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I Can't Stay (+16)

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I Can't Stay (+16)

Mensagem por Lys em Dom Maio 19, 2013 8:55 pm

Nome: I Can't Stay (Eu Não Posso Ficar)
Autora: Lys
Classificação: +16
Gêneros: Drama, Angst, Romance
Avisos: Drogas, sexo, nudez, e violência.
Resumo: Você já teve uma pessoa da qual você simplesmente não consegue desistir? Aquela pessoa que pode ferrar com você vez após vez, e ainda você sempre parece dar a essa pessoa uma nova chance? E não importa quantas vezes você diga que é a última chance, você sabe que é uma mentira porque sempre terá mais uma esperando. Aquela pessoa que você sabe quue fica melhor sem, e mesmo assim, não consegue achar uma forma de deixá-la ir, porque no fundo, você não sabe o que faria sem ela. Aquela pessoa que você sabe que não te merece, mas mesmo assim decide deixar para lá, por que você a quer por perto? Parabéns, meu amigo. Você está completamente apaixonado. Da cabeça aos pés. Só que às vezes é ruim se apaixonar, né? Especialmente para esses dois. Porque no acordo deles, valia tudo, menos se apaixonar.
N/A: Okay, fiquei sumida por quase mil anos, e como fazem épocas que não escrevo, eu perdi um pouco o jeito, mas acho que dá pro gasto. Enfim, esta fic é dedicada a uma pessoa que se tornou uma grande parte de mim, e fazem meses que não temos contato. Uma pessoa que se tornou uma grande amiga, melhor ainda, minha gêmola. JuhSalvatore. Talvez ela nem leia a história, não sei, só sei que quero dedicar para ela, pois sinto muita falta dela, e toda vez que escrevo sobre Clauchel, só consigo me lembrar dela. Espero que quem leia goste. Boa leitura.
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Re: I Can't Stay (+16)

Mensagem por Lys em Dom Maio 19, 2013 8:57 pm

Personagens:


Rachel Elizabeth Woodsen (Sophia Bush)
Rachel é a garota mais popular do colégio, capitã das líderes de torcida, e etc. Vive com sua mãe, seu irmão, e seu padrasto, já que seus pais são divorciados, e seu pai é o general do exército, ou seja, quase nunca ela o vê. Sonha em ser cantora profissional, e também uma atriz, além de querer viajar pelo mundo inteiro. Tem como melhor amiga e cunhada, Ivy Parker, e mesmo com algumas briguinhas, é bastante próxima de seu irmão. Namora com um dos jogares de futebol, Jake Wellance, porém ele sempre a trai, e inventa mentiras sobre ele e Rachel para o pessoal. Parece uma garota fria e popular para os outros, porém é apenas uma jovem levemente angustiada, com certos problemas na vida. Vive numa relação de cão e gato com Claude. É secretamente virgem.


Claude James Hudson (Tom Welling)
Claude é o capitão do time de futebol. Um garoto impulsivo, rebelde, e que não pensa nas consequências de suas ações. Se diverte bastante com as meninas, especialmente as líderes de torcida, e não quer saber de compromisso tão cedo. Isso tudo por causa do abandono de sua mãe quando era um bebê, e agora vive com o pai, a irmã mais nova, e a mulher de seu pai. Gosta de desafiar a vida, e não está nem aí para o que os outros vão pensar. Porém, tem uma relação bastante tensa com seu pai, já que seu pai continua insistindo que ele consiga uma bolsa de estudos na faculdade para jogar basketball, e Claude não está realmente certo de que é isso que ele quer. Seu melhor amigo é Jake Wellance, porém Claude não se dá muito bem com a namorada do amigo, Rachel, e os dois vivem se alfinetando, até que o destino interfere e as coisas mudam entre os dois.


Jacob Edwards Wellance (Chord Overstreet)
Jacob, conhecido como Jake, é um rapaz normal como qualquer outro, está no time de futebol, e acredita que tudo na vida está ao seu favor. Namora Rachel, e realmente acredita que está apaixonado por ela, porém sempre a trai com garotas diferentes, e depois tenta agir como o namorado do ano. Finge para seus amigos que já teve relações sexuais com Rachel, quando na verdade, a garota é virgem, e isso proporciona o fim do namoro dos dois. No meio do fim do namoro, ele percebe que sente muita falta de Rachel, e resolve fazer tudo ao seu alcance para tê-la novamente. É o melhor amigo de Claude, porém até os dois tem seus altos e baixos. Não é uma pessoa má, apenas acredita na lei de ‘ame todos’, isso desde que seus pais morreram, e que ele começou a viver com a tia. Sabe tocar violão muito bem, e sonha poder aproveitar deste talento no futuro.


Ivy Martha Parker (Hilarie Burton)
Ivy é como qualquer outra garota no ensino médio. Cheia de sonhos, e com muita alegria, e amor para espalhar pelo mundo. É o braço direito de Rachel, e as duas têm sido melhores amigas desde o jardim de infância. Namora com John Woodsen, o irmão de Rachel, que é um ano mais novo que ela, mas ela não se importa com isso, pois está profundamente apaixonada por ele. Sua vida parece perfeita, porém começa a complicar quando uns problemas começam a surgir em seu relacionamento com John, e quando a época de se formar se aproxima. É bastante energética, e extrovertida, além de conhecer os amigos muito bem. Não sabe muito o que quer da vida, mas sempre considerou a ideia de ser dançarina desde criança.


Johnattan Elliot Woodsen (Steven R. McQueen)
Parece mal-humorado às vezes, porém sabe ser engraçado quando quer. É rebelde às vezes, mas tenta seu máximo para ser um filho e um aluno bom. Namora com Ivy, a melhor amiga de sua irmã, e sente que realmente está se apaixonando por ela. Está no time de futebol, e forma um trio de parceria com Claude e Jake. Implica um pouco com a irmã, como qualquer outro irmão faria, mas a ama muito, e é bastante apegado a ela. Fica em problemas quando algo tenso entre ele e Ivy acontece. Quer fazer uma viagem pelo mundo, e ser aventureiro.


Carlie Harleen Hudson (Alice Wegmann)
Irmã mais nova de Claude. Diferente dos outros, Carlie não é muito popular, porém, ela se dá muito bem com Rachel, já que as duas compartilham um goste muito importante em comum: o amor pela música. As duas podem ser chamadas de almas gêmeas, se deixar. Ela acredita ser bastante diferente das outras meninas, e, um segredo que apenas seu irmão e Rachel sabem, é lésbica. Ou pelo menos, é isso que ela acredita, já que ela tem uma queda por uma das líderes de torcida do colégio, Alexia, desde que entrou no colégio. Porém, esses sentimentos começam a mudar quando ela conhece um rapaz que muda sua vida, e a faz duvidar de sua sexualidade. Não gosta muito de cantar, como Rachel, mas toca guitarra divinamente, e sua banda ídolo sempre será os Ramones.


Alexia Lousiana Lopez (Megan Fox)
Garota com a personalidade forte. Alexia é, como se pode dizer, a versão perfeita de líder-de-torcida malvada de ensino médio. Linda, charmosa, e sexy, assim como o inferno. É bastante “bitch” com todo mundo, e é uma das “cães-de-guarda” de Rachel. Filha única. Já passou pela mão de quase todos os caras na escola, porém secretamente sempre ficou de olho na irmã de Claude, Carlie, porém nunca fez nada para demonstrar. Pode ser sarcástica a maior parte do tempo, mas não tem tolerância com aqueles que a desapontam.


Nathaniel Jonas McCartney (Guilherme Leicam)
Filho caçula de sua família. Passa uma imagem de mulherengo, para qualquer um que o vê pela primeira vez, mas na verdade é um garoto respeitoso, que sempre é sério em todas as suas relações. De início, ele gosta de Rachel, e tenta algo com ela, chegando até a se envolver com ela, porém acaba se apaixonando mesmo é por Carlie, uma garota que acaba se tornando a melhor amiga dele com o tempo. Novo no Mckinley, ele logo faz amizade com Claude e John. Apesar de não aparentar, por seu jeito bad-boy, ele gosta bastante de escrever poesias, e seu hobby favorito é andar na sua moto.
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Re: I Can't Stay (+16)

Mensagem por Jess Silver em Seg Maio 20, 2013 1:37 pm

Oiii Lys, que saudades de você menina, quanto tempo sumida hein!!
Bem eu espero que desta vez volte pra ficar!
Eu achei esse resumo da sua nova história muito interessante e prometo acompanhar, viu?? continua escrevendo pleease e não demora a postar o primeiro capitulo!

P.S: MEU DEUUUUS, BRIGADA LYS, eu sempre quis saber o nome desse gato da novela, o que você meteu a fazer do personagem Nathaniel, ele é muito lindo mesmo e eu não encontrava o nome do garoto, obrigada por me ter dito ^^

Muito boa sorte com a história querida, já tou esperando!
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Re: I Can't Stay (+16)

Mensagem por Lys em Seg Maio 20, 2013 2:03 pm

Jess Silver escreveu:Oiii Lys, que saudades de você menina, quanto tempo sumida hein!!
Bem eu espero que desta vez volte pra ficar!
Eu achei esse resumo da sua nova história muito interessante e prometo acompanhar, viu?? continua escrevendo pleease e não demora a postar o primeiro capitulo!

P.S: MEU DEUUUUS, BRIGADA LYS, eu sempre quis saber o nome desse gato da novela, o que você meteu a fazer do personagem Nathaniel, ele é muito lindo mesmo e eu não encontrava o nome do garoto, obrigada por me ter dito ^^

Muito boa sorte com a história querida, já tou esperando!

JEEEEEESSS! Ai, que saudade Smile
Fazia tanto tempo, né? É que ultimamente tá meio complicado de ficar na internet por causa da falta de tempo que tenho, mas vou tentar voltar a postar dia sim e dia não. Espero postar o primeiro cap hoje.
KKKKK, eu sei, ele é muito lindo, né? me lembra muito o Ian Somerhalder ideia
Espero pelo seu coment assim que possível Wink
Beeijo, saudades aqui ownn
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Re: I Can't Stay (+16)

Mensagem por Jess Silver em Seg Maio 20, 2013 2:07 pm

Lys escreveu:
Jess Silver escreveu:Oiii Lys, que saudades de você menina, quanto tempo sumida hein!!
Bem eu espero que desta vez volte pra ficar!
Eu achei esse resumo da sua nova história muito interessante e prometo acompanhar, viu?? continua escrevendo pleease e não demora a postar o primeiro capitulo!

P.S: MEU DEUUUUS, BRIGADA LYS, eu sempre quis saber o nome desse gato da novela, o que você meteu a fazer do personagem Nathaniel, ele é muito lindo mesmo e eu não encontrava o nome do garoto, obrigada por me ter dito ^^

Muito boa sorte com a história querida, já tou esperando!

JEEEEEESSS! Ai, que saudade Smile
Fazia tanto tempo, né? É que ultimamente tá meio complicado de ficar na internet por causa da falta de tempo que tenho, mas vou tentar voltar a postar dia sim e dia não. Espero postar o primeiro cap hoje.
KKKKK, eu sei, ele é muito lindo, né? me lembra muito o Ian Somerhalder ideia
Espero pelo seu coment assim que possível Wink
Beeijo, saudades aqui ownn


nem me fala do complicado que tem sido, minha escola tá chegando ao fim e é por isso que eu voltei ao fórum, porque no resto do tempo tem sido difícil também!
E quanto ao garoto e ao Ian Somerhalder, bem pode crer, ele bem que podia ser filhote ou irmão mais novo dele kkkk
qualquer dia devíamos inventar assim uma família de todos os que podiam pertencer aos Somerhalder muahahha Twisted Evil
Eu vou esperar o capitulo sim, só não sei se só poderei ler hoje ou amanhã, porque vc sabe que o horário Portugal-Brasil muda kkk
Mas ainda assim tou esperando!
beijooos
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Re: I Can't Stay (+16)

Mensagem por Lys em Seg Maio 20, 2013 10:18 pm

Jess Silver escreveu:
Lys escreveu:
Jess Silver escreveu:Oiii Lys, que saudades de você menina, quanto tempo sumida hein!!
Bem eu espero que desta vez volte pra ficar!
Eu achei esse resumo da sua nova história muito interessante e prometo acompanhar, viu?? continua escrevendo pleease e não demora a postar o primeiro capitulo!

P.S: MEU DEUUUUS, BRIGADA LYS, eu sempre quis saber o nome desse gato da novela, o que você meteu a fazer do personagem Nathaniel, ele é muito lindo mesmo e eu não encontrava o nome do garoto, obrigada por me ter dito ^^

Muito boa sorte com a história querida, já tou esperando!

JEEEEEESSS! Ai, que saudade Smile
Fazia tanto tempo, né? É que ultimamente tá meio complicado de ficar na internet por causa da falta de tempo que tenho, mas vou tentar voltar a postar dia sim e dia não. Espero postar o primeiro cap hoje.
KKKKK, eu sei, ele é muito lindo, né? me lembra muito o Ian Somerhalder ideia
Espero pelo seu coment assim que possível Wink
Beeijo, saudades aqui ownn


nem me fala do complicado que tem sido, minha escola tá chegando ao fim e é por isso que eu voltei ao fórum, porque no resto do tempo tem sido difícil também!
E quanto ao garoto e ao Ian Somerhalder, bem pode crer, ele bem que podia ser filhote ou irmão mais novo dele kkkk
qualquer dia devíamos inventar assim uma família de todos os que podiam pertencer aos Somerhalder muahahha Twisted Evil
Eu vou esperar o capitulo sim, só não sei se só poderei ler hoje ou amanhã, porque vc sabe que o horário Portugal-Brasil muda kkk
Mas ainda assim tou esperando!
beijooos

Pois é, tem sido bem complicado
Eu estou com metade do cap pronto. Se sair hoje, vai ser lá para as 00:01, kkk
Pode ler quando quiser, flor. Ainda tenho que editar e tudo.
Mas acho que talvez eu termine de escrever hoje, e poste amanhã depois do almoço
Beeijo Wink
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Re: I Can't Stay (+16)

Mensagem por Jess Silver em Qui Maio 23, 2013 3:05 am

Lys, tou esperando o início dessa história que vai ser fantástica, e já li 3 vezes as discrições das personagens todas enquanto espero, que torturaaaa xD
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Re: I Can't Stay (+16)

Mensagem por Lys em Sex Maio 24, 2013 12:07 pm

Desculpa a demora, Jess! A internet daqui estava HORRÍVEL, e não tive como postar. Por falar nisso, o capítulo ficou gigantesco, então eu tive que dividir em duas partes. Então vou logo postar a parte um enquanto termino a parte dois.
Espero que goste Smile
-----------x---------------
 
