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Lifelynne ~The Endless Loop of Life and Death~

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Lifelynne ~The Endless Loop of Life and Death~

Mensagem por Silyn em Ter Dez 25, 2012 11:27 pm



Nome: Lifelynne ~The Endless Loop of Life and Death~
Gênero: Aventura, Fantasia, Suspense e Comédia.
Número de Capítulos: -indefinido-
Sinopse: Lynne nunca teve uma vida fácil e sua sorte não é das melhores.
Levando isso em conta, talvez ele não devesse ficar tão surpreso quando acaba se envolvendo com jogos onlines amaldiçoados, lapsos de memória, stalkers e gatos pretos que não piscam.
Isso é claro sem contar tentativas de sequestro e alguns atentados a sua vida aqui e ali.
Bem, pelo menos ele não ficará entediado por um bom tempo.

x.Capítulos.x

Prólogo - Flashes do Passado e Futuro. (ON!)
Capítulo 1 - Nuvens de Chuva. (ON!)


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Prólogo - Flashes do Passado e Futuro.

11 de novembro de 2025

Uma risada sem humor ecoou pelo aposento. Gritos, acusações e palavras feias ditas na raiva o acompanharam. E no fim, o que restou foi um garoto de cabelos negros que de repente descobriu que já não tinha mais um lugar para chamar de casa.

13 de novembro de 2025


Um motorista irresponsável avançou o sinal e não conseguiu pisar no freio a tempo. Ouve sangue, gritos e o barulho de um corpo sendo jogado no asfalto. O mesmo garoto de cabelos negros agora olhava de olhos arregalados para a pessoa que praticamente o tinha expulsado de casa... E que acabara de ser atropelado em seu lugar.

14 de novembro de 2025


A notícia mais popular do momento era sobre como o filho de uma rica família que desenvolvia jogos havia entrado em coma depois de milagrosamente ter sobrevivido a um acidente de transito. Olhos verdes, escondidos por uma franja negra, não conseguiam esconder o desgosto que o dono dos mesmos sentia ao ver pessoas que pareciam alegres com a notícia, pois agora teriam algo para fofocar.

17 de setembro de 2025


O barulho de uma bolsa sendo jogada no chão ecoou pelo piso branco do hospital. Um garoto de cabelos negros e olhos verdes fitou o homem de bigode e cavanhaque a sua frente em um misto de raiva e incredulidade.

– Como assim você se recusa a pagar a conta do hospital? Você é dono de uma empresa bilionária! Certamente dinheiro não é problema. – Disse, quase gritando.

O homem apenas levantou uma de suas sobrancelhas castanhas e virou as costas para o adolescente, ajeitando seu casado de pele enquanto se preparava para ir embora.

Respondeu:

– Porque eu deveria me importar com pessoas que não podem nem ao menos tomar conta de si próprias? A culpa é dele por entrar em coma, e além do mais, você ouviu os médicos. A chance de ele acordar é mínima.

– Uma chance, mesmo que pequena, continua sendo uma chance. Como você pode simplesmente dar as costas a seu próprio filho quando ele precisa de você!?

O homem virou a cabeça para fitar o jovem. Os olhos verdes do garoto estavam cheios de angustia, raiva e traição. Depois de manter contato visual por mais alguns segundos, o desfez e começou a andar em direção a saída. Deu uma pequena pausa quando chegou à porta, e sem se virar, disse:

– Você também era meu filho. E isso não o impediu de virar as costas a sua própria família, impediu?

E com isso, o homem alto de cabelos e olhos castanhos foi embora, deixando para trás um adolescente desamparado e outro que estava prestes a ser despejado do hospital por falta de dinheiro.

21 de março de 2027


Olhos verdes e cansados fitaram a tela do computador por meio do visor que estava usando. Realmente, ele não queria ter se envolvido nesse jogo, mas algo parecia o estar atraindo para o mesmo.

Ele não sabia o motivo, mas estava morrendo de sono. Tinha certeza de que iria desmaiar assim que a tela terminasse de carregar, o que era estranho, pois ele tinha um sério problema com insônia e estava cedo demais para dormir.

Quando a tela finalmente terminou de carregar, havia uma pequena caixinha branca na mesma, que era o lugar onde deveria colocar o nome de seu personagem. Suas pálpebras estavam tão pesadas que ele não tinha muita certeza de onde tirou forças para digitar as quatro letras de seu teclado. Quando seu dedo pressionou “enter” ele já estava em um sono profundo.

Uma mensagem surgiu na tela:

Rain logs in.

“E então, mais um ciclo começa.”

“Eu me pergunto

Como você irá escrever a história dessa vez,

Lynne.”

