de Jacob.
- Eu não estaria tão mal-humorada e rezingona se não tivesse visto aquilo, Jake! Mas está uma vampira que eu não conheço em casa dos Cullen, ao lado do Edward, e olhou para mim como se me quisesse, literalmente, comer viva. Por isso não me digas para ter calma! - Gritei, e os meus olhos encheram-se de lágrimas.
Lá estava o meu péssimo hábito de chorar quando estava realmente enervada ou revoltada com alguma coisa.
Toda a gente se calou e olhou para mim, levando-me finalmente a sério. E Jacob decidiu que estava na hora de voltar a representar o papel de meu melhor amigo, de meu Jake, em vez de se pôr do lado dos amigos, e apontou para a porta.
- Vá malta, vão-se embora. Eu trato da Bella. Tu também pai, deixa-me falar com ela. Vão lá! - Ordenou, ainda que num tom gentil quando se dirigiu ao pai.
Billy suspirou dramaticamente e Embry, outro membro da Alcateia, empurrou a cadeira de rodas dele para fora da pequena sala da casa dos Black. Paul e Quill seguiram-no, e Jacob foi fechar a porta. Ficámos só os dois.
- Vem cá Bells. Está tudo bem agora. - Murmurou, e abriu os braços para mim.
Suspirei fundo, dando-me por vencida, e caminhei de encontra os seus braços reconfortantes. Fechei os olhos e deixei que Jacob me abraçasse e embalasse calmamente. Levou-me para o sofá e fez-me sentar lá ao seu lado.
- Não tenhas medo daquela tal Maryann. Só por cima do meu cadáver é que ela chega a ti.
- Não é por mim que tenho medo, Jake. É por eles.
Jacob olhou-me, espantando.
- Tens medo pelos Cullen?! Bella, eles sabem defender-se dos da sua espécie melhor que ninguém! - Exclamou, chocado.
- Mas o Edward conhecia aquela Maryann. Eu vi bem isso. E se… e se ele ficar do lado dela? E se ela lhe der a volta à cabeça?
- Se ele ficar do lado dela, é apenas a confirmação daquilo que te tenho vindo a tentar dizer há muito tempo.
- Que é?
- O teu namorado é um anormal de cocozinho. - Disse Jacob, e encolheu os ombros como se não tivesse dito nada de mal.
Ia dar-lhe um soco no estômago, mas ele parou-me o movimento antes que eu conseguisse acertar-lhe.
- Naa, é melhor não fazeres isso. Sabemos o que aconteceu da última vez que me deste um soco. - O sorriso dele tornou-se malandro outra vez, até provocante.
Corei imenso, ao lembrar-me de quando Jacob me beijara à força e eu lhe dera um murro na boca como resposta, e me aleijara mais a mim do que a ele, acabando por ter de andar com uma tala nos dedos. Edward tivera tanta vontade de partir ele próprio a boca a Jacob que só a meu pedido não levou a cabo a sua missão. Jacob ainda brincava com o facto de ter conseguido beijar-me e que eu me aleijasse em vez de o ter atingido a ele.
- Não fales assim do Edward. - Respondi, em voz baixa.
- Eu tenho razão, Bella. Se ele te ama, para que há-de ficar do lado dela? Viste como ela reagiu quando te viu.
- Ela pode ser conhecida dele! Já te falei daquele clã que eles conhecem, os Denali. Ela pode ser desse clã, ou algo desse género. - Expliquei, tentando fazer-me acreditar nas minhas próprias palavras.
- Mas também me disseste que os Denali tinham a mesma dieta que os Cullen. E aquela vampira… vê-se bem que caça humanos, não animais, Bells. Ela não faz parte dos Denali de certeza.
Ele tinha razão. Maryann não se alimentava da mesma maneira que os Cullen e os Denali, era essa a razão para ter reagido tão mal quando me vira. Mas ainda me preocupava que Edward tivesse ficado do lado dela. Ele devia ter-me protegido.
O quê? Não, eu não ia entrar numa crise de ciúmes, não mesmo!
- Bella? Estás com ciúmes do Edward e da Maryann, não estás?
Resmunguei baixinho, irritada por Jacob me conhecer tão bem e ser capaz de adivinhar sempre no que eu estava a pensar.
- É natural que os tenhas, embora se eu pudesse livrar-te deles já o tivesse feito.
Olhei para ele, perdendo-me nos seus olhos cor de chocolate, tão profundos e tão meigos, e senti que desta vez não conseguia impedir o seu discurso. Quando Jacob começou, eu já tinha perdido a fala.
- Sabes que eu nunca te faria isto. Sabes que nunca ficaria do lado de outra pessoa em vez de estar do teu. Eu deixaria tudo e toda a gente para te proteger, coisa que o Edward não fez. Mas mesmo assim tu continuas apaixonada por ele. Não sabes ver como eu sou muito melhor e mais indicado para ti do que ele.
Suspirei, baixando o olhar e pousando a mão no seu peito nu, sobre a zona do coração. Como sempre, era capaz de o sentir a pulsar, acelerado e forte como em todos os dias. Jacob tinha razão. Em muitos aspetos, ele era melhor para mim que Edward. Deitei a cabeça no seu ombro e fechei os olhos.
- Não mando no meu coração, Jacob. E ele ainda é do Edward.
Jacob não disse nada. Limitou-se a abraçar-me e a deitar a cara na minha cabeça, inspirando o cheiro dos meus cabelos.
- Mas obrigada por estares sempre do meu lado. És a melhor pessoa que eu podia ter como melhor amigo.
- E vou ser sempre, Bells. O melhor que podes ter ao teu lado.

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Mensagem por Susy em Sex Out 07, 2011 7:04 pm

Jess, querida, adorei o capitulo!!
muito bom!!
quando tem mais?
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Mensagem por Jess Silver em Sex Out 07, 2011 7:24 pm

Susy escreveu:Jess, querida, adorei o capitulo!!
muito bom!!
quando tem mais?

oiee Susy, ainda bem que gostou!!!
eu posto mais amanha ta bom??
agora tou mt exausta kkk
beijinhoo
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Mensagem por Susy em Sex Out 07, 2011 7:44 pm

ok Jess!!
esse fim de semana vai ser um pouco dificil eu entrar no forum, mas assim que der eu leio, ta bom?
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