Capítulo um: Such A Lonely World
 
O dia começou como qualquer outro dia para Rachel Woodsen. Infelizmente, seus dias nunca eram bons. Ela já acordou sentindo sua cabeça dolorida. Droga. Mais uma noite mal dormida.
Talvez ela simplesmente devesse desistir de tentar dormir. Ela nunca conseguia mesmo.
Mas ela não podia. Ela gostava da sensação de fechar os olhos. Parecia que o mundo ao seu redor não existia, apenas sua imaginação. Ela definitivamente preferia viver dentro de sua própria cabeça do que num mundo tão cruel como nos dias atuais.
Rachel respirou fundo. Várias vezes. Manteve seus olhos fechados, procurando encontrar algum tipo de paz, mas não conseguiu. Ela sugou os lábios, e então finalmente os abriu.
O seu quarto já estava um pouco iluminado. Ela adorava ter cortinas. A luz do dia não lhe fazia muito bem. Ela preferia a escuridão. Definitivamente a escuridão.
Ela não era mais uma criança, ela não sentia mais medo do que tinha no escuro. Ela tinha certeza de que já tinha descoberto o que havia lá dentro. E também sentia que o escuro lhe passava mais segurança do que a claridade. Por isso ela não gostava de lâmpadas ou velas. Ela preferia a luz da noite. Ela preferia a lua.
Rachel ergueu seu corpo, tirando seu lençol de cima do corpo, e bagunçando os cabelos. Ela olhou ao redor, estranhando o fato de seu despertador ainda não ter tocado. Olhou no celular. Seis e meia da manhã.
Ela bufou, e se levantou completamente, ajeitando a blusinha azul e os shorts do Tigrão. Ela fez seu caminho até o banheiro, e se olhou no espelho, respirando fundo.
Observou cada feição de seu rosto. Seus cabelos castanhos ondulados se encaixavam perfeitamente com sua face. Seus olhos cor avelã davam vida ao seu rosto, junto com os lábios rosados. Ela parecia perfeita. Mas, no fundo, ela sabia que não era.
Ela odiava aquilo. Ela odiava o que ela via, odiava o que ela sentia quando se via. Às vezes ela se sentia como um lixo, como se não valesse nada. Era algo inevitável, e ela realmente não entendia por que se sentia assim.
E talvez fosse verdade, ela não sabia mais. Já tinha desistido de entender as coisas fazia muito tempo.
Tentando não se olhar mais no espelho, ela colocou pasta na sua escova de dente e logo, ela estava no chuveiro, lavando os cabelos e fazendo sua higiene matinal, com seu celular tocando sua música favorita de Joan Jett:
I don't give a damn 'bout my reputation
You're living in the past it's a new generation
A girl can do what she wants to do and that's
What I'm gonna do
An' I don't give a damn ' bout my bad reputation
Rachel sorriu, enquanto passava o condicionador em seu cabelo. Tinha momentos na vida dela que pareciam como um blackout, e ela não tentava mais compreendê-los. Ela apenas havia aceitado o fato de que eles existiam. Às vezes, ela até gostava daquilo.
Era bom não se lembrar de certas coisas às vezes, mesmo sendo detalhes tão pequenos e não importantes. Era como uma escuridão para ela. Conforto.
Ela tentou apressar as coisas, e logo se enrolou em sua toalha, correndo para o seu quarto. Quando chegou, deixou sua toalha cair. Logo vestiu a roupa separada para ela. Colocou sua calcinha, seu sutiã com estampas de zebra, sua calça jeans, e sua blusa azul. Deu certo trabalho, mas penteou seu cabelo, e logo em seguida, colocou suas meias pretas, para então calçar seu usual tênis Converse. Logo em seguida, sua jaqueta, e sua bolsa Prada.
Ela escutou os toques finais de Bad Reputation, cantou um pouco junto, e então desligou a música, colocando o celular dentro da bolsa. Antes de sair, se olhou um pouco mais no espelho, ajeitando seu cabelo, e então respirando fundo.
Primeiro dia de aula. Ela era a garota mais popular, capitã das líderes de torcida. Tinha que parecer perfeita... E blablabla. Ela odiava aquele tipo de picuinha.
Odiava que as pessoas a viam como uma garota fútil, quando na verdade ela não era nada disso. Honestamente, nem sabia mais porque estava naquela torcida.
E então ela se lembrou.
Sua avó.
Sua querida e amada avó. Tinha sido líder de torcida quando jovem, e sempre havia querido que Rachel fosse uma também. Rachel e sua avó sempre foram próximas, desde que Rachel havia nascido. E quando ela morreu... Rachel sentiu que deveria continuar na torcida, afinal, sua avó lhe incentivou tanto... Rachel achou que devia aquilo a ela.
E ela não odiava completamente. Como as pessoas a viam, talvez. A torcida? Não. Às vezes, ela gostava. Às vezes abominava. Era uma relação inconstante.
Tudo que ela queria era que o dia acabasse logo.
-----------x-------------
- CLAUDE, HORA DE LEVANTAR!
- Hmhm...
- Claude, você não está me ouvindo? Levanta, tá na hora de ir para escola!
- Tá bom.
- CLAUDE, LEVANTA!
- EU JÁ OUVI!
- ENTÃO POR QUE NÃO LEVANTOU?!
- EU OUVI! MINHAS PERNAS NÃO!
Podem acreditar ou não, mas aquele era o dia a dia da família Hudson. Pelo menos, para Claude. Ele esteve preso num sonho apaixonante com Jennifer Aniston naquela noite. Ele queria ter ficado ali para sempre. Mas é claro que nada durava para sempre. A voz irritante de sua irmã mais nova tinha lhe provado isso.
- Por que irmãos caçulas tem que ser tão irritantes? – Claude rosnou, se movendo na cama, e ficando de frente para irmã.
Sua irmã Carlie era o perfeito exemplo de uma roqueira rebelde. Seu cabelo loiro escuro tinha algumas mechas azuis, e outras roxas, e usava uma calça jeans rasgada, uma boina no cabelo, a maquiagem pesada, botas pretas, e uma jaqueta xadrez.
- Não sei. Eu me pergunto a mesma coisa, só que sobre você – Carlie disse, com um sorriso cínico. Claude girou os olhos. – Levanta logo esse corpo preguiçoso. Hoje é primeiro dia de aula, mamãe não nos deixaria faltar nem se estivéssemos doentes.
- Oh, eu estou doente – Claude resmungou, se sentando na cama, e estreitando os olhos para a garota. – Eu estou perto de você.
- Vai se ferrar, Claude.
- Tem como me ferrar mais ainda?
Carlie soltou um rugido, e jogou as mãos para cima, para em seguida sair do quarto, batendo a porta, e gritando um ‘EU TENTEI’.
Claude não conseguiu evitar o sorrisinho que apareceu em seu rosto. E então ele jogou seu corpo de volta à cama. Ele agarrou seu celular, e o encarou. Três mensagens não lidas. Uma de seu melhor amigo, Jake, e as outras duas eram de sua ficante, Vanessa.
A mensagem de Jake falava sobre uma festa de ‘bem vindos a escola’, tal qual ele e Jake estavam convidados. E as de Vanessa... Bem, aquelas eram mensagens que fizeram ele sorrir maliciosamente.
Ele colocou seu celular na mesinha, e caminhou até o banheiro, fechando a porta. Ele começou a retirar o calção, e se olhou no espelho.
Ele amava sua vida.
Ele ficava com as garotas mais gostosas da escola, além de claro, ter um ótimo melhor amigo, e ser o cara mais popular na escola, e, com seu dinheiro ele poderia comprar várias coisas. Poderia ir a vários lugares.
Mas às vezes, ainda parecia que faltava alguma coisa. Talvez o fato de que seu pai nunca estava em casa. Apenas a madrasta dele, Elisa, que estava sempre presente, mas seu pai? Era uma raridade. Nem sequer ligava para dizer um ‘oi’. Era como se... Ele nem existisse.
Claude sentia falta dele. Ele sentia falta de ter um pai.
Respirando fundo, Claude então sorriu para o espelho, e disse para seu reflexo:
- Pelo menos você é o cara mais gostoso do mundo, Claude Hudson.
------------x-----------------
- Bom dia, querida – disse Kayla Woodsen, beijando sua filha na testa.
Rachel fechou os olhos um pouco com o suave toque da mãe, e então sorriu para a mesma. Era realmente difícil não sorrir com a sua mãe ao redor.
- Bom dia, mãe – Rachel disse docemente, se sentando à mesa junto à sua mãe e o marido dela, Marcus Page. – Hey, Marcus.
O homem ergueu o olhar para ela, sorrindo de lado.
- Bom dia, Babe Woodsen.
Rachel riu um pouco. É, o apelido tinha pegado.
- Ivy ligou para você – disse Kayla, enquanto servia o café-da-manhã da filha. – Disse que vai ficar esperando por você na entrada. Ela estava bem animada.
- E por que não estaria? – perguntou Marcus, tomando seu café e lendo seu jornal. – É o primeiro dia de aula, no fim das contas.
Rachel olhou para baixo, enquanto dava uma mordida na sua torrada. E foi naquele momento que ela notou alguma coisa estranha.
- Onde está o John?
- No banheiro. Acordou cedo hoje.
Rachel pestanejou.
- Estranho.
Kayla riu, e murmurou:
- Pois é – e suspirou. – O que o amor não faz, certo?
Rachel apenas forçou um leve sorriso. Amor. Deus, qual foi a última vez que ela ao menos escutou aquela palavra? Parecia ser tão ausente em sua vida.
- Bom dia, pessoas – disse John Woodsen, entrando na cozinha, e agarrando uma maçã, o cheiro de seu perfume se espalhando pelo ar.
Rachel deu uma risada maliciosa.
- Se arrumou todinho para a Ivy, hm? – ela disse, cruzando as pernas casualmente.
John estreitou os olhos para ela.
- Cala a boca.
- Ih, não tá mais aqui quem falou, - Rachel disse, erguendo as mãos, e se levantando. Pegou seu prato, e o colocou na pia. Então beijou Kayla rapidamente na bochecha. – Tchau, mãe. Tchau, Marcus – ela acenou para o padrasto, que retribuiu o gesto, e então se virou para o irmão. – Você vem comigo?
John assentiu, e agarrou sua mochila. Ambos disseram ‘adeus’ para os adultos, e saíram juntos. Rachel agarrou a chave de seu carro, o abriu, e logo ela e seu irmão estavam no caminho para ir para a escola.
E o irônico é que a música que tocava na rádio naquele momento era ‘Highway To Hell’.
--------------x--------------
- E aí, cara – dizia Jake, fazendo um high-five com o amigo, Claude. – Você desapareceu nas férias de verão, nem sequer me mandou um ‘hi’ de SMS.
- Oh, desculpe, mas eu estava ocupado debaixo das saias calientes das mexicanas – disse Claude, erguendo as sobrancelhas, despreocupado. Jake riu, balançando a cabeça para os lados. O amigo nunca mudaria mesmo. – E cuidado, Wellance, isso saiu muito gay...
- Tá bom, dude – disse Jake, girando os olhos. – Você já viu se a Rachel chegou?
Claude arregalou os olhos.
- Não invoque o nome do demônio, cara.
Jake deixou uma alta risada escapar, e girou os olhos.
- Já chega, Claude – e olhou para o amigo diretamente. – Uma hora vocês dois vão ter que se dar bem. Sabem disso.
Claude ia abrir a boca para dizer algo, quando notou algo. O amigo a sua frente usava um cachecol enrolado no pescoço.
- Okay, Jake – Claude soltou um suspiro, levemente desapontado. – Por favor, me diga que, ou foi a Woodsen que causou tudo isso, ou que são picadas de abelha. Por favor.
Ele viu a face de Jake esquentar, e na hora que Jake olhou para baixo, Claude girou os olhos, respirando fundo.
- Você disse que ia parar com isso, Jake.
- Eu sei, tá legal? – Jake sussurrou. – Mas eu não consegui me conter.
- Você realmente precisar arrumar um jeito de consertar essa burrada, Jacob – disse Claude, sério. – A Woodsen não é burra. Ela vai notar essas marquinhas que você tá tentando esconder debaixo do cachecol.
Jake ergueu uma sobrancelha para ele, enquanto dizia, intrigado:
- É impressão minha, ou você acabou de defender a Rachel?
Claude soltou uma gargalhada alta.
- Impressão sua, cara. As palavras ‘eu’, ‘defender’, e ‘Rachel’ na mesma frase não tem no meu caderninho. Você sabe que eu não suporto a criatura.
--------------x-----------------
- RACHEL!
Rachel mal tinha saído de seu carro, quando foi atacada pelos braços de sua melhor amiga, Ivy Parker.
Ivy tinha olhos incrivelmente verdes, e cabelos loiros brilhosos, e a pele incrivelmente bronzeada. Os cachos em sua franja caíam sobre seu rosto, e Rachel achou aquilo incrivelmente fofo.
- Hey, Ivs... – fez Rachel, a abraçando de volta.
Na mesma hora, John saiu do carro, e logo sorriu ao ver a namorada.
- JOHN! – Ivy gritou, saltando no namorado, o abraçando fortemente, e logo os dois estavam presos num beijo apaixonado.
Rachel riu, e girou os olhos. Vá entender aqueles dois. Eram feitos um pro outro.
- Nossa, eu senti tanto a sua falta, amor – Ivy murmurou, quando John a colocou no chão, ainda com os braços ao redor do pescoço dele. – Eu realmente queria ter ficado aqui nesse verão.
Rachel olhou para ela, erguendo a sobrancelha esquerda.
- Vai dizer que não apreciou o verão em Hamptons?
Ivy estreitou os olhos para ela.
- Golpe baixo, Woodsen Girl – disse a garota, fazendo pirraça. – Agora vamos logo entrar, estou ansiosa para ver o pessoal.
- Para mim tanto faz – John suspirou, olhando carinhosamente para a namorada. – Já encontrei quem eu tanto queria ver.
- AWN! – Ivy fez, e saltou nele novamente.
Rachel se sentiu grata por tanto ela como John terem Ivy.
Ivy era daquele tipo de pessoa que não exigia muito de você, apenas precisava de um pouco mais de atenção. Ela e Ivy tinham sido amigas desde que eram crianças, até se mudaram juntas para São Francisco.
Ivy a conheciam bem. Ela não perguntava mais como Rachel estava, quando sabia que seu ‘estou bem’ não seria verdadeiro. Ela via através da máscara.
- Então, Babe Woodsen... – Ivy suspirou, colocando um braço ao redor dos ombros da amiga. – NYU?
- NYU – repetiu Rachel, sorrindo. – Tenho certeza.
- Pelo menos vamos estar juntas lá – disse Ivy, abraçando a amiga de lado.
Rachel sentiu conforto através do abraço de Ivy. Mais uma das razões de andar com a garota. Ivy lhe fazia se sentir bem, lhe fazia esquecer que o mundo afora era uma droga.
Ivy fazia valer a pena levantar da cama e procurar por algo pra fazer. Naquele momento, Ivy era sua única razão de continuar ali.
Porque Rachel, honestamente, não se imaginava num mundo onde não pudesse ter sua melhor amiga.
- Eu te amo, Rachel Woodsen, você sabe disso – disse Ivy, mexendo no cabelo castanho da amiga.
Rachel sorriu contra o ombro dela.
- Também te amo, Ivy Parker.
E com isso, ela, Ivy, e John entraram na escola.
-------------x--------------
- Carlie, finalmente apareceu – disse Jake, dando um rápido abraço na irmã de Claude. – Como foram suas férias?
- Foram até boas – disse Carlie, dando um leve suspiro, e os três começaram a andar em direção ao pátio.
- Namorou muito? – perguntou Jake, prestando atenção na conversa, enquanto Claude flertava com as meninas que passavam.
Carlie soltou uma risada irônica, e disse:
- O que você acha, Wellance?
- Eu já falei que ela tem que aprender a se divertir mais – disse Claude, com uma ruga de tédio na testa. – Ela passou o tempo todo comendo sorvete, enquanto declarava amor eterno à Alexia Lopez.
Carlie não respondeu, apenas olhou para baixo.
- Carlie, desculpa, mas dessa vez eu vou ter que concordar com o Claude – disse Jake, olhando para a garota. – Você gosta da garota desde que entramos nessa escola, e ela nunca nem sequer olhou para você.
- Não é como se fosse fácil – lamentou-se Carlie. – Um dia vocês vão saber o que eu estou passando. Um dia você, Jake, vai sofrer muito por causa da Rachel, e você, Claude, vai finalmente encontrar a garota certa, e vai se estabelecer.
- Vira essa boca para lá, macumbeira – disse Claude, com os olhos arregalados, fazendo com que Jake e Carlie rissem. Os três permaneceram rindo, até que Claude olhou para frente, e seu sorriso desapareceu. – Oh, não. Por que eu fui falar em macumba?
Jake e Carlie seguiram o olhar dele, e viram Rachel Woodsen caminhando em toda sua glória com Ivy e John ao seu lado.
Jake logo deu um enorme sorriso ao ver a namorada.
No momento em que chegou perto do namorado, Rachel tentou esconder o leve desconforto, e forçou um sorriso, se rendendo ao abraço de Jake, e lhe beijando levemente.
- Oi – ela disse, encarando a face dele.
- Fiquei esperando que me ligasse nas férias – ele disse, colando a testa na dela. – Senti saudades.
Rachel pestanejou.
- Eu também – ela o beijou na bochecha rapidamente, e se arrepiou um pouco quando sentiu os dedos dele se entrelaçando aos dela.
No momento que Rachel se virou, seu leve sorriso desapareceu. A cara dela se tornou amarga, e ela soltou um suspiro irritado quando viu Claude Hudson a sua frente.
- Rachel, querida... – Claude disse, se aproximando, o sorriso malvado nos lábios. – Há quanto tempo...
- Que por mim, poderia ter sido mais prolongado – ela disse, cruzando os braços.
Os outros riram, e Carlie e Ivy compartilharam um olhar significativo.
- Rachel, Rachel... – Claude fez uma cara falsamente decepcionada. – Sempre a rainha do gelo. Quando vai mudar?
- No mesmo dia que você trocar de personalidade. E talvez de rosto. – disse ela, piscando o olho esquerdo, e se esticando para abraçar Carlie, que ria.
Claude girou seus olhos, e suspirou, porém sem perder o sorriso sarcástico. Rachel então conversou um pouco com Carlie sobre Linkin Park, e então se agarrou em Jake novamente. Claude falou com John, e com Ivy, e então Carlie logo resolveu que era sua hora de ir, já que suas aulas eram diferentes das deles.
- Eu vou indo, tenho Inglês – e olhou para John. – Você vem também?
John abriu a boca, hesitante, e olhou para a outra bela loira em seus braços, que fazia uma carinha dolorosa, naqueles olhos azuis que imploravam que ele ficasse.
- Pode ir à frente. Eu vou já. – John suspirou.
Carlie riu, e girou os olhos, agarrando seu material, e saindo de lá.
--------x------------
Carlie andava pelos corredores, normalmente, falando com algumas pessoas em seu caminho para a sala. Foi quando ela sentiu aquela normal sensação no seu peito, de algo se aquecendo, e quando engoliu em seco, ela a viu.
Alexia Lopez andava com algumas garotas ao redor dela, rindo, e jogando seu belo cabelo negro para o lado, e exibindo suas belas pernas torneadas graças à saia que usava.
O olhar de Alexia se encontrou com o de Carlie, enquanto Carlie andava por perto, o que fez com que a bela morena sorrisse, como se dissesse ‘oi’, e aquilo foi o suficiente para que Carlie tropeçasse e deixasse cair todo seu material.
Carlie logo sentiu suas bochechas esquentando fortemente, enquanto escutava a risada das outras meninas. E logo ela sentiu uma sombra em sua frente, e uma mão que a ajudava a pegar os livros espalhados no chão. Carlie olhou para cima, e engoliu em seco ao sentir e ver Alexia tão perto.
- Olá, Carlie – disse Alexia, ajudando-a. Então ela viu o livro ‘Anjos e Demônios’. – Uau, eu não sabia que você tinha um lado negro.
- Todo mundo tem, né? – Carlie disse, rindo baixinho, mas completamente vermelha.
- É, acho que sim – ela disse, se levantando, e ajudando a loira. Carlie logo sentiu seu corpo se arrepiar e se tremer apenas com o toque suave de Alexia. – Então... – Alexia suspirou. – Indo para o ginásio?
Carlie fez uma cara curiosa.
- Hã?
Sério? Hã? Não tinha uma coisa mais inteligente para ela falar?!
- Não vai ter aula no primeiro horário. Vai ter uma reunião no ginásio – Alexia explicou.
- Oh. – O que havia de errado com ela? Por que ela não conseguia formular uma frase completa quando a morena estava por perto? Que tipo de animal ela era?!
Alexia sorriu simpaticamente para ela, e suspirou.
- Então... – ela acenou, e tomou três passos para trás. – Te vejo lá.
- É-é... É. – foi tudo que Carlie falou, pestanejando inúmeras vezes, e forçando um sorriso, e acenando.
Alexia riu um pouco, e acenou, para em seguida sair, sendo seguida pelas outras garotas.
O sorriso de Carlie foi desaparecendo, e ela deixou sua mão cair, olhando desanimadamente para o armário. Por que ela tinha que sempre parecer uma retardada na frente de Alexia Lopez? Por quê?
- A vida não é justa – foi tudo que Carlie foi capaz de concluir.
-------------x-----------------
Enquanto entravam no ginásio, todos caminhavam para achar algum lugar nas arquibancadas. Rachel entrou abraçada com Jake, e Ivy do mesmo jeito, só que esta estava com John. Claude vinha conversando com uma das líderes de torcida descaradamente, e caminhava pelas arquibancadas quase devorando a menina.
Rachel rolou os olhos quando viu Claude erguendo as sobrancelhas para a menina como se dissesse ‘na minha casa ou na sua?’. Meninos... Vá entendê-los...
- Hey, vamos – Jake estava começando a puxá-la na direção da arquibancada onde os mais ‘populares’ sentavam, mas a voz de general de Ivy os parou.
- Nada disso, rapazes – Ivy falou, colocando as mãos na cintura. – Rachel e eu vamos sentar no nosso lugar especial com o pessoal da torcida. Temos o resto do dia para ficar juntos, mas agora, ela é minha.
Rachel riu um pouco, enquanto John e Jake respiravam fundo.
- Relaxa, John – Ivy o beijou na bochecha. – É praticamente do lado de onde vocês ficam.
John girou os olhos, e beijou Ivy rapidamente, lhe murmurando palavras dóceis, e se dirigindo até as arquibancadas.
- Okay – Jake murmurou, se inclinando, soltando a mão de Rachel, e a beijando novamente nos lábios. – Te amo.
Rachel apenas sorriu, e o observou indo em direção aos outros.
- E lá vamos nós de novo – Ivy falou, acordando-a de seus pensamentos.
Rachel se virou para ela.
- O que?
- Não se faça de boba, Rach – disse Ivy, puxando-a em direção ao lugar onde elas sempre se sentavam no ginásio, numa arquibancada quase vazia. As duas se sentaram, e Ivy continuou. – Jake está sempre dizendo que te ama e tudo mais, e sempre que ele te diz isso, tudo que você faz é sorrir.
- O que devo fazer? – Rachel ironizou. – Chorar?
Ivy girou os olhos.
- Não é hora pra bancar a sarcástica, Woodsen – Ivy disse séria. – Se você não sente o mesmo pelo Jake, você deveria dizer pra ele.
- Mas... – Rachel sentiu sua garganta se fechando. – Eu não sei como me sinto.
- Uma hora vai ter que decidir – Ivy suspirou, e em seguida encarou Jake, sacudindo sua cabeça negativamente. – Se bem que talvez ele nem mereça seus sentimentos.
Rachel franziu o cenho.
- O que quer dizer com isso?
Ivy respirou fundo.
- Você não é burra, Rachel – e olhou para amiga. – Sei que não acredita nas desculpas do Jake para estar usando aquele cachecol.
E lá estava aquele assunto de novo. Talvez fosse a vigésima oitava vez que ele era abordado.
- Eu confio no Jake, Ivy – Rachel falou, olhando para baixo.
- Sei que confia. Mas até confiança tem seus limites. Uma hora, para de ser confiança, e se torna negação – Ivy suspirou. – Não vale a pena continuar insistindo em algo que continua lhe machucando, Rachel.
- Eu não estou machucada. – Rachel disse, sinceramente. Dor era um sentimento que já fazia parte dela. Não tinha mais como algo lhe machucar.
- Disso eu sei. Você nem sequer deixa alguém se aproximar o suficiente de você para te machucar, Rach – Ivy falou, fazendo Rachel encarar o chão novamente. – E se não sente nada em relação a essa suposição, que sabemos que é verdade, então eu estou certa, e você não gosta tanto do Jake como diz.
Rachel suspirou fundo.
- Vamos esquecer esse assunto, por favor – ela pediu, passando a mão pelo rosto e os cabelos, bagunçando-os. – O diretor Keller vai começar a falar.
- Hm – disse Ivy. – Vamos parar sim, mas por hora. Enquanto você não for sincera consigo mesma, o assunto não vai acabar.
Tudo que Rachel fez foi girar os olhos.
Finalmente estava todo mundo no ginásio, todos sentados ao lado de cada amigo seu, conversando, rindo, todos animados no primeiro dia de aula.
E então, o diretor Patrick Keller subiu no palquinho que tinha no meio da quadra, fazendo todos se calarem, e começou a falar:
- Bom dia, alunos. Sejam todos bem-vindos ao Jackson William High School. Estamos todos felizes que alguns tenham continuado aqui. É uma honra para nós professores que estejam aqui, e agora nós vamos ditar as regras que são...
Imediatamente, a porta do ginásio se abriu, e bateu com força na parede. Todo mundo se virou para lá, e viram Carlie Hudson. O olhar dela era assustado e envergonhado ao mesmo tempo.
O ginásio todo estava em silêncio, enquanto ela caminhava pras arquibancadas, com o rosto completamente vermelho. Enquanto subia, teve uma parte que ela tropeçou, e quase caía, se um menino não tivesse segurado-a, fazendo com que ela caísse no colo dele.
Carlie se esqueceu do mundo inteiro, e da voz do diretor, que havia voltado a falar. Nada mais importava, apenas aqueles braços fortes a segurando, e aqueles olhos que eram tão azuis quando o oceano, a observando.
- Deveria ter mais cuidado, sabe? – o rapaz comentou. – Essas arquibancadas parecem ser cruéis...
Carlie deu um sorriso envergonhado, e disse, enquanto voltava pro seu caminho:
- Vou tentar me lembrar disso na próxima vez...
E voltou a subir. Ela não pode evitar olhar para atrás algumas vezes.
Quem era aquele garoto? Ela não se lembrava de tê-lo visto na escola antes.
- Perfeito. Gostoso. Olhos azuis. Dou meu apoio total – disse Ivy, no momento que Carlie se sentou com ela e Rachel, lhe dando tapinhas no braço.
- Deixa a menina, Ivy – falou Rachel, achando graça da situação.
- Quem era aquele garoto? – Carlie perguntou, enquanto cruzava as pernas, e pousava sua mochila na arquibancada.
- Nathaniel Jonas McCartney – disse Vanessa Check, se sentando com elas, e com o ar de fofoca nos olhos. – Acabou de ser transferido para cá. Aparentemente, ninguém consegue resistir àqueles olhos azuis.
Rachel olhou para ela, interrogativamente.
- Desculpe, Vanessa, mas, normalmente, neste momento você não estaria se agarrando com o Hudson por aí? – Rachel perguntou, realmente surpresa.
Vanessa riu.
- Não foi por falta de tentativas – a líder de torcida disse. – Na verdade, apenas vim aqui para perguntar se hoje vai ter treino.
- Não sei – Rachel disse, inclinando a cabeça para o lado. – Acho melhor deixar para amanhã mesmo. Afinal, hoje nós temos uma festa para ir, e tudo mais.
- É mesmo – Vanessa concordou. E então, apoiou a cabeça entre as mãos, que se apoiavam em seus joelhos, a curiosidade brilhando em seus olhos. – Então... Qual as novidades?
--------------x-----------------
Depois de aulas gigantescas, e discursos enormes de professores, os alunos finalmente foram liberados. E naquele momento, Jake e Rachel estavam trancados numa das salas de aulas, se beijando profundamente.
Rachel estava sentada na mesa, e Jake entre suas pernas, e os dois estavam presos num beijo luxuoso, e mesmo assim, Rachel ainda não estava se sentindo confortável com a situação.
Não que Jake beijasse mal, pelo contrário, o garoto deveria ganhar um prêmio por beijar tão bem, só que Rachel não conseguia evitar se sentir distante quando quer que estivesse com ele.
De certa forma, era quase como se faltasse algo na relação dela com Jake. Só uma coisa. E ela sabia que se tivessem aquilo, então tudo seria perfeito para eles. Flores e arco-íris. Mas eles não tinham.
E às vezes... Ela tinha quase certeza que era paixão.
Se lembrava de quando tinha beijado Jake pela primeira vez. Ela nem sequer era uma expert no quesito de beijar alguém ainda. Mas tinha sido tão bom. Aquela sensação de ficar com alguém que você tinha uma grande paixão por. Aquele friozinho na barriga. E ela não sentia mais nada aquilo com ele.
Não desde que sua avó tinha morrido.
Às vezes Rachel se sentia incrivelmente como Elena Gilbert, em The Vampire Diaries. Claro, ela não tinha dois vampiros gloriosos aos seus pés, ou alguém morria em sua cidade todo dia. Porém, desde que sua avó tinha morrido, sua vida tinha mudado tanto. Coisas que faziam sentido, como sua relação com Jake, foram perdendo o sentido, e se tornando algo completamente diferente.
No dia em que Mariah Woodsen anunciou para todos que tinha câncer, a vida de Rachel mudou tragicamente. Sua alegria tinha morrido. Não era mais a mesma. E por isso, às vezes, Rachel se sentia meio bizarra. Desde que sua avó tinha morrido, Rachel ia visita-la no cemitério, e às vezes se sentava de frente à seu túmulo, e começava a conversar com ela. Rachel gostava de fazer aquilo. De certa forma, era quase como se a avó dela estivesse lá com ela.
- Rachel? Rachel, estou te chamando há tempos, está me ouvindo?
Rachel despertou quando ouviu a voz de Jake, e logo encarou os olhos do namorado, que a olhava interrogativamente.
- Hm? – foi tudo que ela perguntou.
- Eu que pergunto – ele disse, estranhamente. – Eu estava te beijando, e de repente, você ficou toda tensa, e parecia que estava com a cabeça bem longe daqui. O que foi?
Rachel passou um bom tempo o encarando. Ela umedeceu os lábios, e o observou de cima para baixo.
- Por que está usando o cachecol, Jake? – ela perguntou. Desta vez, não havia toque de riso e preocupação em sua voz. Apenas uma voz séria, que demonstrava não querer nada além da verdade.
Ela viu Jake ficar tenso. Ela sentiu o corpo dele todo retesar. Ele nem precisou dizer nada, ela simplesmente soube.
Ela então ergueu suas mãos para o nó do cachecol dele, o desfazendo, e deixando o cachecol cair. Marcas roxas. Na maior parte do pescoço dele.
- Sabe como é... – ele disse, nervoso, dando um sorriso amarelo. – As abelhas de Los Angeles são cruéis...
Rachel não disse nada. Ela apenas aceitou a verdade. Aquilo não eram picadas de abelhas. Estavam longes de ao menos parecer.
Ela sacudiu a cabeça, e o afastou, pulando da mesa, e agarrando sua jaqueta.
- Tenho que ir.
- Vamos lá, Rach – Jake a parou com o braço. – Não está brava comigo, não é?
- Não estou. Só quero ir.
- Rachel...
- Jake, eu não quero discutir. Será que você pode me soltar?
Os dois ficaram se encarando. Rachel tinha um olhar sério em seus olhos cor avelã. Ninguém nunca havia visto aquele olhar antes, com exceção de Ivy e John. Jake então respirou fundo, e soltou o braço dela, uma expressão fria e amarga em seu rosto.
- Tanto faz – ele disse, agarrando sua camiseta, e a colocando de volta, para em seguida pegar sua mochila, e dizer olhando nos olhos de Rachel. – Não é algo que eu não possa achar em outro lugar.
E com isso ele saiu.
Rachel ficou parada lá. Ela respirou fundo, e fechou os olhos. Aquilo era realmente a última coisa que ela precisava no momento.
Ela cruzou os braços, e em seguida encarou o teto.
- O que eu estou fazendo, Jesus? – ela suspirou.
--------------x-------------------
Claude estava sentado na arquibancada, conversando com Vanessa, e mais duas líderes de torcida, quando viu Jake atravessar as portas do ginásio furiosamente, andando até a direção dele. Quando ele viu o olhar nos olhos de Jake, logo presumiu que algo estivesse errado.
- O que foi? – Claude perguntou, fazendo uma cara intrigada.
- Rachel. Meio que brigamos – Jake suspirou, e em seguida sorriu maliciosamente para Theresa, uma das líderes de torcida. – Hey, Theresa.
A garota também sorriu para ele, maliciosamente.
Claude logo soube onde aquilo ia dar.
- Jake... Você não vai fazer isso de novo, vai? – Claude perguntou, desapontado.
- Tanto faz. Estou com raiva. – Jake deu de ombros. – Rachel decidiu dar uma de difícil comigo hoje.
Claude não disse nada. Ele apenas continuou observando o amigo. Jake logo engatou uma conversa flertativa com Theresa. Não precisou nem prever qual seria o próximo movimento de seu amigo. Na mesma hora, Theresa se levantou e começou a caminhar com Jake.
- Jake, sério – Claude parou o amigo, se levantando. – Isso não é algo que você faz.
- E isso não é algo da sua conta, Claude – disse Jake, a voz fria, para em seguida sair com Theresa.
Claude respirou fundo, e se sentou novamente na arquibancada, sentindo os olhos de Vanessa em cima dele.
- Okay, o que foi isso? – Vanessa perguntou, enquanto a outra líder de torcida abaixo deles se levantava e ia embora, ao perceber que estava sobrando, e que o assunto era mais sério do que ela pensava.
- O que o Jake está fazendo não é certo – disse Claude, frustrado. – Ele não pode ficar com outra garota toda vez que ele e a Rachel brigarem.
- Bem, eu adoro a Rachel, mas... – Vanessa se mexeu desconfortavelmente em seu lugar, olhando de forma tímida para ele. – Não é exatamente a primeira vez que o Jake faz isso, certo?
Claude suspirou.
- Mesmo assim – e olhou para o lado. – Sei que não sou a pessoa certa para falar sobre certo e errado, mas desde que a avó do John e da Rachel morreu, Jake vem estado estranho. Ele diz que a culpa é da Rachel, mas eu acredito que ela não força ele a ficar com todas essas garotas, não é? Não acho que ela mereça isso.
Vanessa parecia ter sido pegada por essas palavras. Ela ficou encarando Claude, em choque, como se ele não tivesse percebido o que ele mesmo tinha dito. Ele praticamente disse em voz alta que estava preocupado com Rachel. Rachel Woodsen. A garota com quem ele tinha implicado desde que ela tinha posto os pés naquela escola.
- Uau – foi tudo que ela disse.
Ele ergueu a sobrancelha para ela.
- O quê?
Ela deu uma risada estranha.
- Por um momento pareceu que você está preocupado com a Rachel.
Claude sentiu seu corpo ficando tenso, e olhou diretamente para Vanessa. Não. Ele não tinha ouvido aquilo.
- Eu poderia me importar menos com ela – ele disse, com a cara de tédio. – Só não quero que, quando eles terminarem de vez, meu amigo fique com fama de traidor.
Vanessa apenas ergueu as mãos, e disse:
- Okay, não está mais aqui quem falou. Foi só uma impressão.
Claude sorriu para ela.
- Impressão idiota. Agora venha cá – e a puxou para um beijo.
---------------x-------------------
Finalmente, tinha tocado para que todos fossem para suas casas. John decidiu ficar um pouco com Ivy, então Rachel aproveitou que estava sozinha, e resolveu dar uma passada no cemitério, para visitar sua avó. Dirigiu apenas alguns quilômetros, e logo ela estava lá. A situação parecia familiar para ela. Fazia pouco tempo da última vez que tinha ido lá, mas ainda não parecia o suficiente.
Quando saiu de seu carro, o trancou, e entrou no cemitério. Passou por alguns túmulos conhecidos, outros que ela nunca nem tinha visto, e finalmente achou o túmulo de sua avó.
MARIAH LOUISE COOPER
AMADA MÃE, IRMÃ, E ESPOSA
1958-2012
Rachel respirou fundo, e então sorriu.
- Hey, vovó – Ela disse, enquanto se inclinava em frente ao túmulo de sua avó, recostando suas costas na árvore próxima. – Sei que faz pouco tempo que vim aqui, mas... Eu só...
Sua avó era a pessoa mais especial de toda sua vida. As duas tinham sido muito próximas quando Rachel era pequena. Rachel ainda se lembrava das poucas e boas que passou ao lado da avó. Eles todos tinham sido felizes. Porém, quando Mariah avisou que tinha câncer, foi o fim daquela felicidade. Rachel nunca mais tinha sido a mesma. Três meses depois, ela não resistiu, e faleceu. Decidiu que a morte era a melhor opção.
Rachel respirou fundo, e lutou contra as lágrimas que vieram aos seus olhos, enquanto terminava sua frase, com os lábios trêmulos:
-... Eu só senti sua falta.
Por um momento, foi quase como se sua avó realmente estivesse lá com ela. Quase como se pudesse ouvi-la, e Rachel quase pode sentir os dedos de sua avó apertando levemente seu ombro, numa forma de conforto. Palavras nunca foram realmente necessárias entre elas. Elas se entendiam, tinham uma enorme conexão.
E agora, mesmo depois de seu falecimento, ela e Rachel ainda pareciam conectadas, de certa forma.
- Sei que prometi que ia tentar seguir em frente, e ser feliz com Jake, mas ele não está ajudando muito no momento – Rachel continuou, colocando uma mecha de cabelo por trás da orelha, e olhando para cima, na intenção de deter suas lágrimas. – A vida não é fácil sem você, vovó. – e olhou para baixo, mordendo seu lábio. E deu um leve sorriso ao se lembrar de algo. – Mas eu compus algo para você...
E abriu sua bolsa, retirando um caderno pequeno de lá. Assim que o abriu em uma página, ela começou a murmurar:
- Garota solitária, perdida sem direção – e olhou para o túmulo da avó, finalmente deixando uma lágrima cair. – Procurando pelo pedaço que falta em seu coração.
Rachel chegou a imaginar a cena. Sua avó sempre gostou que Rachel fosse uma escritora de músicas. Lhe dava incentivo, lhe dava força. Exatamente tudo que Rachel precisava.
- É só um trecho, mas já é um começo – e respirou fundo. – A verdade é que essa é a primeira coisa que compus desde que você morreu. Acho que uma parte de mim morreu também.
Na mesma hora, ela escutou seu telefone tocando. Ela suspirou, e já imaginando quem era, lentamente pegou seu celular, e olhou a tela. Na mosca.
Jake.
Ela, hesitantemente, atendeu, e foi logo falando:
- O que foi?
- Escute, eu... – ela o escutou pigarrear. – Eu liguei para pedir desculpas. Eu não devia ter agido daquele jeito.
- Tanto faz – Rachel disse, mordendo seu lábio.
- É só, que, droga, Rach, você vem me tratando estranho desde o fim do ano passado. Eu sei que a partida da sua avó mexeu com você – Rachel teve que segurar o gemido de surpresa que veio em sua garganta. – Não quero ser insensível, mas isso aconteceu no fim de 2012. Nós já estamos em setembro de 2013. Talvez isso me faça um cara ruim, e insensível, mas... Eu sinto falta da minha namorada.
Rachel continuou calada. Ela sentiu que Jake precisava falar tudo aquilo, então ela permitiu. Apenas escutou, enquanto a caneta entre seus dedos fazia parecer que ela segurava um cigarro. Ela encarou a página em branco de seu caderninho e ficou pensando nas palavras de Jake. Talvez ela pudesse chamar assim seu novo ‘álbum’.
E então ela escreveu as pequenas palavras: ‘Novembro, 2012’.
- Rachel?
- Hm?
- Só... Diga que está tudo bem, que vamos ficar bem, e que quando nos virmos hoje de noite na festa, vai tudo estar do mesmo jeito. Só diga que está tudo bem.
Rachel suspirou. Mordeu a tampa da caneta, incerta do que deveria dizer. Mais fingimento? Sim, completamente o que ela precisava (só que não). Mas outra parte sua queria acreditar que Jake não merecia que ela o tratasse com toda essa frieza e distância.
- Tudo bem – foi tudo que ela disse, forçando um sorriso.
Ela escutou o suspiro aliviado que ele deu, junto de uma leve risada.
- Te vejo mais tarde, te amo.
E desligou.
E no mesmo minuto, abaixo das primeiras palavras escritas, Rachel escreveu:
Não está nada bem.