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Bom, provavelmente está um pouco confuso, mas é só um prólogo, e conforme a história for avançando, mais e mais fatos ficarão claros.
Provavelmente vou postar o capítulo 1 dia 27 já que eu já tenho ele pronto, ficaria muito grata se dessem sua opinião sobre a fic, mesmo que por enquanto não haja muito o que dizer ^^'
Se verem algum erro de português avisem, eu revisei esse capítulo meio sonolenta então provavelmente deixei passar alguns, oh well.

Até o próximo capítulo :3
Cya.
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Silyn

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Re: Lifelynne ~The Endless Loop of Life and Death~

Mensagem por Silyn em Ter Jan 01, 2013 7:07 pm

Bom, voltei da viajem e aqui estou eu com mais um capítulo. Acho que esqueci de mencionar, mas os caps dessa fic não serão muito grandes. Na verdade, essa fic era pra ser uma oneshot que eu iria dar de presente para uma amiga, mas a ideia acabou crescendo demais... Essa amiga minha não pode ficar ficar forcando a vista por causa de um problema nos olhos dela, e como eu quero que ela leia, os caps não serão muito grandes. Sorry.
Sem mais enrolações, ao cap!

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Capítulo 1 – Nuvens de Chuva.


Havia sangue e havia gritos. O barulho era tão intenso que ele provavelmente não teria conseguido ouvir seus próprios pensamentos se sua mente estivesse em condições de produzir alguma coisa coerente.

Pessoas de trajes brancos o levantaram – quando ele havia caído mesmo? Antes ou depois de ser empurrado? – pelos braços, colocaram uma coberta sobre si e o forçaram a sentar em um banco – de uma ambulância? – e perguntaram se ele estava bem.

“Se eu estou bem?” Pensou sem dizer, “Bom, eu não sou a pessoa que está estirada no asfalto quase morrendo por perda de sangue, sou?” Respondeu:

-... Acho que um chocolate quente cairia bem.


▲▼ ▲▼ ▲▼

Segundos antes de o alarme tocar sua mão já havia batido no mesmo – e talvez, só talvez, ele tenha usado um pouco mais de força do que era necessário – efetivamente o desligando e impedindo o irritante som.

Abriu os olhos lentamente e encarou o teto branco de seu quarto. Nada como um sonho agradável para começar o dia, pensou sarcasticamente.

Massageou seus olhos cansados por detrás das pálpebras e finalmente olhou para o relógio. Três números vermelhos vibrantes o encararam de volta. Cinco e trinco cinco da manhã.

Bom, pelo menos ele havia conseguido umas 4 horas de sono dessa vez.

▲▼ ▲▼ ▲▼

A primeira coisa que viu quando saiu de casa foi um par de brilhantes olhos amarelos o encarando. Piscou algumas vezes, e depois de alguns segundos percebeu que o gato preto de pé no muro de sua casa o estava encarando intensamente.

Ele deu alguns passos para frente, e os olhos do gato o seguiram. Retrocedeu os passos, e novamente os olhos acompanharam o movimento. Balançou a cabeça e resolveu seguir em frente, afinal, ele tinha coisas mais importantes a fazer do que se incomodar com um gato.

Mesmo estando de costas, ele quase podia sentir um par de olhos felinos grudado em si. O gato não o seguiu.

▲▼ ▲▼ ▲▼

Estava encarando uma porta de madeira enquanto aguardava o professor terminar de falar. Era impressionante notar o quando uma pessoa podia enrolar antes de chegar direto ao ponto. Uma olhada para o seu relógio de pulso indicou que ele estava esperando há cinco minutos.

Depois de alguns segundos, finalmente escutou o professor dizer que teriam um aluno transferido naquela sala a partir de hoje. Foi nesse momento que entrou na sala, deu um pequeno aceno com a cabeça para o professor e virou-se para encarar a turma.

Alguns olhavam para ele curiosidade, afinal, era estranho alguém se transferir quase no final do ano letivo. Bom, estava na hora de acabar com essa curiosidade, gerar atenção para si apenas criaria problemas indesejáveis.

Curvando um pouco a cabeça para criar a ilusão de um garoto tímido e inofensivo, disse em uma voz fraca:

- Prazer... Meu nome é Lynne Hywell.

▲▼ ▲▼ ▲▼

Havia sido fácil acabar com qualquer interesse que seus colegas de classe tinham sobre si. Ele apenas tinha mantido a cabeça baixa e dado respostas curtas para as perguntas que recebeu, o que foi mais do que suficiente para fazer com que seus colegas achassem que ele era apenas um adolescente chato sem nada de interessante.

A única pessoa que havia tentando realmente se aproximar de si fora uma garota de cabelos loiros curtos e cacheados que atendia pelo nome de Blair. Ela, aparentemente, era a representante de classe e queria ter certeza de que o aluno novo se enturmasse com os outros sem nenhum problema.