Última edição por Lys em Ter Jan 28, 2014 7:25 pm, editado 2 vez(es)
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Re: I Can't Stay (+16)

Mensagem por Jess Silver em Sab Maio 25, 2013 7:31 am

[color=darkred][b]Bem Lys, mil desculpas pela demora pra vir ler e comentar, mas fiquei sem net durante uma noite inteira, então pronto… mas aqui estou eu, pronta pra embarcar nessa história que promete ser fantástica!
Então começando… tadinha da garota, acorda logo com dor de cabeça? #bem-vinda-ao-meu-mundo-querida! No

Ela parece muito triste logo ao acordar, Lys… ninguém diria, pra uma garota popular como ela é, que se sentisse logo assim e até mesmo preferisse a escuridão! Mas vamos ver, pode ser que muitas coisas aconteçam entretanto!
AAAhhhh, “Bad Reputation”! cheers eu comecei cantando aqui quando li hahahah, muito boa escolha!
Aaah já entendi tudo. A menina perdeu a pessoa de quem mais gostava, e é sempre complicado quando os nossos parentes nos incentivam a fazer algo, a prosseguir um sonho que é mais deles do que nosso mesmo, e depois eles morrem e como a gente encontra coragem pra continuar? Crying or Very sad É difícil mesmo, e agora já percebi o porquê de a Rachel se sentir mal e bem ao mesmo tempo com o assunto da torcida… mas espero que ela encontre alegria no que faz e não se sinta mal durante mais tempo!

“EU OUVI, MINHAS PERNAS NÃO!” ai o que eu ri aqui hahahahah Laughing
Eiii, a Carlie é mesmo roqueira, não parecia tanto pela imagem que colocou na introdução, mas agora pela descrição do Claude se nota melhor hahah
Gostei do diálogo dos irmãos, foi tão normal e tão humano, todos os irmãos têm dessas conversas, mas dá logo pra ver, quando Claude sorriu depois da Carlie sair, o quanto ele gosta da irmã.
E as mensagens da “ficante”, haahhaha mente perversa essa dele, hein?? Twisted Evil
“Pelo menos você é o cara mais gostoso do mundo, Claude Hudson” boa solução que ele arranjou pra seus problemas familiares hahahaha

Gostei do pequeno-almoço em família na casa dos Woodsen, porque depois de vermos como era a realidade na casa do Claude, essa família da Rachel parece tão normal né?
E eles ouvem “Highway to Hell”! acho que nenhuma outra música seria mais apropriada ali
Poxa Lys, você tem muito bom gosto na escolha das músicas, hein? fato Acho que vou precisar da sua ajuda na minha fic, já que todos os capítulos têm musicas também kkkkk

Mais uma relação bem iniciada, essa do Claude e do Jake. Eles parecem tão normais como amigos de liceu, conversas habituais de garotos… mas o que é que o Jake tá escondendo com o cachecol? scratch Não percebi bem se seriam beijos de outras garotas ou algo diferente… e agora fiquei curiosa, você tem de explicar logo do que se trata viu?
ahahahhaha o Claude não vai nunca defender a Rachel, não não, espera só pra se apaixonar por ela hahahah aí vai ver que entra logo o “defender no caderninho” rsrsrrsrsrsr ideia

A Ivy parece mesmo uma garota adorável, e ela e o John ficam muito fofos juntos! Que bom que a Rachel pode contar com uma amiga assim, e que até vai junta pra universidade com ela! ownn

Uiii, o ambiente entre o Claude e a Rachel é demais hahha, eles sempre se picando, que amorosos! Desculpa Lys, eu sei que devia estar torcendo pra tudo dar certo entre o Jake e a Rachel, mas como já sei que vai ser o Claude a roubar o coração da menina, então sou oficialmente Team Claude, ainda por cima ele é gostoso e divertido kkkkk ownn

Aiiii tadinha da Carlie, o amor faz mesmo dessas coisas nas pessoas, parecer retardadas em frente daqueles por quem estamos apaixonados! (falando aqui por experiencia própria), mas a Alexia parece ser uma garota prestável e querida mesmo, porque as suas amigas ficaram gozando da Carlie e ela foi lá pra ajudar e foi toda amorosa com a menina… espero que elas fiquem juntas também, seria o primeiro casal lésbico que eu apoiaria rsrsrsrrs mas elas são fofas mesmo!

Discurso de diretor de escola? Sério, nada mais chato, mas não foi assim tanto por causa da interação entre todos os personagens, que foi bem bacana 

Ahh agora entendi o que o Jake tinha no pescoço, que maldade. Eu não suporto garotos traidores, e agora ainda sou mais do Team do Claude!
Eu também achava a Rachel parecida com a Elena, mas ainda não tinha dito nada, só que pronto, a menina acabou por se comparar diretamente a ela, então…. Kkkkkkkk

Aaaaaai esse Claude é bem fofo, tentando defender a honra da Rachel, mesmo que não queira admitir que se preocupa com ela, a verdade é que preocupa! Mas o Jake foi muito cabrão, não gostei nada, logo pegando uma menina e indo, enfim

Que triste a Rachel no cemitério visitando sua vovó… ela sente mesmo falta dela, tadinha…
AAAAI EU NÃO ACREDITO QUE ELA AINDA DÁ CONVERSA AO JAKE! chocado Sério Lys, a garota é mesmo masoquista, e ainda aceita ir na festa com ele? Não, isso não tá bem, ela vai se ferrar ainda mais e depois quero ver como é! Evil or Very Mad

E cheguei no fim, hein! Esse primeiro capitulo tá ótimo amor, um pouquinho longo mas ótimo, não perdi o interesse até ao fim e fiquei sempre querendo mais! você tem uma escrita perfeita, uma linguagem fácil, bem do jeito que eu gosto, e fiquei ansiosa pra saber o que vai acontecer de seguida, então não demora pra postar, tah?
E dsculpa pelo comment gigantesco, mas eu sempre me entusiasmo a comentar kkkkk[/b][/color]
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Re: I Can't Stay (+16)

Mensagem por Lys em Sab Maio 25, 2013 11:45 am

Jess Silver escreveu:Bem Lys, mil desculpas pela demora pra vir ler e comentar, mas fiquei sem net durante uma noite inteira, então pronto… mas aqui estou eu, pronta pra embarcar nessa história que promete ser fantástica!
Então começando… tadinha da garota, acorda logo com dor de cabeça? #bem-vinda-ao-meu-mundo-querida! No

Ela parece muito triste logo ao acordar, Lys… ninguém diria, pra uma garota popular como ela é, que se sentisse logo assim e até mesmo preferisse a escuridão! Mas vamos ver, pode ser que muitas coisas aconteçam entretanto!
AAAhhhh, “Bad Reputation”! cheers eu comecei cantando aqui quando li hahahah, muito boa escolha!
Aaah já entendi tudo. A menina perdeu a pessoa de quem mais gostava, e é sempre complicado quando os nossos parentes nos incentivam a fazer algo, a prosseguir um sonho que é mais deles do que nosso mesmo, e depois eles morrem e como a gente encontra coragem pra continuar? Crying or Very sad É difícil mesmo, e agora já percebi o porquê de a Rachel se sentir mal e bem ao mesmo tempo com o assunto da torcida… mas espero que ela encontre alegria no que faz e não se sinta mal durante mais tempo!

“EU OUVI, MINHAS PERNAS NÃO!” ai o que eu ri aqui hahahahah Laughing
Eiii, a Carlie é mesmo roqueira, não parecia tanto pela imagem que colocou na introdução, mas agora pela descrição do Claude se nota melhor hahah
Gostei do diálogo dos irmãos, foi tão normal e tão humano, todos os irmãos têm dessas conversas, mas dá logo pra ver, quando Claude sorriu depois da Carlie sair, o quanto ele gosta da irmã.
E as mensagens da “ficante”, haahhaha mente perversa essa dele, hein?? Twisted Evil
“Pelo menos você é o cara mais gostoso do mundo, Claude Hudson” boa solução que ele arranjou pra seus problemas familiares hahahaha

Gostei do pequeno-almoço em família na casa dos Woodsen, porque depois de vermos como era a realidade na casa do Claude, essa família da Rachel parece tão normal né?
E eles ouvem “Highway to Hell”! acho que nenhuma outra música seria mais apropriada ali
Poxa Lys, você tem muito bom gosto na escolha das músicas, hein? fato Acho que vou precisar da sua ajuda na minha fic, já que todos os capítulos têm musicas também kkkkk

Mais uma relação bem iniciada, essa do Claude e do Jake. Eles parecem tão normais como amigos de liceu, conversas habituais de garotos… mas o que é que o Jake tá escondendo com o cachecol? scratch Não percebi bem se seriam beijos de outras garotas ou algo diferente… e agora fiquei curiosa, você tem de explicar logo do que se trata viu?
ahahahhaha o Claude não vai nunca defender a Rachel, não não, espera só pra se apaixonar por ela hahahah aí vai ver que entra logo o “defender no caderninho” rsrsrrsrsrsr ideia

A Ivy parece mesmo uma garota adorável, e ela e o John ficam muito fofos juntos! Que bom que a Rachel pode contar com uma amiga assim, e que até vai junta pra universidade com ela! ownn

Uiii, o ambiente entre o Claude e a Rachel é demais hahha, eles sempre se picando, que amorosos! Desculpa Lys, eu sei que devia estar torcendo pra tudo dar certo entre o Jake e a Rachel, mas como já sei que vai ser o Claude a roubar o coração da menina, então sou oficialmente Team Claude, ainda por cima ele é gostoso e divertido kkkkk ownn

Aiiii tadinha da Carlie, o amor faz mesmo dessas coisas nas pessoas, parecer retardadas em frente daqueles por quem estamos apaixonados! (falando aqui por experiencia própria), mas a Alexia parece ser uma garota prestável e querida mesmo, porque as suas amigas ficaram gozando da Carlie e ela foi lá pra ajudar e foi toda amorosa com a menina… espero que elas fiquem juntas também, seria o primeiro casal lésbico que eu apoiaria rsrsrsrrs mas elas são fofas mesmo!

Discurso de diretor de escola? Sério, nada mais chato, mas não foi assim tanto por causa da interação entre todos os personagens, que foi bem bacana 

Ahh agora entendi o que o Jake tinha no pescoço, que maldade. Eu não suporto garotos traidores, e agora ainda sou mais do Team do Claude!
Eu também achava a Rachel parecida com a Elena, mas ainda não tinha dito nada, só que pronto, a menina acabou por se comparar diretamente a ela, então…. Kkkkkkkk

Aaaaaai esse Claude é bem fofo, tentando defender a honra da Rachel, mesmo que não queira admitir que se preocupa com ela, a verdade é que preocupa! Mas o Jake foi muito cabrão, não gostei nada, logo pegando uma menina e indo, enfim

Que triste a Rachel no cemitério visitando sua vovó… ela sente mesmo falta dela, tadinha…
AAAAI EU NÃO ACREDITO QUE ELA AINDA DÁ CONVERSA AO JAKE! chocado Sério Lys, a garota é mesmo masoquista, e ainda aceita ir na festa com ele? Não, isso não tá bem, ela vai se ferrar ainda mais e depois quero ver como é! Evil or Very Mad

E cheguei no fim, hein! Esse primeiro capitulo tá ótimo amor, um pouquinho longo mas ótimo, não perdi o interesse até ao fim e fiquei sempre querendo mais! você tem uma escrita perfeita, uma linguagem fácil, bem do jeito que eu gosto, e fiquei ansiosa pra saber o que vai acontecer de seguida, então não demora pra postar, tah?
E dsculpa pelo comment gigantesco, mas eu sempre me entusiasmo a comentar kkkkk

Sem problemas, Jess. Eu também demorei pacas para conseguir postar. Acredite, a internet aqui em casa estava horrível, então sei como é.
Pois é, coitada da Rachel. Nessa parte eu fiz baseada em como a maioria dos adolescentes deveria se sentir quando acorda para ir para escola, hehe.
É, ela é uma pessoa muito triste. Eu ia até colocar ela mais animadinha, mas eu já deixei isso tudo para a Ivy, que é super extrovertida. Pois é, eu não queria fazer ela como a usual garota popular, entendeu? Meio ‘bitch’ ou que pega todo mundo, não. Eu queria fazer ela com a alma levemente torturada, para mostrar que as aparências sempre enganam.
Eu amo essa música, não consegui deixa-la de fora. KKKKK, eu também tava cantando enquanto escrevia.
Pois é, eu resolvi que ela tinha que ter um motivo para se sentir tão triste. E eu achei que como ela era a garota mais popular, ela deveria estar na torcida, mas não era obrigada a amar, certo? O assunto dela com a avó é bem complicado, e vai ser o grande tema de alguns capítulos, mas acredite, não vai demorar muito para a Rachel voltar a recuperar pelo menos uma parte de sua felicidade.
KKKKK, ele é mesmo engraçado, típico de adolescentes na idade dele. Meu irmão me disse isso uma vez quando fui acordar ele, e eu achei a cena familiar, por isso coloquei aqui.
É, eu não conseguia pensar em outra descrição melhor para a Carlie. Sim, eles são os típicos irmãos. Ele gosta sim dela, e é bastante protetor com ela, e você ainda vai ter várias cenas legais com eles.
KKKKK, acredite ou não, em breve você vai começar a odiar essa ‘ficante’ dele. E ele se acha muito, não é? Eu adoro escrever personagens que pensam desse jeito Very Happy
Pelo menos uma coisa normal tinha que acontecer naquela família, não é? Mas os problemas estão beeem longe de acabar.
KKKKK, essa parte do Highway To Hell foi uma situação que aconteceu comigo, só que o irônico é que na hora eu estava indo para a igreja #tenso.
Awn, obrigada, Jess. É que eu adoro muito músicas do ACDC, Ramones, Joan Jett, Avril Lavigne, Linkin Park, e bandas assim, entende? Claro, flor, se quiser, pode pedir. Eu tenho várias músicas aqui no meu Netbook, dá e sobra, LOL.
Pois é, os típicos melhores amigos... O que o Jake tá escondendo você já deve ter notado, certo? Eu não queria deixar algo óbvio, por isso o mistério.
LOL, o Claude ainda vai fazer MUITA coisa pela nossa Rachel... Agora esse negócio de se apaixonar vai demorar um pouquinho, porque eu quero ainda construir uma relação entre eles. Vai entrar muita coisa no caderninho dele, acredite, kkkk
Sim, eu adoro a Ivy! Ela e o John vão ser o único casal dessa fic que vão ficar juntos e nunca vão se separar, mas é claro que eles vão passar por problemas, especialmente um que eu achei bastante adequado para colocar na história deles. Sim, Ivy & Rachel são ótimas amigas, e vão sempre poder contar uma com a outra, elas são inseparáveis.
RSRSRSRSRSRSRSRSRS, eu ADORO escrever cenas entre os dois, especialmente na parte que eles ficam brigando. Que nada, minha intenção já era deixar claro que Claude & Rachel eram feitos um pro outro desde a primeira cena entre os dois. Só que você está certa, Jake e Rachel ainda vão ter muita coisa para resolver antes dela ficar de vez com o Claude, que é muuuito lindo, e tudo de bom, né?
Pois é, coitada. Eu já passei por isso inúmeras vezes. Na verdade, eu me baseei na primeira cena de Clark & Lana no Piloto de Smallville, porque achei a situação similar. Pois é, a Alexia é boazinha, mas é claro que ela não é perfeita, obviamente. Ter os amigos da pessoa rindo de você é um saco, não é? -.- Não sei se vou deixar elas juntas no final, ainda tem a história com o Nathaniel, que é tudo de bom também, vai ser tipo um triângulo amoroso. Elas são lindas *-*
Eu também odeio que no primeiro dia de aula isso sempre acontece, por isso resolvi pular essa parte, e colocar a interação entre os personagens logo.
Pois é, o Jake andou pulando a cerca. Eu também não gosto de garotos que traem, e por isso coloquei isso na história, afinal, ninguém aqui é perfeito, certo? Todas somos, Jess, rsrsrs
Eu me baseei um pouco na Elena e também na Peyton, de One Tree Hill para fazer a Rachel, pois achei que combinando a personalidade de ambas, eu faria a personagem que eu sempre sonhei em fazer *-*
O Claude é lindo demais, não é? Achei que seria muito rápido se ele dissesse que se importava com a garota enquanto nem sequer conseguia ficar no mesmo espaço que ela sem brigar, por isso resolvi que seria melhor deixar ele na negação por um tempo. É, o que o Jake está fazendo não é nada certo, e ele ainda vai se arrepender muito disso. Acredite ou não, ele não é uma pessoa má, ele só acha que tudo no mundo está ao seu favor, como eu falei na descrição dele.
É. Nessa parte eu fiz baseada na morte da minha avó, que quando aconteceu eu só tinha seis anos, mas eu já era bastante próxima dela na época.
Isso mesmo, a Rachel ainda tenta acreditar no melhor do namorado, mas isso não vai durar por muito tempo, afinal, só tem até certo ponto que uma garota consegue aguentar, certo? Mas as coisas vão acabar bem quando ele terminarem, você vai gostar bastante...
Eu sei, também achei que ficou muito longo, e é porque ainda tem mais, mas ainda bem que você gostou. Dei meu máximo para isso ficar parecendo com um seriado, pois eu sempre quis saber como era escrever um. Obrigada, flor. Eu planejo postar a segunda parte assim que eu terminar, e vou dar meu máximo para postar pelo menos até amanhã.
Que nada, eu adoro comments assim! *-*
Obrigada pelo coment, flor, espero por você na próxima Wink
Beijos.
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Re: I Can't Stay (+16)

Mensagem por Lys em Sab Maio 25, 2013 12:15 pm

Oh, esqueci completamente! Aqui vai o resto do 'cast', alguns ainda vão aparecer, mas aqui vai como eu imagino eles:

Elisa Hudson (Mãe da Carlie & Madrasta do Claude)


Kaio Hudson (Pai de Claude e de Carlie)


Kayla Woodsen (Mãe de John e Rachel)


Vanessa (a 'ficante' do Claude)
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Re: I Can't Stay (+16)

Mensagem por Jess Silver em Sab Maio 25, 2013 12:39 pm

aii que resposta linda pro meu comment, agora ficou tudo mais esclarecidinho kkkk
poxa querida, não fazia ideia que sua avó tinha morrido quando você era tão novinha Mad lamento mesmo...

aaaah os papais deles são gostosos kkkk #me-sentindo-meio-retardada-agorinha#
E quanto aos novos personagens, lamento te informar que não consigo abrir as imagens das últimas duas, a Kayla e a ficante do Claude! Não sei se deu erro na postagem ou não...


claro que vou ficar aqui pro próximo capitulo, e espero que venha rápido rápido! beijoos!
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Re: I Can't Stay (+16)

Mensagem por JuhSalvatore em Sab Maio 25, 2013 2:44 pm

Mon. Dieu.
Acho que vou ter um infarto.
Minha vida ganhou dois novos motivos, que são a) a gêmola mais incrível, perfeita e inimaginável do planeta tá de volta, depois de meses, e meudeus eu senti tanto a tua falta que achei que pudesse morrer assim, nossa, sério. e b) cara, sério mesmo que tu dedicou pra mim? Uma Clauchel? cara, nossa, não sei nem o que dizer =')
Eu senti tanto a tua falta, amor da minha vida... foi difícil esse tempo todo sem tu, anjo. Mas eu nunca esqueci de ti, em nenhum momento. To muito feliz por tu ter voltado, s2

E nossa, sério, ainda nem comecei a ler e já amei! Vou começar agora, e tenho certeza de que vai ser maravilhoso!

Welcome back, lil' angel of mine. I love ya always and forever, sis'.
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Re: I Can't Stay (+16)

Mensagem por Jess Silver em Sab Maio 25, 2013 2:47 pm

Juh, você vai amaaar essa história, eu estou gostando imenso acredita, vale mesmo a pena ler, e vamos ver se a Lys não demora pra postar o resto!!
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Re: I Can't Stay (+16)

Mensagem por JuhSalvatore em Sab Maio 25, 2013 3:48 pm

Gente, tá perfeitoooo!
Desculpa maninha, mas ou sua escrita melhorou ainda mais durante sua "folga" ou eu realmente havia esquecido o quão grandioso é o teu talento!
01. AHHHH ANJOS E DEMÔNIOS, AHHHH DAN BROWN, AHHHH PERFEIÇÃO UNIVERSAL! /dead não acredito que A&D foi parar no meio da história, quanta perfeição! Ainda mais junto com Highway to Hell... desisto da vida depois disso *-*
02. Clauchel se tratando bem, como sempre né kk' amo demais a relação deles dois, sério. Toda vez que os vejo são novas pérolas para o meu caderninho de anotações s2
03. Claude mostrando humanidade? Logo de cara, assim? É isso mesmo, Comandante Amilton? OMG! Essa é nova pra mim! Normalmente ele age feito um animal em tempo integral, é bom ver a humanidade dando as caras no meu amado assim, tão breve, s2s2 mas é claro, Claude é sempre Claude, ele tem que fingir não ser humano. kk'
04. Jake, Jake... eu não sei se te amo, se te odeio, se quero te jogar da primeira ponte que eu avistar... somos muito dúbios, eu e você... a Ivy é o anjo mais divino de todo esse livro, eu A-M-E-I ela demais, sério. O John... bem, me recuso a falar sobre a minha eterna paixão por ele, e eu ameeei o Nate, apesar da pouca aparição até agora. quero mais esse neguin, pfvr s2

tá divino, Lys, mas é claro, não poderia ser menos que isso, vindo de ti.
te amo, joia perfeita! obrigada pela dedicatória mais uma vez, e obrigada por não esquecer de mim.
Lyana never dies, bitches!
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Re: I Can't Stay (+16)

Mensagem por Lys em Sab Maio 25, 2013 10:59 pm

JuhSalvatore escreveu:Gente, tá perfeitoooo!
Desculpa maninha, mas ou sua escrita melhorou ainda mais durante sua "folga" ou eu realmente havia esquecido o quão grandioso é o teu talento!
01. AHHHH ANJOS E DEMÔNIOS, AHHHH DAN BROWN, AHHHH PERFEIÇÃO UNIVERSAL! /dead não acredito que A&D foi parar no meio da história, quanta perfeição! Ainda mais junto com Highway to Hell... desisto da vida depois disso *-*
02. Clauchel se tratando bem, como sempre né kk' amo demais a relação deles dois, sério. Toda vez que os vejo são novas pérolas para o meu caderninho de anotações s2
03. Claude mostrando humanidade? Logo de cara, assim? É isso mesmo, Comandante Amilton? OMG! Essa é nova pra mim! Normalmente ele age feito um animal em tempo integral, é bom ver a humanidade dando as caras no meu amado assim, tão breve, s2s2 mas é claro, Claude é sempre Claude, ele tem que fingir não ser humano. kk'
04. Jake, Jake... eu não sei se te amo, se te odeio, se quero te jogar da primeira ponte que eu avistar... somos muito dúbios, eu e você... a Ivy é o anjo mais divino de todo esse livro, eu A-M-E-I ela demais, sério. O John... bem, me recuso a falar sobre a minha eterna paixão por ele, e eu ameeei o Nate, apesar da pouca aparição até agora. quero mais esse neguin, pfvr s2

tá divino, Lys, mas é claro, não poderia ser menos que isso, vindo de ti.
te amo, joia perfeita! obrigada pela dedicatória mais uma vez, e obrigada por não esquecer de mim.
Lyana never dies, bitches!