Lynne havia apenas continuado a fingir ser um adolescente que tinha medo da própria sombra, fazendo com que pouco a pouco, a representante ficasse completamente frustrada com ele.

Depois de mais algumas perguntas que foram simplesmente respondidas com “sim” e “não”, Blair alcançou seu limite e disse mal humorada:

- Qual é o seu problema, hein? Seus pais não te ensinaram que é falta de educação não olhar nos olhos de uma pessoa quando está falando com ela?

Foi nesse momento que Lynne levantou a cabeça e capturou os olhos azuis da garota com os seus. Blair sentiu todo o ar de seus pulmões fugir quando se viu encarando um par de olhos cor de esmeralda vibrantes que a fitavam friamente. O tom com que Lynne respondeu foi gélido:

- Eu acredito que não é da sua conta o que meus pais me ensinaram ou não.

Blair engoliu a seco e sentiu pequenos arrepios, porém, quando voltou a si, Lynne estava novamente com a cabeça abaixada, fazendo algumas anotações em silêncio e ignorando Blair completamente. Ela não pode deixar ficar em duvida se havia imaginado o que acabara de acontecer ou não.

▲▼ ▲▼ ▲▼

Airom Online era o jogo de RPG online mais famoso no momento. Comerciais sobre o mesmo estavam passando em praticamente todos os canais, e apesar de ter sido lançado há apenas uma semana o número de jogares já ultrapassava 10.000!

Honestamente, Lynne não queria ter nada haver com o jogo. Principalmente porque o RPG foi produzido pela empresa daquele homem, e quanto menos se envolvesse com coisas que tinham haver com ele melhor...

E era exatamente por essas razões que ele não tinha a menor ideia do que estava fazendo com uma cópia de Airom Online em suas mãos. Se fosse sincero consigo mesmo, admitiria que suas memórias estavam um pouco nubladas.

Ele havia visto o jogo na vitrine de uma loja no caminho de casa, quando estava prestes a continuar caminhando sentiu alguma coisa o puxando em direção a loja e quando finalmente voltou a si, estava com o jogo guardado em uma sacola de plástico pendurada em seu braço.

Virou a caixa do jogo entre as mãos. Bom... Ele tinha comprado o jogo, mesmo que não se lembrasse exatamente disso. Eram dez horas da noite e levando em conta sua insônia, não conseguiria dormir antes de uma da manhã.

Entediado, sem sono e sem nada para fazer, Lynne decidiu dar uma chance ao RPG. Tirou o DVD da capa protetora, e depois de alguns minutos o jogo estava instalado em seu computador.

Ouviu o som de um trovão, e não pode deixar de olhar de olhar para a janela com uma de suas sobrancelhas levantadas. Estranho... Tinha certeza de que a previsão do tempo para hoje era de tempo seco.

Deu de ombros e resolveu iniciar o jogo. Se registrou rapidamente no site oficial de Airom, escolhendo LVH como nome de usuário e uma palavra aleatória como senha.

Quando a tela de login finalmente apareceu, Lynne bocejou e piscou algumas vezes para processar o que havia acabado de acontecer. Uma rápida olhada no relógio de seu computador o informou que ainda eram dez e meia da noite, e com ou sem insônia, era cedo demais para estar com sono.

Resolveu continuar mesmo assim, deixando o evento estranho de lado. Clicou no botão que permitiria que criasse um novo personagem, e conforme foi modificando o sprite que o representaria sentiu seus olhos ficando mais e mais pesados.

Aos poucos, sentiu sua visão e sua mente ficarem nublados. Continuava a colocar todas as informações necessárias para a criação de um novo personagem como se estivesse se movendo em piloto automático. Estranho... Era como ele soubesse exatamente onde deveria clicar e o que deveria modificar... Como se já tivesse feito isso várias vezes antes.

Quando terminou uma figura de cabelos negros e olhos verdes o encarou da tela do computador. A semelhança entre si e o sprite que acabara de criar era levemente perturbadora... Ou pelo menos, ele acharia isso se pudesse pensar coerentemente.

As únicas diferenças visíveis entre os dois eram as roupas, a falta de óculos e o cabelo do sprite, que era um pouco mais comprido que o seu.

A essa altura, Lynne tinha certeza de que se fechasse os olhos, não voltaria a abri-los tão cedo. Apesar de seu estado, sua mão se mexeu como se tivesse vida própria, e finalizou as etapas necessárias para validar o personagem que acabara de criar.

Quando a tela usada para escolher o nome do personagem surgiu, Lynne já não estava mais certo se estava acordado ou dormindo, e a última coisa que fez antes de fechar seus olhos e perder totalmente a consciência, foi digitar quatro letras distintas: R-A-I-N.

Em um mundo totalmente tomado pelas trevas, sentiu uma voz ecoando em seu subconsciente:

“Bem vindo a Airom novamente... Rain.”
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