JUUUUUUUUUUUUUUH! OOOOWWWNNNN, SIS!
Fiquei com tantas saudades de você!!!! #abraçovirtual
Awnts, Juh. Você é sempre tão gentil, senti tanta a sua falta. Eu sei que passei meses longe, mas é que você sabe como é, escola, trabalho, várias coisas para lidar com, sem contar com os problemas de família -.-
Eu sempre adorei esse livro, e por querer colocar a Carlie levemente obscura, eu coloquei essa menção. Eu sei, o livro é ótimo. KKKKK, Highway To Hell tá divando aqui, hein? LOL.
Sim, esses dois se tratam suuuuper bem #sóqn. Eu adoro escrever as cenas entre eles dois, quero escrever eles como perfeitamente imperfeitos.
É, nessa fic ele é mais humano, kkkk. Mas não se anima tanto que o lado animalesco dele ainda existe, e ainda vai demorar para ir embora. Claro que tem que ser assim, é difícil para ele agir como uma pessoa humana por mais de um segundo, kkkk’. Mas as coisas vão mudar, pode ficar tranks.
É, o Jake é uma situação complicada. Na primeira parte da fic, vocês vão odiar ele, depois vão sentir pena dele, talvez até simpatizem com ele, e coisas assim, kkk. Sim, a Ivy é perfa. Eu descrevi o tipo de melhor amiga que eu sempre quis ter. E o John é muito LOVE, hein? ^^
O Nate vai aparecer mais na continuação do cap, ele vai se aproximar mais da Carlie, e ter uma pequena interação com uma certa Woodsen...
Ownts, gêmola, toda vez que eu escrevo Clauchel, não consegui evitar em lembrar logo de você, e de como nos divertíamos falando sobre eles, kkk. Nunca poderia esquecer de você, gêmola.
Love you, team Lyana FOREVER! KKKK
Beeijos
PS: A continuação está quase pronta, mas estou tendo alguns problemas com a conexão da internet, já que hoje estava um clima chuvoso, e se amanhã estiver melhor, talvez eu consiga postar de tarde ou de noite Wink
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Re: I Can't Stay (+16)

Mensagem por Jess Silver em Ter Maio 28, 2013 9:53 am

Ohhh que pena! Lys eu vim aqui toda entusiasmada pra ler mais uma parte do capítulo e não tá cada nada! g-zuuuuis, vou processar sua Internet, é horrível ela, fogooo :c
não demora pra postar pleeease!
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Re: I Can't Stay (+16)

Mensagem por Lys em Ter Maio 28, 2013 6:50 pm

Desculpa a demora, gente! O resto do capítulo ficou IMENSO, deu 25 páginas! O.O, ainda estou em choque até agora. Mas acho que ficou satisfatório, e compensa a demora. Os capítulos vão ser meio grandinhos sim, mas lá pro meio da história, vai diminuindo um pouco. Anyway, espero que gostem. Boa leitura Wink
----------------x-----------------
[Continuação]

CASA DE JAKE, 12h30min.

- E aí, tia – disse Jake, dando um beijo na bochecha da tia, e em seguida Claude repetiu o gesto dele.
- E aí, Sra. Watson, como está? – Perguntou Claude, com um sorriso de flerte para a tia de Jake, se sentando à mesa.
A folga de seu amigo era grande mesmo, concluiu Jake, sorrindo.
- Estou bem, Claude – disse Helena Watson. – Como vai o time de futebol?
- Tá tudo de boa, Sra. Watson – disse Claude, sorridente. – Estou bastante confiante que iremos ganhar este ano... De novo.
Jake sorriu, tomando um gole de suco, e se virou para a tia.
- Onde está o tio?
- Ainda no hospital – disse Helena. – Você sabe como o seu tio é dedicado ao trabalho dele.
- Dedicado até demais – acentuou Jake, tomando um gole de seu suco.
Helena terminou de comer seu almoço. Assim que terminou, ela se levantou e foi até a pia.
- Quando acabarem, deixem aqui, e vão se lavar – e caminhou em direção as escadas, dizendo: - Vou cochilar um pouco, Jake, querido. Daqui a pouco é hora de trabalhar. Me acorde às 14h00min.
- Tá, tia – disse Jake, sorrindo, enquanto a tia subia as escadas. Ele então voltou-se para o amigo. – Seus pais não ligam mesmo de você almoçar aqui?
- Que nada! – Claude deu de ombros. – Elisa gosta de você, e se dá super bem com a sua tia, e meu pai... Bem... – Claude pigarreou, e encarou o chão. – Meu pai não está em casa, mas isso não é mais novidade, é?
Jake apenas assentiu, e suspirou, assistindo o corpo de seu amigo ficar tenso. Ele então acabou seu almoço. Não demorou muito, até Claude acabar também. Os dois deixaram o almoço na pia, e então Claude finalmente falou:
- Já se acertou com a Rachel?
Jake respirou fundo, e disse:
- Já. Liguei para ela depois da aula, me desculpei, e perguntei se estava tudo bem entre nós. Ela disse que sim, embora soasse meio estranha. Vamos nos ver na festa hoje.
Claude desviou seus olhos para o teto, e cantarolou, de forma ‘casual’:
- Novidade...
- Claude! – Jake exclamou.
- Oh, me processe, cara! – Claude ergueu suas mãos em defensa. – Você pode mesmo me culpar por fazer piada? Você e a Rachel terminam pelo menos sete vezes na semana, e voltam dez minutos depois, toda vez!
Jake ergueu os ombros, enquanto dizia:
- Fomos feitos um pro outro.
Claude fez uma leve careta, e disse:
- Esse é um pensamento assustador.
- Mas é verdade – Jake suspirou, e estalou seu pescoço. – Você sabe que eu a amo.
Claude apenas coçou sua nuca, e disse lentamente para ele:
- Desculpe, Jake, mas o jeito que você demonstra diz o contrário... – ele assistiu o corpo do amigo ficar tenso. – Isso tem que parar, cara.
- Eu sei! – Jake exclamou, assustando Claude. – Okay? Eu sei. Eu quero muito controlar essa vontade de ficar com outras garotas, mas eu não consigo. E a Rachel também não tem cooperado muito comigo ultimamente...
Claude mal mediu suas palavras quando falou:
- Então agora a culpa é dela?
Jake olhou para o amigo em choque, e os pratos em sua mão quase caíram quando Jake falou:
- Por que está defendendo ela?
Claude bateu sua cabeça contra o armário.
- Eu não...! – ele soltou um suspiro irritado, e continuou, altamente irritado. – Quer saber? Vamos esquecer esse assunto, como eu disse mais cedo, eu poderia me importar menos.
- Okay – Jake ergueu as mãos, em defensa, como Claude havia feito mais cedo. – Então... Você e a Vanessa?
- O quê? – Claude arregalou os olhos e riu. – Não! Pelo menos não do jeito que você pensa. Sim, a gente se pega, mas tudo se resumo à sexo entre nós, cara. Assim como rola com qualquer outra garota, entende? Não significada nada para mim, nenhuma delas. Eu sou como o tubarão do sexo, se eu parar de me alimentar, eu posso morrer.
- Você não muda mesmo – Jake riu, girando os olhos.
- Então, huh... – Claude pigarreou. – Aquela garota com quem você ficou hoje, depois da briga com a Rachel... Ainda vai precisar dela?
Jake suspirou.
- Não. Já consegui o que queria. Pode pegar.
- Valeu, cara – disse Claude, alegremente. – Mas eu ainda preciso dizer para Katie que acabou.
Jake fez uma cara confusa.
- Não era a Marina?
- Er... Também...
- Claude!
- Tubarão do sexo, cara. Tubarão do sexo.
--------------x----------------
- Pessoal, cheguei! – Rachel foi logo dizendo, enquanto entrava na casa, que estava mais calada que o normal, e aquilo a deixou desconfiada. Ela então aumentou seu tom de voz, enquanto andava lentamente em direção à cozinha. – Mãe? Marcus? Vocês sabem o que eu gosto de ver quando eu chego em casa? Roupas. Roupas em todo mundo.
Ela olhou para os lados, e não achou ninguém.
Talvez a mamãe tenha saído, pensou Rachel, esticando os lábios. Papai deve estar no trabalho.
Então ela jogou sua bolsa praticamente para o outro lado da casa, e se jogou no sofá, ligando a televisão. Ótimo, estava passando seu programa favorito.
– Bob Esponja - ela falou, com os olhos brilhando.
Naquele dia estava passando o desenho no qual Bob Esponja perdia Gary, e ele era um dos mais tristes, na opinião dela. Ela já estava pronta pra ir pegar alguma coisa pra comer, quando a porta se abriu.
- Oh, filha, aqui você está – disse Kayla Woodsen, sua mãe, que entrava na casa, cheia de compras nas mãos.
- Oh, olá, mãe – Rachel sorriu para a mãe, e voltou sua atenção para o desenho.
Kayla rosnou baixinho.
- Rachel Elizabeth Woodsen, onde está a educação que eu lhe dei? Venha ajudar sua mãe!
Rachel bufou, e se levantou.
- Tá, mãe.
E foi até a mãe, "animada", e pegou umas das compras dos braços pequenos da mãe. Infelizmente, Rachel também não era tão alta assim, mas ainda conseguia passar de tamanho da mãe.
Colocou a maioria delas na mesa, e depois se virou pra mãe, que sorriu agradecida, agora com os braços livres.
- E aí? – perguntou Kayla, caminhando para a cozinha. – Como foi hoje?
- Normal. Nada muito diferente. – Rachel disse, se atirando no sofá novamente. – A mesma coisa de sempre.
- Onde está John?
- Na casa da Ivy, provavelmente. Ele disse que voltava mais tarde.
- Hm – foi tudo que Kayla fez, sem desviar os olhos das compras. – Rach, por favor, desligue a TV e vá tomar banho. Eu vou preparar o almoço, Marcus já deve estar chegando.
Rachel olhou uma última vez para seu desenho favorito, então desligou a TV. Agarrou a bolsa e subiu correndo as escadas, o que arrancou uma exclamação irritada da sua mãe, mas Rachel já estava acostumada.
Assim que entrou em seu quarto, Rachel jogou a bolsa na cama, e começou a se despir, ficando apenas com o top branco que usava por baixo da blusa, e por cima do sutiã, e com a calça jeans.
Ela caminhou até o lugar onde se localizava seu aparelho de som, e o ligou no último volume. Uh, estava tocando Blaze Of Glory, de Bon Jovi. Seu dia já havia ficado melhor.
Tocando alguns trechos junto com a música, ela entrou no banheiro, começando a despir o resto de suas roupas, e fechando a porta, logo após.
-----------------x---------------------
Enquanto todos lidavam com seus problemas diários, Jake e Ivy se encontravam deitados na cama dela, no suave toque da intimidade.
Ivy estava deitada na cama, com seu corpo pressionado ao colchão, com John por cima dela, a deixando louca com seu toque. Aquele garoto tinha que ganhar um Globo De Ouro por fazer uma garota se sentir daquele jeito.
Os lábios de ambos estavam colados um ao outro, num beijo profundo e íntimo, John sem camisa, e Ivy apenas com suas peças íntimas. Parecia que o quarto iria pegar fogo a qualquer momento, para ambos. John desceu seus lábios pela bochecha dela, e eles logo descansaram sobre o pescoço perfumado dela. Ivy deixou escapar um gemido fraco, e entrelaçou seus dedos por entre os cabelos negros e bagunçados de John.
Não demorou muito para que os lábios dele descessem pelo colo dela, e se aproximassem cada vez mais dos seios dela. Ivy deu um leve sorriso, e deixou outro gemido escapar. Foi então que ela percebeu algo.
- John? – ela tentou soar séria, mas soou mais como outro gemido.
- Hm? – ele perguntou, o rosto enterrado no vale entre os seios dela.
- Proteção. – ela falou, finalmente chamando a atenção dele. John ergueu seu rosto dos seios dela, e a olhou nos olhos, parecendo levemente assustado.
- Eu... Eu não trouxe – ele disse, soando como um assustado menininho de três anos.
Ivy suspirou, e olhou para os lados, suas mãos descansando sobre os braços musculosos dele.
- Okay – ela disse, dando um leve sorriso para ele. – Afinal, minha menstruação está perto de vir, estou praticamente de TPM. Vai ficar tudo bem. – ela finalizou, acariciando o rosto dele.
Ele então sorriu para ela, e mergulhou naqueles lábios tão saborosos mais uma vez, se esquecendo do mundo afora.
--------------x--------------------
Carlie estava sentada em sua cama, pensando na vida, com fones de ouvido, escutando no último volume a música It’s My Life, de Bon Jovi, enquanto batia os pés repetidamente contra o colchão da cama.
Era incrível como Alexia Lopez nunca deixava sua mente. A garota parecia ter lançado um feitiço nela, de boa qualidade, que fazia com que Carlie pensasse nela 24 horas por dia. Será que era aquilo que significava amar alguém incondicionalmente?
Carlie ainda se lembrava da primeira vez que tinha a visto. Aquela bela garota que chamava atenção de todos que passavam. E quando ela passou por Carlie, as amiguinhas dela empurraram Carlie contra o armário, e Alexia não fez nada. Absolutamente nada.
Desde aquele dia, Carlie começou a nutrir certo rancor por ela. Carlie nunca acreditou muito naquele negócio todo de amor, especialmente na época, sem realmente ter uma razão para. Ela não acreditava no amor, acreditava em pessoas certas. E ela não se arrependia de um dia ter pensado assim.
Quando um idiota da escola começou a flertar com Alexia, foi que Carlie percebeu seus reais sentimentos. No início, ela tentou lutar contra, mas aquele sentimento novo foi maior que ela. Era algo que já não estava mais sob o seu controle. Ela deixou os seus sentimentos lhe guiarem, aos poucos, e no fim nem foi ruim. Foi péssimo.
Péssimo porque ela mal conseguia chegar perto de Alexia sem parecer uma completa retardada. Péssimo porque ela era obrigada a assistir a morena com caras diferentes todo santo dia, e aguentar aquilo tudo calada. Só havia duas pessoas que sabiam que Carlie era lésbica: Claude e Rachel. Jake sabia que ela tinha uma queda por Alexia, mas não que ela era definitivamente uma lésbica, então não realmente contava.
Seus pais... Oh, eles nem faziam ideia. Preferiam acreditar que era coisa da idade. Às vezes ela sentia como se estivesse cometendo um pecado em esconder aquilo tudo deles. Como eles reagiriam se ela contasse? Será que ainda seria considerada a filhinha deles? Será que eles ainda a olhariam do mesmo jeito?
Tudo que Carlie sabia era que se, pelo menos um dia, ela contasse aos seus pais sobre sua verdadeira sexualidade... Nada nunca mais seria o mesmo.
- Knock, knock – disse uma voz, que Carlie não ouviu imediatamente, mas quando desviou seus olhos para a porta, ela pode ver a mesma se abrindo, e o rosto tímido de Rachel Woodsen aparecendo. – Hey.
- Oh, hey – Carlie disse, retirando seus fones de ouvido, e se sentando na cama, um leve sorriso crescendo em seus lábios. – O que faz aqui?
- Você esqueceu um CD comigo hoje – disse Rachel, entrando no quarto. Usava uma blusa azul escura, um short-jeans, e seus usuais tênis Converse. Rachel estendeu o CD para ela, e Carlie imediatamente o pegou, ficando de pé.
Era um CD dos Ramones.
- Oh, obrigada, Rach – Carlie fez, sorrindo. – É meu CD favorito.
- Eu sei. – Rachel sorriu amigavelmente.
- Mas sério... O que trouxe para mim hoje, Woodsen? – Carlie perguntou, colocando seu CD na cama, e cruzando os braços, olhando para a garota a sua frente.
Rachel suspirou, e então abriu a bolsinha que carregava, retirando um caderninho, e entregando-o à Carlie.
- Escrevi mais alguns trechos, e trouxe aqui para você me dar sua opinião. – Rachel disse, se sentando na cama, e sendo acompanhada por Carlie. – Eu sei como você curte músicas torturadas.
Carlie riu, e olhou para ela, dizendo:
- Oh, você é minha alma gêmea, Rachel Woodsen.
Rachel deu uma alta risada.
Então as duas continuaram ali, sentadas na cama, conversando sobre os novos trechos que Rachel escrevera. E então Carlie se lembrou mais uma vez da outra morena em sua vida, e decidiu que não podia mais aguentar.
- Rach?
- Sim?
- Você acha que eu devo contar para Alexia como me sinto?
A expressão facial de Rachel foi tomada por surpresa, e depois de certo tempo, questão de segundos, foi tomada por simpatia e ternura.
- Sei lá, Carlie. – Rachel se abraçou à suas pernas. – Você acha que ela vale a pena?
- É claro que ela é! – Carlie disse. – Ela é a garota dos meus sonhos, Rach. Ela é... Ela é perfeita.
Rachel mordeu o lábio.
- Carlie, você pode ficar com raiva de mim se quiser, mas... – Ela suspirou. – A Alexia não é perfeita do jeito que você imagina. Ela também comete erros, assim como todos nós.
- Eu não me importo. Eu a amaria de qualquer jeito – Carlie disse, dando um longo suspiro apaixonado. – E não é isso que significa amar alguém? Aceitar a pessoa do jeito que ela é, e perdoar todos os erros que ela já cometeu?
Rachel não disse nada. Ela apenas olhou para baixo. Para uma garota que escrevia sobre bastante coisas, ela nunca realmente conseguiu escrever sobre aquilo. Sobre o amor. Talvez porque todas as coisas já escritas tinham sido coisas que ela já havia vivido ou testemunhado. E ela nunca tinha tido algo realmente próximo de amor por alguém. Aquele sentimento de precisar tanto de uma pessoa que chegava a causar dor no coração, ou de ir dormir pensando em certa pessoa, e acordar sentindo como se tivesse uma razão para viver. Nunca.
- Não sou a pessoa mais adequada para falar sobre amor – Rachel disse, mordendo o lábio. – Tudo que eu sei é o que minha avó costumava me dizer. Que o amor é como uma rosa. É bonita, encantadora, e inspira todos que a veem. Mas toda rosa tem seu espinho, não é? E às vezes, o amor machuca, ao invés – Rachel terminou.
Ela sentiu o olhar de Carlie sobre ela, e olhou para a garota a sua frente. Carlie lhe deu um sorriso carinhoso, e falou:
- Sente falta dela, não é? – Rachel fez uma cara confusa, e Carlie se explicou melhor. – Sua avó?
Rachel sentiu seu corpo ficar tenso, e respirou fundo. Olhou para baixo, e encarou seu caderninho. Metade do que tinha escrito ali era dedicado à sua avó. Porque desde que sua avó tinha saído de sua vida, Rachel tinha quase certeza absoluta de que uma parte dela tinha ido também. As coisas nunca mais foram às mesmas. Ela não conseguia mais achar aquele pedacinho de felicidade que sentia ao acordar todas as manhãs. Aquilo tinha ido embora, assim como sua avó.
Rachel deixou outro suspiro escapar, e disse com a voz firme e ao mesmo tempo suave:
- Todo dia.
Carlie lhe deu outro sorriso simpático, e assentiu com a cabeça. Imaginava como Rachel se sentia em relação aquilo. Deveria ser muito difícil para ela, e Carlie realmente queria que houvesse algo que ela pudesse fazer por sua amiga, mas sabia que não havia nada que ela pudesse fazer a respeito.
Então ela apenas pegou a mão de Rachel na sua, e deu um aperto confortável, que arrancou um leve sorriso de Rachel.
Na mesma hora, a porta foi aberta, e ambas deram um pulo na cama, se virando imediatamente, para verem Claude entrando no quarto.
- Carlie, você viu minha... – ele paralisou ao ver Rachel sentada na cama de sua irmã, e então logo ele se virou para Carlie, perguntando. – O que ela está fazendo aqui?
- Vim deixar uns CDs – Rachel disse, calmamente, para em seguida estreitar seus olhos para ele. – Não que isso seja da sua conta, é claro.
- Claro que é da minha conta! – Claude exclamou. – Você está na minha casa.
- No quarto da sua irmã, não no seu.
- Qual é a diferença?!
- Parem, vocês dois! – Carlie se estressou, fazendo com que ambos olhassem para ela. – Quer saber? Estou ficando sem saco para essas briguinhas de vocês. Aposto como vocês dois vão acabar é ficando juntos um dia!
Claude e Rachel olharam para ela, e, ao mesmo tempo, começaram a rir histericamente, para então dizerem juntos:
- Só se for em outra vida... – e em seguida olharam um para o outro com as caras fechadas.
- Tanto faz... – Carlie rosnou, girando seus olhos.
Rachel ia falar algo, mas sentiu seu celular vibrando. Assim que o pegou, viu uma mensagem que a fez sorrir um pouco.
- É a Ivy. Quer me encontrar no shopping para escolhermos umas roupas – e olhou para Carlie. – Você quer vir?
Carlie deu de ombros.
- Pode ser.
E se levantou, calçando suas botas novamente, e logo escutando a voz de Claude:
- Antes de ser interrompido pela presença da bruxa de Oz, Carlie, eu ia lhe perguntar se você viu minha toalha. – Claude disse, arrancando um olhar mortal de Rachel.
- Não. Mas vi uma toalha jogada perto da geladeira, imagino que seja sua, então – Carlie disse, calmamente, agarrando seu celular, e o enfiando dentro do bolso. – Vamos?
Rachel assentiu, e começou a andar com Carlie, mas fez questão de provocar:
- Tchau, ogro.
Claude não deixou barato, e logo revidou:
- Tchau, Cruela.
Ele nem teve tempo de arrancar uma reação dela, pois Carlie imediatamente a puxou para as escadas, descendo-as rapidamente.
Claude suspirou, e girou os olhos, sem esconder o sorrisinho nos lábios. Ele então cruzou os braços, olhando o quarto da irmã, e estava prestes a sair, quando viu algo na cama de sua irmã que lhe chamou atenção.
Um caderninho.
Ele franziu o cenho. Não se lembrava de Carlie tendo aquele caderninho, e isso porque a irmã já havia deixado claro que odiava escrever.
Aaah, dar uma olhada não mataria ninguém, certo?
Ele se inclinou um pouco para frente, e pegou o caderninho, abrindo-o de forma hesitante. E logo no verso da capa, havia escrito:
“Rachel Elizabeth Woodsen”.
E a curiosidade foi maior.
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MAIS TARDE, ÀS 19h30min...

A casa de praia de Vanessa estava mutuada. Havia pessoas em cada pedacinho daquela casa, e Rachel, John e Ivy tinham certeza que a maioria já estava pelada.
Quando as duas chegaram, já era um pouco tarde, mas... E daí? Não diziam que a noite era uma criança? Além disso, se atrasar estava virando moda.
- A escola inteira veio, literalmente – comentou Ivy, enquanto saia pela porta do carro de Rachel, sendo seguida por John.
- É a festa de boas vindas. Quem faltar, geralmente começa a sofrer bullying – Rachel comentou, trancando seu carro, sem desviar seus olhos da casa, que só faltava explodir de tantas pessoas. A música de hip-hop estava alta, e quase queimava os tímpanos de Rachel.
- Olha, lá está seu namorado, maninha – disse John, apontando para a figura de Jake, que se aproximava, junto de seu fiel escudeiro... Que Rachel simplesmente não conseguia suportar.
- Oi, querida – disse Jake, assim que chegou, sem perder tempo, e já roubando um beijo da garota.
Rachel sentiu gosto de bebida nos lábios dele, mas tentou ignorar, e permitiu que ele a beijasse. Quando ele terminou, ela forçou um sorriso, e ergueu uma mão.
- Hey.
Rachel então logo notou a figura de Claude, que olhava para baixo, quase como se estivesse tentando desesperadamente não falar algo. Ela franziu o cenho, já que ele ainda não havia lhe dirigido nenhum insulto, e pigarreou.
- Vamos entrar? – ela sugeriu, apontando para a casa. – Quero uma bebida.
- Oh, sim – Jake disse, e colocou um braço ao redor dela, guiando-a até a entrada da casa. Antes de ir, Rachel olhou mais uma vez para Claude, que desta vez também olhava para ela, de uma forma que ela não se lembrava de tê-lo visto olhando antes.
Mas ela resolveu ignorar aquilo, e se render à bebida.
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Carlie finalmente tinha terminado de se arrumar. Olhou-se no espelho, e deu um sorriso aprovativo. Usava um short curto com algumas estampas, e uma blusa preta com brilho alto, junto de suas botas pretas. Pela primeira vez, em um longo tempo, Carlie se sentiu bonita.
Agarrou sua bolsa, e saiu de seu quarto. A praia não era muito longe de sua casa, então ela chegaria lá com apenas uma caminhada. Colocou um casaco por cima da blusa, ajeitou o cabelo, e desceu as escadas rapidamente.
- Já vai, filha? – Elisa, sua mãe, lhe perguntou.
- Sim, mãe. Mas não vou demorar muito. – disse ela, dando um beijo na bochecha da mãe, antes de dar o fora dali.
Ao contrário de como ela imaginava, a rua estava deserta. Ela pode presumir que todos estivessem mesmo na festa, ou que os moradores da rua estivessem em suas casas, ou até no trabalho.
Ela continuou andando por ali, presa nos seus pensamentos, até que ela escutou um barulho, aterrorizante se ela podia acrescentar, e imediatamente se virou, alarmada.
Okay, talvez aquilo não tivesse sido uma boa ideia.
- E aí, gatinha – disse um homem, provavelmente bêbado. Isso ela sentiu, assim que ele falou, pois o bafo de cerveja voou em cima dela, enojando-a. – Você é muito linda. Que tal você ir ali comigo no beco e dar umas rapidinhas?
Carlie fez cara de nojo.
- Acho melhor não.
E se virou, pronta pra sair dali, quando o homem a pegou pelo braço, e a virou de volta pra ele. Okay, agora ela estava mais do que aterrorizada.
– Escuta aqui, eu vou fazer o que eu quiser com você - ele segurou a perna dela, que ia chutando-o nas partes baixas. - Não banque a espertinha, garota, pois isso só me irrita mais ainda.
– P-por favor - pediu Carlie. Droga, por quê eu fui inventar de sair a pé? - Me deixe ir.
Ela sentiu as lágrimas chegando aos olhos, o medo a consumindo, e o nojo também.
– Deixe ela em paz! - disse uma voz grossa atrás deles.
Por um momento, Carlie imaginou que fosse seu irmão. Mas assim que olhou, ela percebeu que não era. Era ninguém menos ninguém mais que aquele garoto que havia segurado-a mais cedo, impedindo que ela caísse.
- Hm, por quê? – a voz do homem era maliciosa. – Ela é sua namorada?
Nathan estreitou os olhos.
- Deixa ela em paz, seu bêbado nojento.
O homem ia falar alguma coisa, mas desistiu. Então ele jogou Carlie em direção à Nathan, que a segurou, impedindo-a de cair.
– Fica aí com essa sua menina - e o bêbado riu alto, saindo dali. - SE COMAM À VONTADE!
E a risada continuou até ele desaparecer nas sombras.
Carlie respirou fundo, aliviada. Nathan a colocou no chão, deixando-a em pé, e a virou para ele.
- Você está bem? – ele perguntou, preocupado.
- Graças à você – ela disse, sorrindo, o alívio estampado no rosto. – Eu não sei o que teria acontecido se você não tivesse chegado.
Ele sorriu de lado, agradecendo que ela estava bem.
- Provavelmente você teria dado a maior surra nele – ele piscou o olho. – Você não me parece uma garota indefesa.
Carlie franziu o cenho, e logo perguntou:
- Isso foi um elogio?
- Pode apostar que sim – ele disse, sem perder o sorriso. Carlie riu, e encarou o chão, sentindo suas bochechas esquentando. – Aonde estava indo?
- À festa de boas vindas da escola, na casa de uma das amigas do meu irmão... – ela disse, apontando para a rua à frente, que apenas alguns quilômetros, e lá se encontrava a praia. Ela então se virou para ele, mal contendo o interesse e a curiosidade na voz, enquanto falava: - Quer vir?
Ele pareceu hesitar por um momento, e então sorriu, assentindo.
- Claro, eu posso te acompanhar até lá. Conhecer o pessoal. – ele disse. Ela então indicou com a cabeça para ele a seguir.
Carlie nunca havia ficado tão grata por ter uma pessoa na sua vida. Cara, ela nem conseguia parar de pensar no que teria acontecido se ele não tivesse chegado. Ela provavelmente teria sido vítima de um estupro, ou algo assim.
- Então... Você é novo aqui, certo? – ela perguntou.
- Sim – ele assentiu, encarando o chão. – Acabei de me mudar. Me mudei para essa rua, na verdade.
- Sério? – Carlie perguntou, surpresa, e ele confirmou. Ela então sorriu, e finalmente falou. – Você é meu herói. – ela disse, depois de um tempo. Nathan riu. – Eu falo sério, valeu por isso. E também por hoje no colégio.
- De nada – disse Nathan, sorrindo de volta. De repente, ele se tocou. – Oh, olha só. Eu já te salvei duas vezes, e nem sei o seu nome.
Carlie sorriu, e ficou frente a frente com ele novamente.
- Eu sou Carlie. Carlie Hudson. – disse ela, apertando a mão dele.
- E eu sou Nathan, mas já devem ter te dito isso – ele disse, fazendo uma caretinha, que a fez rir.
- É, já disseram – o sorriso que ele lhe deu foi tão lindo que ela mal entendeu como havia conseguido ficar em pé. – Você parece ser um cara legal.
- Talvez eu seja, talvez eu não seja – ele disse, de forma enigmática. – Vai ter que me conhecer para saber, certo?
- Talvez... – ela disse, fazendo um sinal com a cabeça para que continuassem. – Vamos, cavalheiro?
E os dois voltaram a andar.
--------------x-----------------
I'm tired of being what you want me to be
Feeling so faithless, lost under the surface
I don't know what you're expecting of me
Put under the pressure of walking in your shoes
Rachel estava animada, conversando com suas amigas. Já fazia um certo tempo desde a última vez que ela se divertiu. Talvez por isso se chamasse festa, já que todos se divertiam. E ela tinha certeza que a garrafa de cerveja que tinha acabado de beber tinha lhe ajudado um pouco...
Ela podia sentir que estava sendo observada, mesmo que não conseguisse ver ninguém lhe olhando (com exceção de alguns tarados, mas com estes ela já estava acostumada). Ela resolveu então ignorar aquela sensação estranha, e agarrou a garrafa, tomando mais um gole, dando uma última risada com as líderes de torcida.
- Vou no banheiro, já volto... – Rachel murmurou para Vanessa, que assentiu. Rachel então colocou a garrafa numa das estantes, e fez seu caminho em direção aos corredores da casa de Vanessa.
Caught in the undertow, just caught in the undertow
Every step that I take is another mistake to you
Caught in the undertow, just caught in the undertow
Porém, antes que ela pudesse chegar, ela foi parada por uma mão que lhe parou. Aos poucos, ela se virou, e viu a imagem de Claude, que parecia querer lhe falar algo.
- O que você quer? – ela perguntou, franzindo o cenho, e puxando seu ombro de volta.
Claude respirou fundo, e colocou sua mão dentro do bolso enorme da jaqueta de couro, e, lentamente, retirou um caderno pequeno, entregando-o a ela.
Rachel sentiu sua respiração falhar.
Era seu caderninho de músicas.
I've become so numb
I can't feel you there
I've become so tired
So much more aware
I'm becoming this
All I want to do
Is be more like me
And be less like you
Em choque, Rachel pegou o caderninho em suas mãos, e ergueu seu olhar para Claude, que apenas cruzou os braços e pigarreou.
- Você esqueceu na cama da Carlie – ele disse. Rachel podia sentir que sua pele estava pálida, quase como se ela estivesse doente.
- Vo-você... Leu? – ela perguntou, quase se tremendo.
Claude não respondeu. Ele apenas olhou para baixo, do mesmo jeito que uma criança fazia na frente dos pais quando havia feito algo de errado. E aquilo foi sua resposta.
- Você não tinha o direito! – ela exclamou, dando um empurrão nele pelos ombros.
- Whoa, calma aí, Emily Rose! – ele exclamou de volta, em defensa. – Eu pensei que era da Carlie, tá legal? E pela sua reação, eu presumo que as músicas devem ser suas.
- Cale. A. Boca. – ela pontuou, apontando o dedo para ele. – Você não deveria ter lido! Não era seu para ler!
Can't you see that you're smothering me?
Holding too tightly, afraid to lose control
'Cause everything that you thought I would be
Has fallen apart right in front of you
Caught in the undertow, just caught in the undertow
Every step that I take is another mistake to you
Caught in the undertow, just caught in the undertow
And every second I waste is more than I can take
- Eu pensei que era da Carlie!
- Isso não é desculpa!
Rachel não conseguia se lembrar de outra vez que Claude havia lhe deixado com tanta raiva e tanta vergonha. A única pessoa que havia lido suas músicas havia sido Carlie, e também sua avó, mas aquilo não realmente contava agora que Mariah tinha morrido, certo?
E por causa disso, Rachel queria se enterrar num buraco e sumir. Ele tinha passado dos limites daquela vez. Sua vida, seu mundo, tudo estava escrito naquele caderninho. E ele havia o lido. Ele invadiu sua privacidade, e ela se sentiu incrivelmente violada.
I've become so numb
I can't feel you there
I've become so tired
So much more aware
I'm becoming this
All I want to do
Is be more like me
And be less like you
- Mas eu ainda não entendo por que você nunca os mostrou para ninguém... – Claude disse, falando um pouco mais alto, por causa da raiva e por causa da música alta.
- Não é da sua conta!
- Estou falando sério, Woodsen. A sua música é boa.
Rachel quase caiu em choque. Ele tinha acabado de lhe elogiar?
- Exatamente – ela disse, umedecendo os lábios. – É boa. Mas não é ótima. Não tem inspiração, ou emoção, não fala sobre coisas fortes ou impactantes. Eu não quero algo bom. Eu quero algo ótimo, algo que vai mudar a vida de alguém. Algo que inspire alguém, que seja importante! – ela respirou fundo, e sacudiu a cabeça para os lados, enquanto terminava sua frase. – Algo que signifique alguma coisa para alguém.
And I know
I may end up failing, too
But I know you were just like me
With someone disappointed in you
Claude não disse nada por um bom tempo. A verdade é que estava surpreso em ver aquele lado de Rachel, um lado que ele nunca havia visto antes. Era como... Se debaixo daquela fachada de garota popular, existisse uma garota, apenas uma garota, que era torturada, e que gritava por ajuda.
E ele conseguiu perceber tudo aquilo através do simples silêncio.
- Talvez signifique – ele disse, fazendo um leve aceno com a cabeça. – Você nunca vai saber se você nunca tentar. Se não vai mostrar para ninguém, então... Por que você escreve?
- Você não entende, Claude! – ela disse, sacudindo a cabeça para os lados. – Você não sabe o que é ter algo que você gosta tanto de fazer, e quer dividir isso com o mundo, mas tem uma parte sua que não tem coragem de fazer isso!
Mais uma vez, ele ficou calado. Mas não porque ela estava certa. E sim porque ele se sentia do mesmo jeito.
I've become so numb
I can't feel you there
I've become so tired
So much more aware
I'm becoming this
All I want to do
Is be more like me
And be less like you.
- Você está certa, eu não sei – ele esticou os lábios.
Rachel apenas rosnou, girou os olhos, e se virou para sair, sendo logo seguida por Claude, que continuou:
- Olha, só me diz porquê você não mostra a música para alguém! Você é mesmo tão medrosa assim?
Rachel imediatamente se virou para ele, num momento de fúria, sua mandíbula estava tensa, e se olhar matasse, Claude cairia esfaqueado no chão naquele mesmo momento.
- Cala a boca. – ela disse, entredentes, se aproximando de forma lenta. Claude apenas suspirou, enquanto ela levantava o dedo para ele, e dizia furiosamente: - Você não me conhece!
I've become so numb
I can't feel you there
I'm tired of being what you want me to be
I've become so numb
I can't feel you there
I'm tired of being what you want me to be
E com isso ela saiu de lá, como um furacão.
Claude apenas girou os olhos, e encarou o chão, pensando imediatamente na cena que acabara de presenciar.
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-... Então... Aquela ali é a Vanessa, e aquela outra ali é a Jennifer... – dizia Carlie, apontando para cada indivíduo conhecido que aparecia na festa. Nathan, que estava ao seu lado, apenas acenava com a cabeça, e continuava andando bem atrás dela.
- É, essa festa está bem animada. – disse Nathan, olhando ao redor. Cara, que sorte! Ali tinha muita menina bonita.
- As festas de boas vindas sempre são assim – Carlie disse, girando os olhos. – Olha, eu estou procurando pelo meu irmão, e a minha amiga, Rachel. Meu irmão é um cara alto, cabelo castanho escuro, e o sonho de qualquer menina. E a Rachel é uma garota bem popular, mas com um jeitinho de Joan Jett, ou Avril Lavigne, e ela tem os cabelos castanhos. Se avistar, me avisa, tá?
- Hm... Okay – Nathan forçou um sorriso, o que causou uma leve risada em Carlie.
- Desculpe. Eu sei que aqui tem muita gente – Assim como o rapaz, Carlie olhou ao redor. – Pelo menos trouxeram bebida.
Nathan apenas assentiu, e na hora que ela se virou para falar algo, o olhar dela se concentrou em algo atrás de Nathan.
Alexia.
Alexia Lopez, em toda sua glória, num vestido azul curto, que realçava suas curvas, e deixava a mostra suas pernas torneadas.
Nathan seguiu o olhar de Carlie, e deixou seu queixo cair um pouco.
- Ela é bem gostosa – Nathan comentou, fazendo uma cara aprovativa.
- Não – Carlie disse, sem desviar seu olhar de Alexia. Teve um momento no qual os olhos da morena se desviaram para os seus. E com aquilo, Carlie murmurou: - Ela é linda.
Nathan franziu o cenho, e depois de certo tempo, ele finalmente entendeu a situação. Sua boca caiu rapidamente, coisa que ele logo tratou de recompor, e ele perguntou, timidamente:
- Você... Você gosta dela?
Carlie despertou de seu transe, e olhou para Nathan, em choque, com suas bochechas queimando de vergonha.
- O quê?! Não! – ela logo tratou de negar, mas sabia que sua afirmação era inútil comparada a sua atitude.
- Se você gostar, está tudo bem – ele disse, lhe oferecendo um sorriso amigável. – Eu não vou te julgar.
Carlie suspirou, e então olhou para baixo, lentamente assentindo com a cabeça.
- Não é algo que eu consigo controlar. É só como me sinto. – ela disse, tristemente. – O que é inútil, já que eu sou completamente invisível para ela.
- Não é verdade – Nathan disse, fazendo um aceno com a cabeça. – Você é uma garota bonita, e parece ser bastante forte. Tenho certeza de que talvez algo dê certo entre vocês. Eu vejo algo quando olho para vocês duas. Uma conexão.
Carlie ergueu as sobrancelhas, e perguntou, ironicamente:
- O que você é, “The Mentalist”?
Nathan abriu a boca para falar, mas a sua boca logo se fechou, e assim como Carlie havia feito, ele olhou por um ponto por cima da garota, enquanto ele observava uma figura saindo dos corredores.
Uma garota. Tinha cabelos castanhos, com alguns cachos nas pontas. Usava uma jaqueta de couro, uma blusa com corpete, que realçava seus seios, e calça-jeans, com botas de couro luxuosas.
Ela parecia levemente irritada, enquanto passava pela multidão, se destacando.
- Quem... – Nathan murmurou para Carlie, que agora o olhava de forma curiosa. – Quem é ela?
Carlie franziu o cenho, e se virou, olhando para onde Nathan olhava. Ela deixou logo um sorriso de simpatia crescer no seu rosto enquanto ela via a garota passando para a porta, e sorrindo para algumas pessoas.
- Aquela é Rachel Woodsen. Capitã das líderes de torcida, minha amiga. – Carlie suspirou, e se postou ao lado de Nathan, que ainda não havia desviado os olhos de Rachel, e colocou um braço ao redor dos ombros dele. – Pode ir desistindo, meu amigo. É mais fácil ver anjos cantando do que se aproximar dela.
Nathan não disse nada. Ele se sentia sobre algum tipo de feitiço do amor. Aquela garota era extremamente encantadora. O jeito que ela se destacava na multidão, as expressões faciais, as curvas, o jeito de ‘badass’, e as feições perfeitas. Ela era perfeita.
E ele se sentia completamente apaixonado.
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- Hey, man.
- Hey... – Jake disse, respirando fundo, e observando Claude, que havia se sentado ao lado dele, parecendo levemente chateado. – O que foi?
- Nada importante... – Claude disse, e roubou a garrafa de Jake, tomando-a quase toda num gole só. – Quem foi a garota desta vez?
Jake corou, e logo fez questão de esconder as recentes marcas de chupão em seu pescoço, olhando para os lados.
- Flower McKenzie. Ela deu em cima de mim, e eu... Bem, eu não sou exatamente o cara mais resistente do planeta, sou?
- Não precisa se justificar – Claude suspirou, e olhou para o chão. – Não é da minha conta.
Jake franziu o cenho.
- Tem certeza de que está tudo bem?
- Claro que está – disse Claude, o tom de voz levemente seco, enquanto ele voltava a se levantar, e agora ia até Vanessa. Assim que ela se virou, ele a puxou para um beijo luxuoso e profundo.
- Uau – ela disse, quando terminaram. – Já fazia um tempo que você não me beijava assim.
- Pois é – Claude disse, levemente rude. – O quarto lá de cima está livre?
- S-Sim... – Vanessa disse, hesitante. – Você está bem? O que aconteceu?
- Nada. Só estou irritado. Vamos logo. – e foi junto com ela, aos beijos, para o quarto dos pais dela.
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- Você se lembra do que combinamos?
- Sim.
- Vá lá, e conquiste aquela garota.
- Mais fácil falar do que fazer, né?
Depois de mais uma leve discussão, Nathan finalmente convenceu Carlie a fazer o que ela tanto queria fazer. Insistir em Alexia. Aquela era sua grande chance. Alexia estava livre de suas amiguinhas, parada num canto da festa. Parecia tão fácil... E ao mesmo tempo tão difícil.
Deixando Nathan num lugar fora da casa, ela caminhou até onde Alexia estava, e começou, tentando seu máximo para não gaguejar:
- H-hey.
Droga. Não havia funcionado.
Porém, Alexia ergueu o olhar, e acenou com a mão de volta.
- Hey – e a olhou de cima para baixo. – Está bonita hoje.
- O-obrigado... – Carlie falou, sentindo o suor em seu corpo vir mais rapidamente. Droga, o que havia de errado com ela? – Vo-você também está linda.
- Obrigada – Alexia agradeceu, pestanejando, e se recostando à parede.
O que era aquilo? Um sinal? Carlie deveria agarrá-la, ou algo assim?
- Olha, eu andei pensando, e... – Carlie engoliu em seco, tentando continuar. – Queria saber se... Eu e você... Se nós podíamos...
Antes que Carlie pudesse terminar, um rapaz, provavelmente um atleta, chegou perto delas, e puxou Alexia para um beijo apaixonado.
Carlie encarou, em choque, a cena, sentindo seu coração se quebrar imediatamente.
- Logan! – Alexia exclamou, lhe dando um leve soco, porém achando graça da situação.
- O quê? Tava com saudades da minha garota... – Ele disse, beijando-a na testa, e envolvendo o corpo dela com o seu.
- Logan, essa é a Carlie, uma colega minha – disse Alexia, apresentando Carlie, que ainda não havia se movido. – Ela é irmã do Claude.
- Oh, sim. Já ouvi falar de você. – Logan sorriu, de forma educada, um movimento que Carlie tentou seu máximo para retribuir.
- E Carlie, esse é o Logan... – Alexia disse, sorrindo agora para o rapaz. – Meu namorado.
Tudo que Carlie fez foi erguer a mão e acenar, lutando contra as lágrimas que queriam sair pelos seus olhos.
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Nathan não se lembrava de ser se sentido tão nervoso uma vez na vida como naquele momento. Ele a olhou mais uma vez de relance.
Lá estava ela. A garota que ele tinha visto, Rachel Woodsen. Ela estava recostada numa das barracas perto do mar, tomando uma garrafa de cerveja, e escutando música, com apenas um fone.
- Está tudo bem? – ele não conseguiu se deter, e perguntou.
Rachel se virou para ele, e lhe deu um leve sorriso.
- Na verdade, não. – ela admitiu. – Estou irritada. Fui chamar meu namorado, mas ele estava muito ocupado com outra garota, então... Bebida foi tudo que me sobrou.
- Hm... – Nathan disse, e olhou para baixo.
Quando a olhou novamente, ela já tinha voltado a concentrar seu olhar no mar, que estava com algumas ondas naquele dia.
E no meio do silêncio, ele notou algo na música que ela escutava.
And screaming
Are we, we are, Are we, we are the waiting...
And screaming
Are we we are, Are we we are the waiting...
Ele conhecia aquela música. Já tinha ouvido aquela música uma ou três vezes.
E mais uma vez, sem se conter, ele abriu a boca para falar, mas desta vez sem olhar para ela:
- Are We The Waiting, Green Day.
Aquilo pareceu chamar a atenção dela, que se virou para ele, com o cenho franzido, perguntando:
- Desculpe? – Como se não tivesse ouvido direito.
- Are We The Waiting – ele disse, com uma cara confusa. – É a música que você está escutando. Fala sobre...
- Eu sei, eu conheço a música – ela disse, erguendo a sobrancelha. – Mas não sabia que você conhecia a banda. Green Day não é exatamente uma banda muito conhecida na minha escola. Todos amam funk e hip=hop.
Ele sorriu de lado.
- Eu escuto um pouco de tudo... – ele disse, olhando-a de forma carinhosa.
Ela sorriu de volta.
Cara, ela tinha um sorriso lindo.
- Tirando um tempo da festa? – ele perguntou, apontando para a casa, que estava alguns metros distante.
- Da vida – ela o corrigiu, sorrindo. – Mas também serve. Precisava refletir um pouco.
Nathan apenas assentiu. Ficou um tempo calado, e então disse:
- Sou Nathan McCartney. Sou novato na escola – ele terminou a frase com um sorriso tímido.
Ela esticou os lábios, e estendeu a mão.
- Seja bem vindo, Nathan. – eles apertaram as mãos um do outro, e logo se soltaram. – Sou Rachel Woodsen.
- Eu sei – ele foi rápido em dizer, e aquilo arrancou um olhar surpreso dela, fazendo com que ele corasse. – Quer dizer... Me falaram.
- Oh. Claro. – Rachel prendeu o riso, e assentiu com a cabeça.
Ele olhou para baixo, com as bochechas avermelhadas. Aquele garoto, na verdade, parecia bastante fofo, na opinião de Rachel.
- Então... Você gostaria de... – ele pigarreou. – Ir para outro lugar... Para conversar? Quem sabe tomar uma bebida, ou...
Rachel riu, e olhou para ele, dizendo:
- Talvez você devesse perguntar ao meu namorado...
Nathan corou ainda mais.
- Oh, é. Você tem um... – ele disse, envergonhado, arrancando uma risada alta dela. Ela tinha uma risada linda. – Valeu a pena tentar, huh?
- Talvez – ela disse, fazendo um aceno com a cabeça.
E os dois ficaram ali, sem dizer mais nada, apenas se olhando profundamente, quando uma voz os interrompeu:
- O que está acontecendo aqui?
Rachel olhou para quem estava atrás de Nathan, e se surpreendeu ao ver que não era Jake, mas sim Claude que se encontrava ali.
- Oh, desculpe, eu... – Nathan pigarreou. – Nós só estávamos conversando, eu não estava azarando a tua namorada não...
Rachel arregalou os olhos com as palavras dele, e Claude olhou para ele como se ele fosse louco.
In the light of the sun, is there anyone?
Oh it has begun...
Oh dear you look so lost...
Eyes are red and tears are shed
The world you must've crossed, you said
- Ela não é minha... – Claude girou os olhos, e nem terminou a frase. – Rachel, posso falar com você?
- Se você não viu, já estou conversando com outra pessoa... – ela disse, a voz seca, causando surpresa em Nathan.
- Não, está tudo bem, eu já ia entrar mesmo... – Nathan olhou para Rachel, e acenou. – A gente se vê.
Rachel assentiu, e repetiu:
- A gente se vê.
E com isso Nathan saiu.
Ela o assistiu partir, e logo a voz de Claude a acordou:
- Jake sabe que anda falando com rapazes estranhos?
Rachel esticou os lábios.
- Não sei – ela disse, a voz levemente cínica. – Ele não está ocupado demais nas partes íntimas de outra garota? – e tomou mais um gole de sua garrafa.
Claude apenas a encarou, e então suspirou, se rendendo, e caminhando para mais perto dela.
- Queria me desculpar. – ele falou. Quando ela o olhou, levemente surpresa, ele continuou. – Eu não deveria ter insistido tanto em saber porque você não mostrava para ninguém. Mas não me arrependo de ter lido elas. É uma ótima música.
You don't know me
You don't even care... oh yeah
She said, you don't know me
You don't wear my chains... oh yeah
Yeah...
Rachel geralmente estaria tirando onda dele por estar se desculpando, mas não se sentia no clima para aquilo.
- Valeu – ela disse, e olhou para longe. – Eu não deveria ter surtado. A culpa não é sua. – e ela lhe ofereceu um sorriso amigável.
Ele sorriu levemente de volta, e se recostou à cabana junto a ela. Ela estendeu a garrafa, como se oferecesse uma trégua, e ele, hesitantemente, pegou a garrafa, e tomou um gole.
Essential and appealed...
Carry all your thoughts
Across and open field...
When flowers gaze at you...
They're not the only ones
Who cry when they see you
You said
- Eu quero ajudar alguém. – ela disse, de repente. Quando ele a olhou, interrogativamente, ela explicou. – Você me perguntou hoje porque eu escrevia. Escrevo porque quero ajudar alguém.
Ele a olhou, interessado, e ela começou a explicar:
- Quero ajudar aquela garota, ou aquele garoto que teve um dia mau, e eles sentem como se nada mais valesse a pena – ela suspirou. – E talvez eu possa ser a pessoa que os inspira. Talvez. É como se... Eu não precisasse ser famosa, e não precisasse de todo o dinheiro no mundo... Não tem nada a ver com isso, okay? – Claude assentiu. – É sobre aquela garota que teve um dia horrível e ela escuta sua música, e por cinco minutos, tem... Esperança, sabe? – ela sorriu. – É como se por cinco minutos, ela achasse seu lugar no mundo. – Rachel bateu sua cabeça contra a parede. – E eu quero fazer alguém se sentir dessa forma. Eu quero inspirar alguém com a minha música. E no fim... Isso seria o suficiente. – ela olhou para ele, e finalizou sua frase. – Seria mais do que o suficiente.
You don't know me
You don't even care... oh yeah
She said, you don't know me
You don't wear my chains... oh yeah
Claude olhou para ela, admiração em seus olhos, enquanto ele assentia. Os dois ficaram em silêncio, por um bom tempo, até que foi a vez dele falar.
- Eu desenho.
- O quê?
- Você disse que eu não sabia como era ter um talento e não o mostrasse ao mundo. Bem... – ele pigarreou. – Quando eu me sinto triste, depressivo, e coisas assim, eu... Eu desenho. Eu imagino um lugar, ou uma pessoa, uma cena que me inspire... E eu desenho aquilo.
She said I think I'll go to Boston
I think I'll start a new life
I think I'll start it over, where no one knows my name
I'll get out of California, I'm tired of the weather
I think I'll get a lover and fly'em out to Spain
Ela o encarou, surpresa.
- Claude Hudson desenha? – ela sorriu para ele. – Quem diria, hein?
- Oh, cale a boca – ele riu, e olhou para longe, repetindo as palavras dela. – Você não me conhece.
Rachel riu junto com ele.
Quem visse, acharia que estava maluco. Claude Hudson e Rachel Woodsen rindo juntos, sem brigar? Oh, aquilo sim seria novidade...
- É... – ela disse, suspirando, assim que parou de rir.
I think I'll go to Boston,
I think that I'm just tired
I think I need a new town, to leave this all behind
I think I need a sunrise, I'm tired of the sunset
I hear it's nice in the summer some snow would be nice... oh yeah
- Eu vou voltar. Tem umas gatinhas me esperando lá dentro... – ele disse, erguendo as sobrancelhas de forma maliciosa, e fazendo com que ela girasse os olhos.
- Não muda mesmo, hein?
Ele apenas sorriu, e começou a fazer seu caminho de volta para casa.
Mas antes que ele fosse, ela o chamou:
- Claude?
Ele se virou, e perguntou:
- Hm?
Ela suspirou, deixou um sorriso carinhoso crescer em seus lábios, e disse:
- Obrigada.
Boston...where no one knows my name, yeah
No one knows my name...
No one knows my name...yeah
Boston... no one knows my name
Boston... no one knows my name
Claude pareceu surpreso com aquilo, mas logo sua expressão de choque foi substituída por uma expressão amigável.
- De nada. – ele suspirou.
Ela olhou para baixo, e assentiu.
- Hey, Rachel? – ele chamou, antes de ir, e ela ergueu o rosto para ele. – Ainda... Ainda vamos nos odiar amanhã, não é?
Ela apenas sorriu, e disse:
- Sim, Claude. Ainda vamos nos odiar amanhã.
E com isso, junto de um sorriso, ele se foi.
E foi exatamente ali que tudo começou.


CONTINUA...
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Re: I Can't Stay (+16)

Mensagem por Lys em Ter Maio 28, 2013 6:56 pm

Músicas do capítulo inteiro:

- Bad Reputation, Joan Jett
- Highway To Hell, ACDC
- Blaze Of Glory, Bon Jovi
- It's My Life, Bon Jovi
- Numb, Linkin Park
- Are We The Waiting, Green Day
- Boston, Augustana
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Re: I Can't Stay (+16)

Mensagem por Jess Silver em Qua Maio 29, 2013 5:58 pm

Bem Lys, me desculpe pela demora pra ler e comentar, mas não consegui vir na net durante o dia todo! Enfim, agora que cá estou, e que já postei na minha história também, vamos lá ver como isso continua!
Ahhh mais uma cena maravilhosa entre Claude e Jake… começo a realmente gostar desses dois, apesar de ainda estar brava com o Jake pelo que ele fez à Rachel, mas pronto… ele podia ser bem pior, então eu não discuto muito kkkkk
O quê?? Mas o Claude até dá em cima da tia do Jake? Pleeeease, que menino playboy viu!
Aaaah eles falando me lembraram da festa, que espero que ainda seja nesse capítulo porque tou ansiosa pra ler!
Oh não, não não não, o Jake NÃO ACABOU DE PÔR AS CULPAS NA MENINA! Pronto, toda a compaixão que eu já tava criando por ele se foi instantaneamente :c decepcionada aqui… mas não com o Claude, que bem pode bater com a cabeça na parede mas não vai deixar de se preocupar kkkkk ele bem tenta, mas não dá
Hahsuahhasuhsuahs “sou como o tubarão do sexo: se parar de me alimentar, morro” aiii que rachei de rir aqui com essa tirada, magnífica e perfeita! Parabéns por se lembrar de algo assim Lys!
BOB Esponja! Valeu Lys, todo mundo ama Bob Esponja ^^
Bon Jovi! Meu Deus menina, você tem tão bom gosto musical, que perfeição!
A cena de amor entre Ivy e John está muito bem escrita e bonita, mas por favor Lys, não faça da menina uma mamã adolescente, pleeease. Isso ia dar cabo da personagem, por favor me diga que ela realmente não vai engravidar, senão vou chorar aqui! (pronto, não vou ficar realmente chateada… só levemente aborrecida)
Tou realmente gostando da conversa da Rachel com a Carlie. É bom ver que elas, mesmo não sendo da mesma idade, se entendem bem uma com a outra. Mas concordo com a Rachel quando tenta chamar a atenção da Carlie pra com a Alexia. E eu acho que a Carlie está mesmo muuuuuito apaixonada pra dizer algo como “perdoar todos os erros que a pessoa já cometeu”. Também não pode ser bem assim… quer dizer Lys, me desculpe, tem razão sim, mas eu não sou nada a favor da frase “o amor é cego e só vê o que quer”, eu nunca dei grande valor nisso, então acho que a Carlie não deve perdoar tudinho que a Alexia fizer, deve sim tentar perceber se, mesmo com todos os erros e defeitos, vale a pena algo com ela.

“Tchau, ogro. Tchau, Cruela” isso definitivamente vai dar amor, que maravilha hahhahahaha
Oh meu deus ele vai ler o caderno dela ! É agora, é agora, oh que…. Não, afinal não vai ser -.- Lys que maldadeeeee kkkkkk

Ohhh o Claude ficou impressionado com o que viu, claro! Agora não vai demorar pra ele revelar coisas à Rachel, e aí ela vai ficar brava porque ele não respeitou a intimidade dela, mas ao mesmo tempo vai fazer com que os dois se apaixonem mais depressa! E o Jake já bebendo né, cada vez gosto menos desse garoto….

A cena do quase-estrupamento da Carlie me deu arrepios. É por estas e por outras que eu nunca saio de casa sozinha! Mas ainda bem que o Nathan estava por lá pra a salvar né… ele foi muito protetor e muito fofo! Realmente se ele não estivesse lá, o que seria dela?
OOOOOHHHH QUE PERFEIÇÃO! Essa música a acompanhar a cena da Rachel e do Claude foi uma escolha magnífica Lys, parabéns mais uma vez! Meu coração tava pulando aqui enquanto lia a maneira como ele entregou o caderninho pra ela!
“E ele conseguiu perceber tudo aquilo através do simples silêncio” frase maravilhosa nesse momento. Estou babada pra sua escrita, Lys, encantada demais!

Ahahhahahahaha a Carlie apresentando todo mundo a Nathan… ela terá noção de que, se o garoto for como eu, logo esquece quem lhe é apresentado? Se me apresentarem mais que 4 pessoas de uma só vez, eu esqueço logo o nome da 1ª hahahahahha

“O que você é, The Mentalist”? sempre quis dizer isso pra alguém kkkkkk bem mandada Carlie!
OH MEU DEUS, o Nathan vai se apaixonar pela Rachel?! NÃO, NÃO PLEEEEEASE DEAR LORD, NOT THIS! A Rachel tem de ficar com o Claude! Pleeease Lys não me faça a desfeita, não acaba com eles não!

Lys me desculpa, eu não posso mesmo continuar lendo porque terei de sair da Internet, amanhã prometo que continuo, mal acredito que vou parar agora mas tem mesmo de ser, mil desculpas! O capítulo está ótimo, super interessante e mesmo brutal! Por favor não posta antes de eu ler o resto, sim? Prometo que não demoro!
Beijooo flor!

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Re: I Can't Stay (+16)

Mensagem por Jess Silver em Qui Maio 30, 2013 3:20 am

Ora vamos lá continuar então, tou ansiosa pra ver como corre o resto da festa!

Ahahahah o Nathan dando conselho amoroso pra Carlie?? OK se esses dois não ficarem juntos, pelo menos ficam amigos!
Oh coitadinha da Carlie! Aquele rapaz a roubar a Alexia mesmo na frente dela! Que tristezaaa…. Tchii, ainda por cima é namorado dela, que droga mesmo choro
Ahh o Nathan vai tentar a sua sorte com a Rachel! Poxa, o menino é muito fofo…. Ah não pera, o Claude foi interromper kkk

Já cheguei no final da cena, não pude nem parar de ler pra comentar. Tá lindaaaaa demais Lys! Maravilhosa, romântica, brilhante. “Ainda vamos nos odiar amanhã?” “Sim, ainda vamos nos odiar amanhã” amei simplesmente, porque é a maior das mentiras. E agora sim vai começar, e eles não tardaram pra ficar juntos! ownn

Lys, não preciso nem repetir o quão perfeito achei esse capitulo pois não? Tá simplesmente divino, todas as personagens, as musicas, os cenários… tá tudo otimo. Adorei! Por favor continua tah? Eu quero muito ver como essa história evolui!
Beijooos querida, e parabéns again!
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Re: I Can't Stay (+16)

Mensagem por Lys em Sex Maio 31, 2013 9:08 am

Jess Silver escreveu:Bem Lys, me desculpe pela demora pra ler e comentar, mas não consegui vir na net durante o dia todo! Enfim, agora que cá estou, e que já postei na minha história também, vamos lá ver como isso continua!
Ahhh mais uma cena maravilhosa entre Claude e Jake… começo a realmente gostar desses dois, apesar de ainda estar brava com o Jake pelo que ele fez à Rachel, mas pronto… ele podia ser bem pior, então eu não discuto muito kkkkk
O quê?? Mas o Claude até dá em cima da tia do Jake? Pleeeease, que menino playboy viu!
Aaaah eles falando me lembraram da festa, que espero que ainda seja nesse capítulo porque tou ansiosa pra ler!
Oh não, não não não, o Jake NÃO ACABOU DE PÔR AS CULPAS NA MENINA! Pronto, toda a compaixão que eu já tava criando por ele se foi instantaneamente :c decepcionada aqui… mas não com o Claude, que bem pode bater com a cabeça na parede mas não vai deixar de se preocupar kkkkk ele bem tenta, mas não dá
Hahsuahhasuhsuahs “sou como o tubarão do sexo: se parar de me alimentar, morro” aiii que rachei de rir aqui com essa tirada, magnífica e perfeita! Parabéns por se lembrar de algo assim Lys!
BOB Esponja! Valeu Lys, todo mundo ama Bob Esponja ^^
Bon Jovi! Meu Deus menina, você tem tão bom gosto musical, que perfeição!
A cena de amor entre Ivy e John está muito bem escrita e bonita, mas por favor Lys, não faça da menina uma mamã adolescente, pleeease. Isso ia dar cabo da personagem, por favor me diga que ela realmente não vai engravidar, senão vou chorar aqui! (pronto, não vou ficar realmente chateada… só levemente aborrecida)
Tou realmente gostando da conversa da Rachel com a Carlie. É bom ver que elas, mesmo não sendo da mesma idade, se entendem bem uma com a outra. Mas concordo com a Rachel quando tenta chamar a atenção da Carlie pra com a Alexia. E eu acho que a Carlie está mesmo muuuuuito apaixonada pra dizer algo como “perdoar todos os erros que a pessoa já cometeu”. Também não pode ser bem assim… quer dizer Lys, me desculpe, tem razão sim, mas eu não sou nada a favor da frase “o amor é cego e só vê o que quer”, eu nunca dei grande valor nisso, então acho que a Carlie não deve perdoar tudinho que a Alexia fizer, deve sim tentar perceber se, mesmo com todos os erros e defeitos, vale a pena algo com ela.

“Tchau, ogro. Tchau, Cruela” isso definitivamente vai dar amor, que maravilha hahhahahaha
Oh meu deus ele vai ler o caderno dela ! É agora, é agora, oh que…. Não, afinal não vai ser -.- Lys que maldadeeeee kkkkkk

Ohhh o Claude ficou impressionado com o que viu, claro! Agora não vai demorar pra ele revelar coisas à Rachel, e aí ela vai ficar brava porque ele não respeitou a intimidade dela, mas ao mesmo tempo vai fazer com que os dois se apaixonem mais depressa! E o Jake já bebendo né, cada vez gosto menos desse garoto….

A cena do quase-estrupamento da Carlie me deu arrepios. É por estas e por outras que eu nunca saio de casa sozinha! Mas ainda bem que o Nathan estava por lá pra a salvar né… ele foi muito protetor e muito fofo! Realmente se ele não estivesse lá, o que seria dela?
OOOOOHHHH QUE PERFEIÇÃO! Essa música a acompanhar a cena da Rachel e do Claude foi uma escolha magnífica Lys, parabéns mais uma vez! Meu coração tava pulando aqui enquanto lia a maneira como ele entregou o caderninho pra ela!
“E ele conseguiu perceber tudo aquilo através do simples silêncio” frase maravilhosa nesse momento. Estou babada pra sua escrita, Lys, encantada demais!

Ahahhahahahaha a Carlie apresentando todo mundo a Nathan… ela terá noção de que, se o garoto for como eu, logo esquece quem lhe é apresentado? Se me apresentarem mais que 4 pessoas de uma só vez, eu esqueço logo o nome da 1ª hahahahahha

“O que você é, The Mentalist”? sempre quis dizer isso pra alguém kkkkkk bem mandada Carlie!
OH MEU DEUS, o Nathan vai se apaixonar pela Rachel?! NÃO, NÃO PLEEEEEASE DEAR LORD, NOT THIS! A Rachel tem de ficar com o Claude! Pleeease Lys não me faça a desfeita, não acaba com eles não!

Lys me desculpa, eu não posso mesmo continuar lendo porque terei de sair da Internet, amanhã prometo que continuo, mal acredito que vou parar agora mas tem mesmo de ser, mil desculpas! O capítulo está ótimo, super interessante e mesmo brutal! Por favor não posta antes de eu ler o resto, sim? Prometo que não demoro!
Beijooo flor!


Que nada, Jess, eu sei como é esse negócio de dificuldade para acessar a net, tudo bem, demore o tempo que quiser Wink
É, a amizade desses dois é bastante fofa, às vezes, mas as coisas vão se alterar um pouco (ou muito) no futuro deles... Como eu falei, o Jake não é um vilão, ou algo, ele só uma criatura muito convencida de que tudo na vida vai ficar bem para sempre, kkk
KKKKKK, o Claude vai dar em cima de todo mundo nessa fic, Jess. Ele é o típico garanhão de ensino médio, LOL.
O Jake é um caso perdido, não é? Você vai ter uma looonga relação de amor/ódio com o Jake, só que vai ser mais provavelmente de ódio, kkk. E as preocupações do Claude estão beeem longe de acabar, acredite, não importa o quanto ele tente.
Essa tirada aí eu meio que tirei enquanto eu estava assistindo Friends, e eu tava assistindo as cenas do Joey, e eu pensei “nossa, ele parece um tubarão do sexo,” e na hora que eu estava escrevendo a personalidade do Claude, eu percebi que se encaixava, por isso coloquei. Que bom que você gostou, Smile
Todos amamos aquela esponja amarelinha *-*
A-M-O e vivo Bon Jovi. As músicas dele são MUITO divas, não é? Ahh, brigada, flor Wink
Okay, esse caso de John e Ivy vai ser uma coisa complicada mesmo. Infelizmente, a Ivy vai ter que ser mamãe, afinal, eu quero fazer essa fic bastante realista, e eu acho que isso acontece bastante com várias garotas na idade dela, tudo porque os namorados esqueceram da camisinha. Eu queria fazer o plot da gravidez com algum personagem, e então eu percebi que todos já tinham um plot, menos a Ivy, que era só a melhor amiga da Rachel, e a namorada do John. E eu achei que esse deve ser um bom jeito de fazê-la amadurecer. Sinto muito que isso lhe chateie, flor, mas é necessário. Lá pro meio da história, você vai entender porque eu coloquei a Ivy para engravidar. Mas acredite em mim, não vai ser uma gravidez muito fácil, não, viu?
Rachel & Carlie são mto lindas, né? Como eu falei na descrição, as duas podem ser consideradas almas gêmeas, kkk. Rachel é bastante pé no chão, e eu acredito que ela é uma pessoa muito importante para a Carlie, e a última coisa que ela quer e ver a Carlie se machucar. Isso mesmo, a Carlie é do tipo amor cego. Eu também não acredito muito em ‘o amor é cego e só ver o que quer’, eu acho que para ser amor, tem que ser realista, e enfrentar os problemas. Mas a Carlie não vai achar a Alexia tão perfeita assim com o passar da fic, acredite em mim, e ela vai começar a questionar se a Alexia vale mesmo a pena.
KKK, é o amor cruelos, Jess. LOL, ri muito aqui, kkkkk. Eu sei, foi maldade não ter mostrado ele lendo o caderninho dela, kk.
Essa cena que o cara tentou agarrar a Carlie, eu tirei da vida real mesmo. Isso ia acontecendo comigo uma vez que eu saí sozinha, de noite, mas eu realmente dei sorte porque eu consegui dar um soco no cara; me dá até arrepios lembrar disso, mas o que nós podemos fazer com esse mundo tão cruel de hoje em dia, né, Jess? A sorte da Carlie é que o Nathan tava lá. Um herói perfeito... #suspiros.
Eu adoro ‘Numb’ de Linkin Park, e eu simplesmente TINHA que usar numa cena Claude/Rachel, especialmente porque eu acho que a letra da música se encaixou bastante como a Rachel se sentia.
Esses dois realmente se entendem, e ao mesmo tempo se odeiam. Acho que essa é a graça deles. Porque eles dois são super-parecidos, e mesmo assim ainda lutam contra isso, e ficam brigando.
KKKK, eu também sou assim, Jess, kkk. Mas no meu caso, se me apresentarem duas pessoas, eu só lembro do nome da última, LOL.
Eu também sempre quis, kkk
Não posso falar nada em relação à Nathan/Rachel, o futuro deles é um segredo guardado a sete chaves, kkk. Brinks, só o que posso dizer é que eles vão ser muito importante na vida do outro.
Agora, vamos a continuação do seu comment:
Jess Silver escreveu: Ora vamos lá continuar então, tou ansiosa pra ver como corre o resto da festa!
Ahahahah o Nathan dando conselho amoroso pra Carlie?? OK se esses dois não ficarem juntos, pelo menos ficam amigos!
Oh coitadinha da Carlie! Aquele rapaz a roubar a Alexia mesmo na frente dela! Que tristezaaa…. Tchii, ainda por cima é namorado dela, que droga mesmo
Ahh o Nathan vai tentar a sua sorte com a Rachel! Poxa, o menino é muito fofo…. Ah não pera, o Claude foi interromper kkk
Já cheguei no final da cena, não pude nem parar de ler pra comentar. Tá lindaaaaa demais Lys! Maravilhosa, romântica, brilhante. “Ainda vamos nos odiar amanhã?” “Sim, ainda vamos nos odiar amanhã” amei simplesmente, porque é a maior das mentiras. E agora sim vai começar, e eles não tardaram pra ficar juntos!

Lys, não preciso nem repetir o quão perfeito achei esse capitulo pois não? Tá simplesmente divino, todas as personagens, as musicas, os cenários… tá tudo otimo. Adorei! Por favor continua tah? Eu quero muito ver como essa história evolui!
Beijooos querida, e parabéns again!

Nathan deu um conselheiro amoroso, kkk. Eu sempre faço isso com as minhas amigas, e é porque nem tenho namorado, kkk. Well, vai acontecer muita coisa ainda entre Carlie & Nathan. Carlie vai sentir algo por ele, mas ela também não vai deixar de gostar da Alexia da noite pro dia. Afinal, não dizem que os nossos primeiros amores são os piores?
É, coitada da nossa Carliezita. Mas calma aí, que ela tem o Nate para consolar ela, né? ^^. Brinks.
Eu sei, ele é tudo de bom. Eu gostei de escrever Nathan/Rachel, mas como falei, o futuro deles é um segredo, kkk. Claude dando uma de introsa, kkkkkk.
Ownts, floor, obrigada, *-*. Só preciso te dizer uma coisa: Claude/Rachel vai acontecer sim, mas não do jeito que você espera. Acho que você vai gostar Wink
Obrigada, sua linda, e claro que vou continuar. Obrigada por seu comment, que sempre me deixa suuper feliz Very Happy
Valeu, e até a próxima Wink
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Re: I Can't Stay (+16)

Mensagem por Jess Silver em Sex Maio 31, 2013 4:23 pm

Resposta ao seu comment:

O Jake não me inspira confiança e me irrita mesmo, mas é verdade que há tanto garoto assim no highschool que acaba por nem dar pra se zangar realmente, mas eu só gostava que ele se decidisse de uma vez por todas se gosta mesmo ou não da Rachel, porque falar que gosta e depois fazer o que faz... não gosto de rapazes indecisos xD

Quanto à gravidez de Ivy, por favor querida não fique achando que eu realmente vou desgustar do assunto! aliás, você escreve tão bem e está conseguindo criar a história de uma maneira tão envolvente e poderosa que eu tenho a certeza que vou gostar! e agora que me disse que não vai ser uma gravidez de conto-de-fada acho que já sou mais de acordo. É bom ver, tal como você disse, a realidade de muita garota a quem isso acontece. Por favor continue seus planos, eu tenho certeza que vai dar um jeito de eu me apaixonar pela situação deles também kkkk

Não acredito que isso aconteceu com você! affraid coitada Lys... meu deus, nesse mundo dos dias de hoje todo o cuidado é pouco mesmo... mas foi muita coragem e bravura de sua parte pra colocar a situação na história, pra conseguir transcreve-la tão bem pro papel, um acontecimento que sempre te arrepia quando pensa nele... tem meu respeito e minha (ainda maior) adoração por essa prova de força, amiga!

Ohhh flor, tenho certeza que vou amar todas as maneiras que você colocar o Nathan/Rachel, Nathan/Carlie, Rachel/Claude, Rachel/Jake, Carlie/Alexia, Ivy/John, etc etc. Essa historia está me envolvendo cada vez mais e já não consigo me imaginar sem poder continuar a acompanhá-la, por isso nunca pare de postar taaah?
terá sempre aqui uma fã dedicada e pronta pra te dar conselhos e elogiar tuas maiores proezas!

Beijooo flor, e não demora pra continuar Wink
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Re: I Can't Stay (+16)

Mensagem por JuhSalvatore em Sex Jun 07, 2013 9:10 pm

Lyyys, lidona, cá estou eu
então, pra começar OH MY FGOSH, NÃO CREIO QUE TU PÔS JON BONGIOVI EM SUA TRILHA SONORA! Eu achei que era impossível eu te amar mais, mas cara, nossa, Bon Jovi man! s2
Cheguei a chorar com o Bon Jovi no seu capítulo. E sim, é bobo, mas cara, não há amor que se compare. s2

Gente, que isso? SE A CARLIE NÃO VAI USUFRUIR, NEM A RACHEL, DÁ O DLÇ DO NATE PRA MIM, CARAMBA!
Nathan, seu maravilhoso, me olhe.
Simplesmente a-m-e-i ele, de verdade!

Jake, cachorrão "woofh"
Não cansou de trir a coitada da Rachel ainda, esse desgraça?

Claude, o que aconteceu com vocÊ?
mooore, amei demais mesmo esse novo e melhorado Claude. Nossa, sério, ver sentimentos no nosso Claude 2.0 chega a ser emocionante, pfvr!
absoluto por alguns instantes, até voltar a ser o cachorrão que eu tanto aprendi a amar.

IVY, SUA DEMÔNHA!
Perdeu o juízo, a menina. Eita que agora Fu*** tudo, carai.
To prevendo uma criancinha por aí s2

More, o capítulo ficou bem mais que magnífico! cada vez mais me surpreendo com seu extremo talento e sua capacidade de me empolgar a cada nova linha.
muito obrigada por isso tudo, viu maninha?
aguardo por mais aqui.

beijoos, amucê
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Re: I Can't Stay (+16)

Mensagem por Lys em Dom Jun 09, 2013 12:47 pm

JuhSalvatore escreveu:Lyyys, lidona, cá estou eu
então, pra começar OH MY FGOSH, NÃO CREIO QUE TU PÔS JON BONGIOVI EM SUA TRILHA SONORA! Eu achei que era impossível eu te amar mais, mas cara, nossa, Bon Jovi man! s2
Cheguei a chorar com o Bon Jovi no seu capítulo. E sim, é bobo, mas cara, não há amor que se compare. s2

Gente, que isso? SE A CARLIE NÃO VAI USUFRUIR, NEM A RACHEL, DÁ O DLÇ DO NATE PRA MIM, CARAMBA!
Nathan, seu maravilhoso, me olhe.
Simplesmente a-m-e-i ele, de verdade!

Jake, cachorrão "woofh"
Não cansou de trir a coitada da Rachel ainda, esse desgraça?

Claude, o que aconteceu com vocÊ?
mooore, amei demais mesmo esse novo e melhorado Claude. Nossa, sério, ver sentimentos no nosso Claude 2.0 chega a ser emocionante, pfvr!
absoluto por alguns instantes, até voltar a ser o cachorrão que eu tanto aprendi a amar.

IVY, SUA DEMÔNHA!
Perdeu o juízo, a menina. Eita que agora Fu*** tudo, carai.
To prevendo uma criancinha por aí s2

More, o capítulo ficou bem mais que magnífico! cada vez mais me surpreendo com seu extremo talento e sua capacidade de me empolgar a cada nova linha.
muito obrigada por isso tudo, viu maninha?
aguardo por mais aqui.

beijoos, amucê

JUUUH, VOCÊ VOLTOU!
Bon Jovi é um dos meus cantores favoritos, e você pode esperar bastantes músicas dele nessa história. Eu não me canso de ouvi-lo. Ele é divo *-*
Kkkkk, gêmola, vc chorou? Tudo bem, quem sou eu para julgar? Eu chorei quando um filhote de cachorro da minha rua morreu, e é porque eu tenho medo Sad
LOL, Nathan é Perfect, né, gêmola? Todas queremos que ele nos olhe, ai, ai. Você vai gostar ainda mais dele, eu acredito.
Jake é um cachorro sem vergonha, mas as atitudes dele terão consequências no futuro. O término dele e da Rachel está mais próximo do que vc imagina.
Claude com sentimentos é um milagre mesmo, né? Mas esse orgulho dele está longe de morrer. Não importa o quanto eles briguem, está óbvio que ele e a Rach-Rach não se suportam, e ao mesmo tempo não suportam estar longe um do outro.
KKKKK, nós aprendemos a amar ele assim, né, Juh? Kkkk
Ivy perdeu o juízo mesmo. E o pior é que isso acontece bastante na vida real, com a maioria das adolescentes. Eu acho que você vai gostar bastante da criancinha que será concebida, Juh sz
Awwwnts, brigada, mana. Eu que agradeço, pelo comment, e pela sua presença aqui.
Bem, eu estou tendo uns problemas de internet aqui, e o cap vai chegar mais atrasado do que eu pensei. Hoje é meu último dia de net, e provavelmente só terei net novamente sexta-feira Sad
É o tempo necessário para eu acabar o cap. Estou tentando meu máximo para não ficar muito grande, mas não está funcionando mto, kkkk.
Beeeijos, minha linda. Volte sempre Wink
Amutu s2
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Lys

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